Só para que conste.
Estava no outro dia a derribar os jardins suspensos frente à televisão, numa apática e inconsequente atitude neo-individualista quando, e felizmente para os meus neurónios, começou um programa da National Geographic.
Devo dizer que, tal como sempre, já estou a dizer nada de jeito e já estão todos a mundificar-se para esta merda (esta última até teve piada).
Mas o que é um facto é que, o programa era deveras interessante. Interessante ao ponto de eu abrir uma excepção nesta avacalhice que é o meu blog e fazer um post construtivo. Ou não.
Existe uma tribo nómada, no maior deserto africano que, uma vez por ano, converge todas as suas famílias para um local secreto onde decorre um festival. Ok, ok, até aí nada de especial.
Se eu disser que se trata de um festival onde o objecto de análise é a escolha de um parceiro, aí talvez comecem a achar mais estranho.
Mas o delírio absoluto é eu referir que os homens da tribo são colocados em fila, maquilhados, penteados e literalmente expostos ao gosto feminino que por ali anda.
Também acho um pouco esquisito mas, se analisarmos bem a situação, não é nada dou outro mundo.
Ok, os gajos são postos em fila e elas é que escolhem o melhor produto para fecundar os seus óvulos? E então?
A malta vive numa sociedade dita normal e acontece exactamente o mesmo. Sim, sem a maquilhagem, claro... Mas são elas que escolhem um pato. Escolhem-nos pelo dinheiro? Pela influência? Pelo carro que têm? Epa, isso já não sei... Quer dizer, até tenho uma opinião acerca do caso, mas vou-me remeter ao silêncio para que esta merda não acabe mal.
Já esta questão, levanta um outro assunto que outrora havia referido neste mesmo canto da web.
Os pinguins.
Os pinguins e as pinguinas aliás.
Como já devem ter reparado, os pinguins deslocam-se em grandes massas animais ao longo de glaciares e zonas geladas (curiosamente há uns quantos na Patagónia... Patos... estão a ver?).
Para quem não sabe - e vou falar muito a sério - os pinguins são animais extremamente fiéis. Escolhem uma parceira e conservam-na (não, não é no frio) até ao fim dos seus dias.
E agora perguntam vocês.
E no meio de tantos gajos iguais, todos de smoking, como é que os casalinhos fofos se reconhecem?
É fácil.
Cada pinguim grasna, ou pia, ou pinguina, não sei, numa frequência vocal diferente. Traduzindo por pintos, cada pinguim 'canta' uma melodia diferente. Ela, memoriza o 'canto' do pinguim; ele, memoriza o 'canto' da pinguina. E assim, por muitos pinguins e pinguinas que estejam a 'cantar', os casalinhos reconhecem-se sempre.
É algo realmente fofo. Fofo e admirável
Seria realmente interessante tantar aplicar isto aos seres humanos.
Mas, penso eu na minha humilde patice, que deve ser algo não impossível (porque isso não existe) mas altamente improvável ou, se preferirem, tecnicamente inexequível.
Isto porque, em primeiro lugar, era muito complicado conseguir-se ter seres humanos fiéis. Andam alguns por aí e são em número ímpar (não dá para formar casais). Depois, seria a loucura total, dizer a uma mulher que memorizasse o arrotar do companheiro (isto só para dar um exemplo). Para estragar tudo, poucos seriam os homens que aceitariam memorizar o grasnanço da sua concubina.
Mas isto, tal como eu dizia, é mesmo só para que conste...
Cumprimentos fofos patinos!
18/06/2007
17/06/2007
Mais uma com patos
Mesmo antes de estar a rebentar a hora para ir estudar - leia-se marrar - com o pessoal (é... os exames estão a chegar... eles andem aí) decidi publicar mais uma pequena história com patos para os meus poucos e fiéis leitores. Leitores esses que nunca comentam nada, mas paciência... cada um tem o que merece...
"
O marido chega a casa às 18:00 e diz a mulher que vai ter uma reunião às 22:00 mas que não vai porque era um abuso. Mas a mulher, preocupada com o marido, convence-o que o trabalho é importante.
O marido então vai tomar um banho para se preparar e pensa (foi fácil enganá-la).
Como qualquer mulher faria, enquanto o homem toma banho ela revista-lhe o bolso do casaco e encontra um bilhete, onde estava escrito:
"Amor, estou à tua espera para comermos um pato ao molho branco".
A mulher coloca o bilhete no lugar e quando o marido sai do banho encontra a sua mulher com uma roupa sensual e toda fogosa.
O marido não perde tempo e parte logo para o enrolanço e a coisa escalda.
A mulher dá-lhe tal trato, que o marido adormece.
Quando se aproximam as 22:00 a hora a mulher acorda o marido, que já não quer ir à reunião, mas ela convence-o a ir.
Ao chegar a casa da amante o marido, cansado, diz à amante que trabalhou muito e que queria tomar um banho e descansar um pouco.
Como qualquer mulher, enquanto o tipo toma banho ela revista-lhe o bolso do casaco e encontra um bilhete onde estava escrito:
"O pato foi, mas o molho branco ficou todo aqui."
"
"
O marido chega a casa às 18:00 e diz a mulher que vai ter uma reunião às 22:00 mas que não vai porque era um abuso. Mas a mulher, preocupada com o marido, convence-o que o trabalho é importante.
O marido então vai tomar um banho para se preparar e pensa (foi fácil enganá-la).
Como qualquer mulher faria, enquanto o homem toma banho ela revista-lhe o bolso do casaco e encontra um bilhete, onde estava escrito:
"Amor, estou à tua espera para comermos um pato ao molho branco".
A mulher coloca o bilhete no lugar e quando o marido sai do banho encontra a sua mulher com uma roupa sensual e toda fogosa.
O marido não perde tempo e parte logo para o enrolanço e a coisa escalda.
A mulher dá-lhe tal trato, que o marido adormece.
Quando se aproximam as 22:00 a hora a mulher acorda o marido, que já não quer ir à reunião, mas ela convence-o a ir.
Ao chegar a casa da amante o marido, cansado, diz à amante que trabalhou muito e que queria tomar um banho e descansar um pouco.
Como qualquer mulher, enquanto o tipo toma banho ela revista-lhe o bolso do casaco e encontra um bilhete onde estava escrito:
"O pato foi, mas o molho branco ficou todo aqui."
"
15/06/2007
Obrigado!
Ora boas! Andam por aí uns patos que dizem que eu perdi aquele sarcasmo mordaz relativamente ao assuntos do dia do País. Há muitas aves raras que acham que o Pato Marques só pensa no próprio umbigo e, consequentemente, esqueceu os problemas da Patolândia. Pois então, agradeço que visualizem primeiramente este spotzinho e já falamos mais abaixo...
Ora o João acaba de mamar a sua refeiçãozinha e pede a factura ao empregado. Este, com um sorriso nos lábios, entrega-lhe a dita cuja e ainda agradece... Ahh! Mas onde é que estes gajos pensam que estão?
Vamos cá então fazer o filme correctamente, apoiando-nos na triste realidade do nosso (des)Governo...
Ora o João acaba a sua refeiçãozinha e pede a factura ao empregado.
Este, responde-lhe entredentes:
- Seu cabrãozinho... chuleco da malta que trabalha! Queres a factura para andares a encher é o cú ao teu patrão! Deves é ser funcionário público!
Enquanto o João sai correndo do restaurante para não ser espancado pelo cozinheiro, passemos às personagens seguintes:
1. A velhota: "Seu cabrão, filho da puta! Andas a pedir facturas para os chulos das Finanças andarem a sugar-nos a espinha! E eu a viver com uma reforma de 200€ para o filho da puta das finanças ter uma de 2000€... Obrigadinho, verme!"
2. Os putos: "Punheteiro do caralho! Pedófilo! Andas a encher o cú ao estado com as facturas e nós andamos a comer no focinho numa escola pública em Chelas! Se queres ajudar a malta paga-nos uma escola privada e mete lá professores decentes! Obrigadinho, ranhoso!"
3. O bacano debaixo da ponte: "Olha o João, cabrão de merda! Não estivesse aqui esta malta toda e eu ainda te fodia as tripas com a ponta-e-mola!!! Merdoso! Andasses a esfolar o focinho no meu restaurante e eu dava-te a factura! Pelo rabo acima!!! Obrigadão, cornudo de merda!"
4. Os doutores: "João, muito obrigado! A tua factura não evitou é que fechassem a maternidade do Alto da Beira! Ah, mas que se foda! Agora temos uma clínica privada onde exercemos o Juramento dos Hipócritas! O Alto da Beira que vá levar no cúzinho... Obrigado João!"
5. Os bombeiros: "Ehhhhh! Olha o João! Filho de uma grande puta! Punheteiro! À pala das facturas os cabrões das Finanças andam de BMW e nós vamos na charrua!! Dávamos-te era um clistér de pressão com a mangueira! Chuchador de pimentos suspensos!"
6. A multidão (enquanto o espancam): "Colarinho branco de merda! Já te damos a puta da factura! É para o ano os gajos se atrasarem novamente com os reembolsos do IRS? É isso? Cabrão!"
7. A voz-off: "Ao pedir a factura, está a contribuir para que uns quantos fdps em São Bento se andem a encher às suas custas, enquanto você pensa que está a contribuir para um país melhor; e entretanto, continuamos com estradas esburacadas, urgências a fechar, escolas e professores de merda e reformados a serem tratados abaixo de cão... O País agradece!
Ora o João acaba de mamar a sua refeiçãozinha e pede a factura ao empregado. Este, com um sorriso nos lábios, entrega-lhe a dita cuja e ainda agradece... Ahh! Mas onde é que estes gajos pensam que estão?
Vamos cá então fazer o filme correctamente, apoiando-nos na triste realidade do nosso (des)Governo...
Ora o João acaba a sua refeiçãozinha e pede a factura ao empregado.
Este, responde-lhe entredentes:
- Seu cabrãozinho... chuleco da malta que trabalha! Queres a factura para andares a encher é o cú ao teu patrão! Deves é ser funcionário público!
Enquanto o João sai correndo do restaurante para não ser espancado pelo cozinheiro, passemos às personagens seguintes:
1. A velhota: "Seu cabrão, filho da puta! Andas a pedir facturas para os chulos das Finanças andarem a sugar-nos a espinha! E eu a viver com uma reforma de 200€ para o filho da puta das finanças ter uma de 2000€... Obrigadinho, verme!"
2. Os putos: "Punheteiro do caralho! Pedófilo! Andas a encher o cú ao estado com as facturas e nós andamos a comer no focinho numa escola pública em Chelas! Se queres ajudar a malta paga-nos uma escola privada e mete lá professores decentes! Obrigadinho, ranhoso!"
3. O bacano debaixo da ponte: "Olha o João, cabrão de merda! Não estivesse aqui esta malta toda e eu ainda te fodia as tripas com a ponta-e-mola!!! Merdoso! Andasses a esfolar o focinho no meu restaurante e eu dava-te a factura! Pelo rabo acima!!! Obrigadão, cornudo de merda!"
4. Os doutores: "João, muito obrigado! A tua factura não evitou é que fechassem a maternidade do Alto da Beira! Ah, mas que se foda! Agora temos uma clínica privada onde exercemos o Juramento dos Hipócritas! O Alto da Beira que vá levar no cúzinho... Obrigado João!"
5. Os bombeiros: "Ehhhhh! Olha o João! Filho de uma grande puta! Punheteiro! À pala das facturas os cabrões das Finanças andam de BMW e nós vamos na charrua!! Dávamos-te era um clistér de pressão com a mangueira! Chuchador de pimentos suspensos!"
6. A multidão (enquanto o espancam): "Colarinho branco de merda! Já te damos a puta da factura! É para o ano os gajos se atrasarem novamente com os reembolsos do IRS? É isso? Cabrão!"
7. A voz-off: "Ao pedir a factura, está a contribuir para que uns quantos fdps em São Bento se andem a encher às suas custas, enquanto você pensa que está a contribuir para um país melhor; e entretanto, continuamos com estradas esburacadas, urgências a fechar, escolas e professores de merda e reformados a serem tratados abaixo de cão... O País agradece!
13/06/2007
E viva o Sto. António Casamenteiro...
Teoria avançada do Casamento: Antes e Depois...
Antes:
Duas por noite;
Depois:
Duas por mês;
Antes:
"Deixas-me sem fôlego";
Depois:
"Estás-me a sufocar";
Antes:
"Não pares!";
Depois:
"Pára!";
Antes:
"É tão bom estar ao teu lado...";
Depois:
"Vira-te para o outro lado!";
Antes:
"Pergunto-me o que faria sem ti...";
Depois:
"Pergunto-me o que faço contigo...";
Antes:
"Erótica(o)";
Depois:
"Neurótica(o)";
Antes:
"Ela adora a forma como controlo a situação";
Depois:
"Ela diz que faço tudo à minha maneira";
Antes:
"Ontem fizémos amor no sofá!";
Depois:
"Ontem dormi no sofá!";
Antes:
Bichos pequeninos e fofinhos - "minha gatinha", "meu ursinho"...
Depois:
Os bichos crescem - "sua vaca", "seu cavalo";
Antes:
Os serões de sábado à noite...
Depois:
O futebol de domingo à noite!
Antes:
"Só vais comer isso?";
Depois:
"Talvez fosse melhor comeres menos...";
Antes:
"Parece que estou a sonhar!";
Depois:
"Estou a ter um pesadelo!";
Antes:
"Concordamos em tudo!";
Depois:
"Não temos nada em comum!";
Antes:
Cuecas de renda...
Depois:
Cinta...
Antes:
"Adoro as tuas curvas...";
Depois:
"Estás mais gorda, não estás?";
Antes:
"Ele(a) está completamente doido(a) por mim!";
Depois:
"Ele(a) dá comigo em doida(o)!";
Antes:
"Ficas tão sexy de preto...";
Depois:
"Vestes-te sempre de preto, é tão deprimente!";
Antes:
Camarão;
Depois:
Atum em lata;
Antes:
Vinho verde;
Depois:
Sumo de marca branca;
Antes:
Camisa para dentro das calças;
Depois:
Barriga de fora das calças;
Antes:
"Não acredito que estejamos juntos!";
Depois:
"Não acredito que decidi ficar contigo!",
Antes:
"Vem depressa para a cama...";
Depois:
"Vai-te deitar que já estás a ressonar no sofá!";
Antes:
"Deixa-me aquecer-te os pézinhos...";
Depois:
"Chega esses cubos de gelo para lá!";
Antes:
Minha coisa boa para cá e para lá;
Depois:
As minhas coisas para cá, as tuas para lá!
Antes:
Duas por noite;
Depois:
Duas por mês;
Antes:
"Deixas-me sem fôlego";
Depois:
"Estás-me a sufocar";
Antes:
"Não pares!";
Depois:
"Pára!";
Antes:
"É tão bom estar ao teu lado...";
Depois:
"Vira-te para o outro lado!";
Antes:
"Pergunto-me o que faria sem ti...";
Depois:
"Pergunto-me o que faço contigo...";
Antes:
"Erótica(o)";
Depois:
"Neurótica(o)";
Antes:
"Ela adora a forma como controlo a situação";
Depois:
"Ela diz que faço tudo à minha maneira";
Antes:
"Ontem fizémos amor no sofá!";
Depois:
"Ontem dormi no sofá!";
Antes:
Bichos pequeninos e fofinhos - "minha gatinha", "meu ursinho"...
Depois:
Os bichos crescem - "sua vaca", "seu cavalo";
Antes:
Os serões de sábado à noite...
Depois:
O futebol de domingo à noite!
Antes:
"Só vais comer isso?";
Depois:
"Talvez fosse melhor comeres menos...";
Antes:
"Parece que estou a sonhar!";
Depois:
"Estou a ter um pesadelo!";
Antes:
"Concordamos em tudo!";
Depois:
"Não temos nada em comum!";
Antes:
Cuecas de renda...
Depois:
Cinta...
Antes:
"Adoro as tuas curvas...";
Depois:
"Estás mais gorda, não estás?";
Antes:
"Ele(a) está completamente doido(a) por mim!";
Depois:
"Ele(a) dá comigo em doida(o)!";
Antes:
"Ficas tão sexy de preto...";
Depois:
"Vestes-te sempre de preto, é tão deprimente!";
Antes:
Camarão;
Depois:
Atum em lata;
Antes:
Vinho verde;
Depois:
Sumo de marca branca;
Antes:
Camisa para dentro das calças;
Depois:
Barriga de fora das calças;
Antes:
"Não acredito que estejamos juntos!";
Depois:
"Não acredito que decidi ficar contigo!",
Antes:
"Vem depressa para a cama...";
Depois:
"Vai-te deitar que já estás a ressonar no sofá!";
Antes:
"Deixa-me aquecer-te os pézinhos...";
Depois:
"Chega esses cubos de gelo para lá!";
Antes:
Minha coisa boa para cá e para lá;
Depois:
As minhas coisas para cá, as tuas para lá!
E uma vez mais...
E, só para que conste, pelo quarto ano consecutivo marcaram-me um exame no dia do meu aniversário.
Implicará marranço ao longo do dia, concretizando-se sob a forma de uma folha de teste ao início da noite... Merda!
Implicará marranço ao longo do dia, concretizando-se sob a forma de uma folha de teste ao início da noite... Merda!
//Meter aqui o título
Ora boas!
Quero ver se despacho esta merda antes que me começem a martelar os cornos porque tenho a luz acesa, ou porque estou a teclar, ou até mesmo, quem sabe, porque estou vivo.
Sim, porque isto das cenas de vida ou de morte é muito relativa. O que para uns é aceitável, para outros é uma injustiça e para outros ainda é uma forma de ficar com os corninhos todos queimados.
Bom, mas isto para continuar a onda das merdas deprimentes - sim porque muito antes dos gatitos terem descoberto a arca dos tesourinhos deprimentes, já andava por aí um Pato que sabia ser efectivamente deprimente - aí vem o post de hoje.
Dizem que cada ovo que cai na terra tem uma missão.
Há ovos que se tornam doutores, ovos que se tornam engenheiros, ovos que apodrecem, ovos que se tornam belos cisnes, ovos que ficam na merda, ovos que conseguem tudo na vida, ovos que nascem para vencer, ovos que nascem apenas para ser mais um ovo nesta imensidão de lama que é a vida de um Pato.
Há os ovos que encontram o seu lugar entre os ovos; há os ovos que mantém uma incessante busca pelo tudo e pelo nada, nunca encontrando o seu lugar.
Há os ovos que nascem para ser felizes e ter uma vidinha de gema razoavelmente aceitável; há os ovos que por mais que tentem não conseguem encontrar a felicidade, pois a mesma parece ser pouco espessa e altamente fluida, escapando-se assim pelo intervalo das membranas da barbatana.
Chegando a este ponto de constatações infelizes, em que metade dos meus leitores - ah! até parece que tenho muitos - já está a vomitar compulsivamente o jantar do dia seguinte, urge fazer a questão: Mas este gajo está a falar de quê???
É uma questão deveras interessante e creio que devemos até mantê-la numa filosófica ponderação do real.
Um gajo não curte muito dar imagens de coitadinho pelo que nem vou tentar fazer grande sentido, ligando a minha vidinha às várias metáforas de ovos - que já estão a dar uma gemada do caralho - que se encontram umas linhas acima.
Fiquemos por aqui. A malta não percebe o que escrevo, pelo que está tudo na maior. De facto, nem eu percebo muito bem o que escrevo. Acredito que se tratam de induções psicotrópicas induzidas pelas radiações electromagnéticas que me rodeiam - olha ali um pato cor-de-rosa!
Mas um pato acorda de manhã e, em pensamento, porque é feio dizer palavrões, manda um belo 'foda-se' que ecoa em toda a sua consciência.
E depois um gajo inicia o seu dia, tendo em conta que vai ser mais um dia da sua sobrevivência e afirmação patina. E um gajo olha para o lado e, ainda com o despertador semi-arrotado na sua visão periférica, pensa nos centímetros que lhe restam entre a sua carne e o fim da cama, e em como ficaria ali bem qualquer coisita fofa. Ya, isso mesmo, uma almofada... lá está... 'foda-se'!
E um gajo levanta-se e começa logo a ouvir as merdas de que se levanta cedo e que não deixa ninguém dormir e o caralho que foda tudo. É... dizem que o dinheiro cresce nas árvores... e eu estou a poupar para ver se compro umas sementes... E, subitamente, a sua perspectiva mental do 'foda-se' começa a alterar-se para um técnico 'que se foda' porque, afinal, a ordem ainda continua a ser tudo.
E entramos na rotina do casa-carro-parque-trabalho-restaurante-trabalho-parque-carro-foda-se...
E assim se passa um dia, tentando provar à humanidade que somos úteis, mesmo que seja na mais inútil das profissões. Devo dizer que é altamente fodido um gajo ter noção que trabalha para um dos sectores que mais injustiça social gera no mundo. Mas enfim, tal como a família, também não escolhemos o trabalho... é o que aparece... Sim, porque os empregos a malta até escolhe; os trabalhos é que é mais complicado.
E depois vem a parte divertida, em que um gajo até se oferece para ser explorado num feriado - por favor, tirem-me de casa!!! - mas descobre que não pode... sim, porque a exploração só pode ser feita aos dias úteis e com os bosses por perto; aos dias santos, népias! Vá-se lá saber... até fiquei a pensar como seria possível que num estado laico como o nosso, não quisessem que um gajo trabalhasse no dia de Sto. António - calculei logo que fosse temor a ofender o Senhor... Mas não, era o Senhor, sim, mas de outro lado...
Mas para terminar o dia em grande, e como castigo divino por ter escolhido nascer num cabrão de um bairro histórico da cidade, eia! em grande! Uma hora para percorrer 3 quilómetros e mais hora e meia para arranjar um fdp de um lugar para o carro. E tudo porque é véspera de Sto. António... Depois de duas horas e meia à procura de lugar decidi - riam-se, que agora tem piada - voltar ao local de trabalho para arrumar o carro... felizmente, deu-me na cabeça de passar primeiro no cemitério da zona (estou a falar muito a sério, não é gozo) à procura de lugar. Tive sorte... afinal os habitantes da zona têm lugares reservados mas não conduzem... eventualmente por estarem na sua grande maioria, mortos. Literalmente!
E pronto, foi só voltar o caminho todo de volta para trás, a pé, com um transportável às costas... E isso é o menos. Mau foi aturar a festarola, a cerveja, o vinho, os pimentos, as sardinhas e o bailarico ao longo de todo o caminho. Não, não foi assim tão mau. Minto. Mau, é aturar os parzinhos enamorados a atrapalharem o caminho, gozando o Sto. António Casamenteiro, enquanto afiambram valentes desentupidores traqueais. Coitadas das sardinhas...
E um gajo entra em casa e descobre que afinal o rotor ficou a funcionar, pelo que o disco continua tocar, massacrando os cornos a um gajo até o cérebro se tornar numa pasta pseudo-viscosa que tende a sair por todos os orifícios corporais - ya, esse também.
E, finalmente, após ter os cornos feitos merda, fazer o jantar, lavar-se - tudo isto ao som da Sinfonia - e ver a merda da matéria que tem de estudar para a frequência que se avizinha, termina o seu dia, rotineiro, a gerar código ASCII no seu terminal inteligente.
E, uma vez mais, pensa, porque é feio dizer palavrões - 'foda-se' - e prepara-se para mais um dia.
Fecha-se a playlist (pena, hoje até estava a gostar de ouvir os Queen...), shut down ao portátil...
Uma leve emissão de fluidos renais escoa pelo fundo da retrete, a habitual coçadela nos jardins suspensos e um pato deita-se. Mira o despertador com a sua visão periférica... sozinho, como sempre, no seu ninho.
Ah! E para os que estariam a perguntar-se, não, não fui ao Sto. António. Farto de saltos em fogueiras já estou eu... as penas chamuscam. E também não morro de amores por surpresas.
Impossível deixar de pensar nos ovos que nascem com a ponta virada para a Lua. Ou nas galinhas que viram o cú para a Lua. Já não sei. Foda-se.
Quero ver se despacho esta merda antes que me começem a martelar os cornos porque tenho a luz acesa, ou porque estou a teclar, ou até mesmo, quem sabe, porque estou vivo.
Sim, porque isto das cenas de vida ou de morte é muito relativa. O que para uns é aceitável, para outros é uma injustiça e para outros ainda é uma forma de ficar com os corninhos todos queimados.
Bom, mas isto para continuar a onda das merdas deprimentes - sim porque muito antes dos gatitos terem descoberto a arca dos tesourinhos deprimentes, já andava por aí um Pato que sabia ser efectivamente deprimente - aí vem o post de hoje.
Dizem que cada ovo que cai na terra tem uma missão.
Há ovos que se tornam doutores, ovos que se tornam engenheiros, ovos que apodrecem, ovos que se tornam belos cisnes, ovos que ficam na merda, ovos que conseguem tudo na vida, ovos que nascem para vencer, ovos que nascem apenas para ser mais um ovo nesta imensidão de lama que é a vida de um Pato.
Há os ovos que encontram o seu lugar entre os ovos; há os ovos que mantém uma incessante busca pelo tudo e pelo nada, nunca encontrando o seu lugar.
Há os ovos que nascem para ser felizes e ter uma vidinha de gema razoavelmente aceitável; há os ovos que por mais que tentem não conseguem encontrar a felicidade, pois a mesma parece ser pouco espessa e altamente fluida, escapando-se assim pelo intervalo das membranas da barbatana.
Chegando a este ponto de constatações infelizes, em que metade dos meus leitores - ah! até parece que tenho muitos - já está a vomitar compulsivamente o jantar do dia seguinte, urge fazer a questão: Mas este gajo está a falar de quê???
É uma questão deveras interessante e creio que devemos até mantê-la numa filosófica ponderação do real.
Um gajo não curte muito dar imagens de coitadinho pelo que nem vou tentar fazer grande sentido, ligando a minha vidinha às várias metáforas de ovos - que já estão a dar uma gemada do caralho - que se encontram umas linhas acima.
Fiquemos por aqui. A malta não percebe o que escrevo, pelo que está tudo na maior. De facto, nem eu percebo muito bem o que escrevo. Acredito que se tratam de induções psicotrópicas induzidas pelas radiações electromagnéticas que me rodeiam - olha ali um pato cor-de-rosa!
Mas um pato acorda de manhã e, em pensamento, porque é feio dizer palavrões, manda um belo 'foda-se' que ecoa em toda a sua consciência.
E depois um gajo inicia o seu dia, tendo em conta que vai ser mais um dia da sua sobrevivência e afirmação patina. E um gajo olha para o lado e, ainda com o despertador semi-arrotado na sua visão periférica, pensa nos centímetros que lhe restam entre a sua carne e o fim da cama, e em como ficaria ali bem qualquer coisita fofa. Ya, isso mesmo, uma almofada... lá está... 'foda-se'!
E um gajo levanta-se e começa logo a ouvir as merdas de que se levanta cedo e que não deixa ninguém dormir e o caralho que foda tudo. É... dizem que o dinheiro cresce nas árvores... e eu estou a poupar para ver se compro umas sementes... E, subitamente, a sua perspectiva mental do 'foda-se' começa a alterar-se para um técnico 'que se foda' porque, afinal, a ordem ainda continua a ser tudo.
E entramos na rotina do casa-carro-parque-trabalho-restaurante-trabalho-parque-carro-foda-se...
E assim se passa um dia, tentando provar à humanidade que somos úteis, mesmo que seja na mais inútil das profissões. Devo dizer que é altamente fodido um gajo ter noção que trabalha para um dos sectores que mais injustiça social gera no mundo. Mas enfim, tal como a família, também não escolhemos o trabalho... é o que aparece... Sim, porque os empregos a malta até escolhe; os trabalhos é que é mais complicado.
E depois vem a parte divertida, em que um gajo até se oferece para ser explorado num feriado - por favor, tirem-me de casa!!! - mas descobre que não pode... sim, porque a exploração só pode ser feita aos dias úteis e com os bosses por perto; aos dias santos, népias! Vá-se lá saber... até fiquei a pensar como seria possível que num estado laico como o nosso, não quisessem que um gajo trabalhasse no dia de Sto. António - calculei logo que fosse temor a ofender o Senhor... Mas não, era o Senhor, sim, mas de outro lado...
Mas para terminar o dia em grande, e como castigo divino por ter escolhido nascer num cabrão de um bairro histórico da cidade, eia! em grande! Uma hora para percorrer 3 quilómetros e mais hora e meia para arranjar um fdp de um lugar para o carro. E tudo porque é véspera de Sto. António... Depois de duas horas e meia à procura de lugar decidi - riam-se, que agora tem piada - voltar ao local de trabalho para arrumar o carro... felizmente, deu-me na cabeça de passar primeiro no cemitério da zona (estou a falar muito a sério, não é gozo) à procura de lugar. Tive sorte... afinal os habitantes da zona têm lugares reservados mas não conduzem... eventualmente por estarem na sua grande maioria, mortos. Literalmente!
E pronto, foi só voltar o caminho todo de volta para trás, a pé, com um transportável às costas... E isso é o menos. Mau foi aturar a festarola, a cerveja, o vinho, os pimentos, as sardinhas e o bailarico ao longo de todo o caminho. Não, não foi assim tão mau. Minto. Mau, é aturar os parzinhos enamorados a atrapalharem o caminho, gozando o Sto. António Casamenteiro, enquanto afiambram valentes desentupidores traqueais. Coitadas das sardinhas...
E um gajo entra em casa e descobre que afinal o rotor ficou a funcionar, pelo que o disco continua tocar, massacrando os cornos a um gajo até o cérebro se tornar numa pasta pseudo-viscosa que tende a sair por todos os orifícios corporais - ya, esse também.
E, finalmente, após ter os cornos feitos merda, fazer o jantar, lavar-se - tudo isto ao som da Sinfonia - e ver a merda da matéria que tem de estudar para a frequência que se avizinha, termina o seu dia, rotineiro, a gerar código ASCII no seu terminal inteligente.
E, uma vez mais, pensa, porque é feio dizer palavrões - 'foda-se' - e prepara-se para mais um dia.
Fecha-se a playlist (pena, hoje até estava a gostar de ouvir os Queen...), shut down ao portátil...
Uma leve emissão de fluidos renais escoa pelo fundo da retrete, a habitual coçadela nos jardins suspensos e um pato deita-se. Mira o despertador com a sua visão periférica... sozinho, como sempre, no seu ninho.
Ah! E para os que estariam a perguntar-se, não, não fui ao Sto. António. Farto de saltos em fogueiras já estou eu... as penas chamuscam. E também não morro de amores por surpresas.
Impossível deixar de pensar nos ovos que nascem com a ponta virada para a Lua. Ou nas galinhas que viram o cú para a Lua. Já não sei. Foda-se.
12/06/2007
09/06/2007
Metamorfoses
Estava eu hoje na cozinha, cuidando das minhas tarefas domésticas, quando ouvi um anúncio na televisão relativo a uma clínica espanhola de cirurgia plástica.
Dizia a fofinha, centro das atenções e a desfilar em cuequinha pelas salas, que se sentia mal com o seu corpo e que a ideia de fazer a operação tinha até vindo do seu 'morzinho, o namorado...
Claro que o namorado, entrevistado logo de seguida dizia que ela agora até se sentia melhor, e isso era o mais importante.
Epa, um bocado naquela onda... comecei a torcer o bico.
Quer dizer, eu não posso dizer merda nenhuma que corro o risco de fazer voto de celibato; o cabrãozinho do espanhol dá-se ao luxo de dizer na televisão que 'o mais importante' era ela agora sentir-se melhor - daí ter sugerido a operação...
Mas quem é que nós queremos enganar???
Se há coisa que me irrita um bocado é a cena do 'existe uma medida de perfeição para todos os corpos no universo'.
E claro que essa medida perfeita deve ter sido idealizada por um qualquer deus macho, que impôs como regra para o corpo ideal da fêmea o ter mamas grandes, rabo pequeno, cintura estreita e presuntos q.b.
Já agora adicionemos também uma altura padrão. Ya, como dizia o Roberto Carlos, mulher pequena é o que está a dar... o motivo? Bom, como estou a fazer uma desintoxicação verbal nem vou tentar imaginar o motivo...
Escolhamos uma cor de cabelo... louro amarelo, a apontar para uma qualquer actriz de Hollywood. Ah, e se tiver pezinhos pequeninos e um sorriso Colgate... epa, aí, perfeita, perfeita nem a cerveja!
No meio de tanto preconceito, se a fofinha tiver cérebro... até era interessante.
Ou melhor, o que estou eu a dizer???!!!
A malta quer é gajas estúpidas.
Daquelas que respondem apenas 'sim querido' ou 'sim 'mor'...
Depois podem ser brutalmente espancadas, agredidas física e psicologicamente ou até mesmo traídas, que não se importam.
Como não pensam, voltam sempre ao dono, para lhe lamberem as mãos. (Pensavam que ia javardar, né? Mas agora sou um novo Pato...)
Essas não pensam, logo não discutem. E assim é mais fixe, porque não chateiam e deixam a malta ver o futebol com os amigos enquanto vão trazendo umas cervejas e amendoins para os macacos.
Agooooora! O que é realmente porreiro, é quando um gajo está de fora e vê a quantidade de gajas que são assim e não querem mudar.
É altamente porque parecem os animais de estimação de um qualquer labrego.
Mas elas parecem gostar.
Pelo que tenho visto, os labregos andam sempre acompanhados e os patos fixes não.
Mas também há aquelas gajas que até têm cérebro mas lá arranjam um bacano com dinheiro à séria e então convertem-se ao estupidificatismo.
Afinal, elas podem até não se importar, mas para esses gajos, não passam de um objecto fácil de arranjar e que sempre se pode exibir ao pessoal. Tipo... 'Gaja, senta!', 'Gaja, cerveja! Traz ao dono, traz ao dono', 'Gaja, anda cá para te ir à tromba!'.
Enquanto Pato, e consequentemente, Ser Superior à Humanidade, creio que ainda muito poucos se aperceberam de que são as pequenas (e às vezes grandes) diferenças que nos tornam felizes.
Deverá haver alguma razão para o facto de todos termos um processo de nascimento e crescimento.
Se calhar era um bocado estúpido se vivêssemos numa alegre harmonia programada, fruto de uma pseudo-clonagem.
O meu conselho do dia para a malta que, como o espanhol, acha que deve mandar a sua fofa para um tratamento de faca: experimentem olhar para os pequenos defeitos com uma mente mais aberta; se calhar encontram detalhes interessantes, e que podem ser vistos de outra perspectiva.
O meu conselho do dia para as gajas que alinham nessa merda: atirem-lhes com uma cadeira aos cornos!
Para terminar, um pensamento.
Dizem que a mulher moderna já não acredita em príncipes encantados. Prefere o lobo mau que, não só a ouve melhor, como no final ainda a come.
1. Não creio que os Patos sejam Príncipes Encantados... afinal, ninguém é perfeito.
2. Quero mesmo acreditar que nem toda a mulher moderna é assim.
Cumprimentos Patinos!
Dizia a fofinha, centro das atenções e a desfilar em cuequinha pelas salas, que se sentia mal com o seu corpo e que a ideia de fazer a operação tinha até vindo do seu 'morzinho, o namorado...
Claro que o namorado, entrevistado logo de seguida dizia que ela agora até se sentia melhor, e isso era o mais importante.
Epa, um bocado naquela onda... comecei a torcer o bico.
Quer dizer, eu não posso dizer merda nenhuma que corro o risco de fazer voto de celibato; o cabrãozinho do espanhol dá-se ao luxo de dizer na televisão que 'o mais importante' era ela agora sentir-se melhor - daí ter sugerido a operação...
Mas quem é que nós queremos enganar???
Se há coisa que me irrita um bocado é a cena do 'existe uma medida de perfeição para todos os corpos no universo'.
E claro que essa medida perfeita deve ter sido idealizada por um qualquer deus macho, que impôs como regra para o corpo ideal da fêmea o ter mamas grandes, rabo pequeno, cintura estreita e presuntos q.b.
Já agora adicionemos também uma altura padrão. Ya, como dizia o Roberto Carlos, mulher pequena é o que está a dar... o motivo? Bom, como estou a fazer uma desintoxicação verbal nem vou tentar imaginar o motivo...
Escolhamos uma cor de cabelo... louro amarelo, a apontar para uma qualquer actriz de Hollywood. Ah, e se tiver pezinhos pequeninos e um sorriso Colgate... epa, aí, perfeita, perfeita nem a cerveja!
No meio de tanto preconceito, se a fofinha tiver cérebro... até era interessante.
Ou melhor, o que estou eu a dizer???!!!
A malta quer é gajas estúpidas.
Daquelas que respondem apenas 'sim querido' ou 'sim 'mor'...
Depois podem ser brutalmente espancadas, agredidas física e psicologicamente ou até mesmo traídas, que não se importam.
Como não pensam, voltam sempre ao dono, para lhe lamberem as mãos. (Pensavam que ia javardar, né? Mas agora sou um novo Pato...)
Essas não pensam, logo não discutem. E assim é mais fixe, porque não chateiam e deixam a malta ver o futebol com os amigos enquanto vão trazendo umas cervejas e amendoins para os macacos.
Agooooora! O que é realmente porreiro, é quando um gajo está de fora e vê a quantidade de gajas que são assim e não querem mudar.
É altamente porque parecem os animais de estimação de um qualquer labrego.
Mas elas parecem gostar.
Pelo que tenho visto, os labregos andam sempre acompanhados e os patos fixes não.
Mas também há aquelas gajas que até têm cérebro mas lá arranjam um bacano com dinheiro à séria e então convertem-se ao estupidificatismo.
Afinal, elas podem até não se importar, mas para esses gajos, não passam de um objecto fácil de arranjar e que sempre se pode exibir ao pessoal. Tipo... 'Gaja, senta!', 'Gaja, cerveja! Traz ao dono, traz ao dono', 'Gaja, anda cá para te ir à tromba!'.
Enquanto Pato, e consequentemente, Ser Superior à Humanidade, creio que ainda muito poucos se aperceberam de que são as pequenas (e às vezes grandes) diferenças que nos tornam felizes.
Deverá haver alguma razão para o facto de todos termos um processo de nascimento e crescimento.
Se calhar era um bocado estúpido se vivêssemos numa alegre harmonia programada, fruto de uma pseudo-clonagem.
O meu conselho do dia para a malta que, como o espanhol, acha que deve mandar a sua fofa para um tratamento de faca: experimentem olhar para os pequenos defeitos com uma mente mais aberta; se calhar encontram detalhes interessantes, e que podem ser vistos de outra perspectiva.
O meu conselho do dia para as gajas que alinham nessa merda: atirem-lhes com uma cadeira aos cornos!
Para terminar, um pensamento.
Dizem que a mulher moderna já não acredita em príncipes encantados. Prefere o lobo mau que, não só a ouve melhor, como no final ainda a come.
1. Não creio que os Patos sejam Príncipes Encantados... afinal, ninguém é perfeito.
2. Quero mesmo acreditar que nem toda a mulher moderna é assim.
Cumprimentos Patinos!
07/06/2007
Teoria Metafórica da Condição Automóvel
Ok... já passa da meia-noite e meia, estou cansado, carregado de sono, mas sinto-me em falta para com os meus poucos leitores.
A história de hoje vai soar um bocado a private joke.
Eventualmente, poderá considerar-se uma metáfora imbecil que poucos perceberão.
Poucos perceberão, não porque são estúpidos - não é o que quero dizer - mas sim porque se encontram fora do contexto.
Na realidade, talvez alguns até superem as expectativas e cruzem o cerne da questão.
Na prática, acredito que um ou dois percebam o que quero dizer.
Até porque se trata de uma extensão de uma conversa de almoço...
Automóveis.
Toda a malta quer ter um.
O problema é: de que tipo, de que marca, de que cor.
O sonho do comum dos mortais é o Ferrari.
Pessoalmente, prefiro o Aston Martin. Para além da qualidade britânica ser algo de excepcional, é dos poucos que são efectivamente feitos à mão. Mas isso não interessa. Voltemos ao Ferrari.
O Ferrari é um carrinho com um custo inicial elevado.
Há que torcer os jardins suspensos até ao tutano para o conseguir pagar.
E depois há os custos de manutenção. Um gajo quase que tem de pedir licença ao mecânico para meter as patas no carro.
Mas sejamos práticos.
Valerá a pena investir no Ferrari?
Tipo... não é um carro para o dia-a-dia! É um carro para uma volta ocasional... e qual é o gozo disso???
Damos umas voltas, ficamos relativamente contentes, a adrenalina toda no máximo, mas não tivemos tempo suficiente para conhecer o material.
Há ainda uma questão importante: o Ferrari tem uma personalidade muito própria, arrogante! O condutor não escolhe o Ferrari, é o Ferrari a escolher o condutor.
E, garantidamente, assim que o Ferrari encontrar um condutor melhor - melhor para os seus parâmetros, claro - irá deixar o actual apeado.
Dá trabalho, dá problemas, é uma merda.
Não, a malta não quer Ferraris!
Chevrolet.
Caímos no facilitismo.
O gajo, desesperado, precisa de um transporte urgentemente mas não tem um centavo.
Salta para o primeiro volante que lhe aparece à frente.
Não será um carro de longa duração.
Dá o jeito, no momento, mas mais cedo ou mais tarde, xauzinho...
Ou cede o carro, ou cede o condutor.
E ambos sabem à partida que vai dar merda.
Sim, é certo, desenrasca!
Sacamos o travão-de-mão numas curvas, andamos a fazer chiar os pneus, nada de controlos electrónicos ou ajudas desse género. Andas um dia, andas dois dias, e se sobreviveres ao terceiro, desistes!
Conheces tudo o que o carrinho tem para te dar em dois dias.
Não há emoção, não há evolução criativa.
Um gajo perde a paixão de conduzir e transforma-se num condutor de domingo.
Marca Generalista.
Por exemplo, Opel.
Tal como poderia ser um Ford, Peugeot, Renault e afins.
Tem um custo inicial razoável.
Dá algum desafio. Até um gajo o conseguir, tem de trabalhar um bocado.
A manutenção é aceitável e tem-se um carro para todos os dias.
Não dá o status de um Ferrari, mas também não é um Chevrolet.
Não dá o gozo instantâneo de uma condução desportiva mas, por outro lado, cada dia é um dia, e em cada dia aprendemos um pouco mais acerca do nosso companheiro de estrada.
Não o conhecemos de imediato, nem ele nos conhece a nós.
É uma aprendizagem contínua que se vai solidificando com os anos.
É um carro para muitos e longos anos. Se bem cuidado, é um carro para a vida.
Facto:
Comprar um Ferrari é fácil, basta escolher a cor (altamente equipado);
Comprar um Chevrolet é fácil, basta escolher a cor (vem crú, sem equipamento);
Comprar um Opel já é mais complicado.
Cor, tamanho das jantes, tipo de rádio, motor, estofos, interior, mil e um extras que o tornam diferente do seu semelhante e o mais atractivo possível para os nossos olhos.
Naquela onda... o resto do pessoal pode detestar aquele padrão no tecido dos estofos... mas nós gostamos!
Chega a demorar muito tempo para encontrarmos a combinação correcta. Quando a encontramos, é o melhor que podia ter acontecido.
Visão pessimista: podes nunca encontrar a combinação que desejas...
Para quem acompanhou a história: percebem agora o que pretendia explicar?
Cumprimentos Patinos!
(agora sim, vou dormir)
A história de hoje vai soar um bocado a private joke.
Eventualmente, poderá considerar-se uma metáfora imbecil que poucos perceberão.
Poucos perceberão, não porque são estúpidos - não é o que quero dizer - mas sim porque se encontram fora do contexto.
Na realidade, talvez alguns até superem as expectativas e cruzem o cerne da questão.
Na prática, acredito que um ou dois percebam o que quero dizer.
Até porque se trata de uma extensão de uma conversa de almoço...
Automóveis.
Toda a malta quer ter um.
O problema é: de que tipo, de que marca, de que cor.
O sonho do comum dos mortais é o Ferrari.
Pessoalmente, prefiro o Aston Martin. Para além da qualidade britânica ser algo de excepcional, é dos poucos que são efectivamente feitos à mão. Mas isso não interessa. Voltemos ao Ferrari.
O Ferrari é um carrinho com um custo inicial elevado.
Há que torcer os jardins suspensos até ao tutano para o conseguir pagar.
E depois há os custos de manutenção. Um gajo quase que tem de pedir licença ao mecânico para meter as patas no carro.
Mas sejamos práticos.
Valerá a pena investir no Ferrari?
Tipo... não é um carro para o dia-a-dia! É um carro para uma volta ocasional... e qual é o gozo disso???
Damos umas voltas, ficamos relativamente contentes, a adrenalina toda no máximo, mas não tivemos tempo suficiente para conhecer o material.
Há ainda uma questão importante: o Ferrari tem uma personalidade muito própria, arrogante! O condutor não escolhe o Ferrari, é o Ferrari a escolher o condutor.
E, garantidamente, assim que o Ferrari encontrar um condutor melhor - melhor para os seus parâmetros, claro - irá deixar o actual apeado.
Dá trabalho, dá problemas, é uma merda.
Não, a malta não quer Ferraris!
Chevrolet.
Caímos no facilitismo.
O gajo, desesperado, precisa de um transporte urgentemente mas não tem um centavo.
Salta para o primeiro volante que lhe aparece à frente.
Não será um carro de longa duração.
Dá o jeito, no momento, mas mais cedo ou mais tarde, xauzinho...
Ou cede o carro, ou cede o condutor.
E ambos sabem à partida que vai dar merda.
Sim, é certo, desenrasca!
Sacamos o travão-de-mão numas curvas, andamos a fazer chiar os pneus, nada de controlos electrónicos ou ajudas desse género. Andas um dia, andas dois dias, e se sobreviveres ao terceiro, desistes!
Conheces tudo o que o carrinho tem para te dar em dois dias.
Não há emoção, não há evolução criativa.
Um gajo perde a paixão de conduzir e transforma-se num condutor de domingo.
Marca Generalista.
Por exemplo, Opel.
Tal como poderia ser um Ford, Peugeot, Renault e afins.
Tem um custo inicial razoável.
Dá algum desafio. Até um gajo o conseguir, tem de trabalhar um bocado.
A manutenção é aceitável e tem-se um carro para todos os dias.
Não dá o status de um Ferrari, mas também não é um Chevrolet.
Não dá o gozo instantâneo de uma condução desportiva mas, por outro lado, cada dia é um dia, e em cada dia aprendemos um pouco mais acerca do nosso companheiro de estrada.
Não o conhecemos de imediato, nem ele nos conhece a nós.
É uma aprendizagem contínua que se vai solidificando com os anos.
É um carro para muitos e longos anos. Se bem cuidado, é um carro para a vida.
Facto:
Comprar um Ferrari é fácil, basta escolher a cor (altamente equipado);
Comprar um Chevrolet é fácil, basta escolher a cor (vem crú, sem equipamento);
Comprar um Opel já é mais complicado.
Cor, tamanho das jantes, tipo de rádio, motor, estofos, interior, mil e um extras que o tornam diferente do seu semelhante e o mais atractivo possível para os nossos olhos.
Naquela onda... o resto do pessoal pode detestar aquele padrão no tecido dos estofos... mas nós gostamos!
Chega a demorar muito tempo para encontrarmos a combinação correcta. Quando a encontramos, é o melhor que podia ter acontecido.
Visão pessimista: podes nunca encontrar a combinação que desejas...
Para quem acompanhou a história: percebem agora o que pretendia explicar?
Cumprimentos Patinos!
(agora sim, vou dormir)
06/06/2007
03/06/2007
Incongruências
Ora aí vamos a mais um momento de delírio...
Incongruência,
do latim 'incongruentia'; 'falta de congruência'.
Congruência,
do latim 'congruentia'; 'coerência', 'harmonia de uma coisa ou de um facto com o fim em vista', 'conveniência', 'propriedade'; em Matemática, é também a propriedade atribuída a duas figuras geometricamente iguais ou, puxando um pouco mais para a Matemática Discreta, é também a relação de equivalência atribuída a números inteiros, quando dois inteiros X e Y divididos por um terceiro Z, dão o mesmo resto.
Um dos grandes problemas de ter um blog é a sua divulgação.
Tipo, um gajo começa a escrever um blog com o intuito de tentar minimizar os danos colaterais nos seus cornos originários da sua vida de merda. Até aí tudo bem. Um gajo escreve um blog e ninguém liga. Um gajo escreve um blog e pode publicar tudo o que bem entender acerca da puta da sua vida que toda a gente se está bem a cagar... Um gajo escreve um blog e, como tem apenas um visitante assíduo que muuuuuito raramente faz um comentário, está na boa!
Fala da vida, fala da morte, fala dos santos e dos demónios, fala dos seus medos, fala da sua coragem (pouca...), fala de tudo e mais alguma coisa. Fala da família, fala dos amigos, fala de si, fala dos outros, fala, fala, fala, escreve, escreve, escreve...
E depois um gajo tem uma brilhante ideia, que é divulgar o seu blog.
Um bocado naquela onda do 'olha, isto até é capaz de ter alguma piada...', 'há uma série de gajos que enriqueceram e são famosos por terem criado um blog...', 'ah, e tal, já tenho umas quantas coisas aqui publicadas... vou começar a falar disto'.
E envia emails aos amigos, e altera a sua mensagem de apresentação no Messenger para 'visitem patomarques.blogspot.com' e até na porra do perfil do Hi5 tem a divina iluminação de meter o link para o blog...
Ok, também não é por aí...
Acontece uma coisa fantástica, que é a divulgação pelos canais mais inimaginários...
Tal como o Gollum se lixou quando o Bilbo encontrou o Anel, também o Pato não fazia um corno de ideia no que se estava a meter.
Sim, de facto, divulgou o blog. O blog, aquele livro aberto na web para todas as suas confidências ganhou o seu quê de notoriedade.
Não a notoriedade esperada, mas alguma.
Com um detalhe sórdido e alucinante...
O Pato não ficou famoso, o Pato não recebeu a quantidade de visitantes que esperava, o Pato não apareceu na lista dos 50 blogs do ano na FHM, o Pato não é reconhecido na rua e ninguém fala dele.
O Pato ficou famoso numa comunidade muito especial, naquela da qual ele nunca esperou tantas visitas... ya, essa mesmo, os Amigos.
Dizem que todas as pessoas se conhecem no máximo em 6 graus de separação.
Por exemplo, para minha infelicidade, eu conheço um gajo, que conhece um gajo, que conhece um gajo... (isto no máximo em 6 vezes) ...que conhece o Cavaco; posso dizer então que conheço o Cavaco...
E os amigos visitam o blog e num máximo de um 1 grau de separação, temos um outro amigo que vai visitar o blog.
E a merda toda aqui nisto, é que quando toda a corrente fica saturada, mais ninguém vai visitar o blog, excepto os amigos, que já o visitaram.
E passamos de 1 leitor assíduo para uns 4 leitores assíduos, e uns 16 eventuais (e ficamos com 20 amigos que já é muito bom... 25, no máximo...).
E os que vão ler o blog, também não comentam, mas um gajo sabe que eles foram lá ler e eles até se apercebem disso.
E a merda acontece quando a malta se vê todos os santos dias (quer dizer, há um ou outra que desaparecem assim... puff... e nunca mais dizem nada) e começamos a ficar paranóicos!
E começamos a pensar antes de escrevermos as coisas, porque não queremos que pensem que somos depressivos, não queremos que pensem que nos sentimos sozinhos, não queremos que achem que somos uns perfeitos imbecis, não queremos mostrar que temos fraquezas e não queremos mostrar o que realmente somos! Foda-se...
E agora, que são quase 22.30 e que um gajo está completamente sozinho, no seu quarto, com um suave ruído de fundo da televisão que está ligada na cozinha, aguardando a descarga de electrões que lhe vai permitir visualizar o episódio de hoje do 'My Hero' na BritCom, e ao som da 'Pronúncia do Norte' e dos seu próprio teclar no teclado do seu computador, escreve-se muito e nada de jeito na consola de administração do blogger, relativo a este blog.
Hoje, tentarei escrever sem metáforas ou sarcásmos baratos.
Vou evitar as hipérboles e os eufemismos.
Há uns meses, por alturas do Ano Novo, prometi que ia ser mais optimista durante este ano.
Referi que ia perder o meu pessimismo e tornar-me um novo Pato.
Devo dizer que acreditei sinceramente no que estava a dizer.
Esperava reconciliar-me com o mundo em geral, que tantas patadas me tem dado, e com a Santíssima Trindade, que foi bastante porreira ao longo dos anos.
Tipo, um Pato tem a idade que tem. Puto para uns, Homem para outros, um tipo normal para o pessoal em geral. Um Pato que faz tudo o que é suposto fazer na sua condição. Um Pato que não se tenta impor na comunidade. Um Pato que é aquilo que é.
E assim comecei o ano, encarando a vida com optimismo e saudável convicção no tudo e no nada.
É que é aquela onda...
Queixar-me de quê?
Tenho um trabalho, nem sempre fixe, nem sempre bem pago mas, no meio de tantos desempregados, tenho um trabalho;
Tenho uma casa, não muito grande, de facto até é pequena, alugada na zona histórica de Lisboa, a cinco minutos de tudo o que é cidade;
Tenho amigos, tenho amigas, não muitos, mas q.b. para aturarem esta grande personagem que é o Pato (e é um trabalho lixado, aturarem o M@rques);
Tenho um carrinho, cinco portas, potente no limite das possibilidades fiscais que são impostas neste país, muito fixe e com um peluche amarelo de um patinho na chapeleira;
Mais... tenho um curso, pelo menos estou a acabá-lo (six months to go...), no ramo que gosto, com muito sangue, suor e lágrimas despejados em cadernos e computadores;
De facto, queixo-me de quê???
Não há nada que eu não tenha, não há nada que me faça falta.
Vejamos, até ainda tenho mais coisas!
Tenho dois potes numa prateleira por cima da televisão.
Um metálico e outro de cerâmica.
No de cerâmica, estão as cinzas do meu avô. No de metal, estão as cinzas da minha mãe.
O de cerâmica tem cerca de 10 anos. Contém a pessoa mais única, na minha opinião, à face da terra. Contém um tipo que veio da Beira casar com uma jovem de Lisboa; contém a pessoa que teve mil e um ofícios e de quem mais de meia cidade de Lisboa se lembra; contém a pessoa que ajudou muita gente e que, um dia, foi esquecida por quem ajudou; contém um avô que foi um pai para um Pato; contém a pessoa que ensinou a um Pato que os seres humanos são para tratar por igual; contém a pessoa que cumprimentava o Sr. Engenheiro e logo de seguida o Sr. Varredor, e que era capaz de ir tomar um copo com os dois ao mesmo tempo; colocava-os na mesma balança e provou-me que se estivessem em pratos diferentes, os mesmos se iriam manter equilibrados independentemente do que um ou outro tinham ou deixavam de ter porque, no final, era mesmo o que cada um era por dentro que importava.
O de metal tem dois meses. Contém mais do que uma mãe. Contém uma amiga, uma confidente, um pai, um irmão; contém uma pessoa que deixou a licenciatura e uma excelente carreira universitária quando lhe faltavam apenas três cadeiras para acabar o curso porque nasceu um ovo que iria precisar dela; contém uma pessoa que tinha um grande orgulho num dado Pato que nunca fez nada assim tão grande para merecer tamanha consideração; contém uma pessoa que nunca abandonou um dado Pato; contém uma pessoa que fez grandes sacrifícios para este Pato chegar onde chegou hoje; contém uma pessoa que ajudou muita gente, nem sempre sendo reconhecida por isso.
Tenho um sofá em frente à televisão, que tem uma prateleira com dois potes por cima.
Tenho um sofá onde não me posso sentar porque está ocupado em permanência por uma... digamos... hum... pois, eu disse que não ia usar eufemismos... mas vá lá... o termo 'cabra' também seria forte demais, pelo que me ficarei por serpente... que é a minha avó.
Tenho então uma serpente, perdão, uma avó, que fez a vida em merda ao meu avô, fez a vida em merda à minha mãe, e agora, como não tem mais ninguém, faz-me a vida em merda a mim!
Tenho uma avó que acha que vou para a borga, quando vou estudar; que acha que a enveneno, que acha que a roubo, que me chama paneleiro quando vou ter com os amigos e inútil quando lhe faço o comer; que tem as suas neuras e que fica o dia inteiro calada a olhar para os potezinhos por cima da televisão e a pensar em que belas palavras me irá dirigir assim que eu chegar a casa, vindo do trabalho ou da faculdade.
E assim o Pato cala-se ao entrar em casa e só volta a 'ligar' no dia seguinte. Excepto aos fins-de-semana, que são passados com a alegre esperança de na próxima segunda-feira, de manhãzinha, estar novamente fora de casa.
Tenho um pai!!! Quem diria???
Para ser franco nunca me apercebi...
Ya, tenho um papá alcoólico que vejo uma vez por mês e que se está literalmente a cagar para o facto de o filho estar ou não a acabar o curso e sentir-se ou não sozinho!
É isso pai, és o Homem do Jogo!
Tenho, tenho... tenho uma grande paciência para aturar esta merda toda!
Agora,
voltando ao sarcasmo e às private jokes idiotas...
O meu aniversário está aí a chegar...
Nunca em tantos anos me senti tão contente!
Já estou a preparar a festa.
Trabalho durante a manhã, almoço com os amigos e devo ter exame à tarde (sempre foi assim ao longo de quatro anos, não deve mudar agora...); chego a casa e vou fazer o jantar de família com a minha mãe a meu lado; apago as velinhas do bolo que a minha mãe irá fazer e que eu, subtilmente irei ignorar sempre que abrir o frigorífico (é surpresa... não convém estragar...); e finalmente, para acabar a noite em grande, vou ao cinema ou coisa parecida com uma jovem simpática que entretanto caiu do beiral de uma janela.
Wiiiiiii!!!! Mal posso esperar...
Creio que nunca fiz um post tão grande.
Parece que a BritCom está a começar e ainda nem escolhi a roupa para amanhã...
O ideal era o dia ter 48 horas... mas como uma vez me disseram, se o dia tivesse 48 horas teria de trabalhar umas 30 e tal, pelo que iria continuar com o mesmo problema...
Boas noites e cumprimentos patinos!
Incongruência,
do latim 'incongruentia'; 'falta de congruência'.
Congruência,
do latim 'congruentia'; 'coerência', 'harmonia de uma coisa ou de um facto com o fim em vista', 'conveniência', 'propriedade'; em Matemática, é também a propriedade atribuída a duas figuras geometricamente iguais ou, puxando um pouco mais para a Matemática Discreta, é também a relação de equivalência atribuída a números inteiros, quando dois inteiros X e Y divididos por um terceiro Z, dão o mesmo resto.
Um dos grandes problemas de ter um blog é a sua divulgação.
Tipo, um gajo começa a escrever um blog com o intuito de tentar minimizar os danos colaterais nos seus cornos originários da sua vida de merda. Até aí tudo bem. Um gajo escreve um blog e ninguém liga. Um gajo escreve um blog e pode publicar tudo o que bem entender acerca da puta da sua vida que toda a gente se está bem a cagar... Um gajo escreve um blog e, como tem apenas um visitante assíduo que muuuuuito raramente faz um comentário, está na boa!
Fala da vida, fala da morte, fala dos santos e dos demónios, fala dos seus medos, fala da sua coragem (pouca...), fala de tudo e mais alguma coisa. Fala da família, fala dos amigos, fala de si, fala dos outros, fala, fala, fala, escreve, escreve, escreve...
E depois um gajo tem uma brilhante ideia, que é divulgar o seu blog.
Um bocado naquela onda do 'olha, isto até é capaz de ter alguma piada...', 'há uma série de gajos que enriqueceram e são famosos por terem criado um blog...', 'ah, e tal, já tenho umas quantas coisas aqui publicadas... vou começar a falar disto'.
E envia emails aos amigos, e altera a sua mensagem de apresentação no Messenger para 'visitem patomarques.blogspot.com' e até na porra do perfil do Hi5 tem a divina iluminação de meter o link para o blog...
Ok, também não é por aí...
Acontece uma coisa fantástica, que é a divulgação pelos canais mais inimaginários...
Tal como o Gollum se lixou quando o Bilbo encontrou o Anel, também o Pato não fazia um corno de ideia no que se estava a meter.
Sim, de facto, divulgou o blog. O blog, aquele livro aberto na web para todas as suas confidências ganhou o seu quê de notoriedade.
Não a notoriedade esperada, mas alguma.
Com um detalhe sórdido e alucinante...
O Pato não ficou famoso, o Pato não recebeu a quantidade de visitantes que esperava, o Pato não apareceu na lista dos 50 blogs do ano na FHM, o Pato não é reconhecido na rua e ninguém fala dele.
O Pato ficou famoso numa comunidade muito especial, naquela da qual ele nunca esperou tantas visitas... ya, essa mesmo, os Amigos.
Dizem que todas as pessoas se conhecem no máximo em 6 graus de separação.
Por exemplo, para minha infelicidade, eu conheço um gajo, que conhece um gajo, que conhece um gajo... (isto no máximo em 6 vezes) ...que conhece o Cavaco; posso dizer então que conheço o Cavaco...
E os amigos visitam o blog e num máximo de um 1 grau de separação, temos um outro amigo que vai visitar o blog.
E a merda toda aqui nisto, é que quando toda a corrente fica saturada, mais ninguém vai visitar o blog, excepto os amigos, que já o visitaram.
E passamos de 1 leitor assíduo para uns 4 leitores assíduos, e uns 16 eventuais (e ficamos com 20 amigos que já é muito bom... 25, no máximo...).
E os que vão ler o blog, também não comentam, mas um gajo sabe que eles foram lá ler e eles até se apercebem disso.
E a merda acontece quando a malta se vê todos os santos dias (quer dizer, há um ou outra que desaparecem assim... puff... e nunca mais dizem nada) e começamos a ficar paranóicos!
E começamos a pensar antes de escrevermos as coisas, porque não queremos que pensem que somos depressivos, não queremos que pensem que nos sentimos sozinhos, não queremos que achem que somos uns perfeitos imbecis, não queremos mostrar que temos fraquezas e não queremos mostrar o que realmente somos! Foda-se...
E agora, que são quase 22.30 e que um gajo está completamente sozinho, no seu quarto, com um suave ruído de fundo da televisão que está ligada na cozinha, aguardando a descarga de electrões que lhe vai permitir visualizar o episódio de hoje do 'My Hero' na BritCom, e ao som da 'Pronúncia do Norte' e dos seu próprio teclar no teclado do seu computador, escreve-se muito e nada de jeito na consola de administração do blogger, relativo a este blog.
Hoje, tentarei escrever sem metáforas ou sarcásmos baratos.
Vou evitar as hipérboles e os eufemismos.
Há uns meses, por alturas do Ano Novo, prometi que ia ser mais optimista durante este ano.
Referi que ia perder o meu pessimismo e tornar-me um novo Pato.
Devo dizer que acreditei sinceramente no que estava a dizer.
Esperava reconciliar-me com o mundo em geral, que tantas patadas me tem dado, e com a Santíssima Trindade, que foi bastante porreira ao longo dos anos.
Tipo, um Pato tem a idade que tem. Puto para uns, Homem para outros, um tipo normal para o pessoal em geral. Um Pato que faz tudo o que é suposto fazer na sua condição. Um Pato que não se tenta impor na comunidade. Um Pato que é aquilo que é.
E assim comecei o ano, encarando a vida com optimismo e saudável convicção no tudo e no nada.
É que é aquela onda...
Queixar-me de quê?
Tenho um trabalho, nem sempre fixe, nem sempre bem pago mas, no meio de tantos desempregados, tenho um trabalho;
Tenho uma casa, não muito grande, de facto até é pequena, alugada na zona histórica de Lisboa, a cinco minutos de tudo o que é cidade;
Tenho amigos, tenho amigas, não muitos, mas q.b. para aturarem esta grande personagem que é o Pato (e é um trabalho lixado, aturarem o M@rques);
Tenho um carrinho, cinco portas, potente no limite das possibilidades fiscais que são impostas neste país, muito fixe e com um peluche amarelo de um patinho na chapeleira;
Mais... tenho um curso, pelo menos estou a acabá-lo (six months to go...), no ramo que gosto, com muito sangue, suor e lágrimas despejados em cadernos e computadores;
De facto, queixo-me de quê???
Não há nada que eu não tenha, não há nada que me faça falta.
Vejamos, até ainda tenho mais coisas!
Tenho dois potes numa prateleira por cima da televisão.
Um metálico e outro de cerâmica.
No de cerâmica, estão as cinzas do meu avô. No de metal, estão as cinzas da minha mãe.
O de cerâmica tem cerca de 10 anos. Contém a pessoa mais única, na minha opinião, à face da terra. Contém um tipo que veio da Beira casar com uma jovem de Lisboa; contém a pessoa que teve mil e um ofícios e de quem mais de meia cidade de Lisboa se lembra; contém a pessoa que ajudou muita gente e que, um dia, foi esquecida por quem ajudou; contém um avô que foi um pai para um Pato; contém a pessoa que ensinou a um Pato que os seres humanos são para tratar por igual; contém a pessoa que cumprimentava o Sr. Engenheiro e logo de seguida o Sr. Varredor, e que era capaz de ir tomar um copo com os dois ao mesmo tempo; colocava-os na mesma balança e provou-me que se estivessem em pratos diferentes, os mesmos se iriam manter equilibrados independentemente do que um ou outro tinham ou deixavam de ter porque, no final, era mesmo o que cada um era por dentro que importava.
O de metal tem dois meses. Contém mais do que uma mãe. Contém uma amiga, uma confidente, um pai, um irmão; contém uma pessoa que deixou a licenciatura e uma excelente carreira universitária quando lhe faltavam apenas três cadeiras para acabar o curso porque nasceu um ovo que iria precisar dela; contém uma pessoa que tinha um grande orgulho num dado Pato que nunca fez nada assim tão grande para merecer tamanha consideração; contém uma pessoa que nunca abandonou um dado Pato; contém uma pessoa que fez grandes sacrifícios para este Pato chegar onde chegou hoje; contém uma pessoa que ajudou muita gente, nem sempre sendo reconhecida por isso.
Tenho um sofá em frente à televisão, que tem uma prateleira com dois potes por cima.
Tenho um sofá onde não me posso sentar porque está ocupado em permanência por uma... digamos... hum... pois, eu disse que não ia usar eufemismos... mas vá lá... o termo 'cabra' também seria forte demais, pelo que me ficarei por serpente... que é a minha avó.
Tenho então uma serpente, perdão, uma avó, que fez a vida em merda ao meu avô, fez a vida em merda à minha mãe, e agora, como não tem mais ninguém, faz-me a vida em merda a mim!
Tenho uma avó que acha que vou para a borga, quando vou estudar; que acha que a enveneno, que acha que a roubo, que me chama paneleiro quando vou ter com os amigos e inútil quando lhe faço o comer; que tem as suas neuras e que fica o dia inteiro calada a olhar para os potezinhos por cima da televisão e a pensar em que belas palavras me irá dirigir assim que eu chegar a casa, vindo do trabalho ou da faculdade.
E assim o Pato cala-se ao entrar em casa e só volta a 'ligar' no dia seguinte. Excepto aos fins-de-semana, que são passados com a alegre esperança de na próxima segunda-feira, de manhãzinha, estar novamente fora de casa.
Tenho um pai!!! Quem diria???
Para ser franco nunca me apercebi...
Ya, tenho um papá alcoólico que vejo uma vez por mês e que se está literalmente a cagar para o facto de o filho estar ou não a acabar o curso e sentir-se ou não sozinho!
É isso pai, és o Homem do Jogo!
Tenho, tenho... tenho uma grande paciência para aturar esta merda toda!
Agora,
voltando ao sarcasmo e às private jokes idiotas...
O meu aniversário está aí a chegar...
Nunca em tantos anos me senti tão contente!
Já estou a preparar a festa.
Trabalho durante a manhã, almoço com os amigos e devo ter exame à tarde (sempre foi assim ao longo de quatro anos, não deve mudar agora...); chego a casa e vou fazer o jantar de família com a minha mãe a meu lado; apago as velinhas do bolo que a minha mãe irá fazer e que eu, subtilmente irei ignorar sempre que abrir o frigorífico (é surpresa... não convém estragar...); e finalmente, para acabar a noite em grande, vou ao cinema ou coisa parecida com uma jovem simpática que entretanto caiu do beiral de uma janela.
Wiiiiiii!!!! Mal posso esperar...
Creio que nunca fiz um post tão grande.
Parece que a BritCom está a começar e ainda nem escolhi a roupa para amanhã...
O ideal era o dia ter 48 horas... mas como uma vez me disseram, se o dia tivesse 48 horas teria de trabalhar umas 30 e tal, pelo que iria continuar com o mesmo problema...
Boas noites e cumprimentos patinos!
02/06/2007
...
Melhor só se fosse 'Duck's in the Cradle'...
My child arrived just the other day
Came to the world in the usual way
But there were planes to catch and bills to pay
He learned to walk while I was away
He was talkin' 'fore I knew it
And as he grew he said,
"I'm gonna be like you, Dad,
You know I'm gonna be like you."
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
Well, my son turned ten just the other day.
He said, "Thanks for the ball, Dad. Come on, let's play.
Could you teach me to throw?"
I said, "Not today. I got a lot to do."
He said, "That's okay." And he walked away and he smiled and he said,
"You know, I'm gonna be like him, yeah.
You know I'm gonna be like him."
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
Well, he came from college just the other day,
So much like a man I just had to say,
"I'm proud of you. Could you sit for a while?"
He shook his head and he said with a smile,
"What I'd really like, Dad, is to borrow the car keys.
See you later. Can I have them please ?"
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
I've long since retired, my son's moved away.
I called him up just the other day.
"I'd like to see you, if you don't mind."
He said, "I'd love to, Dad, if I could find the time.
You see my new job's a hassle and the kids have the flu,
But it's sure nice talkin' to you, Dad.
It's been sure nice talkin' to you."
And as I hung up the phone it occurred to me,
He'd grown up just like me.
My boy was just like me.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
My child arrived just the other day
Came to the world in the usual way
But there were planes to catch and bills to pay
He learned to walk while I was away
He was talkin' 'fore I knew it
And as he grew he said,
"I'm gonna be like you, Dad,
You know I'm gonna be like you."
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
Well, my son turned ten just the other day.
He said, "Thanks for the ball, Dad. Come on, let's play.
Could you teach me to throw?"
I said, "Not today. I got a lot to do."
He said, "That's okay." And he walked away and he smiled and he said,
"You know, I'm gonna be like him, yeah.
You know I'm gonna be like him."
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
Well, he came from college just the other day,
So much like a man I just had to say,
"I'm proud of you. Could you sit for a while?"
He shook his head and he said with a smile,
"What I'd really like, Dad, is to borrow the car keys.
See you later. Can I have them please ?"
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
I've long since retired, my son's moved away.
I called him up just the other day.
"I'd like to see you, if you don't mind."
He said, "I'd love to, Dad, if I could find the time.
You see my new job's a hassle and the kids have the flu,
But it's sure nice talkin' to you, Dad.
It's been sure nice talkin' to you."
And as I hung up the phone it occurred to me,
He'd grown up just like me.
My boy was just like me.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
1000
14 meses;
228 posts;
1000 visitas;
Média de 71 visitas por mês;
Média de 16 posts por mês;
Agradeço a todos os que fizeram o favor de mandar uns hits nesta merda de blog.
De qualquer forma, gostaria de dar uma péssima notícia.
Este blog e este Pato vão continuar com a sua presença neste grande mundo que é a Rede!
O Pato M@rques vai continuar a sua vidinha escrevendo histórias sarcástico-deprimentes e aponta agora para as 2000 visitas daqui a seis meses... ou não.
Nos momentos felizes e tristes, continuarei a publicar até que a asa me doa!
E quando os Oceanos invadirem as terras e inundarem até as zonas mais altas, recordem que o Pato M@rques e o seu blog, serão os únicos sobreviventes... porque a Merda flutua!
228 posts;
1000 visitas;
Média de 71 visitas por mês;
Média de 16 posts por mês;
Agradeço a todos os que fizeram o favor de mandar uns hits nesta merda de blog.
De qualquer forma, gostaria de dar uma péssima notícia.
Este blog e este Pato vão continuar com a sua presença neste grande mundo que é a Rede!
O Pato M@rques vai continuar a sua vidinha escrevendo histórias sarcástico-deprimentes e aponta agora para as 2000 visitas daqui a seis meses... ou não.
Nos momentos felizes e tristes, continuarei a publicar até que a asa me doa!
E quando os Oceanos invadirem as terras e inundarem até as zonas mais altas, recordem que o Pato M@rques e o seu blog, serão os únicos sobreviventes... porque a Merda flutua!
30/05/2007
29/05/2007
Esquisitices...
A respeito das conversas dos últimos dias acerca da minha esquisitice, gostaria apenas de expor uma história que passarei a contar dentro de algumas linhas. Devo referir que cada um deverá interpretar a mesma como desejar, adiantando já que não tecerei comentários de quaisquer tipos relativamente à dita cuja.
Aproveitei a história, que me foi hoje enviada por email, para mais uma piada sarcástica... como podem verificar, um dos motivos pelos quais sou tão esquisito é precisamente a tentativa (inútil, muitas vezes) de não cometer erros, tomando sempre a atitude mais correcta, e não a mais óbvia.
"
Um pato tinha três namoradas e não sabia com qual delas deveria casar.
Resolveu, então, fazer um teste para ver qual estava mais apta a ser a sua pata. Tirou 15 mil euros do banco, deu 5 mil para cada uma e disse:
- Gastem como quiserem.
A primeira foi ao shopping, comprou roupas, jóias, foi ao cabeleireiro, salão de beleza, etc. Voltou para o pato e disse:
- Gastei todo o teu dinheiro para ficar mais bonita para ti, para te agradar. Tudo isso porque te amo.
A segunda foi ao mesmo shopping, comprou roupas para ele, um leitor de CD, uma televisão LCD, dois pares de ténis para jogar basquetebol, tacos de golfe e filmes porno. Voltou para o pato e disse:
- Gastei todo o teu dinheiro para te fazer mais feliz, para te agradar. Tudo isso porque te amo.
A terceira pegou no dinheiro e aplicou-o em acções. Em três dias duplicou o investimento, devolveu os 5 mil Euros para o pato e disse:
- Apliquei o teu dinheiro e ganhei o meu. Agora posso fazer o que quiser com o meu dinheiro. Tudo isso porque te amo.
Então o pato pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou, (os patos pensam muito...)
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou, (os patos pensam mesmo muito...)
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
E casou com aquela que tinha as mamas maiores!
Sim, porque um pato pensa muito, mas no final faz sempre asneira...
"
Aproveitei a história, que me foi hoje enviada por email, para mais uma piada sarcástica... como podem verificar, um dos motivos pelos quais sou tão esquisito é precisamente a tentativa (inútil, muitas vezes) de não cometer erros, tomando sempre a atitude mais correcta, e não a mais óbvia.
"
Um pato tinha três namoradas e não sabia com qual delas deveria casar.
Resolveu, então, fazer um teste para ver qual estava mais apta a ser a sua pata. Tirou 15 mil euros do banco, deu 5 mil para cada uma e disse:
- Gastem como quiserem.
A primeira foi ao shopping, comprou roupas, jóias, foi ao cabeleireiro, salão de beleza, etc. Voltou para o pato e disse:
- Gastei todo o teu dinheiro para ficar mais bonita para ti, para te agradar. Tudo isso porque te amo.
A segunda foi ao mesmo shopping, comprou roupas para ele, um leitor de CD, uma televisão LCD, dois pares de ténis para jogar basquetebol, tacos de golfe e filmes porno. Voltou para o pato e disse:
- Gastei todo o teu dinheiro para te fazer mais feliz, para te agradar. Tudo isso porque te amo.
A terceira pegou no dinheiro e aplicou-o em acções. Em três dias duplicou o investimento, devolveu os 5 mil Euros para o pato e disse:
- Apliquei o teu dinheiro e ganhei o meu. Agora posso fazer o que quiser com o meu dinheiro. Tudo isso porque te amo.
Então o pato pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
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pensou, (os patos pensam muito...)
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pensou, (os patos pensam mesmo muito...)
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E casou com aquela que tinha as mamas maiores!
Sim, porque um pato pensa muito, mas no final faz sempre asneira...
"
27/05/2007
983
983...
Este foi o número de visitas que consegui angariar num ano e um mês.
Não é mau, sobretudo quando sou um pato que javarda nesta bela poça de lama que é o meu blog, e onde quatro em cada 983 leitores deixam um comentário...
Bom, queria apenas pedir que continuem a visitar o meu blog que nem uns doidos, para eu escrever o post das 999 visitas o mais depressa possível.
Apesar disto ser uma conversa que mais merdosa é tecnicamente impossível, apelo ao vosso bom-senso para que indiquem aos vossos amigos para visitarem o meu blog.
É uma cena diferente, muito encoberta por um manto de humor negro e macabro, mas muito muito porreira!
Lembrem-se apenas:
UM DIA DOMINAREI O MUNDO, O PLANETA!!! E TODOS AQUELES QUE NÃO VISITARAM O MEU BLOG SERÃO PERSEGUIDOS, CAÇADOS E AS SUAS CARCAÇAS EXPOSTAS EM PRAÇA PÚBLICA PELOS MEUS PATORIANOS!!!
O DIA DO JULGAMENTO ESTÁ A CAMINHO E JÁ NADA O PODE PARAR!!!
AH, AH, AH!!!! (leiam este risinho com um tom sinistro)
EU SEI QUEM VOCÊS SÃO E ONDE VIVEM!!!
VISITEM O MEU BLOG OU VIRÃO A SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS!!!
AH, AH, AH!!!! (este devem ler imaginando a gargalhada a ecoar e a afastar-se no meio da névoa)
E pronto, agora que já dei azo ao meu delírio, vou meter as gotas e fazer a barba para amanhã... bem podem rezar para que me corte todo com a lâmina, embora não adiante de nada, porque os gajos raramente atendem os nossos pedidos...
Este foi o número de visitas que consegui angariar num ano e um mês.
Não é mau, sobretudo quando sou um pato que javarda nesta bela poça de lama que é o meu blog, e onde quatro em cada 983 leitores deixam um comentário...
Bom, queria apenas pedir que continuem a visitar o meu blog que nem uns doidos, para eu escrever o post das 999 visitas o mais depressa possível.
Apesar disto ser uma conversa que mais merdosa é tecnicamente impossível, apelo ao vosso bom-senso para que indiquem aos vossos amigos para visitarem o meu blog.
É uma cena diferente, muito encoberta por um manto de humor negro e macabro, mas muito muito porreira!
Lembrem-se apenas:
UM DIA DOMINAREI O MUNDO, O PLANETA!!! E TODOS AQUELES QUE NÃO VISITARAM O MEU BLOG SERÃO PERSEGUIDOS, CAÇADOS E AS SUAS CARCAÇAS EXPOSTAS EM PRAÇA PÚBLICA PELOS MEUS PATORIANOS!!!
O DIA DO JULGAMENTO ESTÁ A CAMINHO E JÁ NADA O PODE PARAR!!!
AH, AH, AH!!!! (leiam este risinho com um tom sinistro)
EU SEI QUEM VOCÊS SÃO E ONDE VIVEM!!!
VISITEM O MEU BLOG OU VIRÃO A SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS!!!
AH, AH, AH!!!! (este devem ler imaginando a gargalhada a ecoar e a afastar-se no meio da névoa)
E pronto, agora que já dei azo ao meu delírio, vou meter as gotas e fazer a barba para amanhã... bem podem rezar para que me corte todo com a lâmina, embora não adiante de nada, porque os gajos raramente atendem os nossos pedidos...
26/05/2007
25/05/2007
Quem?
A maior parte talvez só conheça a música do genérico de uma série de TV muito famosa... Mas são 9 min de The Who simplesmente brutais!
23/05/2007
Retalhos da vida de um engenheiro
Diz, quem fala (ok, ok, esta tem direitos de autor... de uma 'oubelha'), que o Pato Marques é um gajo altamente ordinário.
Ordinário, não naquele sentido de Alberto João Jardim... Ou melhor, talvez um pouco... Mas o Pato Marques é daquele tipo de patos que não pensa antes de dizer as coisas. No fundo, tem a língua maior que o bico. Não me interpretem mal, que eu até sou bom ouvinte e excelente a guardar um segredo. O facto de ter a língua maior que o bico refere-se a conseguir dizer sempre a merda errada no momento inoportuno.
Dizem os amigos que tenho um jeito fenomenal para conseguir afastar as patas.
Vá-se lá saber porquê...
Mas é um bocado naquela onda... se houver uma boca foleira, por mais nojenta que seja, que esteja prestes a ser dita por alguém... esse alguém será o Pato Marques!
E depois é o não olhar a quem...
A merda é para ser dita, e depois de dita já não há quem a pare.
O curioso é que estas coisas já saem naturalmente... sou um pato distraído! Porque na maioria das vezes, já nem sequer dou conta do que digo.
Infelizmente, digo sempre a javardice ou à pessoa errada, ou no pior momento.
E de facto, agora que penso nisso, deverão existir alguns bons (ou maus, depende do ponto de vista) motivos para continuar um pato solteiro, sozinho e não-comprometido.
Durante muitos anos, pensei que o problema era físico.
Tinha graves problemas por ser um pouco mais pesado que a média; depois veio a pré-adolescência e comecei a ter problemas ainda maiores com o amigo dos jardins suspensos... ah e tal, e agora levamos uma régua para a casa de banho e medimos... e eu ficava sempre nos últimos lugares! E veio o acne, e a Era Hormonal em que transpirava que nem um porco, e a ideia de querer ter músculos, e a cena de ser o gajo menos desejado da escola por ser um grande nerd e merdas assim...
E durante muitos anos vivi na minha dimensão, isolado, achando que o mundo não me queria para nada.
Recentemente, e com a ajuda dos sábios conselhos de alguns amigos fofinhos, assimilei uma dura realidade.
1. Tipo, eu não sou assim pesado... Ya, tenho mais 6 kg do que o que era suposto para a minha altura... so what? As roupas não me apertam, consigo ver os pés e os jardins suspensos e olhando de perfil não me vejo assim tão gordo... Uns quilos a mais, sim, mas não impede que consiga ser ágil e ainda ter um físico razoável. Wow.. eu, baixo??? Francamente, tenho 175cm... é a média europeia! E os asiáticos são mais baixos! Népia, não é por aqui...
2. Os jardins suspensos, pequenos??? Nãaa... Aquilo vai aumentando com a idade! Não devia ter feito a medição aos 10 anos... agora estou satisfeito. Já agora, dois pontos importantes a referir: a) A ideia não é medir um pneu vazio... só faz sentido medir depois de alguma rodagem na estrada, quando já está quente... b) Soubesse eu o que sei hoje e não tinha usado uma régua para medir de ponta a ponta, mas sim uma fita métrica para avaliar o perímetro!
3. Acne? Elas também o tinham! E quanto ao problema hormonal... passou com a idade e o crescimento das penas.
4. Músculos? Amigos patos a ler esta merda: para quem anda de fato diariamente, os músculos é aquilo em que menos se repara! E se querem ganhar músculos à homem (não estou a falar daquelas aberrações que mais parecem ursos pardos), à homem mesmo, experimentem acartar todos os meses com as compras até um terceiro andar sem elevador!
5. Sim, nerd, e depois? Porque prefiro uma ida ao cinema em vez de uma noitada na borga? Eventualmente poderá ser porque não gosto de futebol e gasto os poucos tempos livres que me sobram a escrever neste blog e a jogar computador? Pois, que se lixe! Não gostam, xau! A verdade é que este nerd conseguiu um curso superior de engenharia (e não foi "à la Sócrates") sem largar nenhum ano, trabalhando ao mesmo tempo! Este pato sacrificou muito, é verdade, mas conseguiu!
6. O Pato, modéstia à parte, foi abençoado com o dom da escrita... só mesmo assim para dedicar tão pouco tempo a uma merdinha de blog que poucos leitores frequentam. Já a mesma benção, não atingiu a voz... e o dom da palavra cai por terra.
Assim, cheguei à conclusão brilhante de que o meu problema é mesmo abrir a boca ou melhor, o bico.
Desde conseguir contextualizar uma piada de índole sexual em qualquer palavra da língua portuguesa até dizer apenas fodilhiçes, este Pato é uma desgraça!!!
É que afinal, o corpinho não é assim tão mau... sim, não é danone... mas safa-se bem! E assim como assim, não é nada que um fato, uma gravata e um novo corte de cabelo não resolvam!
Desta forma, prometi a mim mesmo, e a alguns dos meus nobres amigos patos e patas, tentar passar algum tempo sem javardar.
Devo dizer que esta desintoxicação dura já há dois dias e não me sinto mal de todo. A grande diferença é que consigo já dizer algumas coisas de jeito e minimamente interessantes e, mais importante, começo a pensar antes de dizer as coisas. Tem sido saudável, embora dê azo a algumas SVCs... Mas também, tem de sair por algum lado.
Se realmente conseguir alterar esta lacuna da minha triste e leda personalidade, talvez consiga chegar ao fim do ano com alguma companhia patina.
Veremos...
Ordinário, não naquele sentido de Alberto João Jardim... Ou melhor, talvez um pouco... Mas o Pato Marques é daquele tipo de patos que não pensa antes de dizer as coisas. No fundo, tem a língua maior que o bico. Não me interpretem mal, que eu até sou bom ouvinte e excelente a guardar um segredo. O facto de ter a língua maior que o bico refere-se a conseguir dizer sempre a merda errada no momento inoportuno.
Dizem os amigos que tenho um jeito fenomenal para conseguir afastar as patas.
Vá-se lá saber porquê...
Mas é um bocado naquela onda... se houver uma boca foleira, por mais nojenta que seja, que esteja prestes a ser dita por alguém... esse alguém será o Pato Marques!
E depois é o não olhar a quem...
A merda é para ser dita, e depois de dita já não há quem a pare.
O curioso é que estas coisas já saem naturalmente... sou um pato distraído! Porque na maioria das vezes, já nem sequer dou conta do que digo.
Infelizmente, digo sempre a javardice ou à pessoa errada, ou no pior momento.
E de facto, agora que penso nisso, deverão existir alguns bons (ou maus, depende do ponto de vista) motivos para continuar um pato solteiro, sozinho e não-comprometido.
Durante muitos anos, pensei que o problema era físico.
Tinha graves problemas por ser um pouco mais pesado que a média; depois veio a pré-adolescência e comecei a ter problemas ainda maiores com o amigo dos jardins suspensos... ah e tal, e agora levamos uma régua para a casa de banho e medimos... e eu ficava sempre nos últimos lugares! E veio o acne, e a Era Hormonal em que transpirava que nem um porco, e a ideia de querer ter músculos, e a cena de ser o gajo menos desejado da escola por ser um grande nerd e merdas assim...
E durante muitos anos vivi na minha dimensão, isolado, achando que o mundo não me queria para nada.
Recentemente, e com a ajuda dos sábios conselhos de alguns amigos fofinhos, assimilei uma dura realidade.
1. Tipo, eu não sou assim pesado... Ya, tenho mais 6 kg do que o que era suposto para a minha altura... so what? As roupas não me apertam, consigo ver os pés e os jardins suspensos e olhando de perfil não me vejo assim tão gordo... Uns quilos a mais, sim, mas não impede que consiga ser ágil e ainda ter um físico razoável. Wow.. eu, baixo??? Francamente, tenho 175cm... é a média europeia! E os asiáticos são mais baixos! Népia, não é por aqui...
2. Os jardins suspensos, pequenos??? Nãaa... Aquilo vai aumentando com a idade! Não devia ter feito a medição aos 10 anos... agora estou satisfeito. Já agora, dois pontos importantes a referir: a) A ideia não é medir um pneu vazio... só faz sentido medir depois de alguma rodagem na estrada, quando já está quente... b) Soubesse eu o que sei hoje e não tinha usado uma régua para medir de ponta a ponta, mas sim uma fita métrica para avaliar o perímetro!
3. Acne? Elas também o tinham! E quanto ao problema hormonal... passou com a idade e o crescimento das penas.
4. Músculos? Amigos patos a ler esta merda: para quem anda de fato diariamente, os músculos é aquilo em que menos se repara! E se querem ganhar músculos à homem (não estou a falar daquelas aberrações que mais parecem ursos pardos), à homem mesmo, experimentem acartar todos os meses com as compras até um terceiro andar sem elevador!
5. Sim, nerd, e depois? Porque prefiro uma ida ao cinema em vez de uma noitada na borga? Eventualmente poderá ser porque não gosto de futebol e gasto os poucos tempos livres que me sobram a escrever neste blog e a jogar computador? Pois, que se lixe! Não gostam, xau! A verdade é que este nerd conseguiu um curso superior de engenharia (e não foi "à la Sócrates") sem largar nenhum ano, trabalhando ao mesmo tempo! Este pato sacrificou muito, é verdade, mas conseguiu!
6. O Pato, modéstia à parte, foi abençoado com o dom da escrita... só mesmo assim para dedicar tão pouco tempo a uma merdinha de blog que poucos leitores frequentam. Já a mesma benção, não atingiu a voz... e o dom da palavra cai por terra.
Assim, cheguei à conclusão brilhante de que o meu problema é mesmo abrir a boca ou melhor, o bico.
Desde conseguir contextualizar uma piada de índole sexual em qualquer palavra da língua portuguesa até dizer apenas fodilhiçes, este Pato é uma desgraça!!!
É que afinal, o corpinho não é assim tão mau... sim, não é danone... mas safa-se bem! E assim como assim, não é nada que um fato, uma gravata e um novo corte de cabelo não resolvam!
Desta forma, prometi a mim mesmo, e a alguns dos meus nobres amigos patos e patas, tentar passar algum tempo sem javardar.
Devo dizer que esta desintoxicação dura já há dois dias e não me sinto mal de todo. A grande diferença é que consigo já dizer algumas coisas de jeito e minimamente interessantes e, mais importante, começo a pensar antes de dizer as coisas. Tem sido saudável, embora dê azo a algumas SVCs... Mas também, tem de sair por algum lado.
Se realmente conseguir alterar esta lacuna da minha triste e leda personalidade, talvez consiga chegar ao fim do ano com alguma companhia patina.
Veremos...
21/05/2007
Mais uma pérola 'scrotiana
Segue abaixo uma pequena pérola do discurso do Prime Tuga a respeito da nova Lei da Nacionalidade:
"Quero deixar-vos também uma palavra de confiança, confiança em vós, nas vossas famílias e a certeza que cada um de vós dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre... perdão, para um país mais solidário, mais próspero, evoluído."
Creio que não será necessário comentar...
"Quero deixar-vos também uma palavra de confiança, confiança em vós, nas vossas famílias e a certeza que cada um de vós dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre... perdão, para um país mais solidário, mais próspero, evoluído."
Creio que não será necessário comentar...
20/05/2007
A informática
Despeço-me deste fim-de-semana com um presente para os amigos patos (as patas não deverão apreciar muito, mas enfim...).

Tal como gritávamos durante a Benção:
"Engenharia Informática, não há pila problemática!"
Vamos esquecer a figura deprimente que o Pato Marques fez com as jovens de Pseudo-Psicologia... perdão, Psicopedagogia...

Tal como gritávamos durante a Benção:
"Engenharia Informática, não há pila problemática!"
Vamos esquecer a figura deprimente que o Pato Marques fez com as jovens de Pseudo-Psicologia... perdão, Psicopedagogia...
19/05/2007
Estrangeirismos
Todos andam por aí a elevar a voz do patriotismo desmesurado e de um extremismo hipócrita.
Viva os Portugueses, a Nação e todos os valores que isso representa...
De facto, começa a ser hilariante!
Logo agora que dá a sensação que a polícia, os media, e todos os portugueses estão de olhos postos no Algarve, em busca de uma já célebre criança inglesa...
Tipo... Não quero que me interpretem mal... Enquanto Pato Marques, quero mais é que a pequena seja encontrada rapidamente e de boa saúde.
Simplesmente já começa a irritar tanto lambe-botismo...
A polícia arma tendas - literalmente - à porta de casa dos pais, unem-se mil e um esforços e polícias e até se mandam 'judites' de todos os cantos do país para ajudar...; e depois temos os media, que na sua atitude cínica, até já se entrevistam uns aos outros... gostei bastante de ver a reportagem que passou no telejornal acerca dos efectivos que um canal noticioso inglês tinha mandado para o Algarve!
E depois temos as notícias com que se abrem os telejornais: "Os pais da menina foram dar um passeio na praia!"
Wow... é o poder...!
Mas ninguém ensinou a esses pseudo-repórteres que Notícia, não é o cão morder o homem, mas sim o homem morder o cão???
Pensarão eles que eu estou interessado em saber se os pais foram à praia ou à retrete??
É caótico. É de um cinismo e de uma hipócrisia doentios!
Já agora, se tivessem raptado um miúdo na Buraca, será que a Polícia e os media teriam montado todo este espectáculo?
É que não esqueçamos que andam por aí putos que até há bem pouco tempo eram notícia porque moravam com sargentos ou porque tinham sido esquartejados e dados a comer aos porcos... subitamente, os holofotes mudam todos de posição.
O pessoal anda assim tão sequioso de sangue?
Epa, o melhor conselho que tenho para dar, é que peguem nesses bófias e jornalistas e atirem com os gajos para um Coliseu qualquer... "Que começem os Jogos"... Eles que se comam lá dentro uns aos outros mas que não chateiem o pessoal!
E assim, enquanto lambemos mais uns rabinhos e tentamos ficar bem na foto da família europeia, continuam velhinhas a ser espancadas, recém-nascidos a serem raptados e putos na Damaia a desaparecerem...
É que antes, a polícia dizia: "O quê, desapareceu? Ahhh, caga que o gajo é preto..."
Hoje, são mais espirituosos: "O quê, desapareceu? Ahhh, caga que o gajo é português..."
Viva os Portugueses, a Nação e todos os valores que isso representa...
De facto, começa a ser hilariante!
Logo agora que dá a sensação que a polícia, os media, e todos os portugueses estão de olhos postos no Algarve, em busca de uma já célebre criança inglesa...
Tipo... Não quero que me interpretem mal... Enquanto Pato Marques, quero mais é que a pequena seja encontrada rapidamente e de boa saúde.
Simplesmente já começa a irritar tanto lambe-botismo...
A polícia arma tendas - literalmente - à porta de casa dos pais, unem-se mil e um esforços e polícias e até se mandam 'judites' de todos os cantos do país para ajudar...; e depois temos os media, que na sua atitude cínica, até já se entrevistam uns aos outros... gostei bastante de ver a reportagem que passou no telejornal acerca dos efectivos que um canal noticioso inglês tinha mandado para o Algarve!
E depois temos as notícias com que se abrem os telejornais: "Os pais da menina foram dar um passeio na praia!"
Wow... é o poder...!
Mas ninguém ensinou a esses pseudo-repórteres que Notícia, não é o cão morder o homem, mas sim o homem morder o cão???
Pensarão eles que eu estou interessado em saber se os pais foram à praia ou à retrete??
É caótico. É de um cinismo e de uma hipócrisia doentios!
Já agora, se tivessem raptado um miúdo na Buraca, será que a Polícia e os media teriam montado todo este espectáculo?
É que não esqueçamos que andam por aí putos que até há bem pouco tempo eram notícia porque moravam com sargentos ou porque tinham sido esquartejados e dados a comer aos porcos... subitamente, os holofotes mudam todos de posição.
O pessoal anda assim tão sequioso de sangue?
Epa, o melhor conselho que tenho para dar, é que peguem nesses bófias e jornalistas e atirem com os gajos para um Coliseu qualquer... "Que começem os Jogos"... Eles que se comam lá dentro uns aos outros mas que não chateiem o pessoal!
E assim, enquanto lambemos mais uns rabinhos e tentamos ficar bem na foto da família europeia, continuam velhinhas a ser espancadas, recém-nascidos a serem raptados e putos na Damaia a desaparecerem...
É que antes, a polícia dizia: "O quê, desapareceu? Ahhh, caga que o gajo é preto..."
Hoje, são mais espirituosos: "O quê, desapareceu? Ahhh, caga que o gajo é português..."
14/05/2007
Finalmente
Lisboa, 18 de Maio de 2007
Já está quase. Chega o dia em que eu, como Pato que sou, abdico de toda a minha insignificância técnico-profissional e vou começar a lamber cús, como licenciado que me torno.
Bom, tecnicamente, não acabo o curso, isso ficará para daqui a um mês ou dois, mas posso já considerar-me alguém... pelo menos neste país merdoso, onde se contam canudos e não personalidades.
Devo dizer que é bastante irónico.
Tipo, logo eu, um pato fodido com as divindades, que tudo de bom me têm trazido, a entrar numa igreja (e logo aquela... A Igreja...) para que um cabrão de um padre me benza as fitas de finalista.
Será deveras interessante...
O que é um facto, é que também vou, porque alguém muito especial fazia questão de me ver, na igreja, de pastinha, juntamente com os outros pinguins, nesta celebração de finalista. Ainda mais divertido é o facto desse alguém não me poder acompanhar. Mas lá estará, algures, a ver ao longe ou, quem sabe, mais próximo do que o que imagino. E logo eu, que não acredito nessas cenas.
É muito agradável ir a uma festa destas (eu disse festa...?) e não levar família. Pelo menos familiares directos, porque se falarmos na família de amigos, esses não faltarão. O que é curioso. Muitos vão levar uma seca brutal durante a missa, mas vão lá estar ao pé do Pato. É que me cheira mesmo que muitos deles têm mais orgulho neste Pato do que alguns dos meus familiares, que nem sequer irão...
Mas lá está. A família ninguém escolhe.
Sim, e claro que sempre posso partir do princípio que os familiares que não poderão estar presentes (aqueles que eram mesmo a minha família) por motivos alheios à minha compreensão do real, da vida e da morte, estarão algures por lá a verem-me.
Bom, a Gansa Reverenda não perderá de certeza. Ter o Pato Marques, que tantas dores de cabeça lhe deu e o Luís de Camões na mesma sala será brutal! Eventualmente, começará a divagar e a analisar os Lusíadas de extremo a extremo mandando pelo meio uma qualquer metáfora acerca da recompensa após um árduo esforço. E, na sua javardice total, associará isso a uma qualquer Tágide que caia de um andar superior da igreja em cima dos cornos deste pato (o que seria pedir muito... antes ainda as patas ganharão dentes).
E tenho a certeza que o Ganso Ishmael, com o seu arpão e a sua coragem na busca pela baleia branca, é capaz de convencer o Ahab a dar por lá um saltinho para ver o ovo que teve de deixar tão pequeno para trás.
E os dois devem estar a rir à grande, porque finalmente, o Pato Marques terminou mais uma das suas aventuras.
Desta feita, uma cruzada que começou há cinco anos atrás e que terminará em breve.
Foi um caminho difícil, que o Pato não percorreu sozinho.
Ou melhor, o Pato começou sozinho, mas rapidamente encontrou um grupo de Merrys, Pipins e Sam Wises que o ajudaram a seguir em frente, mesmo quando a estrada parecia ter acabado.
Juntos, este grupo de animais, superou os obstáculos mais intransponíveis e os punheteiros mais fdps que lhes passaram pela frente.
E continuaram, como uma coorte romana, não deixando ficar ninguém para trás. Os que caiam, eram levantados, os que tentavam desistir, eram incentivados.
E assim se passou metade de uma década, em que tentámos fazer um pouco mais pelas nossas pessoas e pelo Mundo, gerando mais uma fornada de Patos Engenheiros.
Bem sei que estou a usar demasiadas metáforas e private jokes e o mais certo é ter o amigo Pato Afonso (agora também ele um Pato Finalista) à perna a dizer que não digo nada de jeito e que este blog anda fraquiiiinho, fraquiiinho.. :P
Assim, apesar da minha brutal e efectiva alegria, que me arrepia até as zonas púbicas das cavidades mais refundidas do meu ser, despeço-me por hoje com mais um post deprimente e merdoso que não interessa a ninguém.
Despeço-me recordando os demais que este grupo de animais não irá trajado.
Este grupo de animais é o símbolo do pós-laboral, do cansaço e das borgas de marranço a altas horas da noite. Iremos firmes e hirtos, de fato de trabalho e capa de estudante.
Os Patos não seguem a carneirada.
Os Patos fazem o seu próprio caminho e marcam a diferença.
Boas noites e até breve!
Já está quase. Chega o dia em que eu, como Pato que sou, abdico de toda a minha insignificância técnico-profissional e vou começar a lamber cús, como licenciado que me torno.
Bom, tecnicamente, não acabo o curso, isso ficará para daqui a um mês ou dois, mas posso já considerar-me alguém... pelo menos neste país merdoso, onde se contam canudos e não personalidades.
Devo dizer que é bastante irónico.
Tipo, logo eu, um pato fodido com as divindades, que tudo de bom me têm trazido, a entrar numa igreja (e logo aquela... A Igreja...) para que um cabrão de um padre me benza as fitas de finalista.
Será deveras interessante...
O que é um facto, é que também vou, porque alguém muito especial fazia questão de me ver, na igreja, de pastinha, juntamente com os outros pinguins, nesta celebração de finalista. Ainda mais divertido é o facto desse alguém não me poder acompanhar. Mas lá estará, algures, a ver ao longe ou, quem sabe, mais próximo do que o que imagino. E logo eu, que não acredito nessas cenas.
É muito agradável ir a uma festa destas (eu disse festa...?) e não levar família. Pelo menos familiares directos, porque se falarmos na família de amigos, esses não faltarão. O que é curioso. Muitos vão levar uma seca brutal durante a missa, mas vão lá estar ao pé do Pato. É que me cheira mesmo que muitos deles têm mais orgulho neste Pato do que alguns dos meus familiares, que nem sequer irão...
Mas lá está. A família ninguém escolhe.
Sim, e claro que sempre posso partir do princípio que os familiares que não poderão estar presentes (aqueles que eram mesmo a minha família) por motivos alheios à minha compreensão do real, da vida e da morte, estarão algures por lá a verem-me.
Bom, a Gansa Reverenda não perderá de certeza. Ter o Pato Marques, que tantas dores de cabeça lhe deu e o Luís de Camões na mesma sala será brutal! Eventualmente, começará a divagar e a analisar os Lusíadas de extremo a extremo mandando pelo meio uma qualquer metáfora acerca da recompensa após um árduo esforço. E, na sua javardice total, associará isso a uma qualquer Tágide que caia de um andar superior da igreja em cima dos cornos deste pato (o que seria pedir muito... antes ainda as patas ganharão dentes).
E tenho a certeza que o Ganso Ishmael, com o seu arpão e a sua coragem na busca pela baleia branca, é capaz de convencer o Ahab a dar por lá um saltinho para ver o ovo que teve de deixar tão pequeno para trás.
E os dois devem estar a rir à grande, porque finalmente, o Pato Marques terminou mais uma das suas aventuras.
Desta feita, uma cruzada que começou há cinco anos atrás e que terminará em breve.
Foi um caminho difícil, que o Pato não percorreu sozinho.
Ou melhor, o Pato começou sozinho, mas rapidamente encontrou um grupo de Merrys, Pipins e Sam Wises que o ajudaram a seguir em frente, mesmo quando a estrada parecia ter acabado.
Juntos, este grupo de animais, superou os obstáculos mais intransponíveis e os punheteiros mais fdps que lhes passaram pela frente.
E continuaram, como uma coorte romana, não deixando ficar ninguém para trás. Os que caiam, eram levantados, os que tentavam desistir, eram incentivados.
E assim se passou metade de uma década, em que tentámos fazer um pouco mais pelas nossas pessoas e pelo Mundo, gerando mais uma fornada de Patos Engenheiros.
Bem sei que estou a usar demasiadas metáforas e private jokes e o mais certo é ter o amigo Pato Afonso (agora também ele um Pato Finalista) à perna a dizer que não digo nada de jeito e que este blog anda fraquiiiinho, fraquiiinho.. :P
Assim, apesar da minha brutal e efectiva alegria, que me arrepia até as zonas púbicas das cavidades mais refundidas do meu ser, despeço-me por hoje com mais um post deprimente e merdoso que não interessa a ninguém.
Despeço-me recordando os demais que este grupo de animais não irá trajado.
Este grupo de animais é o símbolo do pós-laboral, do cansaço e das borgas de marranço a altas horas da noite. Iremos firmes e hirtos, de fato de trabalho e capa de estudante.
Os Patos não seguem a carneirada.
Os Patos fazem o seu próprio caminho e marcam a diferença.
Boas noites e até breve!
12/05/2007
Realidades
Ultimamente, e vá-se lá saber porquê, tenho conhecido uma outra dimensão da minha realidade patina.
Começo a encarar a expressão do 'que se foda' como uma nova leveza da minha mente de pato.
Se até há bem poucos meses atrás eu era um pato preocupado com o Mundo e com os outros, um Pato preocupado com a fome e com a violência, as injustiças sociais e o estado da Nação, tenho-me tornado no que se pode chamar de um apático às questões sociais. Os etíopes? Que se foda! Despedimentos colectivos? Que se foda! Oh! Putos órfãos na Guiné? Que se foda!
Poder-se-ia até dizer que me tinha tornado num pato sem sentimentos. Mas não, pelo contrário! Até há bem poucos meses, não me rebentavam as águas do saco lacrimal enquano ouvia o 'High' dos Lighthouse Family... O que é um facto, é que os patos também endurecem (e não, não é nenhuma piada de cariz sexual... guardo isso para os dias de semana enquanto me tento convencer que está tudo bem) e como tal, deixam de se preocupar com uma série de coisas com que se preocupavam antes. Os patos são animais sensíveis por natureza que, tal como dizia o puto do 'About a Boy', são também os únicos a conseguir matar um tubarão com o bico (bicam-lhes os olhos). Assim, os patos na minha condição, começam a convergir da preocupação para com os ilustres desconhecidos para um campo muito mais racional, que é a preocupação com os que lhes são próximos. Torna-se tudo muito mais prático. Assim, a preocupação com a família (para os que ainda a têm) e para com os amigos torna-se imperativa.
Devo dizer que apesar dos meus 19's e 20's a Português B, quando ainda era um puto na secundária, nunca tinha percebido bem Pessoa e a tara do gajo depois de a mãe se ter casado novamente... sentia-se sozinho e tal...
Agora compreendo.
Claro que a Gansa Mestra deste ninho não se casou novamente.
Tipo... eu agora podia ser completamente passado dos cornos e usar uma metáfora (neste caso seria mais eufemismo) e dizer que a Gansa se tinha agora casado com Deus. Mas isso seria ceder a princípios de crença religiosa aos quais, neste momento, não estou com disposição para tentar assimilar uma vez mais. Seria uma tentativa estúpida de acreditar novamente num Ser Superior e na Justiça Divina... Coisas em que ultimamente tenho pensado e pensado e donde só consigo retirar uma conclusão: Que se foda!
O que chega a ser assustadoramente divertido e realmente potenciador de depressões é que já é a segunda vez que vou fazer as compras do mês sozinho.
Também nunca me tinha apercebido que era uma actividade tão nojenta para ser feita a um.
Levo Fusilli Tricolor ou normal? Cerveja branca ou preta? Uma ou duas garrafas de detergente? Hum... vou tentar calcular a quantidade de detergente para a roupa que necessitarei para um mês...
E depois é mesmo irritante o pessoal que me rodeia a fazer compras.
É que são sempre de dois tipos. Ou os filhos com as mães. Ou os casalinhos amorosos. Ambos me deixam completamente passado. Fica-se com uma certa vontade de fazer um Columbine Show no Continente... e depois rebentar os cornos.
Mas se fizesse isso depois tinha algum pessoal a chorar (ou não) junto do caixão a dizer aquela palavra nojenta que era capaz de me fazer levantar da tumba para espancar alguém: coitado! E isso sim, era ainda pior!
Mais interessante é ir comprar roupa sozinho. Sem opiniões femininas. E é ver os patos especados perante uma parede cheia de gravatas a pensar em qual será a cor que melhor ficará num fato.
É realmente irritante.
Sim, e porque as patas não caem de beirais enquanto vamos a passar e dizem 'Olá posso acompanhar-te?' continuamos a nossa vidinha deprimente e solitária, quais Fernandos Pessoa anónimos a deambular pelos corredores do centro comercial.
No outro dia dei por mim a pensar que talvez um dia pudesse casar comigo. É uma relação que já dura há alguns anos... partilho uma cama e uma a vida a um comigo mesmo... e contacto sexual não falta! (javardice, aí está!). O pior é que se não me tornar crente rapidamente, depois por quem é que eu chamo na noite de núpcias quando estiver prestes a atingir o ponto sem retorno?
É giro ver como as conversas (no meu caso, os monólogos) derivam de deprimentes a porcos em tão poucas linhas.
Agora vou ver se lavo a loiça. Com aquele belo detergente de cor e cheiro incertos que adquiri... hum, é capaz de ser limão. Só não percebo por que razão a cor é verde. Devia ser amarela... Mas é irrelevante. Há por aí muita coisa que não deveria ser e é ou que não é e deveria ser...
Cumprimentos patinos!
Começo a encarar a expressão do 'que se foda' como uma nova leveza da minha mente de pato.
Se até há bem poucos meses atrás eu era um pato preocupado com o Mundo e com os outros, um Pato preocupado com a fome e com a violência, as injustiças sociais e o estado da Nação, tenho-me tornado no que se pode chamar de um apático às questões sociais. Os etíopes? Que se foda! Despedimentos colectivos? Que se foda! Oh! Putos órfãos na Guiné? Que se foda!
Poder-se-ia até dizer que me tinha tornado num pato sem sentimentos. Mas não, pelo contrário! Até há bem poucos meses, não me rebentavam as águas do saco lacrimal enquano ouvia o 'High' dos Lighthouse Family... O que é um facto, é que os patos também endurecem (e não, não é nenhuma piada de cariz sexual... guardo isso para os dias de semana enquanto me tento convencer que está tudo bem) e como tal, deixam de se preocupar com uma série de coisas com que se preocupavam antes. Os patos são animais sensíveis por natureza que, tal como dizia o puto do 'About a Boy', são também os únicos a conseguir matar um tubarão com o bico (bicam-lhes os olhos). Assim, os patos na minha condição, começam a convergir da preocupação para com os ilustres desconhecidos para um campo muito mais racional, que é a preocupação com os que lhes são próximos. Torna-se tudo muito mais prático. Assim, a preocupação com a família (para os que ainda a têm) e para com os amigos torna-se imperativa.
Devo dizer que apesar dos meus 19's e 20's a Português B, quando ainda era um puto na secundária, nunca tinha percebido bem Pessoa e a tara do gajo depois de a mãe se ter casado novamente... sentia-se sozinho e tal...
Agora compreendo.
Claro que a Gansa Mestra deste ninho não se casou novamente.
Tipo... eu agora podia ser completamente passado dos cornos e usar uma metáfora (neste caso seria mais eufemismo) e dizer que a Gansa se tinha agora casado com Deus. Mas isso seria ceder a princípios de crença religiosa aos quais, neste momento, não estou com disposição para tentar assimilar uma vez mais. Seria uma tentativa estúpida de acreditar novamente num Ser Superior e na Justiça Divina... Coisas em que ultimamente tenho pensado e pensado e donde só consigo retirar uma conclusão: Que se foda!
O que chega a ser assustadoramente divertido e realmente potenciador de depressões é que já é a segunda vez que vou fazer as compras do mês sozinho.
Também nunca me tinha apercebido que era uma actividade tão nojenta para ser feita a um.
Levo Fusilli Tricolor ou normal? Cerveja branca ou preta? Uma ou duas garrafas de detergente? Hum... vou tentar calcular a quantidade de detergente para a roupa que necessitarei para um mês...
E depois é mesmo irritante o pessoal que me rodeia a fazer compras.
É que são sempre de dois tipos. Ou os filhos com as mães. Ou os casalinhos amorosos. Ambos me deixam completamente passado. Fica-se com uma certa vontade de fazer um Columbine Show no Continente... e depois rebentar os cornos.
Mas se fizesse isso depois tinha algum pessoal a chorar (ou não) junto do caixão a dizer aquela palavra nojenta que era capaz de me fazer levantar da tumba para espancar alguém: coitado! E isso sim, era ainda pior!
Mais interessante é ir comprar roupa sozinho. Sem opiniões femininas. E é ver os patos especados perante uma parede cheia de gravatas a pensar em qual será a cor que melhor ficará num fato.
É realmente irritante.
Sim, e porque as patas não caem de beirais enquanto vamos a passar e dizem 'Olá posso acompanhar-te?' continuamos a nossa vidinha deprimente e solitária, quais Fernandos Pessoa anónimos a deambular pelos corredores do centro comercial.
No outro dia dei por mim a pensar que talvez um dia pudesse casar comigo. É uma relação que já dura há alguns anos... partilho uma cama e uma a vida a um comigo mesmo... e contacto sexual não falta! (javardice, aí está!). O pior é que se não me tornar crente rapidamente, depois por quem é que eu chamo na noite de núpcias quando estiver prestes a atingir o ponto sem retorno?
É giro ver como as conversas (no meu caso, os monólogos) derivam de deprimentes a porcos em tão poucas linhas.
Agora vou ver se lavo a loiça. Com aquele belo detergente de cor e cheiro incertos que adquiri... hum, é capaz de ser limão. Só não percebo por que razão a cor é verde. Devia ser amarela... Mas é irrelevante. Há por aí muita coisa que não deveria ser e é ou que não é e deveria ser...
Cumprimentos patinos!
11/05/2007
07/05/2007
Ninfomania
Esta lembra-me algumas vizinhas minhas...
Uma mulher vai ao médico:
- Doutor, queria que me curasse de um enorme problema!
- Vamos a isso. Quais são os sintomas?
- Olhe doutor, de manhã quando me levanto sinto uma coisa no corpo, um calor, uma comichão. Nessas alturas abro a janela, chamo o primeiro homem que vai a passar e fazemos amor até que me sinta mais calma. Ao meio dia, a mesma coisa. Abro a janela, chamo um homem e fazemos amor. À tarde e à noite, as cenas repetem-se. De que é que eu sofro, doutor?
- Bom, eu acho que a senhora sofre de ninfomania.
- Importa-se de me escrever isso num papel para eu mostrar às pessoas lá do meu bairro que já andam a dizer que eu sou uma grande puta?
Uma mulher vai ao médico:
- Doutor, queria que me curasse de um enorme problema!
- Vamos a isso. Quais são os sintomas?
- Olhe doutor, de manhã quando me levanto sinto uma coisa no corpo, um calor, uma comichão. Nessas alturas abro a janela, chamo o primeiro homem que vai a passar e fazemos amor até que me sinta mais calma. Ao meio dia, a mesma coisa. Abro a janela, chamo um homem e fazemos amor. À tarde e à noite, as cenas repetem-se. De que é que eu sofro, doutor?
- Bom, eu acho que a senhora sofre de ninfomania.
- Importa-se de me escrever isso num papel para eu mostrar às pessoas lá do meu bairro que já andam a dizer que eu sou uma grande puta?
04/05/2007
Domingo
Está a apetecer-me escrever uma merdinha deprimente.
É saudável, para as sextas à noite.
No dia 6, é o primeiro domingo de Maio e, como tal, é Dia da Mãe.
Devo dizer que todos os anos achei este dia espectacular.
Levantar o rabo cedo da cama e ir direitinho à florista no Alto de S. João. Ficar à espera 2 horas na bicha e trazer o tão esperado raminho de rosas.
Isto sem contar com os dias anteriores. A indecisão ao escolher o cartão e uma prenda simpática.
Este ano, devo dizer, não estou assim tão entusiasmado...
De facto, começam a irritar-me os anúncios do 'compre qualquer coisa à sua mãe'.
Irritar-me é pouco. Creio que estou a ficar verdadeiramente fodido dos cornos com isto.
É que à partida, seria um dia de festa. Mas eu, vou comemorar o quê?
Claro que é um pensamento egoísta. Não sou o único filho no mundo e todos os outros têm direito à festa.
Mas, de facto, este ano estou-me um bocadinho a cagar para isso.
Acho que depois de tudo, tenho direito à minha fatia de egoísmo.
O que é curioso é que começo a ter alguma dificuldade em libertar o saco lacrimal.
É então interessante arranjar todas as noites, ao chegar a casa, uma piada seca que intitulo 'piada do dia' para massacrar o pessoal que me rodeia no dia seguinte.
Voltando à história deprimente, creio que não sou o único filho no mundo.
O que é um facto, é que sou dos poucos filhos patos, com mãe gansa.
Já nem vou falar de pai, pois esse era tudo menos ganso... tentava ser galo, mas em última análise, levava nos cornos da gansa.
É por isso que sou tão liberal.
Isto de ter mães gansas é totalmente diferente.
Uma mãe gansa, é como um pai para nós. Mais!
É mãe, é pai, é amiga, confidente.
Não são todas as mães que incitam os filhos a ir ao bordel aliviar-se.
Não são todas as mães que se disponibilizam a pagar essa viagem.
E normalmente, não é com as mães que colocamos as primeiras dúvidas acerca da nossa sexualidade. Não é com elas que falamos de patas. E não é a elas que pedimos conselhos de fêmeas quando começamos a ver tudo a dar para o torto.
Não são as mães que costumamos levar ao Salão Automóvel. Não é a nossa mãe que vai ver connosco o 'American Pie' ou o '007'.
As mães não costumam sair de casa para ficarmos mais à vontade com alguém...
Curiosamente, comigo, os temas reportados atrás ocorreram. Semi-ocorreram, alguns... Basicamente o último... Ela dispôs-se a isso, embora nunca tenha sido necessário.
E é isso que diferencia as gansas de todas as outras mães.
E pronto. Foi mais um post deprimente, no qual escrevi algumas merdas pessoais que dificilmente revelaria se estivesse a falar.
Esquecendo o egoísmo, devo acrescentar que só desejo que os filhos patos que andam por aí tenham a oportunidade de ter uma mãe gansa como a minha. Mas por mais tempo.
É saudável, para as sextas à noite.
No dia 6, é o primeiro domingo de Maio e, como tal, é Dia da Mãe.
Devo dizer que todos os anos achei este dia espectacular.
Levantar o rabo cedo da cama e ir direitinho à florista no Alto de S. João. Ficar à espera 2 horas na bicha e trazer o tão esperado raminho de rosas.
Isto sem contar com os dias anteriores. A indecisão ao escolher o cartão e uma prenda simpática.
Este ano, devo dizer, não estou assim tão entusiasmado...
De facto, começam a irritar-me os anúncios do 'compre qualquer coisa à sua mãe'.
Irritar-me é pouco. Creio que estou a ficar verdadeiramente fodido dos cornos com isto.
É que à partida, seria um dia de festa. Mas eu, vou comemorar o quê?
Claro que é um pensamento egoísta. Não sou o único filho no mundo e todos os outros têm direito à festa.
Mas, de facto, este ano estou-me um bocadinho a cagar para isso.
Acho que depois de tudo, tenho direito à minha fatia de egoísmo.
O que é curioso é que começo a ter alguma dificuldade em libertar o saco lacrimal.
É então interessante arranjar todas as noites, ao chegar a casa, uma piada seca que intitulo 'piada do dia' para massacrar o pessoal que me rodeia no dia seguinte.
Voltando à história deprimente, creio que não sou o único filho no mundo.
O que é um facto, é que sou dos poucos filhos patos, com mãe gansa.
Já nem vou falar de pai, pois esse era tudo menos ganso... tentava ser galo, mas em última análise, levava nos cornos da gansa.
É por isso que sou tão liberal.
Isto de ter mães gansas é totalmente diferente.
Uma mãe gansa, é como um pai para nós. Mais!
É mãe, é pai, é amiga, confidente.
Não são todas as mães que incitam os filhos a ir ao bordel aliviar-se.
Não são todas as mães que se disponibilizam a pagar essa viagem.
E normalmente, não é com as mães que colocamos as primeiras dúvidas acerca da nossa sexualidade. Não é com elas que falamos de patas. E não é a elas que pedimos conselhos de fêmeas quando começamos a ver tudo a dar para o torto.
Não são as mães que costumamos levar ao Salão Automóvel. Não é a nossa mãe que vai ver connosco o 'American Pie' ou o '007'.
As mães não costumam sair de casa para ficarmos mais à vontade com alguém...
Curiosamente, comigo, os temas reportados atrás ocorreram. Semi-ocorreram, alguns... Basicamente o último... Ela dispôs-se a isso, embora nunca tenha sido necessário.
E é isso que diferencia as gansas de todas as outras mães.
E pronto. Foi mais um post deprimente, no qual escrevi algumas merdas pessoais que dificilmente revelaria se estivesse a falar.
Esquecendo o egoísmo, devo acrescentar que só desejo que os filhos patos que andam por aí tenham a oportunidade de ter uma mãe gansa como a minha. Mas por mais tempo.
Olhos e Marretas
Apercebi-me de algo importante.
Os Marretas têm os olhos esbugalhados.
Eu, se tivesse um braço enfiado pelo cú acima, também ficava com os olhos esbugalhados (os três...).
Os Marretas têm os olhos esbugalhados.
Eu, se tivesse um braço enfiado pelo cú acima, também ficava com os olhos esbugalhados (os três...).
01/05/2007
Engenharia
O portuga anda numa onda de explorar ao máximo a sua capacidade técnica inventiva.
Ele são aeroportos no meio do pântano, centros comerciais que florescem como mimosas na Primavera, pontes sobre o Tejo que não se sabe muito bem onde vão ficar, mas que vão ser construídas e, a que eu gosto mais, metropolitanos de superfície que têm uma leve tendência para se parecer com eléctricos...
Tipo, nesta onda de Metro, Lisboa também tem dois. Tem o Metro de profundidade e o de superfície, que é o Americano.
De facto, dá-me uma certa vontade de rir quando relembro o final dos Maias e imagino o Carlos e o Ega a correr atrás do Americano dizendo: "Olha, o Metro de Superfície, olha!"
É que é um bocado naquela onda da estupidez típica dentro fronteiras.
Começou com os gajos do Porto.
- O quê? Lisboa tem Metro? Então o Porto também tem de ter.
E a história tornou-se lenda, a lenda ficou mito...
E em vez de escavarem, aplanaram terreno. E as ruas do Porto ficaram muito mais porreiras, com túneis e encruzilhadas de linhas que vêm não se sabe muito bem de onde, mas que atravessam estradas e passeios. É algo mágico. E diga-se, é sempre melhor ter um metropolitano que anda a 50 Km/h, que um eléctrico a rodar à mesma velocidade. É uma questão de estilo.
E então os sul-lisboetas, aqueles gajos que moram na outra margem, também quiseram ter um 'metro de superfície'.
Realmente, da forma como a 'metrice de superfície aguda' se anda a propagar, penso que ainda deve ir afectar mais portugueses que a 'rotundite crónica', tão em voga desde há uns tempos para cá.
Mas o que vale é que ao menos as estradas estão bem contruídas. É isso e é ver os quilómetros que separam o Alentejo da A22 (a via do Sócrates, perdão, do Infante) na A2. Devo dizer que passei lá este fim de semana e gostei muito das lombas na auto-estrada. É saudável! Perde um bocado aquela monotonia das estradas a direito e pavimentadas. É sempre fixe um gajo dar um saltinho de vez em quando com um buracão na auto-estrada.
Ouvi dizer que o próximo passo é meter umas bandas sonoras e umas passadeiras para peões...
Ou então estou enganado e foram engenheiros da Independente a fazer a estrada.
Ultimamente tenho reparado que a expressão 'condutor de domingo' cai que nem ostras no Scórotes... ao que parece, ele é um Engenheiro de Domingo...
Mas isso já sou eu a javardar.
Afinal, o Grande Scrótes é a prova viva de que não é preciso ser licenciado para fazer merda a torto e a direito.
Agora há um cena que me anda a preocupar... E se decidem fazer um metro de superfície na Madeira?
E por que não um metro de superfície até à Ota?
Ah, e não quero ser picuinhas, mas só para que conste, a definição de 'metropolitano' é a seguinte:
"Caminho de ferro instalado no interior de uma cidade, parcial ou totalmente subterrâneo"
Tipo... se for totalmente à superfície, ou se circular entre cidades, em vez de ser na cidade, deixa de ser metropolitano.. ok?
Ele são aeroportos no meio do pântano, centros comerciais que florescem como mimosas na Primavera, pontes sobre o Tejo que não se sabe muito bem onde vão ficar, mas que vão ser construídas e, a que eu gosto mais, metropolitanos de superfície que têm uma leve tendência para se parecer com eléctricos...
Tipo, nesta onda de Metro, Lisboa também tem dois. Tem o Metro de profundidade e o de superfície, que é o Americano.
De facto, dá-me uma certa vontade de rir quando relembro o final dos Maias e imagino o Carlos e o Ega a correr atrás do Americano dizendo: "Olha, o Metro de Superfície, olha!"
É que é um bocado naquela onda da estupidez típica dentro fronteiras.
Começou com os gajos do Porto.
- O quê? Lisboa tem Metro? Então o Porto também tem de ter.
E a história tornou-se lenda, a lenda ficou mito...
E em vez de escavarem, aplanaram terreno. E as ruas do Porto ficaram muito mais porreiras, com túneis e encruzilhadas de linhas que vêm não se sabe muito bem de onde, mas que atravessam estradas e passeios. É algo mágico. E diga-se, é sempre melhor ter um metropolitano que anda a 50 Km/h, que um eléctrico a rodar à mesma velocidade. É uma questão de estilo.
E então os sul-lisboetas, aqueles gajos que moram na outra margem, também quiseram ter um 'metro de superfície'.
Realmente, da forma como a 'metrice de superfície aguda' se anda a propagar, penso que ainda deve ir afectar mais portugueses que a 'rotundite crónica', tão em voga desde há uns tempos para cá.
Mas o que vale é que ao menos as estradas estão bem contruídas. É isso e é ver os quilómetros que separam o Alentejo da A22 (a via do Sócrates, perdão, do Infante) na A2. Devo dizer que passei lá este fim de semana e gostei muito das lombas na auto-estrada. É saudável! Perde um bocado aquela monotonia das estradas a direito e pavimentadas. É sempre fixe um gajo dar um saltinho de vez em quando com um buracão na auto-estrada.
Ouvi dizer que o próximo passo é meter umas bandas sonoras e umas passadeiras para peões...
Ou então estou enganado e foram engenheiros da Independente a fazer a estrada.
Ultimamente tenho reparado que a expressão 'condutor de domingo' cai que nem ostras no Scórotes... ao que parece, ele é um Engenheiro de Domingo...
Mas isso já sou eu a javardar.
Afinal, o Grande Scrótes é a prova viva de que não é preciso ser licenciado para fazer merda a torto e a direito.
Agora há um cena que me anda a preocupar... E se decidem fazer um metro de superfície na Madeira?
E por que não um metro de superfície até à Ota?
Ah, e não quero ser picuinhas, mas só para que conste, a definição de 'metropolitano' é a seguinte:
"Caminho de ferro instalado no interior de uma cidade, parcial ou totalmente subterrâneo"
Tipo... se for totalmente à superfície, ou se circular entre cidades, em vez de ser na cidade, deixa de ser metropolitano.. ok?
29/04/2007
Seguros
DESCRIÇÃO DE OCORRÊNCIAS NAS PARTICIPAÇÕES DE SINISTRO DO RAMO AUTOMÓVEL EM 1998 (CONSIDERADAS AS MAIS "CARICATAS" PELA APROSE)
- "O peão não sabia para onde ia, então eu atropelei-o..."
- "Vi um velho enrolado, de cara triste, quando ele caiu do tejadilho do meu carro."
- "Eu tinha a certeza que o velho não conseguia chegar ao outro lado da estrada, por isso atropelei-o."
- "Fui cuspido para fora do carro, quando ele saiu da estrada. Mais tarde, fui encontrado numa vala por umas vacas perdidas"
- "Pensei que o meu vidro estava aberto, mas descobri que estava fechado quando pus a cabeça de fora."
- "Bati contra um carro parado que vinha em direcção contrária."
- "Saí do estacionamento, olhei para a cara da minha sogra e caí pela ribanceira abaixo."
- "O tipo andava aos ziguezagues de um lado para o outro da estrada. Tive que me desviar uma porção de vezes antes de o atropelar."
- "Já conduzia ha 40 anos quando adormeci ao volante e sofri o acidente."
- "Um carro invisível veio de não sei de onde, bateu no meu carro e desapareceu."
- "O meu carro estava estacionado correctamente, quando foi bater de traseira no outro carro."
- "De regresso a casa, entrei com o meu carro na casa errada e bati numa árvore que não e a minha."
- "A camioneta bateu de traseira no meu pára-brisas, em cheio na cabeça da minha mulher."
- "Disse ao polícia que não me tinha magoado, mas quando tirei o chapéu, percebi que tinha fracturado o crânio."
- "O peão não sabia para onde ia, então eu atropelei-o..."
- "Vi um velho enrolado, de cara triste, quando ele caiu do tejadilho do meu carro."
- "Eu tinha a certeza que o velho não conseguia chegar ao outro lado da estrada, por isso atropelei-o."
- "Fui cuspido para fora do carro, quando ele saiu da estrada. Mais tarde, fui encontrado numa vala por umas vacas perdidas"
- "Pensei que o meu vidro estava aberto, mas descobri que estava fechado quando pus a cabeça de fora."
- "Bati contra um carro parado que vinha em direcção contrária."
- "Saí do estacionamento, olhei para a cara da minha sogra e caí pela ribanceira abaixo."
- "O tipo andava aos ziguezagues de um lado para o outro da estrada. Tive que me desviar uma porção de vezes antes de o atropelar."
- "Já conduzia ha 40 anos quando adormeci ao volante e sofri o acidente."
- "Um carro invisível veio de não sei de onde, bateu no meu carro e desapareceu."
- "O meu carro estava estacionado correctamente, quando foi bater de traseira no outro carro."
- "De regresso a casa, entrei com o meu carro na casa errada e bati numa árvore que não e a minha."
- "A camioneta bateu de traseira no meu pára-brisas, em cheio na cabeça da minha mulher."
- "Disse ao polícia que não me tinha magoado, mas quando tirei o chapéu, percebi que tinha fracturado o crânio."
25/04/2007
Túnel do Marquês (parte I)
E pronto!
Em mais um dia 25 de Abril, carregadinho de nostalgia revolucionária, lá foram 18 mil portugueses visitar o Túnel do Marquês na sua inauguração.
É sempre bom saber que em tempo de crise e com tão poucos problemas, os tugas ainda se mostram cidadãos interessados nas grandes obras de engenharia.
E lá foram, com a merenda e o garrafão de vinho, vindos de todo o lado, visitar o Túnel do Marquês.
Note-se que a expressão é algo dúbia...
Tipo: "Ah, e tal, estive no Túnel do Marquês..."
Melhor só o Sócrates, na "Via do Infante"...
É que se fica com a sensação de que andámos a visitar as intimidades do Marquês. E logo o Sebastião, com o seu ar latino, agarrado ao leão, com pessoal a passear no seu 'Túnel'... é deprimente!
De qualquer forma, reparem no título do post e na forma brilhante como eu adicionei o 'parte I'.
Sinceramente, acho que ainda vai correr muita merda no Túnel do Marquês... ou melhor, do 'Túnel do Marquês'.
Em mais um dia 25 de Abril, carregadinho de nostalgia revolucionária, lá foram 18 mil portugueses visitar o Túnel do Marquês na sua inauguração.
É sempre bom saber que em tempo de crise e com tão poucos problemas, os tugas ainda se mostram cidadãos interessados nas grandes obras de engenharia.
E lá foram, com a merenda e o garrafão de vinho, vindos de todo o lado, visitar o Túnel do Marquês.
Note-se que a expressão é algo dúbia...
Tipo: "Ah, e tal, estive no Túnel do Marquês..."
Melhor só o Sócrates, na "Via do Infante"...
É que se fica com a sensação de que andámos a visitar as intimidades do Marquês. E logo o Sebastião, com o seu ar latino, agarrado ao leão, com pessoal a passear no seu 'Túnel'... é deprimente!
De qualquer forma, reparem no título do post e na forma brilhante como eu adicionei o 'parte I'.
Sinceramente, acho que ainda vai correr muita merda no Túnel do Marquês... ou melhor, do 'Túnel do Marquês'.
23/04/2007
3 passos
1. Raparigas: Se algum rapaz abusar de vocês, dêem-lhes um estalo!
2. Rapazes: Se alguma rapariga vos der um estalo, dêem-lhes um beijo!
3. Rapazes e Raparigas: Fechem os olhos quando beijarem, pois é feio ficar com o olhar fixo!
Simples e fofo!
(...)
22/04/2007
Pensamento Profundo
Vou revelar o segredo do século!
Aquilo que quem não sabe é infeliz e quem sabe é um génio!
A ideia base é:
Viver cada dia como se fosse o último; um dia acertas!
Aquilo que quem não sabe é infeliz e quem sabe é um génio!
A ideia base é:
Viver cada dia como se fosse o último; um dia acertas!
21/04/2007
Bacalhoadas de Sábado de manhã
Estamos a 5 minutos da 1 hora e eu ainda me consigo perguntar o que estou por aqui a fazer.
Devo dizer que estou a cair de sono. Isto de ser Pato tem as suas desvantagens. Andar a voar, todos os dias, mesmo que baixinho, a comer com os mosquitos no bico... e depois a faculdade de patos, onde tento acabar uma Licenciatura em Estudos Patinos... começo a ficar um bocadinho farto com f. Felizmente já faltam poucos meses.
Estou naquela onda de recta final.
Prestes a cortar a meta. É aquela cena de dizer: "Ah, consegui! Agora já posso mandar toda a gente meter o canudo no rabo porque também já tenho um!!!".
É um facto que por mim já tinha saltado do barco há algum tempo. Só que sempre houve alguém que desejava muito que eu tivesse uma licenciatura.
O que chega a ter piada é que nunca liguei a estas coisas de vida académica. Sempre fui um pato mais profissional, mais técnico, sem grandes ambições universitárias... Por mim, nem ia fazer a Benção. Mas acabei por me inscrever, esperando por alguém na 1ª fila do Mosteiro. Alguém que finalmente poderia ter razões para ter um pouco de orgulho no Pato Marques.
Afinal, parece que não vou conseguir provar o que queria.
Sim, eu sei que podemos entrar no esquema do 'está lá, mesmo não estando', mas para grande desgosto da minha catequista, acho que nunca engoli lá muito bem essa conversa...
Claro que acaba por estar lá toda a família... não a direita, mas a esquerda... os amigos e os amigos.
Isto porque amigos podemos escolher, e família não... pelo menos a que resta. Às vezes dou por mim a pensar que tenho alguma sorte em ser Pato e em ter a idade que tenho... Creio que se tivesse quatro patas e fosse mais novo já me tinham metido num saco e atirado para a beira da estrada... Mas se calhar também já estou a dramatizar um bocado; na melhor das hipóteses eventualmente seria vendido a um restaurante chinês e faria as delícias do almoço de domingo.
Sim, porque isto de ser maior de idade (é tão porreiro dizer isto...) é uma grande cagada para a família... um gajo começa a ter opinião e a puxar a asa para fora do ninho. E ainda mais agora!
E não, não estou na onda do desgraçadinho, do coitadinho e outras merdas assim.
Não tenho feitio para essas cenas.
Ultimamente, vá-se lá saber porquê, ando com esta mania de piadas mórbidas com a minha própria pessoa...
Isto é um blog de javardice e, como tal, posso javardar aqui à vontade. Mesmo que seja na minha própria merda.
Talvez haja quem entenda, quem não entenda e quem finja entender. O que é um facto, é que a vidinha patina anda mesmo de rastos e mergulhada num balde de estrume. Mas creio que é capaz de melhorar.
Afinal, o Forrest Gump tinha toda a razão quando dizia: "A minha mãe sempre disse que a vida é como uma caixa de chocolates; nunca sabemos o que vai sair a seguir..."
Tentando ser optimista, pesando todos os chocolates que já comi, existe um facto importante:
- Matematicamente falando, não é possível que uma só caixa de chocolates contenha 100% de chocolates com a validade vencida; o Tal, o chocolatinho recheado com aquele delicioso creme de morango e com uma avelã na ponta ainda lá deve estar, embrulhado e refundido na caixa. Será uma questão de tempo até o encontrar! Ou não.
Se fosse pessimista diria que quando o encontrar também já deve ter passado do prazo...
Meus caros leitores,
Bom dia e até mais logo!
Devo dizer que estou a cair de sono. Isto de ser Pato tem as suas desvantagens. Andar a voar, todos os dias, mesmo que baixinho, a comer com os mosquitos no bico... e depois a faculdade de patos, onde tento acabar uma Licenciatura em Estudos Patinos... começo a ficar um bocadinho farto com f. Felizmente já faltam poucos meses.
Estou naquela onda de recta final.
Prestes a cortar a meta. É aquela cena de dizer: "Ah, consegui! Agora já posso mandar toda a gente meter o canudo no rabo porque também já tenho um!!!".
É um facto que por mim já tinha saltado do barco há algum tempo. Só que sempre houve alguém que desejava muito que eu tivesse uma licenciatura.
O que chega a ter piada é que nunca liguei a estas coisas de vida académica. Sempre fui um pato mais profissional, mais técnico, sem grandes ambições universitárias... Por mim, nem ia fazer a Benção. Mas acabei por me inscrever, esperando por alguém na 1ª fila do Mosteiro. Alguém que finalmente poderia ter razões para ter um pouco de orgulho no Pato Marques.
Afinal, parece que não vou conseguir provar o que queria.
Sim, eu sei que podemos entrar no esquema do 'está lá, mesmo não estando', mas para grande desgosto da minha catequista, acho que nunca engoli lá muito bem essa conversa...
Claro que acaba por estar lá toda a família... não a direita, mas a esquerda... os amigos e os amigos.
Isto porque amigos podemos escolher, e família não... pelo menos a que resta. Às vezes dou por mim a pensar que tenho alguma sorte em ser Pato e em ter a idade que tenho... Creio que se tivesse quatro patas e fosse mais novo já me tinham metido num saco e atirado para a beira da estrada... Mas se calhar também já estou a dramatizar um bocado; na melhor das hipóteses eventualmente seria vendido a um restaurante chinês e faria as delícias do almoço de domingo.
Sim, porque isto de ser maior de idade (é tão porreiro dizer isto...) é uma grande cagada para a família... um gajo começa a ter opinião e a puxar a asa para fora do ninho. E ainda mais agora!
E não, não estou na onda do desgraçadinho, do coitadinho e outras merdas assim.
Não tenho feitio para essas cenas.
Ultimamente, vá-se lá saber porquê, ando com esta mania de piadas mórbidas com a minha própria pessoa...
Isto é um blog de javardice e, como tal, posso javardar aqui à vontade. Mesmo que seja na minha própria merda.
Talvez haja quem entenda, quem não entenda e quem finja entender. O que é um facto, é que a vidinha patina anda mesmo de rastos e mergulhada num balde de estrume. Mas creio que é capaz de melhorar.
Afinal, o Forrest Gump tinha toda a razão quando dizia: "A minha mãe sempre disse que a vida é como uma caixa de chocolates; nunca sabemos o que vai sair a seguir..."
Tentando ser optimista, pesando todos os chocolates que já comi, existe um facto importante:
- Matematicamente falando, não é possível que uma só caixa de chocolates contenha 100% de chocolates com a validade vencida; o Tal, o chocolatinho recheado com aquele delicioso creme de morango e com uma avelã na ponta ainda lá deve estar, embrulhado e refundido na caixa. Será uma questão de tempo até o encontrar! Ou não.
Se fosse pessimista diria que quando o encontrar também já deve ter passado do prazo...
Meus caros leitores,
Bom dia e até mais logo!
19/04/2007
Passarinhos e Passarões
Dizem por aí, que ao escolher entre uma despedida de solteiro bem regada, com jovens roliças saltitantes de países de além-Europa, e uma noite de quinta para quarta com uma outra qualquer pessoa... "mais vale ter um pássaro na mão, que dois a voar". O que quer que isto queira dizer...
Leva-nos, claro, a interrogações do tipo:
- Pássaro? Por que não passarinho? Ou Passarão?
- Um pássaro na mão? Em qual delas?
- E a cena dos pássaros a voar???
Ainda há por aqui muitas pontas por onde pegar.
Literalmente...
Leva-nos, claro, a interrogações do tipo:
- Pássaro? Por que não passarinho? Ou Passarão?
- Um pássaro na mão? Em qual delas?
- E a cena dos pássaros a voar???
Ainda há por aqui muitas pontas por onde pegar.
Literalmente...
17/04/2007
Parabéns
Amiga DaisyAqui está uma prenda da minha humilde entidade patina para a menina.
Lembre-se a menina que é apenas uma vez em cada ano que se volta a ser ovo. Hoje, é o seu dia!
Neste dia, a menina Daisy não é rapariga nem mulher.
Amanhã, talvez...
Hoje, é um ovo :D
E nem pense em reclamar... ou contrariar-me...
Como tal, os meus mais sinceros e respeitosos votos de um feliz aniversário.
Hoje, excepcionalmente, não vou emporcalhar nada aqui no blog. Ficava mal, junto com os votos de feliz aniversário...
E pois... de facto a prendinha que prometi no email era mesmo um beijo... lamento desapontá-la :P
Bjs,
Pato Marques
15/04/2007
O sexo
Dizem os entendidos:
Segundo os médicos é uma doença, porque acaba sempre na cama.
Segundo os advogados é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.
Segundo os alentejanos é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.
Segundo os arquitectos é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.
Segundo os políticos é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.
Segundo os economistas é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado.
Segundo os contabilistas é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.
Segundo os matemáticos é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parêntesis, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.
Segundo os psicólogos, é fodido de explicar...
Segundo os médicos é uma doença, porque acaba sempre na cama.
Segundo os advogados é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.
Segundo os alentejanos é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.
Segundo os arquitectos é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.
Segundo os políticos é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.
Segundo os economistas é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado.
Segundo os contabilistas é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.
Segundo os matemáticos é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parêntesis, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.
Segundo os psicólogos, é fodido de explicar...
14/04/2007
Sexta-Feira 13 II
Amigo Pato Afonso, lamento muito não ter comparecido na sua apresentação.
De facto, gostaria muito de ter aparecido, para ver o amigo Pato a passar mais um subtil Atestado de Estupidez a outro palhaço com a mania que tem canudo... mas isso são outras histórias.
Simplesmente tive os meus compromissos e foi de todo impossível de lá estar. Pelo menos fisicamente. Mesmo no fundo dum poço, um Pato Marques que se preza não pode deixar de largar um sorrisinho maroto ao imaginar o amigo Afonso a trocar as voltas a mais um Doutor Engenheiro, eh eh...
De qualquer forma, conto que o amigo Pato Afonso me envie uma cópia da sua apresentação, pois este Pato gostaria muito de aprender umas cenas de Criptografia.
Quanto ao cada Pato cuidar de si... não é bem assim!
Não esqueçamos o Senhor! O Todo-Poderoso que anda algures por aí, sempre omnipresente, omnipotente e outros omni-quaisquercoisas (so what? Eu sou omnivoro...), zelando para que a nossa vidinha de Patos seja algo no linear da fronteira entre a borda da sanita e o cano de esgoto. E depois temos ainda os seus agentes, que têm a ousadia de querer ser Patos (coitados...) e que arranjam umas asinhas para ficarem parecidos. Agentes esses que na verdade também não fazem boi. Mas quanto a isso já estamos habituados.
De facto, nestas cenas teológicas, garanto apenas que, onde quer que esteja, e se é que está, Deus não é mais que um Presidente da República que anda a curtir as viagenzinhas ao interior bacoco das Nações. E quanto aos anjinhos, santinhos e demais funcionários, devem reunir-se todos no Parlamento a discutir se o puto na Etiópia vai morrer de fome ou de sede...
De facto, gostaria muito de ter aparecido, para ver o amigo Pato a passar mais um subtil Atestado de Estupidez a outro palhaço com a mania que tem canudo... mas isso são outras histórias.
Simplesmente tive os meus compromissos e foi de todo impossível de lá estar. Pelo menos fisicamente. Mesmo no fundo dum poço, um Pato Marques que se preza não pode deixar de largar um sorrisinho maroto ao imaginar o amigo Afonso a trocar as voltas a mais um Doutor Engenheiro, eh eh...
De qualquer forma, conto que o amigo Pato Afonso me envie uma cópia da sua apresentação, pois este Pato gostaria muito de aprender umas cenas de Criptografia.
Quanto ao cada Pato cuidar de si... não é bem assim!
Não esqueçamos o Senhor! O Todo-Poderoso que anda algures por aí, sempre omnipresente, omnipotente e outros omni-quaisquercoisas (so what? Eu sou omnivoro...), zelando para que a nossa vidinha de Patos seja algo no linear da fronteira entre a borda da sanita e o cano de esgoto. E depois temos ainda os seus agentes, que têm a ousadia de querer ser Patos (coitados...) e que arranjam umas asinhas para ficarem parecidos. Agentes esses que na verdade também não fazem boi. Mas quanto a isso já estamos habituados.
De facto, nestas cenas teológicas, garanto apenas que, onde quer que esteja, e se é que está, Deus não é mais que um Presidente da República que anda a curtir as viagenzinhas ao interior bacoco das Nações. E quanto aos anjinhos, santinhos e demais funcionários, devem reunir-se todos no Parlamento a discutir se o puto na Etiópia vai morrer de fome ou de sede...
13/04/2007
Caso Independente
Notícia de última hora!!!
De facto, José Sócrates nunca acabou a sua licenciatura.
Ainda lhe faltam duas cadeiras para a sua conclusão:
- A cadeira pelos cornos abaixo e a cadeira eléctrica.
De facto, José Sócrates nunca acabou a sua licenciatura.
Ainda lhe faltam duas cadeiras para a sua conclusão:
- A cadeira pelos cornos abaixo e a cadeira eléctrica.
Sexta-Feira 13
Não quero parecer paranóico, mas estou a começar a ficar com um certo receio de ir trabalhar amanhã.
Se nos dias 'normais' já é a merda que é... sexta-feira 13 nem quero pensar como vai ser!
Mas do mal ao menos...
Entre passar-me completamente em casa e levar com um camião-cisterna quando atravessar a rua, acho que vou para a segunda hipótese.
Sabem, é que para tudo há dois pesos e duas medidas; ultimamente, tenho começado a achar que os gajos que supostamente zelariam por nós (uns tipos com asas e um aspecto angelical...) arranjaram um terceiro peso e uma terceira medida... mas é só mesmo para mim!
Já agora, gostaria de partilhar a afirmação do dia com os meus leitores:
- Ainda te falta amadurecer muito para veres como as coisas são... Um dia lá chegarás! Quando ficares sozinho logo vês como é...
Fofo, não é?
Se nos dias 'normais' já é a merda que é... sexta-feira 13 nem quero pensar como vai ser!
Mas do mal ao menos...
Entre passar-me completamente em casa e levar com um camião-cisterna quando atravessar a rua, acho que vou para a segunda hipótese.
Sabem, é que para tudo há dois pesos e duas medidas; ultimamente, tenho começado a achar que os gajos que supostamente zelariam por nós (uns tipos com asas e um aspecto angelical...) arranjaram um terceiro peso e uma terceira medida... mas é só mesmo para mim!
Já agora, gostaria de partilhar a afirmação do dia com os meus leitores:
- Ainda te falta amadurecer muito para veres como as coisas são... Um dia lá chegarás! Quando ficares sozinho logo vês como é...
Fofo, não é?
07/04/2007
Aniversário
Queria agradecer aos meus leitores por se terem lembrado.
No dia 5 de Abril este blog fez um aninho.
Foi um ano de Pato M@rques Online!
Ando há 365 dias e 48 horas nesta blogosfera deprimente a publicar coisas ainda mais deprimentes... e é assim que me agradecem...
Parabéns para mim,
neste dia de festa,
muitas felicidades,
muitos anos de vida...
No dia 5 de Abril este blog fez um aninho.
Foi um ano de Pato M@rques Online!
Ando há 365 dias e 48 horas nesta blogosfera deprimente a publicar coisas ainda mais deprimentes... e é assim que me agradecem...
Parabéns para mim,
neste dia de festa,
muitas felicidades,
muitos anos de vida...
TV Cabo
Venderam-mas como verídicas...
Não faço ideia se são ou não histórias reais, mas têm uma certa piada (claro que os meus comentários ordinários estragam toda a beleza das afiramções... mas não liguem).
Portugas a ligar para a TV Cabo:
Cliente: "A minha mulher não saiu de casa à espera que a viessem montar!"
Pois é, pois é... indecente... uma pessoa à espera que a venham montar, toda contente, e os malandros fazem uma destas...
Apoio a Clientes: "O senhor tem computador?"
Cliente: "Tenho sim... tá ao fundo da escada! É o da água ou o da luz??"
Não, deve ser o do gás... tira de lá o tubo que ficas logo a navegar...
Cliente: "Boa tarde!! Era para activar o meu desqualificador."
É, eu também tenho prái um equalizador, mas não tenho quem o monte... discriminação...
Cliente: "Bom dia!! Eu quero ter o canal sexual em minha casa..."
Também eu! Mas para mim pode ser com o show ao vivo... é que a asa direita já começa a ficar calejada... e com a esquerda não dá jeito!
Cliente: "Era para saber se já tinham motivado a minha tvbox !!"
Olha, TVBox, ou começas a trabalhar ou levas nos cornos! Tá bom assim?
Cliente: "Atão vieram cá montar a minha vizinha de cima e não me montaram a mim porquê???"
Pois é! Que merda é essa! Então andam a montar a vizinha e nem me disseram nada? Até podíamos ter feito uma festa porreira...
Cliente: "Era só para dar o numero do pib para descontar no banco.
É isso, o PIB... Não me importava de ter o PIB no meu NIB...
Cliente: "Era só para dizer que já me montaram.... Aliás, acabaram mesmo agora de me montar, e por acaso fiquei muito satisfeita... Foram-se foi logo embora sem me sintonizar os canais..."
Cliente satisfeito, é cliente para a vida... Podemos ajudar em mais alguma coisa?
Cliente: "Era só para activar a TVSporting..."
Aí, Leão!!
Cliente: "Pois... realmente montaram-me lá em cima e depois montaram-me em baixo e quanto a isso tudo bem . Só não gostei foi que me riscassem o chão todo!!!
A senhora podia ter avisado que tinha soalho... é que o pessoal tinha levado umas cobertas e isso evitava-se... Mas olhe, fica para a próxima vez!
Não faço ideia se são ou não histórias reais, mas têm uma certa piada (claro que os meus comentários ordinários estragam toda a beleza das afiramções... mas não liguem).
Portugas a ligar para a TV Cabo:
Cliente: "A minha mulher não saiu de casa à espera que a viessem montar!"
Pois é, pois é... indecente... uma pessoa à espera que a venham montar, toda contente, e os malandros fazem uma destas...
Apoio a Clientes: "O senhor tem computador?"
Cliente: "Tenho sim... tá ao fundo da escada! É o da água ou o da luz??"
Não, deve ser o do gás... tira de lá o tubo que ficas logo a navegar...
Cliente: "Boa tarde!! Era para activar o meu desqualificador."
É, eu também tenho prái um equalizador, mas não tenho quem o monte... discriminação...
Cliente: "Bom dia!! Eu quero ter o canal sexual em minha casa..."
Também eu! Mas para mim pode ser com o show ao vivo... é que a asa direita já começa a ficar calejada... e com a esquerda não dá jeito!
Cliente: "Era para saber se já tinham motivado a minha tvbox !!"
Olha, TVBox, ou começas a trabalhar ou levas nos cornos! Tá bom assim?
Cliente: "Atão vieram cá montar a minha vizinha de cima e não me montaram a mim porquê???"
Pois é! Que merda é essa! Então andam a montar a vizinha e nem me disseram nada? Até podíamos ter feito uma festa porreira...
Cliente: "Era só para dar o numero do pib para descontar no banco.
É isso, o PIB... Não me importava de ter o PIB no meu NIB...
Cliente: "Era só para dizer que já me montaram.... Aliás, acabaram mesmo agora de me montar, e por acaso fiquei muito satisfeita... Foram-se foi logo embora sem me sintonizar os canais..."
Cliente satisfeito, é cliente para a vida... Podemos ajudar em mais alguma coisa?
Cliente: "Era só para activar a TVSporting..."
Aí, Leão!!
Cliente: "Pois... realmente montaram-me lá em cima e depois montaram-me em baixo e quanto a isso tudo bem . Só não gostei foi que me riscassem o chão todo!!!
A senhora podia ter avisado que tinha soalho... é que o pessoal tinha levado umas cobertas e isso evitava-se... Mas olhe, fica para a próxima vez!
Mais uma...
O Salão Erótico vai voltar a Lisboa!
Depois de meterem a vacaria da gala dos Globos de Ouro no Campo Pequeno, agora espetam com elas na FIL. Pessoal, é desta que vamos todos?
Mas longe de mim querer ofender as senhoras dos expositores... negócio é negócio...
Afinal... Putas a S.Bento, que estão lá os filhos e não fazem nada!
Depois de meterem a vacaria da gala dos Globos de Ouro no Campo Pequeno, agora espetam com elas na FIL. Pessoal, é desta que vamos todos?
Mas longe de mim querer ofender as senhoras dos expositores... negócio é negócio...
Afinal... Putas a S.Bento, que estão lá os filhos e não fazem nada!
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