E pergunto-me: achariam eles efectivamente que eu aceitaria ser tratado como um reles pinto central?
Eu, que sou um pato local, retirado do contacto com os patos a sério e enfiado nas catacumbas? A tentarem descer o nível a este pato? E depois com aquela do papelinho... lindo! É que foi mesmo só para rir.
Epa, de facto, achei mesmo amoroso. Afinal, não são todos que têm direito a um post-it com números e um exame médico... mas aquilo!?
Realmente achei engraçado, mas agora sinto-me ofendido.
Um Pato a sério como eu, numa Equipa de Patos a sério, merece mais!
Mas enfim... vou aproveitar e faço o exame médico; só espero que não me façam nenhuma palpação rectal...
De qualquer forma, cheira-me que vão perder este Pato.
Só tenho pena de me afastar dos que lá ficarão.
Portanto, adeusinho!
Estamos a 99.9% da decisão final.
23/07/2007
22/07/2007
21/07/2007
Moçoilas Engraçadas
O post de hoje é diferente.
O post de hoje é acerca de moçoilas engraçadas.
O tema surgiu-me assim, sabe-se lá como... estava a pensar no que haveria de escrever hoje e logo surgiu uma Tágide - daquelas que aparecem à noite, quando estamos tristes, deprimidos e nos falta a inspiração - que me segredou: 'Ah, e tal, fala de moçoilas engraçadas!'.
Em primeiro lugar, é importante perceber o conceito de moçoila engraçada.
O Shreck dizia que os ogres eram como cebolas; tinham camadas.
Eu sou da opinião que não são só os ogres que têm camadas: todos nós temos camadas.
Ou então somos todos ogres e não sabemos.
Assim, sendo cebolas, é importante descascarmos as ditas cujas para percebermos o que é uma moçoila engraçada.
Isto há cebolas para todos os gostos.
Há cebolas de casca dura, que são umas autênticas matrafonas, mas que são óptimas para fazer infusões;
Há as cebolas geneticamente alteradas, estupidamente perfeitas na sua visão mais superficial mas que no final, nem para refogado servem - são as chamadas cebolox... e aqui, ignorem qualquer semelhança com o termo 'botox';
Temos as cebolas em vinagrete, mas essas, para além de não terem casca, são amargas, azedas... essas só servem para enfeitar o prato.
Ainda temos a cebola-alecrim. É uma espécie muito rara, proveniente das Ilhas e que não se encontra facilmente no continente. É tão rara, tão rara, que é tipo gambuzino... só com alguma sorte a conseguimos apanhar. Isto porque se mistura facilmente com os outros tipo de cebola. Também tem uma casca exageradamente complexa. Vão-se retirando cascas, cascas, cascas, cascas, e em cada encontra-se uma nova surpresa. No fundo, este tipo de cebola é como a caixa de chocolates da mãe do Forrest Gump: nunca sabemos o sabor que nos vai calhar a seguir. Bom, mas independentemente do sabor, o mesmo é sempre muito agradável. E a cebola em si, é também muito fofa. E fofa, não no sentido habitual que costumo utilizar; fofa, no verdadeiro sentido da palavra. E da cebola, também.
Claro que ainda há as cebolas porto-riquenhas. A sua grande característica é o facto de não existirem. E mesmo que existissem, nunca teriam o mesmo sabor e textura do terceiro tipo de cebolas aqui mencionadas. Claro que é apenas uma opinião, que pode ou não ser válida ou até mesmo aceite, mas é a opinião deste Pato e ele não abdicará dela.
É que há algumas das cebolas aqui mencionadas que são altamente esquivas. Têm vontade própria. Isso leva a que apesar de serem o cabo dos trabalhos, sejam muito, mas mesmo muito adoráveis... isto porque são únicas.
As cebolas falam.
Umas cebolas são mais directas e outras não. E temos as cebolas que começam a falar e, quando pensamos que irá sair alguma revelação, arrependem-se e revelam algo que já foi revelado, ou não revelam nada de todo. O engraçado é a forma como é exposta a sua inocência, a forma como agem depois de não revelar nada, como se ninguém se tivesse apercebido que iam revelar alguma coisa. É um dos motivos que as torna especiais. Mesmo quando são coloridas a preto e branco.
A cebola, na sua condição cebolesca, também conhecida por "Allium cepa Rosmarinus officinalis" é um vegetal de difícil trato. É um vegetal (bolbo, se preferirmos; acho que planta seria muito vulgar) que é efectivamente dos mais importantes à face da terra. Para além de ter características antioxidantes e favorecedoras da actividade cardíaca, possui ainda agentes anti-inflamatórios, anti-tumurais, anti-virais e imunológicos. Dizem que a sua infusão, funciona como um estimulante... Bom, uma vez mais, na minha opinião, não é necessário qualquer tipo de infusão. A cebola deixa-nos aos pulinhos qualquer que seja a sua condição porque, independentemente do modo como é descascada, é sempre estimulante.
Embora, mesmo assim, seja complicado juntar cebola a um qualquer cozinhado de pato... pelo menos, deverá ser essa a opinião das cebolas. Os patos estão disponíveis para cozinhados especiais.
Agora que penso um bocado no assunto, agradecia que não pensassem na expressão 'descascar a cebola' dessa forma. Sim, faço uma pequena ideia da cabeça que alguns dos meus leitores têm... As cebolas são plantas caladas, pouco falam, embora muito possam pensar. Calculo que gostem de ser analisadas, exploradas, descascadas, enfim... que lhes desenhem um profile das suas camadas. É por isso que as cebolas são seres complexos. Estão sempre caladas, e temos de ser nós a afastar cuidadosamente as suas delicadas e frágeis cascas para conseguirmos tentar perceber um pouco mais do que está escondido. E o receio que temos é o de danificar alguma das suas preciosas camadas ou metermos os pés pelas mãos (ou as barbatanas pelas asas) e pensarmos, dizermos ou fazermos o que não devemos.
As cebolas, mesmo que não se apercebam, são importantes. São uma componente fundamental na nossa existência.
E, de facto, ainda bem que existem na sua condição cebolesca. Tipo... não tem piada nenhuma olhar para uma maçã... Em dois minutos descobre-se tudo acerca dela. Quando é assada, mirra e fica com aquele aspecto 'bloohhh' a olhar para nós. E ainda tem de levar açúcar, para ficar um pouco mais doce.
As cebolas dão mais trabalho e, por isso, também o gozo é maior. É o desafio de descobrir a cebola. E, creio eu, perceber uma cebola é desafio para alguns milhares de anos... talvez até de existências.
Uma vez disseram-me que neste mundo, ninguém merece nada; pelo contrário, há é que fazer por merecer alguma coisa.
Realmente talvez faça até algum sentido. E por isso as cebolas são assim. Nascem assim, crescem assim, são e serão sempre assim.
Penso que por vezes poderiam facilitar um pouco mais as coisas, mas creio que deverá ser mesmo algo que pensem que devem ou não fazer; as cebolas não gostam de ser pressionadas... isso é coisa para as uvas.
Excepcionalmente, hoje demorei muito tempo a escrever o post. Na realidade, devo dizer que iniciei a sua escrita na sexta de madrugada (as insónias têm este efeito em mim). Demorei, não porque me faltasse inspiração mas, é fácil falar de muita coisa... quando se trata da cebola tudo fica mais complicado. E um Pato como eu vê-se enterrado num monte de cascas... cascas que têm de ser escutadas, lidas, processadas, compreendidas. E por vezes fica-se sem saber o que pensar, o que fazer, o que dizer, o que escrever.
Por esta altura, já três quartos dos meus fiéis quatro leitores acharam que me passei de vez. Bom, na realidade, todos os meus leitores já devem ter ficado com a ideia de que sou um Pato estranho.
Mas as coisas são mesmo assim.
Não tem piada contar histórias na forma de autobiografias, contos, romances ou policiais... acho que é sempre muito mais porreiro contar as nossas histórias na forma de metáforas (mesmo que seja acerca de cebolas). Dá gozo, porque há os que percebem e não dizem nada, os que percebem e querem saber mais, os que não percebem de todo e fingem que percebem, os que não percebem e nem sequer perguntam... ah, e os que simplesmente acham que me passei de vez... imagine-se... um Pato a falar da Cebola.
Mas acreditem, as Cebolas andam por aí.
As cebolas migram, as cebolas pensam, as cebolas aproximam-se e fogem de nós, as cebolas podem ter em nós um efeito impensável. E há até cebolas que são tão doces que seria possível fazer com elas uma sobremesa deliciosa.
Um último pensamento:
Dizem que o Alecrim é que anda por aí aos molhos e que por causa dele choram nossos olhos... mas são as Cebolas que, quando descascadas, nos fazem chorar.
Curioso, não é?
O post de hoje é acerca de moçoilas engraçadas.
O tema surgiu-me assim, sabe-se lá como... estava a pensar no que haveria de escrever hoje e logo surgiu uma Tágide - daquelas que aparecem à noite, quando estamos tristes, deprimidos e nos falta a inspiração - que me segredou: 'Ah, e tal, fala de moçoilas engraçadas!'.
Em primeiro lugar, é importante perceber o conceito de moçoila engraçada.
O Shreck dizia que os ogres eram como cebolas; tinham camadas.
Eu sou da opinião que não são só os ogres que têm camadas: todos nós temos camadas.
Ou então somos todos ogres e não sabemos.
Assim, sendo cebolas, é importante descascarmos as ditas cujas para percebermos o que é uma moçoila engraçada.
Isto há cebolas para todos os gostos.
Há cebolas de casca dura, que são umas autênticas matrafonas, mas que são óptimas para fazer infusões;
Há as cebolas geneticamente alteradas, estupidamente perfeitas na sua visão mais superficial mas que no final, nem para refogado servem - são as chamadas cebolox... e aqui, ignorem qualquer semelhança com o termo 'botox';
Temos as cebolas em vinagrete, mas essas, para além de não terem casca, são amargas, azedas... essas só servem para enfeitar o prato.
Ainda temos a cebola-alecrim. É uma espécie muito rara, proveniente das Ilhas e que não se encontra facilmente no continente. É tão rara, tão rara, que é tipo gambuzino... só com alguma sorte a conseguimos apanhar. Isto porque se mistura facilmente com os outros tipo de cebola. Também tem uma casca exageradamente complexa. Vão-se retirando cascas, cascas, cascas, cascas, e em cada encontra-se uma nova surpresa. No fundo, este tipo de cebola é como a caixa de chocolates da mãe do Forrest Gump: nunca sabemos o sabor que nos vai calhar a seguir. Bom, mas independentemente do sabor, o mesmo é sempre muito agradável. E a cebola em si, é também muito fofa. E fofa, não no sentido habitual que costumo utilizar; fofa, no verdadeiro sentido da palavra. E da cebola, também.
Claro que ainda há as cebolas porto-riquenhas. A sua grande característica é o facto de não existirem. E mesmo que existissem, nunca teriam o mesmo sabor e textura do terceiro tipo de cebolas aqui mencionadas. Claro que é apenas uma opinião, que pode ou não ser válida ou até mesmo aceite, mas é a opinião deste Pato e ele não abdicará dela.
É que há algumas das cebolas aqui mencionadas que são altamente esquivas. Têm vontade própria. Isso leva a que apesar de serem o cabo dos trabalhos, sejam muito, mas mesmo muito adoráveis... isto porque são únicas.
As cebolas falam.
Umas cebolas são mais directas e outras não. E temos as cebolas que começam a falar e, quando pensamos que irá sair alguma revelação, arrependem-se e revelam algo que já foi revelado, ou não revelam nada de todo. O engraçado é a forma como é exposta a sua inocência, a forma como agem depois de não revelar nada, como se ninguém se tivesse apercebido que iam revelar alguma coisa. É um dos motivos que as torna especiais. Mesmo quando são coloridas a preto e branco.
A cebola, na sua condição cebolesca, também conhecida por "Allium cepa Rosmarinus officinalis" é um vegetal de difícil trato. É um vegetal (bolbo, se preferirmos; acho que planta seria muito vulgar) que é efectivamente dos mais importantes à face da terra. Para além de ter características antioxidantes e favorecedoras da actividade cardíaca, possui ainda agentes anti-inflamatórios, anti-tumurais, anti-virais e imunológicos. Dizem que a sua infusão, funciona como um estimulante... Bom, uma vez mais, na minha opinião, não é necessário qualquer tipo de infusão. A cebola deixa-nos aos pulinhos qualquer que seja a sua condição porque, independentemente do modo como é descascada, é sempre estimulante.
Embora, mesmo assim, seja complicado juntar cebola a um qualquer cozinhado de pato... pelo menos, deverá ser essa a opinião das cebolas. Os patos estão disponíveis para cozinhados especiais.
Agora que penso um bocado no assunto, agradecia que não pensassem na expressão 'descascar a cebola' dessa forma. Sim, faço uma pequena ideia da cabeça que alguns dos meus leitores têm... As cebolas são plantas caladas, pouco falam, embora muito possam pensar. Calculo que gostem de ser analisadas, exploradas, descascadas, enfim... que lhes desenhem um profile das suas camadas. É por isso que as cebolas são seres complexos. Estão sempre caladas, e temos de ser nós a afastar cuidadosamente as suas delicadas e frágeis cascas para conseguirmos tentar perceber um pouco mais do que está escondido. E o receio que temos é o de danificar alguma das suas preciosas camadas ou metermos os pés pelas mãos (ou as barbatanas pelas asas) e pensarmos, dizermos ou fazermos o que não devemos.
As cebolas, mesmo que não se apercebam, são importantes. São uma componente fundamental na nossa existência.
E, de facto, ainda bem que existem na sua condição cebolesca. Tipo... não tem piada nenhuma olhar para uma maçã... Em dois minutos descobre-se tudo acerca dela. Quando é assada, mirra e fica com aquele aspecto 'bloohhh' a olhar para nós. E ainda tem de levar açúcar, para ficar um pouco mais doce.
As cebolas dão mais trabalho e, por isso, também o gozo é maior. É o desafio de descobrir a cebola. E, creio eu, perceber uma cebola é desafio para alguns milhares de anos... talvez até de existências.
Uma vez disseram-me que neste mundo, ninguém merece nada; pelo contrário, há é que fazer por merecer alguma coisa.
Realmente talvez faça até algum sentido. E por isso as cebolas são assim. Nascem assim, crescem assim, são e serão sempre assim.
Penso que por vezes poderiam facilitar um pouco mais as coisas, mas creio que deverá ser mesmo algo que pensem que devem ou não fazer; as cebolas não gostam de ser pressionadas... isso é coisa para as uvas.
Excepcionalmente, hoje demorei muito tempo a escrever o post. Na realidade, devo dizer que iniciei a sua escrita na sexta de madrugada (as insónias têm este efeito em mim). Demorei, não porque me faltasse inspiração mas, é fácil falar de muita coisa... quando se trata da cebola tudo fica mais complicado. E um Pato como eu vê-se enterrado num monte de cascas... cascas que têm de ser escutadas, lidas, processadas, compreendidas. E por vezes fica-se sem saber o que pensar, o que fazer, o que dizer, o que escrever.
Por esta altura, já três quartos dos meus fiéis quatro leitores acharam que me passei de vez. Bom, na realidade, todos os meus leitores já devem ter ficado com a ideia de que sou um Pato estranho.
Mas as coisas são mesmo assim.
Não tem piada contar histórias na forma de autobiografias, contos, romances ou policiais... acho que é sempre muito mais porreiro contar as nossas histórias na forma de metáforas (mesmo que seja acerca de cebolas). Dá gozo, porque há os que percebem e não dizem nada, os que percebem e querem saber mais, os que não percebem de todo e fingem que percebem, os que não percebem e nem sequer perguntam... ah, e os que simplesmente acham que me passei de vez... imagine-se... um Pato a falar da Cebola.
Mas acreditem, as Cebolas andam por aí.
As cebolas migram, as cebolas pensam, as cebolas aproximam-se e fogem de nós, as cebolas podem ter em nós um efeito impensável. E há até cebolas que são tão doces que seria possível fazer com elas uma sobremesa deliciosa.
Um último pensamento:
Dizem que o Alecrim é que anda por aí aos molhos e que por causa dele choram nossos olhos... mas são as Cebolas que, quando descascadas, nos fazem chorar.
Curioso, não é?
18/07/2007
"Pede-se aos quadros femininos da empresa que, no momento de solicitar fotocópias aos colegas de trabalho, sejam claras e objectivas completando as frases que escrevem.
Acontece que os post-it, adjuntos aos documentos por fotocopiar, têm causado problemas a alguns dos nossos colegas de trabalho, que nos fazem o favor de tirar as cópias, ao extremo de criar problemas conjugais.
Como exemplo, citamos algumas notas e post-its encontrados nos bolsos dos maridos:
1 - Por favor, João, faz-me o mais rápido possível, pois o director também está à espera.
2 - Pedro, pelos dois lados, e presta bem atenção que por trás tem que entrar tudo.
3 - Daniel, faz como fizeste da outra vez.
4 - Quando tirares faz com que se veja o melhor possível.
5 - Carlos, devagarinho para que fique bem feito.
6 - Tó Zé, faz-me rapidinho, mas bem, como só tu sabes.
7 - Por favor, Jorge, primeiro a mim, que o meu é mais urgente.
E a mais recente, havendo numerosos trabalhos atrasados:
- Luís, urgente! Podes meter-me no meio, sem que ninguém perceba, e fazer rapidinho?
Por favor, não nos criem mais problemas.
"A Direcção"
Acontece que os post-it, adjuntos aos documentos por fotocopiar, têm causado problemas a alguns dos nossos colegas de trabalho, que nos fazem o favor de tirar as cópias, ao extremo de criar problemas conjugais.
Como exemplo, citamos algumas notas e post-its encontrados nos bolsos dos maridos:
1 - Por favor, João, faz-me o mais rápido possível, pois o director também está à espera.
2 - Pedro, pelos dois lados, e presta bem atenção que por trás tem que entrar tudo.
3 - Daniel, faz como fizeste da outra vez.
4 - Quando tirares faz com que se veja o melhor possível.
5 - Carlos, devagarinho para que fique bem feito.
6 - Tó Zé, faz-me rapidinho, mas bem, como só tu sabes.
7 - Por favor, Jorge, primeiro a mim, que o meu é mais urgente.
E a mais recente, havendo numerosos trabalhos atrasados:
- Luís, urgente! Podes meter-me no meio, sem que ninguém perceba, e fazer rapidinho?
Por favor, não nos criem mais problemas.
"A Direcção"
No início, existia um plano...
E então vieram as Premissas...
E as Premissas não tinham forma...
E o Plano não tinha substância...
E a escuridão cobriu a face dos Funcionários.
E então eles disseram entre si:
"- É um balde de merda, e ele fede."
E os Funcionários foram aos seus Supervisores e disseram:
"- É um pote de excremento animal, e não podemos viver com o cheiro."
E os Supervisores foram aos seus Gerentes dizendo:
"- É uma caixa de adubo, e ele é muito forte, de forma que não podemos suportá-lo."
E os Gerentes foram aos seus Directores dizendo:
"- É um recipiente de fertilizante, e não podemos resistir a sua força."
E os Directores comentaram entre si:
"- Ele contém aquilo que ajuda as plantas acrescerem, e é muito forte."
E os Directores foram aos Vice-Presidentes dizendo a eles:
"- Ele promove crescimento, e é muito poderoso."
E os Vice-Presidentes foram ao Presidente dizendo a ele:
"- Esse novo plano irá activamente promover crescimento e vigor para a Empresa, com efeitos muito poderosos."
E o Presidente olhou para o plano, e disse que ele era muito bom.
E o plano tornou-se na Política da Empresa.
E é assim que a merda acontece...
E as Premissas não tinham forma...
E o Plano não tinha substância...
E a escuridão cobriu a face dos Funcionários.
E então eles disseram entre si:
"- É um balde de merda, e ele fede."
E os Funcionários foram aos seus Supervisores e disseram:
"- É um pote de excremento animal, e não podemos viver com o cheiro."
E os Supervisores foram aos seus Gerentes dizendo:
"- É uma caixa de adubo, e ele é muito forte, de forma que não podemos suportá-lo."
E os Gerentes foram aos seus Directores dizendo:
"- É um recipiente de fertilizante, e não podemos resistir a sua força."
E os Directores comentaram entre si:
"- Ele contém aquilo que ajuda as plantas acrescerem, e é muito forte."
E os Directores foram aos Vice-Presidentes dizendo a eles:
"- Ele promove crescimento, e é muito poderoso."
E os Vice-Presidentes foram ao Presidente dizendo a ele:
"- Esse novo plano irá activamente promover crescimento e vigor para a Empresa, com efeitos muito poderosos."
E o Presidente olhou para o plano, e disse que ele era muito bom.
E o plano tornou-se na Política da Empresa.
E é assim que a merda acontece...
Almoço
A história de hoje é diferente.
Em primeiro lugar, hoje não a estou a escrever em casa. Bom, claro que a estou a gravar para um dispositivo portátil para a publicar em casa; mas a escrita efectiva da história está a ser feita no trabalho. E, como tal, falarei de trabalho.
São cerca de 12.30 e estou aqui no meu posto. Firme, hirto e sozinho contra a ofensiva de um qualquer email perturbador que ouse fazer frente aos meus domínios de bits. Ya, para quem já percebeu, hoje o turno do almoço ficou por minha conta. O Pato está vigilante no seu departamento, aguardando uma qualquer crise evidente. Ou não.
Penso que é chato. A esta hora vai tudo almoçar, mas só esta área fica de permanência... mas isso são outras histórias, outras deprimentes decadências. Hoje, por uma hora inteirinha, isto é tudo meu! E ai de quem ouse invadir as fronteiras que guardo. Parece que estou a delirar... O conteúdo no estômago começa a ficar para o vazio e a menina dos bolos não irá passar tão cedo.
Para a semana vão retirar-me do convívio com os meus amigos. Acharam que seria mais útil noutra área, a trabalhar com outros gajos...
Depois queixam-se.
Largo a minha diversão de semi-desenvolvimento e helpdesk de 2ª linha e vou fazer uma coisa (sim, o termo é mesmo coisa) muuuuito mais interessante: plataformas proprietárias... wooow... Muito fixe, mesmo. Não deixem o cão aprender em áreas generalistas. Mandem-no trabalhar em plataformas específicas, utilizadas somente por vós, para ver se o seguram com um ordenado de merda. E depois comparem-no e tabelem-no como se fosse um estagiário qualquer... Francamente... Este Pato é o único engenheiro por estas bandas!!!
Mas está a chegar o dia da migração.
E já não falta muito.
O Pato abre as asas e levanta voo. Voa deste edifício para fora e muda para outro. Onde é mais bem tratado (ou não), mais bem pago e onde o seu trabalho é reconhecido. E onde deixará de ser mais um e passará a ser O informático.
E nessa altura, apenas poderei dizer a estes...
"Xauzinho... suguem-mos!"
Em primeiro lugar, hoje não a estou a escrever em casa. Bom, claro que a estou a gravar para um dispositivo portátil para a publicar em casa; mas a escrita efectiva da história está a ser feita no trabalho. E, como tal, falarei de trabalho.
São cerca de 12.30 e estou aqui no meu posto. Firme, hirto e sozinho contra a ofensiva de um qualquer email perturbador que ouse fazer frente aos meus domínios de bits. Ya, para quem já percebeu, hoje o turno do almoço ficou por minha conta. O Pato está vigilante no seu departamento, aguardando uma qualquer crise evidente. Ou não.
Penso que é chato. A esta hora vai tudo almoçar, mas só esta área fica de permanência... mas isso são outras histórias, outras deprimentes decadências. Hoje, por uma hora inteirinha, isto é tudo meu! E ai de quem ouse invadir as fronteiras que guardo. Parece que estou a delirar... O conteúdo no estômago começa a ficar para o vazio e a menina dos bolos não irá passar tão cedo.
Para a semana vão retirar-me do convívio com os meus amigos. Acharam que seria mais útil noutra área, a trabalhar com outros gajos...
Depois queixam-se.
Largo a minha diversão de semi-desenvolvimento e helpdesk de 2ª linha e vou fazer uma coisa (sim, o termo é mesmo coisa) muuuuito mais interessante: plataformas proprietárias... wooow... Muito fixe, mesmo. Não deixem o cão aprender em áreas generalistas. Mandem-no trabalhar em plataformas específicas, utilizadas somente por vós, para ver se o seguram com um ordenado de merda. E depois comparem-no e tabelem-no como se fosse um estagiário qualquer... Francamente... Este Pato é o único engenheiro por estas bandas!!!
Mas está a chegar o dia da migração.
E já não falta muito.
O Pato abre as asas e levanta voo. Voa deste edifício para fora e muda para outro. Onde é mais bem tratado (ou não), mais bem pago e onde o seu trabalho é reconhecido. E onde deixará de ser mais um e passará a ser O informático.
E nessa altura, apenas poderei dizer a estes...
"Xauzinho... suguem-mos!"
15/07/2007
A foto mais fofa do casamento
O pessoal falava em fotos artísticas, mas este é que foi um trabalho de qualidade.
Bastaram duas pedrinhas do vaso decorativo e uma toalha de mesa.
Imaginação q.b. e uma máquina e aí têm.
A pedido de muitas famílias, vou publicar isto no blog. Só espero que cumpram a promessa e façam uns comments (no blog, não no post).
Bastaram duas pedrinhas do vaso decorativo e uma toalha de mesa.
Imaginação q.b. e uma máquina e aí têm.
A pedido de muitas famílias, vou publicar isto no blog. Só espero que cumpram a promessa e façam uns comments (no blog, não no post).
14/07/2007
Amigos e Amigas
As amigas da Mulher
A esposa passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou ao marido que tinha dormido em casa da melhor amiga. O marido telefonou então para 10 das suas melhores amigas, mas nenhuma delas o confirmou.
Os amigos dos Homens
O marido passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que tinha dormido em casa do seu melhor amigo. A esposa telefonou então para 10 dos melhores amigos do marido. Cinco deles confirmaram que ele tinha passado lá a noite. Os restantes 5, para lá de confirmarem que ele passou lá a noite, garantem que ele ainda lá está em casa.
A esposa passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou ao marido que tinha dormido em casa da melhor amiga. O marido telefonou então para 10 das suas melhores amigas, mas nenhuma delas o confirmou.
Os amigos dos Homens
O marido passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que tinha dormido em casa do seu melhor amigo. A esposa telefonou então para 10 dos melhores amigos do marido. Cinco deles confirmaram que ele tinha passado lá a noite. Os restantes 5, para lá de confirmarem que ele passou lá a noite, garantem que ele ainda lá está em casa.
O José Sócrates vai a um vidente e pergunta-lhe o que vê no seu futuro. O vidente concentra-se, fecha os olhos e diz:
- Vejo o senhor a atravessar uma avenida num carro aberto e uma multidão acenando
Sócrates sorri e pergunta:
- Essa multidão está feliz?
- Sim, feliz como nunca!
- Eles estão a correr atrás do carro?
- Sim, a toda a volta do carro. Os batedores estão com dificuldades em abrir caminho.
- Eles carregam bandeiras?
- Sim, bandeiras do PS, e faixas com palavras de esperança e de um futuro em breve melhor.
- Eles gritam, cantam?
- Gritam frases de esperança "Agora sim!! Agora vai melhorar!!!"
- E eu estou a acenar de volta para eles?
- Não.
- E por que não?
- Porque o caixão está lacrado...
- Vejo o senhor a atravessar uma avenida num carro aberto e uma multidão acenando
Sócrates sorri e pergunta:
- Essa multidão está feliz?
- Sim, feliz como nunca!
- Eles estão a correr atrás do carro?
- Sim, a toda a volta do carro. Os batedores estão com dificuldades em abrir caminho.
- Eles carregam bandeiras?
- Sim, bandeiras do PS, e faixas com palavras de esperança e de um futuro em breve melhor.
- Eles gritam, cantam?
- Gritam frases de esperança "Agora sim!! Agora vai melhorar!!!"
- E eu estou a acenar de volta para eles?
- Não.
- E por que não?
- Porque o caixão está lacrado...
13/07/2007
00.15
Hoje, já é amanhã...
Acabou finalmente a atribulada semana com exames, formações e outros que tais.
Volto à minha casinha, ao meu ninho da web, para aqui colocar os meus ovos, as minhas pérolas literárias tresandando a imundice.
Em breve recomeçarei as publicações contínuas... ou não.
Ando a tentar que não me citem (direitos de autor, e tal) por isso ando a controlar muito mais as minhas expressões.
A semana não contou muito...
Entre formações no cu de Judas e horas de sono perdidas a estudar... lá se conseguiram passar mais cinco dias.
Em breve, vou assistir a mais um enforcamento (ya... mais um que vai casar...); mas cá estaremos todos no Domingo, a marrar para mais um exame.
Dizem que os Patos migram entre as estações... cá para comigo, ultimamente parece que são as flores a fazer isso... manias dos holandeses, talvez... embarcam-nas para cá, embarcam-nas para lá... enfim, é esquisito. No meu tempo só as aves migravam.
Bom, como para muitos (poucos leitores) a conversa já não está a fazer sentido nenhum, será melhor terminar por hoje os meus posts.
Vim só desejar as boas noites aos meus leitores, e informar que estou vivo.
O mais tardar no Domingo, terão coisas novas para ler.
Hoje, já é amanhã...
Acabou finalmente a atribulada semana com exames, formações e outros que tais.
Volto à minha casinha, ao meu ninho da web, para aqui colocar os meus ovos, as minhas pérolas literárias tresandando a imundice.
Em breve recomeçarei as publicações contínuas... ou não.
Ando a tentar que não me citem (direitos de autor, e tal) por isso ando a controlar muito mais as minhas expressões.
A semana não contou muito...
Entre formações no cu de Judas e horas de sono perdidas a estudar... lá se conseguiram passar mais cinco dias.
Em breve, vou assistir a mais um enforcamento (ya... mais um que vai casar...); mas cá estaremos todos no Domingo, a marrar para mais um exame.
Dizem que os Patos migram entre as estações... cá para comigo, ultimamente parece que são as flores a fazer isso... manias dos holandeses, talvez... embarcam-nas para cá, embarcam-nas para lá... enfim, é esquisito. No meu tempo só as aves migravam.
Bom, como para muitos (poucos leitores) a conversa já não está a fazer sentido nenhum, será melhor terminar por hoje os meus posts.
Vim só desejar as boas noites aos meus leitores, e informar que estou vivo.
O mais tardar no Domingo, terão coisas novas para ler.
12/07/2007
08/07/2007
Assim vão os tempos...
Um dos factos que um gajo tem de assimilar ao viver na zona histórica da cidade, é a interacção sócio-económica entre as várias pessoas que por aqui habitam.
Temos prédios a cair de podre, com malta ainda mais podre e reformas que já há muito apodreceram...
Em contraste, temos grandes condomínios privados a abrirem as suas portas ao pessoal de zonas mais abastadas da cidade que, por sua vez, querem vir conviver com os pobrezinhos e com a espectacular vista que cobre toda a cidade. Claro que também anda por aí a classe média, que se mata a trabalhar para conseguir ter uma casota alugada... ou ninho, como queiramos chamar-lhe. Mas vamos ignorar estes últimos, que são tão poucos que passam ao lado...
É então comum, termos uma casa velha seguida de uma grande estrutura de betão cujos construtores, ignorando todos e quaisquer planos municipais de ordenamento e arquitectura, fazem o favor de erguer com muralhas intransponíveis para que os que lá estão dentro se sintam mais seguros em relação aos velhotes que na rua caminham...
E assim é o espírito da cidade velha, a alma histórica dos bairros.
Hoje, como todos os fins-de-semana, fui comprar os víveres para a semana que se avizinha.
Como sou um rico burguês da classe média, como me chamam, por ter carro e andar de fato (o trabalhar que nem cão não conta), desloquei-me ao Pingo Doce, num outro local da cidade. Não vou ao Pingo Doce do meu bairro, não por ser tarado ou esquizofrénico... simplesmente há um outro que tem sempre as coisas que gosto e este não. É a vida.
Quando voltei, estacionei e lembrei-me: 'Ah, merda, esqueci-me de comprar água...!'
Bom, decidi então ir até à mercearia da esquina para comprar dois garrafões.
E lá estava.
Ia eu a entrar e a velhota a sair.
Dizendo ao dono da loja que comprava a fruta para a semana, porque também ainda não tinha recebido a reforma. E assim, hoje levava só mesmo o pacotinho de vinho para meter no guisado.
Nada de mais. Posso estar apenas a ser lamechas.
Posso estar a querer exigir demais de algo ou de alguém.
Mas confesso que me faz uma confusão tremenda o facto de estarmos a dias das eleições autárquicas.
E os candidatos pavoneiam-se pelas ruas com grandes arraiais, oferecendo febras e sardinhas...
E discutem assuntos importantes como novos hotéis, novas travessias do Tejo, novos aeroportos, novos, novos, novos...
E os velhos, que por cá andam, vão morrendo pelas nossas ruas.
Pelas ruas da cidade velha.
É o espírito da cidade velha, a alma histórica dos nossos bairros. Do meu bairro.
Cumprimentos patinos!
Temos prédios a cair de podre, com malta ainda mais podre e reformas que já há muito apodreceram...
Em contraste, temos grandes condomínios privados a abrirem as suas portas ao pessoal de zonas mais abastadas da cidade que, por sua vez, querem vir conviver com os pobrezinhos e com a espectacular vista que cobre toda a cidade. Claro que também anda por aí a classe média, que se mata a trabalhar para conseguir ter uma casota alugada... ou ninho, como queiramos chamar-lhe. Mas vamos ignorar estes últimos, que são tão poucos que passam ao lado...
É então comum, termos uma casa velha seguida de uma grande estrutura de betão cujos construtores, ignorando todos e quaisquer planos municipais de ordenamento e arquitectura, fazem o favor de erguer com muralhas intransponíveis para que os que lá estão dentro se sintam mais seguros em relação aos velhotes que na rua caminham...
E assim é o espírito da cidade velha, a alma histórica dos bairros.
Hoje, como todos os fins-de-semana, fui comprar os víveres para a semana que se avizinha.
Como sou um rico burguês da classe média, como me chamam, por ter carro e andar de fato (o trabalhar que nem cão não conta), desloquei-me ao Pingo Doce, num outro local da cidade. Não vou ao Pingo Doce do meu bairro, não por ser tarado ou esquizofrénico... simplesmente há um outro que tem sempre as coisas que gosto e este não. É a vida.
Quando voltei, estacionei e lembrei-me: 'Ah, merda, esqueci-me de comprar água...!'
Bom, decidi então ir até à mercearia da esquina para comprar dois garrafões.
E lá estava.
Ia eu a entrar e a velhota a sair.
Dizendo ao dono da loja que comprava a fruta para a semana, porque também ainda não tinha recebido a reforma. E assim, hoje levava só mesmo o pacotinho de vinho para meter no guisado.
Nada de mais. Posso estar apenas a ser lamechas.
Posso estar a querer exigir demais de algo ou de alguém.
Mas confesso que me faz uma confusão tremenda o facto de estarmos a dias das eleições autárquicas.
E os candidatos pavoneiam-se pelas ruas com grandes arraiais, oferecendo febras e sardinhas...
E discutem assuntos importantes como novos hotéis, novas travessias do Tejo, novos aeroportos, novos, novos, novos...
E os velhos, que por cá andam, vão morrendo pelas nossas ruas.
Pelas ruas da cidade velha.
É o espírito da cidade velha, a alma histórica dos nossos bairros. Do meu bairro.
Cumprimentos patinos!
07/07/2007
Ouro
Se eu referir o número 1,6 (e mais uns trocos) possivelmente pensarão que estou a ficar doido.
Bom, se eu disser que o número 1.6 tem até uma história muito interessante, aí terão a absoluta certeza de que estou a delirar.
Comecemos então do início, que é por onde tudo começa.
Em primeiro lugar, uma advertência.
Queiram considerar o termo 'raiz quadrada' na sua versão anglo-matemática, ou seja 'sqrt' - square root. Por diversos motivos, um dos quais prendendo-se com o facto de não existir um caracter ASCII para representar a raiz quadrada, e outro baseando-se no detalhe de já não ter paciência para estar a gravar um bitmap com o símbolo e a coloca-lo aqui, queiram considerar o termo 'sqrt()'.
Ora, um número lindo, diria até mesmo fofo, é o (1 + sqrt(5))/2;
Esse número chama-se 'Número de Ouro'. Representa-se com Phi maiúsculo, a inicial do nome de Fídeas, que foi o gajo encarregado da construção do Parténon.
Este número está presente em várias contruções, como as Pirâmides de Gizé e até mesmo em obras de arte como o Homem de Vitrúvio.
Diz-se que o número é sagrado, e que é como que um marco para o cérebro humano. Os objectos que contém o Número de Ouro nas suas dimensões (ou a Razão Aúrea... quando as razões entre as várias dimensões têm como resultado o Número de Ouro) são mais facilmente assimilados pela cabeça dos humanos.
Agora sim, o delírio completo.
Se tivermos um rectângulo, cuja razão entre os lados seja igual ao Número de Ouro, é sempre possível dividi-lo num quadrado e num outro rectângulo cuja razão entre os lados continua a ser o Número de Ouro. E é possível repetir este processo infinitamente...
E qual é o sentido desta história?
De facto, nenhum...
O que podemos aprender com isto?
Nada...
Assim, na falta de Terapias Alternativas, resta sempre a Matemática...
Cumprimentos patinos!
Bom, se eu disser que o número 1.6 tem até uma história muito interessante, aí terão a absoluta certeza de que estou a delirar.
Comecemos então do início, que é por onde tudo começa.
Em primeiro lugar, uma advertência.
Queiram considerar o termo 'raiz quadrada' na sua versão anglo-matemática, ou seja 'sqrt' - square root. Por diversos motivos, um dos quais prendendo-se com o facto de não existir um caracter ASCII para representar a raiz quadrada, e outro baseando-se no detalhe de já não ter paciência para estar a gravar um bitmap com o símbolo e a coloca-lo aqui, queiram considerar o termo 'sqrt()'.
Ora, um número lindo, diria até mesmo fofo, é o (1 + sqrt(5))/2;
Esse número chama-se 'Número de Ouro'. Representa-se com Phi maiúsculo, a inicial do nome de Fídeas, que foi o gajo encarregado da construção do Parténon.
Este número está presente em várias contruções, como as Pirâmides de Gizé e até mesmo em obras de arte como o Homem de Vitrúvio.
Diz-se que o número é sagrado, e que é como que um marco para o cérebro humano. Os objectos que contém o Número de Ouro nas suas dimensões (ou a Razão Aúrea... quando as razões entre as várias dimensões têm como resultado o Número de Ouro) são mais facilmente assimilados pela cabeça dos humanos.
Agora sim, o delírio completo.
Se tivermos um rectângulo, cuja razão entre os lados seja igual ao Número de Ouro, é sempre possível dividi-lo num quadrado e num outro rectângulo cuja razão entre os lados continua a ser o Número de Ouro. E é possível repetir este processo infinitamente...
E qual é o sentido desta história?
De facto, nenhum...
O que podemos aprender com isto?
Nada...
Assim, na falta de Terapias Alternativas, resta sempre a Matemática...
Cumprimentos patinos!
Compreender as mulheres
Tenho uma imagenzinha com esta história.
Por motivos de direitos de autor não a posso publicar no blog. Claro que se me enviarem um email sempre posso fazer reply com a imagem...
Vamos tentar criar o ambiente.
No fundo do mar.
Uma tubaroa (tipo... a mulher do tubarão... chamemos-lhe 'M', de Mulher) está sentada, encostada a um coral, amuada; o tubarão (chamemos-lhe 'H', de Homem) vai tentar falar com ela...
H - O que é que tens?
M - Nada...
H - Foi alguma coisa que disse?
M - Não...
H - Foi alguma coisa que não disse?
M - Não...
H - Foi algo que eu fiz?
M - Não...
H - Foi algo que deveria ter feito?
M - Não...
H - Foi alguma coisa que disse referente a algo que fiz, quando a coisa que fiz não deveria ter sido feita, ou pelo menos deveria ter sido feita de modo diferente, mais de acordo com os teus sentimentos??
M - Talvez...
H - (suspirando) Eu sabia...
Por motivos de direitos de autor não a posso publicar no blog. Claro que se me enviarem um email sempre posso fazer reply com a imagem...
Vamos tentar criar o ambiente.
No fundo do mar.
Uma tubaroa (tipo... a mulher do tubarão... chamemos-lhe 'M', de Mulher) está sentada, encostada a um coral, amuada; o tubarão (chamemos-lhe 'H', de Homem) vai tentar falar com ela...
H - O que é que tens?
M - Nada...
H - Foi alguma coisa que disse?
M - Não...
H - Foi alguma coisa que não disse?
M - Não...
H - Foi algo que eu fiz?
M - Não...
H - Foi algo que deveria ter feito?
M - Não...
H - Foi alguma coisa que disse referente a algo que fiz, quando a coisa que fiz não deveria ter sido feita, ou pelo menos deveria ter sido feita de modo diferente, mais de acordo com os teus sentimentos??
M - Talvez...
H - (suspirando) Eu sabia...
Waterworld
A conduta de água que estoirou pela terceira vez em Alcântara já se encontra reparada.
É mais um dia neste nosso belo país...
Uns metem água, outros tapam buracos.
É mais um dia neste nosso belo país...
Uns metem água, outros tapam buracos.
06/07/2007
Terapias
Na falta de terapias alternativas tento satisfazer os meus leitores com javardices.
De notar que as javardices apontam sempre para um quê de alarvidade, mas sempre é melhor do que ficar sem dizer nada.
De facto, e antes de mais, não percebo como pode uma javardice ser obscena.
Tipo... não se percebe... um gajo bem tenta usar cenas muito rebuscadas, na onda do 'mundificar' ou a história dos 'jardins suspensos'... ou mesmo coisitas mais 'private', como as referências às SVCs; na realidade, quem poderia alguma vez imaginar que me referia às sempre jeitosas 'Súbitas Vontades de Cagar'? Ok, ok, há pelo menos um grupo de pessoal que era capaz de fazer uma pequena ideia...
Mas quer dizer... eu, obsceno? Bom, de facto, já me chamaram brejeiro... e confesso que fiquei ofendido! Chamarem-me grande ordinário ainda vá lá, agora brejeiro, aponta um bocado para o... não sei... fofo?
E, como podem ver, a alarvidade está a começar a mover montanhas. Eventualmente, montanhas de merda, que é o que consigo dizer em 25 das 24 horas de um dia.
Bom, mas o que acontece é que há sempre um leitor ou outro que, lendo diagonalmente as linhas do meu trabalho, identifica sempre o que se pretende dizer... mesmo que depois se esqueça totalmente do que leu... (ora, cinco referências, correcto?)
E a atenção que alguns leitores dedicam a este bloguezinho, leva a que o autor se sinta desafiado a construir construções de texto cada vez mais construtivas...
Ya, a ver se me deixo de javardices e começo a falar de coisas sérias.
Ando com um vício altamente irritante.
Não sei porque raio começei com isto, mas não consigo parar.
A malta está sentada, a trabalhar, no silêncio ruidoso dos martelos pneumáticos do lado de lá da janela e vou eu e 'pop'... É um ruído estupidificante que a minha boca emite quando afasto os lábios e aumento a pressão de saída do ar vocal. Faço 'pop' e pronto. É involuntário. Um gajo está muito bem a teclar e 'pop'. Depois de perceber o que fiz (uma vez mais) começo a achar um piadão... que nem um tolo. E controlo-me... até ao próximo 'pop' involuntário, daí a uns minutos.
Confesso que se eu não fosse eu, e estivesse a 'popar' à minha frente, já me tinha atirado uma cadeira aos cornos para ver se me calava...
Mas continuo a achar que não é tão irritante quanto o abanar da perninha, que faz agitar as águas (e os monitores, e os computadores, e tudo...) nas mesas às quais a minha está encostada.
E um pato chega ao meio-dia, e vai fazer a rega pré-almoço à casinha mais próxima e ainda há uma alminha que lhe consegue dizer uma fofice do género 'epa, estou cheia de saudades tuas'. 'Ui', penso eu... 'é que nem fazes ideia...'; e o máximo que consigo é atirar uma piada porca para o ar para não começar a dizer asneiras.
Tipo... ainda se me dissessem isso por volta das 22horas, epa, ainda era capaz de aceitar... agora ao meio-dia? Vejam é se atinam...
E com ou sem piadas, uma mente brilhante disse-me um dia: 'nunca comas carne, no mesmo sítio que te põe o pão na mesa'; e o pato cumpre, porque é esperto.
Isto hoje vai de mal a pior... e sem o tratamento com a terapeuta parece tender a piorar...
A ver se fico por aqui, senão ainda dá cagada...
*acho que foram mais 3 ou 4... podes festejar ;)
De notar que as javardices apontam sempre para um quê de alarvidade, mas sempre é melhor do que ficar sem dizer nada.
De facto, e antes de mais, não percebo como pode uma javardice ser obscena.
Tipo... não se percebe... um gajo bem tenta usar cenas muito rebuscadas, na onda do 'mundificar' ou a história dos 'jardins suspensos'... ou mesmo coisitas mais 'private', como as referências às SVCs; na realidade, quem poderia alguma vez imaginar que me referia às sempre jeitosas 'Súbitas Vontades de Cagar'? Ok, ok, há pelo menos um grupo de pessoal que era capaz de fazer uma pequena ideia...
Mas quer dizer... eu, obsceno? Bom, de facto, já me chamaram brejeiro... e confesso que fiquei ofendido! Chamarem-me grande ordinário ainda vá lá, agora brejeiro, aponta um bocado para o... não sei... fofo?
E, como podem ver, a alarvidade está a começar a mover montanhas. Eventualmente, montanhas de merda, que é o que consigo dizer em 25 das 24 horas de um dia.
Bom, mas o que acontece é que há sempre um leitor ou outro que, lendo diagonalmente as linhas do meu trabalho, identifica sempre o que se pretende dizer... mesmo que depois se esqueça totalmente do que leu... (ora, cinco referências, correcto?)
E a atenção que alguns leitores dedicam a este bloguezinho, leva a que o autor se sinta desafiado a construir construções de texto cada vez mais construtivas...
Ya, a ver se me deixo de javardices e começo a falar de coisas sérias.
Ando com um vício altamente irritante.
Não sei porque raio começei com isto, mas não consigo parar.
A malta está sentada, a trabalhar, no silêncio ruidoso dos martelos pneumáticos do lado de lá da janela e vou eu e 'pop'... É um ruído estupidificante que a minha boca emite quando afasto os lábios e aumento a pressão de saída do ar vocal. Faço 'pop' e pronto. É involuntário. Um gajo está muito bem a teclar e 'pop'. Depois de perceber o que fiz (uma vez mais) começo a achar um piadão... que nem um tolo. E controlo-me... até ao próximo 'pop' involuntário, daí a uns minutos.
Confesso que se eu não fosse eu, e estivesse a 'popar' à minha frente, já me tinha atirado uma cadeira aos cornos para ver se me calava...
Mas continuo a achar que não é tão irritante quanto o abanar da perninha, que faz agitar as águas (e os monitores, e os computadores, e tudo...) nas mesas às quais a minha está encostada.
E um pato chega ao meio-dia, e vai fazer a rega pré-almoço à casinha mais próxima e ainda há uma alminha que lhe consegue dizer uma fofice do género 'epa, estou cheia de saudades tuas'. 'Ui', penso eu... 'é que nem fazes ideia...'; e o máximo que consigo é atirar uma piada porca para o ar para não começar a dizer asneiras.
Tipo... ainda se me dissessem isso por volta das 22horas, epa, ainda era capaz de aceitar... agora ao meio-dia? Vejam é se atinam...
E com ou sem piadas, uma mente brilhante disse-me um dia: 'nunca comas carne, no mesmo sítio que te põe o pão na mesa'; e o pato cumpre, porque é esperto.
Isto hoje vai de mal a pior... e sem o tratamento com a terapeuta parece tender a piorar...
A ver se fico por aqui, senão ainda dá cagada...
*acho que foram mais 3 ou 4... podes festejar ;)
01/07/2007
Mais uma aniversariante
Só para mandar os parabéns à Liv, que faz hoje anos.
De facto, nunca percebi como meteram aquele palhaço do Ben Affleck a contracenar com ela... e mais recentemente, meteram o gajo barbudo a fazer de Aragorn... aí é que me passei. Estava tão fofinha a Liv Tyler... com aquele arzinho de elfa... enfim... dá Deus nozes a quem não tem dentes...
De facto, nunca percebi como meteram aquele palhaço do Ben Affleck a contracenar com ela... e mais recentemente, meteram o gajo barbudo a fazer de Aragorn... aí é que me passei. Estava tão fofinha a Liv Tyler... com aquele arzinho de elfa... enfim... dá Deus nozes a quem não tem dentes...
28/06/2007
1 9 8 4
Boas, vinha apenas dar a benção aos meus leitores.
Apesar de tudo, hoje até é um dia interessante.
O 1984 de lá de cima do título não tem nada a ver com o romance, mas sim com ano em si...
Fui à wikipedia e verifiquei os acontecimentos mais importantes de Junho de 1984:
Cumprimentos Patinos! ;)
Apesar de tudo, hoje até é um dia interessante.
O 1984 de lá de cima do título não tem nada a ver com o romance, mas sim com ano em si...
Fui à wikipedia e verifiquei os acontecimentos mais importantes de Junho de 1984:
- 5 de Junho: O governo indiano lança a operação 'Blue Star', o ataque ao templo dourado em Amritsar;
- 6 de Junho: As tropas indianas invadem o templo dourado - 300 baixas;
- 8 de Junho: Um tornado de grau 5 destrói a cidade de Barneveld, no Wisconsin, EUA, matando 9 pessoas, ferindo 200 e causando milhares de dólares de prejuízo;
- 20 de Junho: Os ingleses alteram um sistema de ensino antigo substituindo os exames O-Level e CSE por um único, o GCSE;
- 22 de Junho: O nome da cidade turca Urfa é oficialmente alterado para Şanlıurfa;
- 22 de Junho: Viagem inaugural da Virgin Atlantic Airways;
- 27 de Junho: A França vence a Espanha por 2-0, ganhando assim o Euro-84;
- 28 de Junho, 21H50m: Nasce um pato perturbado mentalmente, que acaba por se tornar um informático completamente passado e solteiro, vindo anos mais tarde a publicar um blog de patos na web;
- 30 de Junho: John Napier Turner torna-se o 17º Primeiro-Ministro canadiano.
Cumprimentos Patinos! ;)
24/06/2007
22/06/2007
Como as coisas são...
Vi um filme.
Bom, de facto, até aqui não há nada de especial neste conteúdo.
Devo até mesmo dizer que não consigo encontrar nenhum tom metafórico envolto na bruma (bonito...).
É daquelas cenas... até estou a falar a sério.
Enfim, devo dizer que eu falo sempre muito a sério. Simplesmente as coisas que digo e a forma como as digo, levam a que muitas vezes pensem que estou a gozar. Note-se que não é um gozar assente num sotaque brasileiro. É um gozar de piada, mesmo. Daquele gozo que rapidamente se transforma em javardice e que só avacalha tudo ao seu redor.
Mas voltando ao cerne da questão.
Vi um filme.
Vi um filme que me foi recomendado por um amigo. Um gajo Zen.
Bem, esses detalhes também não interessam.
Falemos do filme.
O filme chama-se 'O Segredo'. No fundo é mais um estilo de documentário. Daqueles documentários semi-americanos que puxam um bocado para o facilitismo. Realmente, após ver um bacano vestido de roxo, afirmando-se um 'Visionário' e doutorado, era de esperar que a minha língua patina começasse a puxar para a asneira. De facto, consigo até criar muito rapidamente uma ou duas piadas com o assunto. Mas vou manter a minha postura de novo Pato que, qual fénix, renasceu para uma nova vida de Pato.
O filme não é mais do que um documentário de auto-ajuda para aquela malta que leva uma vidinha preocupada, sempre com os cornos virados para baixo, lamentando-se de tudo e de todos e pensando que cada dia irá mesmo ser o último. Não sei o que levou o rapaz a recomendar-me o filme...
Comecei por torcer o nariz.
Estas cenas pseudo-pedagógicas de auto-ajuda nunca foram altamente recomendadas para a minha cabeça de Pato. Normalmente dão-me náuseas e provocam-me fluidez rectal.
Começei então a ver o filme, com a mente semi-aberta. Um bocado naquela onda de bacano enfiado na Caverna de Platão, mas já com alguma vontade de sair. E vai metendo a cabeça de fora e espreita, receoso.
Mas aconteceu então uma coisa surpreendente. Consegui entender o ponto de vista dos gajos do filme.
Esta merda é assustadora porque não sou um Pato muito virado para as cenas Zen... mas posso dizer que a vidinha tem melhorado, razoavelmente, à medida que vou tentando seguir o que os gajos do filme me tentaram passar.
Estupidamente, há uma lógica adjacente que faz todo o sentido. Tudo o que nos acontece de mau, é fruto das ondas negativas que nós atraímos com o nosso pessimismo. No fundo, trata-se tudo de equilibrio. Se pensarmos em coisas boas, atraímos coisas boas; se pensarmos em coisas más, atraímos coisas más. O problema é que, ao acontecerem-nos coisas más, tendemos a pensar ainda mais negativamente, o que gerará um ciclo vicioso de ondas negativas e nos leva para situações ainda piores. Assim, tentei, timidamente, começar a pensar em cenas mais agradáveis. E em apenas um fim-de-semana de 'cura' (a adicionar às três semanas de jejum de asneirada) devo dizer que as boas notícias vão chegando. Pingando, mas vão chegando.
Estou a começar a adoptar esta lógica em full-time.
Já não me queixo tanto.
Embora ainda tenda a engolir alguns problemas, que me deixam um bocado para o calado durante todo o dia, ao menos não me queixo. E tenho notado efectivas melhorias.
Penso que o passo seguinte deverá ser deixar a atitude deprimente que normalmente coloco à volta da minha pessoa.
Afinal, não é o andar calado e a matraquear sempre a mesma tecla nos meus cornos que vão fazer a minha vida mudar. As pessoas não renascem por eu andar cabisbaixo. Não encontro o que perdi por andar calado. Não me tornarei um tipo altamente interessante para o sexo oposto por andar a queixar-me. Um Pato é o que é e deve parar de chorar o passado; pelo contrário, o que é preciso é tentar levantar voo o quanto antes, olhando do alto para o futuro.
Estou assustado.
Espero não estar a ser também excessivamente optimista.
O espírito é um gajo manter-se saudavelmente equilibrado.
Façamos então por isso.
Cumprimentos patinos!
Bom, de facto, até aqui não há nada de especial neste conteúdo.
Devo até mesmo dizer que não consigo encontrar nenhum tom metafórico envolto na bruma (bonito...).
É daquelas cenas... até estou a falar a sério.
Enfim, devo dizer que eu falo sempre muito a sério. Simplesmente as coisas que digo e a forma como as digo, levam a que muitas vezes pensem que estou a gozar. Note-se que não é um gozar assente num sotaque brasileiro. É um gozar de piada, mesmo. Daquele gozo que rapidamente se transforma em javardice e que só avacalha tudo ao seu redor.
Mas voltando ao cerne da questão.
Vi um filme.
Vi um filme que me foi recomendado por um amigo. Um gajo Zen.
Bem, esses detalhes também não interessam.
Falemos do filme.
O filme chama-se 'O Segredo'. No fundo é mais um estilo de documentário. Daqueles documentários semi-americanos que puxam um bocado para o facilitismo. Realmente, após ver um bacano vestido de roxo, afirmando-se um 'Visionário' e doutorado, era de esperar que a minha língua patina começasse a puxar para a asneira. De facto, consigo até criar muito rapidamente uma ou duas piadas com o assunto. Mas vou manter a minha postura de novo Pato que, qual fénix, renasceu para uma nova vida de Pato.
O filme não é mais do que um documentário de auto-ajuda para aquela malta que leva uma vidinha preocupada, sempre com os cornos virados para baixo, lamentando-se de tudo e de todos e pensando que cada dia irá mesmo ser o último. Não sei o que levou o rapaz a recomendar-me o filme...
Comecei por torcer o nariz.
Estas cenas pseudo-pedagógicas de auto-ajuda nunca foram altamente recomendadas para a minha cabeça de Pato. Normalmente dão-me náuseas e provocam-me fluidez rectal.
Começei então a ver o filme, com a mente semi-aberta. Um bocado naquela onda de bacano enfiado na Caverna de Platão, mas já com alguma vontade de sair. E vai metendo a cabeça de fora e espreita, receoso.
Mas aconteceu então uma coisa surpreendente. Consegui entender o ponto de vista dos gajos do filme.
Esta merda é assustadora porque não sou um Pato muito virado para as cenas Zen... mas posso dizer que a vidinha tem melhorado, razoavelmente, à medida que vou tentando seguir o que os gajos do filme me tentaram passar.
Estupidamente, há uma lógica adjacente que faz todo o sentido. Tudo o que nos acontece de mau, é fruto das ondas negativas que nós atraímos com o nosso pessimismo. No fundo, trata-se tudo de equilibrio. Se pensarmos em coisas boas, atraímos coisas boas; se pensarmos em coisas más, atraímos coisas más. O problema é que, ao acontecerem-nos coisas más, tendemos a pensar ainda mais negativamente, o que gerará um ciclo vicioso de ondas negativas e nos leva para situações ainda piores. Assim, tentei, timidamente, começar a pensar em cenas mais agradáveis. E em apenas um fim-de-semana de 'cura' (a adicionar às três semanas de jejum de asneirada) devo dizer que as boas notícias vão chegando. Pingando, mas vão chegando.
Estou a começar a adoptar esta lógica em full-time.
Já não me queixo tanto.
Embora ainda tenda a engolir alguns problemas, que me deixam um bocado para o calado durante todo o dia, ao menos não me queixo. E tenho notado efectivas melhorias.
Penso que o passo seguinte deverá ser deixar a atitude deprimente que normalmente coloco à volta da minha pessoa.
Afinal, não é o andar calado e a matraquear sempre a mesma tecla nos meus cornos que vão fazer a minha vida mudar. As pessoas não renascem por eu andar cabisbaixo. Não encontro o que perdi por andar calado. Não me tornarei um tipo altamente interessante para o sexo oposto por andar a queixar-me. Um Pato é o que é e deve parar de chorar o passado; pelo contrário, o que é preciso é tentar levantar voo o quanto antes, olhando do alto para o futuro.
Estou assustado.
Espero não estar a ser também excessivamente optimista.
O espírito é um gajo manter-se saudavelmente equilibrado.
Façamos então por isso.
Cumprimentos patinos!
21/06/2007
20/06/2007
FDPs!!!
Relativamente aos porcos capitalistas do YouTube, que andam a desvirtuar todo o conceito da Internet, 'limpando' os vídeos que inicialmente disponibilizaram em nome dos direitos de autor - ou deverei dizer, em nome dos contratos que assinaram com as grandes produtoras para publicitarem os seus novos lançamentos? - só tenho uma palavra a dizer: FDP!!!
19/06/2007
Como gerir a raiva
Mandaram-me esta história há pouco.
Estava mesmo para me ir deitar (sim, porque os Patos vão ronhar cedo...) quando li isto e não resisti a publicar.
Devo dizer que comigo não resulta. Prefiro marrar com os cornos num sítio qualquer até os rachar... mas pode ser que dê jeito a alguém... Pato Marques ao serviço da comunidade!
Por vezes, quando se tem um mau dia e precisamos de o descarregar em alguém, não o faça em alguém seu conhecido. Descarregue em alguém que NÃO conheça.
Estava sentado à minha secretária, quando me lembrei de um telefonema que tinha de fazer. Encontrei o número e marquei-o. Respondeu um homem que disse: "Está?"
Educadamente respondi-lhe: "Estou! Sou o Luís Alves. Posso falar com a Sra. Ana Marques, por favor?"
Ficou com uma voz transtornada e gritou-me aos ouvidos: "Vê lá se arranjas a merda do número certo, ó filho da puta!" e desligou o telefone.
Nem queria acreditar que alguém pudesse ser tão mal educado por causa de uma coisa destas. Quando consegui ligar à Ana, reparei que tinha acidentalmente transposto os dois últimos dígitos.
Decidi voltar a ligar para o número "errado" e, quando o mesmo tipo atendeu, gritei-lhe: "És um grande paneleiro!" e desliguei. Escrevi o número dele juntamente com a palavra "paneleiro" e guardei-o.
De vez em quando, sempre que tinha umas contas chatas para pagar ou um dia mesmo mau, telefonava-lhe e gritava-lhe: "És um paneleiro!" Isso animava-me.
Quando surgiu a identificação de chamadas, pensei que o meu terapêutico telefonema do "paneleiro" iria acabar. Por isso, liguei-lhe e disse: "Boa tarde. Daqui fala da PT. Estamos a ligar-lhe para saber se conhece o nosso serviço de identificação de chamadas!"
Ele disse "NÃO!" e bateu o telefone. De seguida liguei-lhe, e disse: "É porque és um grande paneleiro!"
Uma vez, estava no parque do Centro Comercial e, quando me preparava para estacionar num lugar livre, um tipo num BMW cortou-me o caminho e estacionou no lugar que eu tinha estado à espera que vagasse. Buzinei-lhe e disse-lhe que estava ali primeiro à espera daquele lugar, mas ele ignorou-me.
Reparei que tinha um letreiro "Vende-se" no vidro de trás do carro, e tomei nota do número de telefone que lá estava.
Uns dias mais tarde, depois de ligar ao primeiro paneleiro, pensei que era melhor telefonar também para o paneleiro do BMW. Perguntei-lhe: "É o senhor que tem um BMW preto à venda?"
"Sim", disse ele.
"E onde é que o posso ver?", perguntei.
"Pode vir vê-lo a minha casa, aqui na Rua da Descobertas, Nº 36. É uma casa amarela e o carro está estacionado mesmo à frente."
"E o senhor chama-se?." perguntei.
"O meu nome é Alberto Palma", disse ele.
"E a que horas está disponível para mostrar o carro?"
"Estou em casa todos os dias depois das cinco."
"Ouça, Alberto, posso dizer-lhe uma coisa?"
"Diga!"
"És um grande paneleiro!", e desliguei o telefone. Agora, sempre que tinha um problema, tinha dois "paneleiros" a quem telefonar.
Tive, então, uma ideia. Telefonei ao paneleiro Nº 1.
"Está?"
"És um paneleiro!" (mas não desliguei)
"Ainda estás aí?" ele perguntou.
"Sim", disse-lhe.
"Deixa de me telefonar!" gritou.
"Impede-me", disse eu.
"Quem és tu?" perguntou.
"Chamo-me Alberto Palma", respondi.
"Ah sim? E onde é que moras?"
"Moro na Rua da Descobertas, Nº 36, tenho o meu BM preto mesmo em frente, ó paneleiro. Porquê?
"Vou já aí, Alberto. É melhor começares a rezar", disse ele.
"Estou mesmo cheio de medo de ti, ó paneleiro!" e desliguei.
A seguir, liguei ao paneleiro Nº 2.
"Está?"
"Olá, paneleiro!", disse eu.
Ele gritou-me: "Se descubro quem tu és..."
"Fazes o quê?" perguntei-lhe.
"Parto-te a tromba!" disse ele.
E eu disse-lhe: "Olha, paneleiro, vais ter essa oportunidade. Vou agora aí a tua casa, e já vais ver."
Desliguei e telefonei à Polícia, dizendo que morava na Rua da Descobertas, Nº 36 e que ia agora para casa matar o meu namorado gay.
Depois liguei para as cadeias de TV e falei-lhes sobre a guerra de gangs que se estava a desenrolar nesse momento na Rua da Descobertas.
Peguei no meu carro e fui para a Rua da Descobertas. Cheguei a tempo de ver os dois parvalhões a matarem-se à pancada em frente de seis viaturas da polícia e uma série de repórteres de TV.
Já me sinto muito melhor. Gerir a raiva sempre funciona.
Estava mesmo para me ir deitar (sim, porque os Patos vão ronhar cedo...) quando li isto e não resisti a publicar.
Devo dizer que comigo não resulta. Prefiro marrar com os cornos num sítio qualquer até os rachar... mas pode ser que dê jeito a alguém... Pato Marques ao serviço da comunidade!
Por vezes, quando se tem um mau dia e precisamos de o descarregar em alguém, não o faça em alguém seu conhecido. Descarregue em alguém que NÃO conheça.
Estava sentado à minha secretária, quando me lembrei de um telefonema que tinha de fazer. Encontrei o número e marquei-o. Respondeu um homem que disse: "Está?"
Educadamente respondi-lhe: "Estou! Sou o Luís Alves. Posso falar com a Sra. Ana Marques, por favor?"
Ficou com uma voz transtornada e gritou-me aos ouvidos: "Vê lá se arranjas a merda do número certo, ó filho da puta!" e desligou o telefone.
Nem queria acreditar que alguém pudesse ser tão mal educado por causa de uma coisa destas. Quando consegui ligar à Ana, reparei que tinha acidentalmente transposto os dois últimos dígitos.
Decidi voltar a ligar para o número "errado" e, quando o mesmo tipo atendeu, gritei-lhe: "És um grande paneleiro!" e desliguei. Escrevi o número dele juntamente com a palavra "paneleiro" e guardei-o.
De vez em quando, sempre que tinha umas contas chatas para pagar ou um dia mesmo mau, telefonava-lhe e gritava-lhe: "És um paneleiro!" Isso animava-me.
Quando surgiu a identificação de chamadas, pensei que o meu terapêutico telefonema do "paneleiro" iria acabar. Por isso, liguei-lhe e disse: "Boa tarde. Daqui fala da PT. Estamos a ligar-lhe para saber se conhece o nosso serviço de identificação de chamadas!"
Ele disse "NÃO!" e bateu o telefone. De seguida liguei-lhe, e disse: "É porque és um grande paneleiro!"
Uma vez, estava no parque do Centro Comercial e, quando me preparava para estacionar num lugar livre, um tipo num BMW cortou-me o caminho e estacionou no lugar que eu tinha estado à espera que vagasse. Buzinei-lhe e disse-lhe que estava ali primeiro à espera daquele lugar, mas ele ignorou-me.
Reparei que tinha um letreiro "Vende-se" no vidro de trás do carro, e tomei nota do número de telefone que lá estava.
Uns dias mais tarde, depois de ligar ao primeiro paneleiro, pensei que era melhor telefonar também para o paneleiro do BMW. Perguntei-lhe: "É o senhor que tem um BMW preto à venda?"
"Sim", disse ele.
"E onde é que o posso ver?", perguntei.
"Pode vir vê-lo a minha casa, aqui na Rua da Descobertas, Nº 36. É uma casa amarela e o carro está estacionado mesmo à frente."
"E o senhor chama-se?." perguntei.
"O meu nome é Alberto Palma", disse ele.
"E a que horas está disponível para mostrar o carro?"
"Estou em casa todos os dias depois das cinco."
"Ouça, Alberto, posso dizer-lhe uma coisa?"
"Diga!"
"És um grande paneleiro!", e desliguei o telefone. Agora, sempre que tinha um problema, tinha dois "paneleiros" a quem telefonar.
Tive, então, uma ideia. Telefonei ao paneleiro Nº 1.
"Está?"
"És um paneleiro!" (mas não desliguei)
"Ainda estás aí?" ele perguntou.
"Sim", disse-lhe.
"Deixa de me telefonar!" gritou.
"Impede-me", disse eu.
"Quem és tu?" perguntou.
"Chamo-me Alberto Palma", respondi.
"Ah sim? E onde é que moras?"
"Moro na Rua da Descobertas, Nº 36, tenho o meu BM preto mesmo em frente, ó paneleiro. Porquê?
"Vou já aí, Alberto. É melhor começares a rezar", disse ele.
"Estou mesmo cheio de medo de ti, ó paneleiro!" e desliguei.
A seguir, liguei ao paneleiro Nº 2.
"Está?"
"Olá, paneleiro!", disse eu.
Ele gritou-me: "Se descubro quem tu és..."
"Fazes o quê?" perguntei-lhe.
"Parto-te a tromba!" disse ele.
E eu disse-lhe: "Olha, paneleiro, vais ter essa oportunidade. Vou agora aí a tua casa, e já vais ver."
Desliguei e telefonei à Polícia, dizendo que morava na Rua da Descobertas, Nº 36 e que ia agora para casa matar o meu namorado gay.
Depois liguei para as cadeias de TV e falei-lhes sobre a guerra de gangs que se estava a desenrolar nesse momento na Rua da Descobertas.
Peguei no meu carro e fui para a Rua da Descobertas. Cheguei a tempo de ver os dois parvalhões a matarem-se à pancada em frente de seis viaturas da polícia e uma série de repórteres de TV.
Já me sinto muito melhor. Gerir a raiva sempre funciona.
18/06/2007
Coisas fofas
Só para que conste.
Estava no outro dia a derribar os jardins suspensos frente à televisão, numa apática e inconsequente atitude neo-individualista quando, e felizmente para os meus neurónios, começou um programa da National Geographic.
Devo dizer que, tal como sempre, já estou a dizer nada de jeito e já estão todos a mundificar-se para esta merda (esta última até teve piada).
Mas o que é um facto é que, o programa era deveras interessante. Interessante ao ponto de eu abrir uma excepção nesta avacalhice que é o meu blog e fazer um post construtivo. Ou não.
Existe uma tribo nómada, no maior deserto africano que, uma vez por ano, converge todas as suas famílias para um local secreto onde decorre um festival. Ok, ok, até aí nada de especial.
Se eu disser que se trata de um festival onde o objecto de análise é a escolha de um parceiro, aí talvez comecem a achar mais estranho.
Mas o delírio absoluto é eu referir que os homens da tribo são colocados em fila, maquilhados, penteados e literalmente expostos ao gosto feminino que por ali anda.
Também acho um pouco esquisito mas, se analisarmos bem a situação, não é nada dou outro mundo.
Ok, os gajos são postos em fila e elas é que escolhem o melhor produto para fecundar os seus óvulos? E então?
A malta vive numa sociedade dita normal e acontece exactamente o mesmo. Sim, sem a maquilhagem, claro... Mas são elas que escolhem um pato. Escolhem-nos pelo dinheiro? Pela influência? Pelo carro que têm? Epa, isso já não sei... Quer dizer, até tenho uma opinião acerca do caso, mas vou-me remeter ao silêncio para que esta merda não acabe mal.
Já esta questão, levanta um outro assunto que outrora havia referido neste mesmo canto da web.
Os pinguins.
Os pinguins e as pinguinas aliás.
Como já devem ter reparado, os pinguins deslocam-se em grandes massas animais ao longo de glaciares e zonas geladas (curiosamente há uns quantos na Patagónia... Patos... estão a ver?).
Para quem não sabe - e vou falar muito a sério - os pinguins são animais extremamente fiéis. Escolhem uma parceira e conservam-na (não, não é no frio) até ao fim dos seus dias.
E agora perguntam vocês.
E no meio de tantos gajos iguais, todos de smoking, como é que os casalinhos fofos se reconhecem?
É fácil.
Cada pinguim grasna, ou pia, ou pinguina, não sei, numa frequência vocal diferente. Traduzindo por pintos, cada pinguim 'canta' uma melodia diferente. Ela, memoriza o 'canto' do pinguim; ele, memoriza o 'canto' da pinguina. E assim, por muitos pinguins e pinguinas que estejam a 'cantar', os casalinhos reconhecem-se sempre.
É algo realmente fofo. Fofo e admirável
Seria realmente interessante tantar aplicar isto aos seres humanos.
Mas, penso eu na minha humilde patice, que deve ser algo não impossível (porque isso não existe) mas altamente improvável ou, se preferirem, tecnicamente inexequível.
Isto porque, em primeiro lugar, era muito complicado conseguir-se ter seres humanos fiéis. Andam alguns por aí e são em número ímpar (não dá para formar casais). Depois, seria a loucura total, dizer a uma mulher que memorizasse o arrotar do companheiro (isto só para dar um exemplo). Para estragar tudo, poucos seriam os homens que aceitariam memorizar o grasnanço da sua concubina.
Mas isto, tal como eu dizia, é mesmo só para que conste...
Cumprimentos fofos patinos!
Estava no outro dia a derribar os jardins suspensos frente à televisão, numa apática e inconsequente atitude neo-individualista quando, e felizmente para os meus neurónios, começou um programa da National Geographic.
Devo dizer que, tal como sempre, já estou a dizer nada de jeito e já estão todos a mundificar-se para esta merda (esta última até teve piada).
Mas o que é um facto é que, o programa era deveras interessante. Interessante ao ponto de eu abrir uma excepção nesta avacalhice que é o meu blog e fazer um post construtivo. Ou não.
Existe uma tribo nómada, no maior deserto africano que, uma vez por ano, converge todas as suas famílias para um local secreto onde decorre um festival. Ok, ok, até aí nada de especial.
Se eu disser que se trata de um festival onde o objecto de análise é a escolha de um parceiro, aí talvez comecem a achar mais estranho.
Mas o delírio absoluto é eu referir que os homens da tribo são colocados em fila, maquilhados, penteados e literalmente expostos ao gosto feminino que por ali anda.
Também acho um pouco esquisito mas, se analisarmos bem a situação, não é nada dou outro mundo.
Ok, os gajos são postos em fila e elas é que escolhem o melhor produto para fecundar os seus óvulos? E então?
A malta vive numa sociedade dita normal e acontece exactamente o mesmo. Sim, sem a maquilhagem, claro... Mas são elas que escolhem um pato. Escolhem-nos pelo dinheiro? Pela influência? Pelo carro que têm? Epa, isso já não sei... Quer dizer, até tenho uma opinião acerca do caso, mas vou-me remeter ao silêncio para que esta merda não acabe mal.
Já esta questão, levanta um outro assunto que outrora havia referido neste mesmo canto da web.
Os pinguins.
Os pinguins e as pinguinas aliás.
Como já devem ter reparado, os pinguins deslocam-se em grandes massas animais ao longo de glaciares e zonas geladas (curiosamente há uns quantos na Patagónia... Patos... estão a ver?).
Para quem não sabe - e vou falar muito a sério - os pinguins são animais extremamente fiéis. Escolhem uma parceira e conservam-na (não, não é no frio) até ao fim dos seus dias.
E agora perguntam vocês.
E no meio de tantos gajos iguais, todos de smoking, como é que os casalinhos fofos se reconhecem?
É fácil.
Cada pinguim grasna, ou pia, ou pinguina, não sei, numa frequência vocal diferente. Traduzindo por pintos, cada pinguim 'canta' uma melodia diferente. Ela, memoriza o 'canto' do pinguim; ele, memoriza o 'canto' da pinguina. E assim, por muitos pinguins e pinguinas que estejam a 'cantar', os casalinhos reconhecem-se sempre.
É algo realmente fofo. Fofo e admirável
Seria realmente interessante tantar aplicar isto aos seres humanos.
Mas, penso eu na minha humilde patice, que deve ser algo não impossível (porque isso não existe) mas altamente improvável ou, se preferirem, tecnicamente inexequível.
Isto porque, em primeiro lugar, era muito complicado conseguir-se ter seres humanos fiéis. Andam alguns por aí e são em número ímpar (não dá para formar casais). Depois, seria a loucura total, dizer a uma mulher que memorizasse o arrotar do companheiro (isto só para dar um exemplo). Para estragar tudo, poucos seriam os homens que aceitariam memorizar o grasnanço da sua concubina.
Mas isto, tal como eu dizia, é mesmo só para que conste...
Cumprimentos fofos patinos!
17/06/2007
Mais uma com patos
Mesmo antes de estar a rebentar a hora para ir estudar - leia-se marrar - com o pessoal (é... os exames estão a chegar... eles andem aí) decidi publicar mais uma pequena história com patos para os meus poucos e fiéis leitores. Leitores esses que nunca comentam nada, mas paciência... cada um tem o que merece...
"
O marido chega a casa às 18:00 e diz a mulher que vai ter uma reunião às 22:00 mas que não vai porque era um abuso. Mas a mulher, preocupada com o marido, convence-o que o trabalho é importante.
O marido então vai tomar um banho para se preparar e pensa (foi fácil enganá-la).
Como qualquer mulher faria, enquanto o homem toma banho ela revista-lhe o bolso do casaco e encontra um bilhete, onde estava escrito:
"Amor, estou à tua espera para comermos um pato ao molho branco".
A mulher coloca o bilhete no lugar e quando o marido sai do banho encontra a sua mulher com uma roupa sensual e toda fogosa.
O marido não perde tempo e parte logo para o enrolanço e a coisa escalda.
A mulher dá-lhe tal trato, que o marido adormece.
Quando se aproximam as 22:00 a hora a mulher acorda o marido, que já não quer ir à reunião, mas ela convence-o a ir.
Ao chegar a casa da amante o marido, cansado, diz à amante que trabalhou muito e que queria tomar um banho e descansar um pouco.
Como qualquer mulher, enquanto o tipo toma banho ela revista-lhe o bolso do casaco e encontra um bilhete onde estava escrito:
"O pato foi, mas o molho branco ficou todo aqui."
"
"
O marido chega a casa às 18:00 e diz a mulher que vai ter uma reunião às 22:00 mas que não vai porque era um abuso. Mas a mulher, preocupada com o marido, convence-o que o trabalho é importante.
O marido então vai tomar um banho para se preparar e pensa (foi fácil enganá-la).
Como qualquer mulher faria, enquanto o homem toma banho ela revista-lhe o bolso do casaco e encontra um bilhete, onde estava escrito:
"Amor, estou à tua espera para comermos um pato ao molho branco".
A mulher coloca o bilhete no lugar e quando o marido sai do banho encontra a sua mulher com uma roupa sensual e toda fogosa.
O marido não perde tempo e parte logo para o enrolanço e a coisa escalda.
A mulher dá-lhe tal trato, que o marido adormece.
Quando se aproximam as 22:00 a hora a mulher acorda o marido, que já não quer ir à reunião, mas ela convence-o a ir.
Ao chegar a casa da amante o marido, cansado, diz à amante que trabalhou muito e que queria tomar um banho e descansar um pouco.
Como qualquer mulher, enquanto o tipo toma banho ela revista-lhe o bolso do casaco e encontra um bilhete onde estava escrito:
"O pato foi, mas o molho branco ficou todo aqui."
"
15/06/2007
Obrigado!
Ora boas! Andam por aí uns patos que dizem que eu perdi aquele sarcasmo mordaz relativamente ao assuntos do dia do País. Há muitas aves raras que acham que o Pato Marques só pensa no próprio umbigo e, consequentemente, esqueceu os problemas da Patolândia. Pois então, agradeço que visualizem primeiramente este spotzinho e já falamos mais abaixo...
Ora o João acaba de mamar a sua refeiçãozinha e pede a factura ao empregado. Este, com um sorriso nos lábios, entrega-lhe a dita cuja e ainda agradece... Ahh! Mas onde é que estes gajos pensam que estão?
Vamos cá então fazer o filme correctamente, apoiando-nos na triste realidade do nosso (des)Governo...
Ora o João acaba a sua refeiçãozinha e pede a factura ao empregado.
Este, responde-lhe entredentes:
- Seu cabrãozinho... chuleco da malta que trabalha! Queres a factura para andares a encher é o cú ao teu patrão! Deves é ser funcionário público!
Enquanto o João sai correndo do restaurante para não ser espancado pelo cozinheiro, passemos às personagens seguintes:
1. A velhota: "Seu cabrão, filho da puta! Andas a pedir facturas para os chulos das Finanças andarem a sugar-nos a espinha! E eu a viver com uma reforma de 200€ para o filho da puta das finanças ter uma de 2000€... Obrigadinho, verme!"
2. Os putos: "Punheteiro do caralho! Pedófilo! Andas a encher o cú ao estado com as facturas e nós andamos a comer no focinho numa escola pública em Chelas! Se queres ajudar a malta paga-nos uma escola privada e mete lá professores decentes! Obrigadinho, ranhoso!"
3. O bacano debaixo da ponte: "Olha o João, cabrão de merda! Não estivesse aqui esta malta toda e eu ainda te fodia as tripas com a ponta-e-mola!!! Merdoso! Andasses a esfolar o focinho no meu restaurante e eu dava-te a factura! Pelo rabo acima!!! Obrigadão, cornudo de merda!"
4. Os doutores: "João, muito obrigado! A tua factura não evitou é que fechassem a maternidade do Alto da Beira! Ah, mas que se foda! Agora temos uma clínica privada onde exercemos o Juramento dos Hipócritas! O Alto da Beira que vá levar no cúzinho... Obrigado João!"
5. Os bombeiros: "Ehhhhh! Olha o João! Filho de uma grande puta! Punheteiro! À pala das facturas os cabrões das Finanças andam de BMW e nós vamos na charrua!! Dávamos-te era um clistér de pressão com a mangueira! Chuchador de pimentos suspensos!"
6. A multidão (enquanto o espancam): "Colarinho branco de merda! Já te damos a puta da factura! É para o ano os gajos se atrasarem novamente com os reembolsos do IRS? É isso? Cabrão!"
7. A voz-off: "Ao pedir a factura, está a contribuir para que uns quantos fdps em São Bento se andem a encher às suas custas, enquanto você pensa que está a contribuir para um país melhor; e entretanto, continuamos com estradas esburacadas, urgências a fechar, escolas e professores de merda e reformados a serem tratados abaixo de cão... O País agradece!
Ora o João acaba de mamar a sua refeiçãozinha e pede a factura ao empregado. Este, com um sorriso nos lábios, entrega-lhe a dita cuja e ainda agradece... Ahh! Mas onde é que estes gajos pensam que estão?
Vamos cá então fazer o filme correctamente, apoiando-nos na triste realidade do nosso (des)Governo...
Ora o João acaba a sua refeiçãozinha e pede a factura ao empregado.
Este, responde-lhe entredentes:
- Seu cabrãozinho... chuleco da malta que trabalha! Queres a factura para andares a encher é o cú ao teu patrão! Deves é ser funcionário público!
Enquanto o João sai correndo do restaurante para não ser espancado pelo cozinheiro, passemos às personagens seguintes:
1. A velhota: "Seu cabrão, filho da puta! Andas a pedir facturas para os chulos das Finanças andarem a sugar-nos a espinha! E eu a viver com uma reforma de 200€ para o filho da puta das finanças ter uma de 2000€... Obrigadinho, verme!"
2. Os putos: "Punheteiro do caralho! Pedófilo! Andas a encher o cú ao estado com as facturas e nós andamos a comer no focinho numa escola pública em Chelas! Se queres ajudar a malta paga-nos uma escola privada e mete lá professores decentes! Obrigadinho, ranhoso!"
3. O bacano debaixo da ponte: "Olha o João, cabrão de merda! Não estivesse aqui esta malta toda e eu ainda te fodia as tripas com a ponta-e-mola!!! Merdoso! Andasses a esfolar o focinho no meu restaurante e eu dava-te a factura! Pelo rabo acima!!! Obrigadão, cornudo de merda!"
4. Os doutores: "João, muito obrigado! A tua factura não evitou é que fechassem a maternidade do Alto da Beira! Ah, mas que se foda! Agora temos uma clínica privada onde exercemos o Juramento dos Hipócritas! O Alto da Beira que vá levar no cúzinho... Obrigado João!"
5. Os bombeiros: "Ehhhhh! Olha o João! Filho de uma grande puta! Punheteiro! À pala das facturas os cabrões das Finanças andam de BMW e nós vamos na charrua!! Dávamos-te era um clistér de pressão com a mangueira! Chuchador de pimentos suspensos!"
6. A multidão (enquanto o espancam): "Colarinho branco de merda! Já te damos a puta da factura! É para o ano os gajos se atrasarem novamente com os reembolsos do IRS? É isso? Cabrão!"
7. A voz-off: "Ao pedir a factura, está a contribuir para que uns quantos fdps em São Bento se andem a encher às suas custas, enquanto você pensa que está a contribuir para um país melhor; e entretanto, continuamos com estradas esburacadas, urgências a fechar, escolas e professores de merda e reformados a serem tratados abaixo de cão... O País agradece!
13/06/2007
E viva o Sto. António Casamenteiro...
Teoria avançada do Casamento: Antes e Depois...
Antes:
Duas por noite;
Depois:
Duas por mês;
Antes:
"Deixas-me sem fôlego";
Depois:
"Estás-me a sufocar";
Antes:
"Não pares!";
Depois:
"Pára!";
Antes:
"É tão bom estar ao teu lado...";
Depois:
"Vira-te para o outro lado!";
Antes:
"Pergunto-me o que faria sem ti...";
Depois:
"Pergunto-me o que faço contigo...";
Antes:
"Erótica(o)";
Depois:
"Neurótica(o)";
Antes:
"Ela adora a forma como controlo a situação";
Depois:
"Ela diz que faço tudo à minha maneira";
Antes:
"Ontem fizémos amor no sofá!";
Depois:
"Ontem dormi no sofá!";
Antes:
Bichos pequeninos e fofinhos - "minha gatinha", "meu ursinho"...
Depois:
Os bichos crescem - "sua vaca", "seu cavalo";
Antes:
Os serões de sábado à noite...
Depois:
O futebol de domingo à noite!
Antes:
"Só vais comer isso?";
Depois:
"Talvez fosse melhor comeres menos...";
Antes:
"Parece que estou a sonhar!";
Depois:
"Estou a ter um pesadelo!";
Antes:
"Concordamos em tudo!";
Depois:
"Não temos nada em comum!";
Antes:
Cuecas de renda...
Depois:
Cinta...
Antes:
"Adoro as tuas curvas...";
Depois:
"Estás mais gorda, não estás?";
Antes:
"Ele(a) está completamente doido(a) por mim!";
Depois:
"Ele(a) dá comigo em doida(o)!";
Antes:
"Ficas tão sexy de preto...";
Depois:
"Vestes-te sempre de preto, é tão deprimente!";
Antes:
Camarão;
Depois:
Atum em lata;
Antes:
Vinho verde;
Depois:
Sumo de marca branca;
Antes:
Camisa para dentro das calças;
Depois:
Barriga de fora das calças;
Antes:
"Não acredito que estejamos juntos!";
Depois:
"Não acredito que decidi ficar contigo!",
Antes:
"Vem depressa para a cama...";
Depois:
"Vai-te deitar que já estás a ressonar no sofá!";
Antes:
"Deixa-me aquecer-te os pézinhos...";
Depois:
"Chega esses cubos de gelo para lá!";
Antes:
Minha coisa boa para cá e para lá;
Depois:
As minhas coisas para cá, as tuas para lá!
Antes:
Duas por noite;
Depois:
Duas por mês;
Antes:
"Deixas-me sem fôlego";
Depois:
"Estás-me a sufocar";
Antes:
"Não pares!";
Depois:
"Pára!";
Antes:
"É tão bom estar ao teu lado...";
Depois:
"Vira-te para o outro lado!";
Antes:
"Pergunto-me o que faria sem ti...";
Depois:
"Pergunto-me o que faço contigo...";
Antes:
"Erótica(o)";
Depois:
"Neurótica(o)";
Antes:
"Ela adora a forma como controlo a situação";
Depois:
"Ela diz que faço tudo à minha maneira";
Antes:
"Ontem fizémos amor no sofá!";
Depois:
"Ontem dormi no sofá!";
Antes:
Bichos pequeninos e fofinhos - "minha gatinha", "meu ursinho"...
Depois:
Os bichos crescem - "sua vaca", "seu cavalo";
Antes:
Os serões de sábado à noite...
Depois:
O futebol de domingo à noite!
Antes:
"Só vais comer isso?";
Depois:
"Talvez fosse melhor comeres menos...";
Antes:
"Parece que estou a sonhar!";
Depois:
"Estou a ter um pesadelo!";
Antes:
"Concordamos em tudo!";
Depois:
"Não temos nada em comum!";
Antes:
Cuecas de renda...
Depois:
Cinta...
Antes:
"Adoro as tuas curvas...";
Depois:
"Estás mais gorda, não estás?";
Antes:
"Ele(a) está completamente doido(a) por mim!";
Depois:
"Ele(a) dá comigo em doida(o)!";
Antes:
"Ficas tão sexy de preto...";
Depois:
"Vestes-te sempre de preto, é tão deprimente!";
Antes:
Camarão;
Depois:
Atum em lata;
Antes:
Vinho verde;
Depois:
Sumo de marca branca;
Antes:
Camisa para dentro das calças;
Depois:
Barriga de fora das calças;
Antes:
"Não acredito que estejamos juntos!";
Depois:
"Não acredito que decidi ficar contigo!",
Antes:
"Vem depressa para a cama...";
Depois:
"Vai-te deitar que já estás a ressonar no sofá!";
Antes:
"Deixa-me aquecer-te os pézinhos...";
Depois:
"Chega esses cubos de gelo para lá!";
Antes:
Minha coisa boa para cá e para lá;
Depois:
As minhas coisas para cá, as tuas para lá!
E uma vez mais...
E, só para que conste, pelo quarto ano consecutivo marcaram-me um exame no dia do meu aniversário.
Implicará marranço ao longo do dia, concretizando-se sob a forma de uma folha de teste ao início da noite... Merda!
Implicará marranço ao longo do dia, concretizando-se sob a forma de uma folha de teste ao início da noite... Merda!
//Meter aqui o título
Ora boas!
Quero ver se despacho esta merda antes que me começem a martelar os cornos porque tenho a luz acesa, ou porque estou a teclar, ou até mesmo, quem sabe, porque estou vivo.
Sim, porque isto das cenas de vida ou de morte é muito relativa. O que para uns é aceitável, para outros é uma injustiça e para outros ainda é uma forma de ficar com os corninhos todos queimados.
Bom, mas isto para continuar a onda das merdas deprimentes - sim porque muito antes dos gatitos terem descoberto a arca dos tesourinhos deprimentes, já andava por aí um Pato que sabia ser efectivamente deprimente - aí vem o post de hoje.
Dizem que cada ovo que cai na terra tem uma missão.
Há ovos que se tornam doutores, ovos que se tornam engenheiros, ovos que apodrecem, ovos que se tornam belos cisnes, ovos que ficam na merda, ovos que conseguem tudo na vida, ovos que nascem para vencer, ovos que nascem apenas para ser mais um ovo nesta imensidão de lama que é a vida de um Pato.
Há os ovos que encontram o seu lugar entre os ovos; há os ovos que mantém uma incessante busca pelo tudo e pelo nada, nunca encontrando o seu lugar.
Há os ovos que nascem para ser felizes e ter uma vidinha de gema razoavelmente aceitável; há os ovos que por mais que tentem não conseguem encontrar a felicidade, pois a mesma parece ser pouco espessa e altamente fluida, escapando-se assim pelo intervalo das membranas da barbatana.
Chegando a este ponto de constatações infelizes, em que metade dos meus leitores - ah! até parece que tenho muitos - já está a vomitar compulsivamente o jantar do dia seguinte, urge fazer a questão: Mas este gajo está a falar de quê???
É uma questão deveras interessante e creio que devemos até mantê-la numa filosófica ponderação do real.
Um gajo não curte muito dar imagens de coitadinho pelo que nem vou tentar fazer grande sentido, ligando a minha vidinha às várias metáforas de ovos - que já estão a dar uma gemada do caralho - que se encontram umas linhas acima.
Fiquemos por aqui. A malta não percebe o que escrevo, pelo que está tudo na maior. De facto, nem eu percebo muito bem o que escrevo. Acredito que se tratam de induções psicotrópicas induzidas pelas radiações electromagnéticas que me rodeiam - olha ali um pato cor-de-rosa!
Mas um pato acorda de manhã e, em pensamento, porque é feio dizer palavrões, manda um belo 'foda-se' que ecoa em toda a sua consciência.
E depois um gajo inicia o seu dia, tendo em conta que vai ser mais um dia da sua sobrevivência e afirmação patina. E um gajo olha para o lado e, ainda com o despertador semi-arrotado na sua visão periférica, pensa nos centímetros que lhe restam entre a sua carne e o fim da cama, e em como ficaria ali bem qualquer coisita fofa. Ya, isso mesmo, uma almofada... lá está... 'foda-se'!
E um gajo levanta-se e começa logo a ouvir as merdas de que se levanta cedo e que não deixa ninguém dormir e o caralho que foda tudo. É... dizem que o dinheiro cresce nas árvores... e eu estou a poupar para ver se compro umas sementes... E, subitamente, a sua perspectiva mental do 'foda-se' começa a alterar-se para um técnico 'que se foda' porque, afinal, a ordem ainda continua a ser tudo.
E entramos na rotina do casa-carro-parque-trabalho-restaurante-trabalho-parque-carro-foda-se...
E assim se passa um dia, tentando provar à humanidade que somos úteis, mesmo que seja na mais inútil das profissões. Devo dizer que é altamente fodido um gajo ter noção que trabalha para um dos sectores que mais injustiça social gera no mundo. Mas enfim, tal como a família, também não escolhemos o trabalho... é o que aparece... Sim, porque os empregos a malta até escolhe; os trabalhos é que é mais complicado.
E depois vem a parte divertida, em que um gajo até se oferece para ser explorado num feriado - por favor, tirem-me de casa!!! - mas descobre que não pode... sim, porque a exploração só pode ser feita aos dias úteis e com os bosses por perto; aos dias santos, népias! Vá-se lá saber... até fiquei a pensar como seria possível que num estado laico como o nosso, não quisessem que um gajo trabalhasse no dia de Sto. António - calculei logo que fosse temor a ofender o Senhor... Mas não, era o Senhor, sim, mas de outro lado...
Mas para terminar o dia em grande, e como castigo divino por ter escolhido nascer num cabrão de um bairro histórico da cidade, eia! em grande! Uma hora para percorrer 3 quilómetros e mais hora e meia para arranjar um fdp de um lugar para o carro. E tudo porque é véspera de Sto. António... Depois de duas horas e meia à procura de lugar decidi - riam-se, que agora tem piada - voltar ao local de trabalho para arrumar o carro... felizmente, deu-me na cabeça de passar primeiro no cemitério da zona (estou a falar muito a sério, não é gozo) à procura de lugar. Tive sorte... afinal os habitantes da zona têm lugares reservados mas não conduzem... eventualmente por estarem na sua grande maioria, mortos. Literalmente!
E pronto, foi só voltar o caminho todo de volta para trás, a pé, com um transportável às costas... E isso é o menos. Mau foi aturar a festarola, a cerveja, o vinho, os pimentos, as sardinhas e o bailarico ao longo de todo o caminho. Não, não foi assim tão mau. Minto. Mau, é aturar os parzinhos enamorados a atrapalharem o caminho, gozando o Sto. António Casamenteiro, enquanto afiambram valentes desentupidores traqueais. Coitadas das sardinhas...
E um gajo entra em casa e descobre que afinal o rotor ficou a funcionar, pelo que o disco continua tocar, massacrando os cornos a um gajo até o cérebro se tornar numa pasta pseudo-viscosa que tende a sair por todos os orifícios corporais - ya, esse também.
E, finalmente, após ter os cornos feitos merda, fazer o jantar, lavar-se - tudo isto ao som da Sinfonia - e ver a merda da matéria que tem de estudar para a frequência que se avizinha, termina o seu dia, rotineiro, a gerar código ASCII no seu terminal inteligente.
E, uma vez mais, pensa, porque é feio dizer palavrões - 'foda-se' - e prepara-se para mais um dia.
Fecha-se a playlist (pena, hoje até estava a gostar de ouvir os Queen...), shut down ao portátil...
Uma leve emissão de fluidos renais escoa pelo fundo da retrete, a habitual coçadela nos jardins suspensos e um pato deita-se. Mira o despertador com a sua visão periférica... sozinho, como sempre, no seu ninho.
Ah! E para os que estariam a perguntar-se, não, não fui ao Sto. António. Farto de saltos em fogueiras já estou eu... as penas chamuscam. E também não morro de amores por surpresas.
Impossível deixar de pensar nos ovos que nascem com a ponta virada para a Lua. Ou nas galinhas que viram o cú para a Lua. Já não sei. Foda-se.
Quero ver se despacho esta merda antes que me começem a martelar os cornos porque tenho a luz acesa, ou porque estou a teclar, ou até mesmo, quem sabe, porque estou vivo.
Sim, porque isto das cenas de vida ou de morte é muito relativa. O que para uns é aceitável, para outros é uma injustiça e para outros ainda é uma forma de ficar com os corninhos todos queimados.
Bom, mas isto para continuar a onda das merdas deprimentes - sim porque muito antes dos gatitos terem descoberto a arca dos tesourinhos deprimentes, já andava por aí um Pato que sabia ser efectivamente deprimente - aí vem o post de hoje.
Dizem que cada ovo que cai na terra tem uma missão.
Há ovos que se tornam doutores, ovos que se tornam engenheiros, ovos que apodrecem, ovos que se tornam belos cisnes, ovos que ficam na merda, ovos que conseguem tudo na vida, ovos que nascem para vencer, ovos que nascem apenas para ser mais um ovo nesta imensidão de lama que é a vida de um Pato.
Há os ovos que encontram o seu lugar entre os ovos; há os ovos que mantém uma incessante busca pelo tudo e pelo nada, nunca encontrando o seu lugar.
Há os ovos que nascem para ser felizes e ter uma vidinha de gema razoavelmente aceitável; há os ovos que por mais que tentem não conseguem encontrar a felicidade, pois a mesma parece ser pouco espessa e altamente fluida, escapando-se assim pelo intervalo das membranas da barbatana.
Chegando a este ponto de constatações infelizes, em que metade dos meus leitores - ah! até parece que tenho muitos - já está a vomitar compulsivamente o jantar do dia seguinte, urge fazer a questão: Mas este gajo está a falar de quê???
É uma questão deveras interessante e creio que devemos até mantê-la numa filosófica ponderação do real.
Um gajo não curte muito dar imagens de coitadinho pelo que nem vou tentar fazer grande sentido, ligando a minha vidinha às várias metáforas de ovos - que já estão a dar uma gemada do caralho - que se encontram umas linhas acima.
Fiquemos por aqui. A malta não percebe o que escrevo, pelo que está tudo na maior. De facto, nem eu percebo muito bem o que escrevo. Acredito que se tratam de induções psicotrópicas induzidas pelas radiações electromagnéticas que me rodeiam - olha ali um pato cor-de-rosa!
Mas um pato acorda de manhã e, em pensamento, porque é feio dizer palavrões, manda um belo 'foda-se' que ecoa em toda a sua consciência.
E depois um gajo inicia o seu dia, tendo em conta que vai ser mais um dia da sua sobrevivência e afirmação patina. E um gajo olha para o lado e, ainda com o despertador semi-arrotado na sua visão periférica, pensa nos centímetros que lhe restam entre a sua carne e o fim da cama, e em como ficaria ali bem qualquer coisita fofa. Ya, isso mesmo, uma almofada... lá está... 'foda-se'!
E um gajo levanta-se e começa logo a ouvir as merdas de que se levanta cedo e que não deixa ninguém dormir e o caralho que foda tudo. É... dizem que o dinheiro cresce nas árvores... e eu estou a poupar para ver se compro umas sementes... E, subitamente, a sua perspectiva mental do 'foda-se' começa a alterar-se para um técnico 'que se foda' porque, afinal, a ordem ainda continua a ser tudo.
E entramos na rotina do casa-carro-parque-trabalho-restaurante-trabalho-parque-carro-foda-se...
E assim se passa um dia, tentando provar à humanidade que somos úteis, mesmo que seja na mais inútil das profissões. Devo dizer que é altamente fodido um gajo ter noção que trabalha para um dos sectores que mais injustiça social gera no mundo. Mas enfim, tal como a família, também não escolhemos o trabalho... é o que aparece... Sim, porque os empregos a malta até escolhe; os trabalhos é que é mais complicado.
E depois vem a parte divertida, em que um gajo até se oferece para ser explorado num feriado - por favor, tirem-me de casa!!! - mas descobre que não pode... sim, porque a exploração só pode ser feita aos dias úteis e com os bosses por perto; aos dias santos, népias! Vá-se lá saber... até fiquei a pensar como seria possível que num estado laico como o nosso, não quisessem que um gajo trabalhasse no dia de Sto. António - calculei logo que fosse temor a ofender o Senhor... Mas não, era o Senhor, sim, mas de outro lado...
Mas para terminar o dia em grande, e como castigo divino por ter escolhido nascer num cabrão de um bairro histórico da cidade, eia! em grande! Uma hora para percorrer 3 quilómetros e mais hora e meia para arranjar um fdp de um lugar para o carro. E tudo porque é véspera de Sto. António... Depois de duas horas e meia à procura de lugar decidi - riam-se, que agora tem piada - voltar ao local de trabalho para arrumar o carro... felizmente, deu-me na cabeça de passar primeiro no cemitério da zona (estou a falar muito a sério, não é gozo) à procura de lugar. Tive sorte... afinal os habitantes da zona têm lugares reservados mas não conduzem... eventualmente por estarem na sua grande maioria, mortos. Literalmente!
E pronto, foi só voltar o caminho todo de volta para trás, a pé, com um transportável às costas... E isso é o menos. Mau foi aturar a festarola, a cerveja, o vinho, os pimentos, as sardinhas e o bailarico ao longo de todo o caminho. Não, não foi assim tão mau. Minto. Mau, é aturar os parzinhos enamorados a atrapalharem o caminho, gozando o Sto. António Casamenteiro, enquanto afiambram valentes desentupidores traqueais. Coitadas das sardinhas...
E um gajo entra em casa e descobre que afinal o rotor ficou a funcionar, pelo que o disco continua tocar, massacrando os cornos a um gajo até o cérebro se tornar numa pasta pseudo-viscosa que tende a sair por todos os orifícios corporais - ya, esse também.
E, finalmente, após ter os cornos feitos merda, fazer o jantar, lavar-se - tudo isto ao som da Sinfonia - e ver a merda da matéria que tem de estudar para a frequência que se avizinha, termina o seu dia, rotineiro, a gerar código ASCII no seu terminal inteligente.
E, uma vez mais, pensa, porque é feio dizer palavrões - 'foda-se' - e prepara-se para mais um dia.
Fecha-se a playlist (pena, hoje até estava a gostar de ouvir os Queen...), shut down ao portátil...
Uma leve emissão de fluidos renais escoa pelo fundo da retrete, a habitual coçadela nos jardins suspensos e um pato deita-se. Mira o despertador com a sua visão periférica... sozinho, como sempre, no seu ninho.
Ah! E para os que estariam a perguntar-se, não, não fui ao Sto. António. Farto de saltos em fogueiras já estou eu... as penas chamuscam. E também não morro de amores por surpresas.
Impossível deixar de pensar nos ovos que nascem com a ponta virada para a Lua. Ou nas galinhas que viram o cú para a Lua. Já não sei. Foda-se.
12/06/2007
09/06/2007
Metamorfoses
Estava eu hoje na cozinha, cuidando das minhas tarefas domésticas, quando ouvi um anúncio na televisão relativo a uma clínica espanhola de cirurgia plástica.
Dizia a fofinha, centro das atenções e a desfilar em cuequinha pelas salas, que se sentia mal com o seu corpo e que a ideia de fazer a operação tinha até vindo do seu 'morzinho, o namorado...
Claro que o namorado, entrevistado logo de seguida dizia que ela agora até se sentia melhor, e isso era o mais importante.
Epa, um bocado naquela onda... comecei a torcer o bico.
Quer dizer, eu não posso dizer merda nenhuma que corro o risco de fazer voto de celibato; o cabrãozinho do espanhol dá-se ao luxo de dizer na televisão que 'o mais importante' era ela agora sentir-se melhor - daí ter sugerido a operação...
Mas quem é que nós queremos enganar???
Se há coisa que me irrita um bocado é a cena do 'existe uma medida de perfeição para todos os corpos no universo'.
E claro que essa medida perfeita deve ter sido idealizada por um qualquer deus macho, que impôs como regra para o corpo ideal da fêmea o ter mamas grandes, rabo pequeno, cintura estreita e presuntos q.b.
Já agora adicionemos também uma altura padrão. Ya, como dizia o Roberto Carlos, mulher pequena é o que está a dar... o motivo? Bom, como estou a fazer uma desintoxicação verbal nem vou tentar imaginar o motivo...
Escolhamos uma cor de cabelo... louro amarelo, a apontar para uma qualquer actriz de Hollywood. Ah, e se tiver pezinhos pequeninos e um sorriso Colgate... epa, aí, perfeita, perfeita nem a cerveja!
No meio de tanto preconceito, se a fofinha tiver cérebro... até era interessante.
Ou melhor, o que estou eu a dizer???!!!
A malta quer é gajas estúpidas.
Daquelas que respondem apenas 'sim querido' ou 'sim 'mor'...
Depois podem ser brutalmente espancadas, agredidas física e psicologicamente ou até mesmo traídas, que não se importam.
Como não pensam, voltam sempre ao dono, para lhe lamberem as mãos. (Pensavam que ia javardar, né? Mas agora sou um novo Pato...)
Essas não pensam, logo não discutem. E assim é mais fixe, porque não chateiam e deixam a malta ver o futebol com os amigos enquanto vão trazendo umas cervejas e amendoins para os macacos.
Agooooora! O que é realmente porreiro, é quando um gajo está de fora e vê a quantidade de gajas que são assim e não querem mudar.
É altamente porque parecem os animais de estimação de um qualquer labrego.
Mas elas parecem gostar.
Pelo que tenho visto, os labregos andam sempre acompanhados e os patos fixes não.
Mas também há aquelas gajas que até têm cérebro mas lá arranjam um bacano com dinheiro à séria e então convertem-se ao estupidificatismo.
Afinal, elas podem até não se importar, mas para esses gajos, não passam de um objecto fácil de arranjar e que sempre se pode exibir ao pessoal. Tipo... 'Gaja, senta!', 'Gaja, cerveja! Traz ao dono, traz ao dono', 'Gaja, anda cá para te ir à tromba!'.
Enquanto Pato, e consequentemente, Ser Superior à Humanidade, creio que ainda muito poucos se aperceberam de que são as pequenas (e às vezes grandes) diferenças que nos tornam felizes.
Deverá haver alguma razão para o facto de todos termos um processo de nascimento e crescimento.
Se calhar era um bocado estúpido se vivêssemos numa alegre harmonia programada, fruto de uma pseudo-clonagem.
O meu conselho do dia para a malta que, como o espanhol, acha que deve mandar a sua fofa para um tratamento de faca: experimentem olhar para os pequenos defeitos com uma mente mais aberta; se calhar encontram detalhes interessantes, e que podem ser vistos de outra perspectiva.
O meu conselho do dia para as gajas que alinham nessa merda: atirem-lhes com uma cadeira aos cornos!
Para terminar, um pensamento.
Dizem que a mulher moderna já não acredita em príncipes encantados. Prefere o lobo mau que, não só a ouve melhor, como no final ainda a come.
1. Não creio que os Patos sejam Príncipes Encantados... afinal, ninguém é perfeito.
2. Quero mesmo acreditar que nem toda a mulher moderna é assim.
Cumprimentos Patinos!
Dizia a fofinha, centro das atenções e a desfilar em cuequinha pelas salas, que se sentia mal com o seu corpo e que a ideia de fazer a operação tinha até vindo do seu 'morzinho, o namorado...
Claro que o namorado, entrevistado logo de seguida dizia que ela agora até se sentia melhor, e isso era o mais importante.
Epa, um bocado naquela onda... comecei a torcer o bico.
Quer dizer, eu não posso dizer merda nenhuma que corro o risco de fazer voto de celibato; o cabrãozinho do espanhol dá-se ao luxo de dizer na televisão que 'o mais importante' era ela agora sentir-se melhor - daí ter sugerido a operação...
Mas quem é que nós queremos enganar???
Se há coisa que me irrita um bocado é a cena do 'existe uma medida de perfeição para todos os corpos no universo'.
E claro que essa medida perfeita deve ter sido idealizada por um qualquer deus macho, que impôs como regra para o corpo ideal da fêmea o ter mamas grandes, rabo pequeno, cintura estreita e presuntos q.b.
Já agora adicionemos também uma altura padrão. Ya, como dizia o Roberto Carlos, mulher pequena é o que está a dar... o motivo? Bom, como estou a fazer uma desintoxicação verbal nem vou tentar imaginar o motivo...
Escolhamos uma cor de cabelo... louro amarelo, a apontar para uma qualquer actriz de Hollywood. Ah, e se tiver pezinhos pequeninos e um sorriso Colgate... epa, aí, perfeita, perfeita nem a cerveja!
No meio de tanto preconceito, se a fofinha tiver cérebro... até era interessante.
Ou melhor, o que estou eu a dizer???!!!
A malta quer é gajas estúpidas.
Daquelas que respondem apenas 'sim querido' ou 'sim 'mor'...
Depois podem ser brutalmente espancadas, agredidas física e psicologicamente ou até mesmo traídas, que não se importam.
Como não pensam, voltam sempre ao dono, para lhe lamberem as mãos. (Pensavam que ia javardar, né? Mas agora sou um novo Pato...)
Essas não pensam, logo não discutem. E assim é mais fixe, porque não chateiam e deixam a malta ver o futebol com os amigos enquanto vão trazendo umas cervejas e amendoins para os macacos.
Agooooora! O que é realmente porreiro, é quando um gajo está de fora e vê a quantidade de gajas que são assim e não querem mudar.
É altamente porque parecem os animais de estimação de um qualquer labrego.
Mas elas parecem gostar.
Pelo que tenho visto, os labregos andam sempre acompanhados e os patos fixes não.
Mas também há aquelas gajas que até têm cérebro mas lá arranjam um bacano com dinheiro à séria e então convertem-se ao estupidificatismo.
Afinal, elas podem até não se importar, mas para esses gajos, não passam de um objecto fácil de arranjar e que sempre se pode exibir ao pessoal. Tipo... 'Gaja, senta!', 'Gaja, cerveja! Traz ao dono, traz ao dono', 'Gaja, anda cá para te ir à tromba!'.
Enquanto Pato, e consequentemente, Ser Superior à Humanidade, creio que ainda muito poucos se aperceberam de que são as pequenas (e às vezes grandes) diferenças que nos tornam felizes.
Deverá haver alguma razão para o facto de todos termos um processo de nascimento e crescimento.
Se calhar era um bocado estúpido se vivêssemos numa alegre harmonia programada, fruto de uma pseudo-clonagem.
O meu conselho do dia para a malta que, como o espanhol, acha que deve mandar a sua fofa para um tratamento de faca: experimentem olhar para os pequenos defeitos com uma mente mais aberta; se calhar encontram detalhes interessantes, e que podem ser vistos de outra perspectiva.
O meu conselho do dia para as gajas que alinham nessa merda: atirem-lhes com uma cadeira aos cornos!
Para terminar, um pensamento.
Dizem que a mulher moderna já não acredita em príncipes encantados. Prefere o lobo mau que, não só a ouve melhor, como no final ainda a come.
1. Não creio que os Patos sejam Príncipes Encantados... afinal, ninguém é perfeito.
2. Quero mesmo acreditar que nem toda a mulher moderna é assim.
Cumprimentos Patinos!
07/06/2007
Teoria Metafórica da Condição Automóvel
Ok... já passa da meia-noite e meia, estou cansado, carregado de sono, mas sinto-me em falta para com os meus poucos leitores.
A história de hoje vai soar um bocado a private joke.
Eventualmente, poderá considerar-se uma metáfora imbecil que poucos perceberão.
Poucos perceberão, não porque são estúpidos - não é o que quero dizer - mas sim porque se encontram fora do contexto.
Na realidade, talvez alguns até superem as expectativas e cruzem o cerne da questão.
Na prática, acredito que um ou dois percebam o que quero dizer.
Até porque se trata de uma extensão de uma conversa de almoço...
Automóveis.
Toda a malta quer ter um.
O problema é: de que tipo, de que marca, de que cor.
O sonho do comum dos mortais é o Ferrari.
Pessoalmente, prefiro o Aston Martin. Para além da qualidade britânica ser algo de excepcional, é dos poucos que são efectivamente feitos à mão. Mas isso não interessa. Voltemos ao Ferrari.
O Ferrari é um carrinho com um custo inicial elevado.
Há que torcer os jardins suspensos até ao tutano para o conseguir pagar.
E depois há os custos de manutenção. Um gajo quase que tem de pedir licença ao mecânico para meter as patas no carro.
Mas sejamos práticos.
Valerá a pena investir no Ferrari?
Tipo... não é um carro para o dia-a-dia! É um carro para uma volta ocasional... e qual é o gozo disso???
Damos umas voltas, ficamos relativamente contentes, a adrenalina toda no máximo, mas não tivemos tempo suficiente para conhecer o material.
Há ainda uma questão importante: o Ferrari tem uma personalidade muito própria, arrogante! O condutor não escolhe o Ferrari, é o Ferrari a escolher o condutor.
E, garantidamente, assim que o Ferrari encontrar um condutor melhor - melhor para os seus parâmetros, claro - irá deixar o actual apeado.
Dá trabalho, dá problemas, é uma merda.
Não, a malta não quer Ferraris!
Chevrolet.
Caímos no facilitismo.
O gajo, desesperado, precisa de um transporte urgentemente mas não tem um centavo.
Salta para o primeiro volante que lhe aparece à frente.
Não será um carro de longa duração.
Dá o jeito, no momento, mas mais cedo ou mais tarde, xauzinho...
Ou cede o carro, ou cede o condutor.
E ambos sabem à partida que vai dar merda.
Sim, é certo, desenrasca!
Sacamos o travão-de-mão numas curvas, andamos a fazer chiar os pneus, nada de controlos electrónicos ou ajudas desse género. Andas um dia, andas dois dias, e se sobreviveres ao terceiro, desistes!
Conheces tudo o que o carrinho tem para te dar em dois dias.
Não há emoção, não há evolução criativa.
Um gajo perde a paixão de conduzir e transforma-se num condutor de domingo.
Marca Generalista.
Por exemplo, Opel.
Tal como poderia ser um Ford, Peugeot, Renault e afins.
Tem um custo inicial razoável.
Dá algum desafio. Até um gajo o conseguir, tem de trabalhar um bocado.
A manutenção é aceitável e tem-se um carro para todos os dias.
Não dá o status de um Ferrari, mas também não é um Chevrolet.
Não dá o gozo instantâneo de uma condução desportiva mas, por outro lado, cada dia é um dia, e em cada dia aprendemos um pouco mais acerca do nosso companheiro de estrada.
Não o conhecemos de imediato, nem ele nos conhece a nós.
É uma aprendizagem contínua que se vai solidificando com os anos.
É um carro para muitos e longos anos. Se bem cuidado, é um carro para a vida.
Facto:
Comprar um Ferrari é fácil, basta escolher a cor (altamente equipado);
Comprar um Chevrolet é fácil, basta escolher a cor (vem crú, sem equipamento);
Comprar um Opel já é mais complicado.
Cor, tamanho das jantes, tipo de rádio, motor, estofos, interior, mil e um extras que o tornam diferente do seu semelhante e o mais atractivo possível para os nossos olhos.
Naquela onda... o resto do pessoal pode detestar aquele padrão no tecido dos estofos... mas nós gostamos!
Chega a demorar muito tempo para encontrarmos a combinação correcta. Quando a encontramos, é o melhor que podia ter acontecido.
Visão pessimista: podes nunca encontrar a combinação que desejas...
Para quem acompanhou a história: percebem agora o que pretendia explicar?
Cumprimentos Patinos!
(agora sim, vou dormir)
A história de hoje vai soar um bocado a private joke.
Eventualmente, poderá considerar-se uma metáfora imbecil que poucos perceberão.
Poucos perceberão, não porque são estúpidos - não é o que quero dizer - mas sim porque se encontram fora do contexto.
Na realidade, talvez alguns até superem as expectativas e cruzem o cerne da questão.
Na prática, acredito que um ou dois percebam o que quero dizer.
Até porque se trata de uma extensão de uma conversa de almoço...
Automóveis.
Toda a malta quer ter um.
O problema é: de que tipo, de que marca, de que cor.
O sonho do comum dos mortais é o Ferrari.
Pessoalmente, prefiro o Aston Martin. Para além da qualidade britânica ser algo de excepcional, é dos poucos que são efectivamente feitos à mão. Mas isso não interessa. Voltemos ao Ferrari.
O Ferrari é um carrinho com um custo inicial elevado.
Há que torcer os jardins suspensos até ao tutano para o conseguir pagar.
E depois há os custos de manutenção. Um gajo quase que tem de pedir licença ao mecânico para meter as patas no carro.
Mas sejamos práticos.
Valerá a pena investir no Ferrari?
Tipo... não é um carro para o dia-a-dia! É um carro para uma volta ocasional... e qual é o gozo disso???
Damos umas voltas, ficamos relativamente contentes, a adrenalina toda no máximo, mas não tivemos tempo suficiente para conhecer o material.
Há ainda uma questão importante: o Ferrari tem uma personalidade muito própria, arrogante! O condutor não escolhe o Ferrari, é o Ferrari a escolher o condutor.
E, garantidamente, assim que o Ferrari encontrar um condutor melhor - melhor para os seus parâmetros, claro - irá deixar o actual apeado.
Dá trabalho, dá problemas, é uma merda.
Não, a malta não quer Ferraris!
Chevrolet.
Caímos no facilitismo.
O gajo, desesperado, precisa de um transporte urgentemente mas não tem um centavo.
Salta para o primeiro volante que lhe aparece à frente.
Não será um carro de longa duração.
Dá o jeito, no momento, mas mais cedo ou mais tarde, xauzinho...
Ou cede o carro, ou cede o condutor.
E ambos sabem à partida que vai dar merda.
Sim, é certo, desenrasca!
Sacamos o travão-de-mão numas curvas, andamos a fazer chiar os pneus, nada de controlos electrónicos ou ajudas desse género. Andas um dia, andas dois dias, e se sobreviveres ao terceiro, desistes!
Conheces tudo o que o carrinho tem para te dar em dois dias.
Não há emoção, não há evolução criativa.
Um gajo perde a paixão de conduzir e transforma-se num condutor de domingo.
Marca Generalista.
Por exemplo, Opel.
Tal como poderia ser um Ford, Peugeot, Renault e afins.
Tem um custo inicial razoável.
Dá algum desafio. Até um gajo o conseguir, tem de trabalhar um bocado.
A manutenção é aceitável e tem-se um carro para todos os dias.
Não dá o status de um Ferrari, mas também não é um Chevrolet.
Não dá o gozo instantâneo de uma condução desportiva mas, por outro lado, cada dia é um dia, e em cada dia aprendemos um pouco mais acerca do nosso companheiro de estrada.
Não o conhecemos de imediato, nem ele nos conhece a nós.
É uma aprendizagem contínua que se vai solidificando com os anos.
É um carro para muitos e longos anos. Se bem cuidado, é um carro para a vida.
Facto:
Comprar um Ferrari é fácil, basta escolher a cor (altamente equipado);
Comprar um Chevrolet é fácil, basta escolher a cor (vem crú, sem equipamento);
Comprar um Opel já é mais complicado.
Cor, tamanho das jantes, tipo de rádio, motor, estofos, interior, mil e um extras que o tornam diferente do seu semelhante e o mais atractivo possível para os nossos olhos.
Naquela onda... o resto do pessoal pode detestar aquele padrão no tecido dos estofos... mas nós gostamos!
Chega a demorar muito tempo para encontrarmos a combinação correcta. Quando a encontramos, é o melhor que podia ter acontecido.
Visão pessimista: podes nunca encontrar a combinação que desejas...
Para quem acompanhou a história: percebem agora o que pretendia explicar?
Cumprimentos Patinos!
(agora sim, vou dormir)
06/06/2007
03/06/2007
Incongruências
Ora aí vamos a mais um momento de delírio...
Incongruência,
do latim 'incongruentia'; 'falta de congruência'.
Congruência,
do latim 'congruentia'; 'coerência', 'harmonia de uma coisa ou de um facto com o fim em vista', 'conveniência', 'propriedade'; em Matemática, é também a propriedade atribuída a duas figuras geometricamente iguais ou, puxando um pouco mais para a Matemática Discreta, é também a relação de equivalência atribuída a números inteiros, quando dois inteiros X e Y divididos por um terceiro Z, dão o mesmo resto.
Um dos grandes problemas de ter um blog é a sua divulgação.
Tipo, um gajo começa a escrever um blog com o intuito de tentar minimizar os danos colaterais nos seus cornos originários da sua vida de merda. Até aí tudo bem. Um gajo escreve um blog e ninguém liga. Um gajo escreve um blog e pode publicar tudo o que bem entender acerca da puta da sua vida que toda a gente se está bem a cagar... Um gajo escreve um blog e, como tem apenas um visitante assíduo que muuuuuito raramente faz um comentário, está na boa!
Fala da vida, fala da morte, fala dos santos e dos demónios, fala dos seus medos, fala da sua coragem (pouca...), fala de tudo e mais alguma coisa. Fala da família, fala dos amigos, fala de si, fala dos outros, fala, fala, fala, escreve, escreve, escreve...
E depois um gajo tem uma brilhante ideia, que é divulgar o seu blog.
Um bocado naquela onda do 'olha, isto até é capaz de ter alguma piada...', 'há uma série de gajos que enriqueceram e são famosos por terem criado um blog...', 'ah, e tal, já tenho umas quantas coisas aqui publicadas... vou começar a falar disto'.
E envia emails aos amigos, e altera a sua mensagem de apresentação no Messenger para 'visitem patomarques.blogspot.com' e até na porra do perfil do Hi5 tem a divina iluminação de meter o link para o blog...
Ok, também não é por aí...
Acontece uma coisa fantástica, que é a divulgação pelos canais mais inimaginários...
Tal como o Gollum se lixou quando o Bilbo encontrou o Anel, também o Pato não fazia um corno de ideia no que se estava a meter.
Sim, de facto, divulgou o blog. O blog, aquele livro aberto na web para todas as suas confidências ganhou o seu quê de notoriedade.
Não a notoriedade esperada, mas alguma.
Com um detalhe sórdido e alucinante...
O Pato não ficou famoso, o Pato não recebeu a quantidade de visitantes que esperava, o Pato não apareceu na lista dos 50 blogs do ano na FHM, o Pato não é reconhecido na rua e ninguém fala dele.
O Pato ficou famoso numa comunidade muito especial, naquela da qual ele nunca esperou tantas visitas... ya, essa mesmo, os Amigos.
Dizem que todas as pessoas se conhecem no máximo em 6 graus de separação.
Por exemplo, para minha infelicidade, eu conheço um gajo, que conhece um gajo, que conhece um gajo... (isto no máximo em 6 vezes) ...que conhece o Cavaco; posso dizer então que conheço o Cavaco...
E os amigos visitam o blog e num máximo de um 1 grau de separação, temos um outro amigo que vai visitar o blog.
E a merda toda aqui nisto, é que quando toda a corrente fica saturada, mais ninguém vai visitar o blog, excepto os amigos, que já o visitaram.
E passamos de 1 leitor assíduo para uns 4 leitores assíduos, e uns 16 eventuais (e ficamos com 20 amigos que já é muito bom... 25, no máximo...).
E os que vão ler o blog, também não comentam, mas um gajo sabe que eles foram lá ler e eles até se apercebem disso.
E a merda acontece quando a malta se vê todos os santos dias (quer dizer, há um ou outra que desaparecem assim... puff... e nunca mais dizem nada) e começamos a ficar paranóicos!
E começamos a pensar antes de escrevermos as coisas, porque não queremos que pensem que somos depressivos, não queremos que pensem que nos sentimos sozinhos, não queremos que achem que somos uns perfeitos imbecis, não queremos mostrar que temos fraquezas e não queremos mostrar o que realmente somos! Foda-se...
E agora, que são quase 22.30 e que um gajo está completamente sozinho, no seu quarto, com um suave ruído de fundo da televisão que está ligada na cozinha, aguardando a descarga de electrões que lhe vai permitir visualizar o episódio de hoje do 'My Hero' na BritCom, e ao som da 'Pronúncia do Norte' e dos seu próprio teclar no teclado do seu computador, escreve-se muito e nada de jeito na consola de administração do blogger, relativo a este blog.
Hoje, tentarei escrever sem metáforas ou sarcásmos baratos.
Vou evitar as hipérboles e os eufemismos.
Há uns meses, por alturas do Ano Novo, prometi que ia ser mais optimista durante este ano.
Referi que ia perder o meu pessimismo e tornar-me um novo Pato.
Devo dizer que acreditei sinceramente no que estava a dizer.
Esperava reconciliar-me com o mundo em geral, que tantas patadas me tem dado, e com a Santíssima Trindade, que foi bastante porreira ao longo dos anos.
Tipo, um Pato tem a idade que tem. Puto para uns, Homem para outros, um tipo normal para o pessoal em geral. Um Pato que faz tudo o que é suposto fazer na sua condição. Um Pato que não se tenta impor na comunidade. Um Pato que é aquilo que é.
E assim comecei o ano, encarando a vida com optimismo e saudável convicção no tudo e no nada.
É que é aquela onda...
Queixar-me de quê?
Tenho um trabalho, nem sempre fixe, nem sempre bem pago mas, no meio de tantos desempregados, tenho um trabalho;
Tenho uma casa, não muito grande, de facto até é pequena, alugada na zona histórica de Lisboa, a cinco minutos de tudo o que é cidade;
Tenho amigos, tenho amigas, não muitos, mas q.b. para aturarem esta grande personagem que é o Pato (e é um trabalho lixado, aturarem o M@rques);
Tenho um carrinho, cinco portas, potente no limite das possibilidades fiscais que são impostas neste país, muito fixe e com um peluche amarelo de um patinho na chapeleira;
Mais... tenho um curso, pelo menos estou a acabá-lo (six months to go...), no ramo que gosto, com muito sangue, suor e lágrimas despejados em cadernos e computadores;
De facto, queixo-me de quê???
Não há nada que eu não tenha, não há nada que me faça falta.
Vejamos, até ainda tenho mais coisas!
Tenho dois potes numa prateleira por cima da televisão.
Um metálico e outro de cerâmica.
No de cerâmica, estão as cinzas do meu avô. No de metal, estão as cinzas da minha mãe.
O de cerâmica tem cerca de 10 anos. Contém a pessoa mais única, na minha opinião, à face da terra. Contém um tipo que veio da Beira casar com uma jovem de Lisboa; contém a pessoa que teve mil e um ofícios e de quem mais de meia cidade de Lisboa se lembra; contém a pessoa que ajudou muita gente e que, um dia, foi esquecida por quem ajudou; contém um avô que foi um pai para um Pato; contém a pessoa que ensinou a um Pato que os seres humanos são para tratar por igual; contém a pessoa que cumprimentava o Sr. Engenheiro e logo de seguida o Sr. Varredor, e que era capaz de ir tomar um copo com os dois ao mesmo tempo; colocava-os na mesma balança e provou-me que se estivessem em pratos diferentes, os mesmos se iriam manter equilibrados independentemente do que um ou outro tinham ou deixavam de ter porque, no final, era mesmo o que cada um era por dentro que importava.
O de metal tem dois meses. Contém mais do que uma mãe. Contém uma amiga, uma confidente, um pai, um irmão; contém uma pessoa que deixou a licenciatura e uma excelente carreira universitária quando lhe faltavam apenas três cadeiras para acabar o curso porque nasceu um ovo que iria precisar dela; contém uma pessoa que tinha um grande orgulho num dado Pato que nunca fez nada assim tão grande para merecer tamanha consideração; contém uma pessoa que nunca abandonou um dado Pato; contém uma pessoa que fez grandes sacrifícios para este Pato chegar onde chegou hoje; contém uma pessoa que ajudou muita gente, nem sempre sendo reconhecida por isso.
Tenho um sofá em frente à televisão, que tem uma prateleira com dois potes por cima.
Tenho um sofá onde não me posso sentar porque está ocupado em permanência por uma... digamos... hum... pois, eu disse que não ia usar eufemismos... mas vá lá... o termo 'cabra' também seria forte demais, pelo que me ficarei por serpente... que é a minha avó.
Tenho então uma serpente, perdão, uma avó, que fez a vida em merda ao meu avô, fez a vida em merda à minha mãe, e agora, como não tem mais ninguém, faz-me a vida em merda a mim!
Tenho uma avó que acha que vou para a borga, quando vou estudar; que acha que a enveneno, que acha que a roubo, que me chama paneleiro quando vou ter com os amigos e inútil quando lhe faço o comer; que tem as suas neuras e que fica o dia inteiro calada a olhar para os potezinhos por cima da televisão e a pensar em que belas palavras me irá dirigir assim que eu chegar a casa, vindo do trabalho ou da faculdade.
E assim o Pato cala-se ao entrar em casa e só volta a 'ligar' no dia seguinte. Excepto aos fins-de-semana, que são passados com a alegre esperança de na próxima segunda-feira, de manhãzinha, estar novamente fora de casa.
Tenho um pai!!! Quem diria???
Para ser franco nunca me apercebi...
Ya, tenho um papá alcoólico que vejo uma vez por mês e que se está literalmente a cagar para o facto de o filho estar ou não a acabar o curso e sentir-se ou não sozinho!
É isso pai, és o Homem do Jogo!
Tenho, tenho... tenho uma grande paciência para aturar esta merda toda!
Agora,
voltando ao sarcasmo e às private jokes idiotas...
O meu aniversário está aí a chegar...
Nunca em tantos anos me senti tão contente!
Já estou a preparar a festa.
Trabalho durante a manhã, almoço com os amigos e devo ter exame à tarde (sempre foi assim ao longo de quatro anos, não deve mudar agora...); chego a casa e vou fazer o jantar de família com a minha mãe a meu lado; apago as velinhas do bolo que a minha mãe irá fazer e que eu, subtilmente irei ignorar sempre que abrir o frigorífico (é surpresa... não convém estragar...); e finalmente, para acabar a noite em grande, vou ao cinema ou coisa parecida com uma jovem simpática que entretanto caiu do beiral de uma janela.
Wiiiiiii!!!! Mal posso esperar...
Creio que nunca fiz um post tão grande.
Parece que a BritCom está a começar e ainda nem escolhi a roupa para amanhã...
O ideal era o dia ter 48 horas... mas como uma vez me disseram, se o dia tivesse 48 horas teria de trabalhar umas 30 e tal, pelo que iria continuar com o mesmo problema...
Boas noites e cumprimentos patinos!
Incongruência,
do latim 'incongruentia'; 'falta de congruência'.
Congruência,
do latim 'congruentia'; 'coerência', 'harmonia de uma coisa ou de um facto com o fim em vista', 'conveniência', 'propriedade'; em Matemática, é também a propriedade atribuída a duas figuras geometricamente iguais ou, puxando um pouco mais para a Matemática Discreta, é também a relação de equivalência atribuída a números inteiros, quando dois inteiros X e Y divididos por um terceiro Z, dão o mesmo resto.
Um dos grandes problemas de ter um blog é a sua divulgação.
Tipo, um gajo começa a escrever um blog com o intuito de tentar minimizar os danos colaterais nos seus cornos originários da sua vida de merda. Até aí tudo bem. Um gajo escreve um blog e ninguém liga. Um gajo escreve um blog e pode publicar tudo o que bem entender acerca da puta da sua vida que toda a gente se está bem a cagar... Um gajo escreve um blog e, como tem apenas um visitante assíduo que muuuuuito raramente faz um comentário, está na boa!
Fala da vida, fala da morte, fala dos santos e dos demónios, fala dos seus medos, fala da sua coragem (pouca...), fala de tudo e mais alguma coisa. Fala da família, fala dos amigos, fala de si, fala dos outros, fala, fala, fala, escreve, escreve, escreve...
E depois um gajo tem uma brilhante ideia, que é divulgar o seu blog.
Um bocado naquela onda do 'olha, isto até é capaz de ter alguma piada...', 'há uma série de gajos que enriqueceram e são famosos por terem criado um blog...', 'ah, e tal, já tenho umas quantas coisas aqui publicadas... vou começar a falar disto'.
E envia emails aos amigos, e altera a sua mensagem de apresentação no Messenger para 'visitem patomarques.blogspot.com' e até na porra do perfil do Hi5 tem a divina iluminação de meter o link para o blog...
Ok, também não é por aí...
Acontece uma coisa fantástica, que é a divulgação pelos canais mais inimaginários...
Tal como o Gollum se lixou quando o Bilbo encontrou o Anel, também o Pato não fazia um corno de ideia no que se estava a meter.
Sim, de facto, divulgou o blog. O blog, aquele livro aberto na web para todas as suas confidências ganhou o seu quê de notoriedade.
Não a notoriedade esperada, mas alguma.
Com um detalhe sórdido e alucinante...
O Pato não ficou famoso, o Pato não recebeu a quantidade de visitantes que esperava, o Pato não apareceu na lista dos 50 blogs do ano na FHM, o Pato não é reconhecido na rua e ninguém fala dele.
O Pato ficou famoso numa comunidade muito especial, naquela da qual ele nunca esperou tantas visitas... ya, essa mesmo, os Amigos.
Dizem que todas as pessoas se conhecem no máximo em 6 graus de separação.
Por exemplo, para minha infelicidade, eu conheço um gajo, que conhece um gajo, que conhece um gajo... (isto no máximo em 6 vezes) ...que conhece o Cavaco; posso dizer então que conheço o Cavaco...
E os amigos visitam o blog e num máximo de um 1 grau de separação, temos um outro amigo que vai visitar o blog.
E a merda toda aqui nisto, é que quando toda a corrente fica saturada, mais ninguém vai visitar o blog, excepto os amigos, que já o visitaram.
E passamos de 1 leitor assíduo para uns 4 leitores assíduos, e uns 16 eventuais (e ficamos com 20 amigos que já é muito bom... 25, no máximo...).
E os que vão ler o blog, também não comentam, mas um gajo sabe que eles foram lá ler e eles até se apercebem disso.
E a merda acontece quando a malta se vê todos os santos dias (quer dizer, há um ou outra que desaparecem assim... puff... e nunca mais dizem nada) e começamos a ficar paranóicos!
E começamos a pensar antes de escrevermos as coisas, porque não queremos que pensem que somos depressivos, não queremos que pensem que nos sentimos sozinhos, não queremos que achem que somos uns perfeitos imbecis, não queremos mostrar que temos fraquezas e não queremos mostrar o que realmente somos! Foda-se...
E agora, que são quase 22.30 e que um gajo está completamente sozinho, no seu quarto, com um suave ruído de fundo da televisão que está ligada na cozinha, aguardando a descarga de electrões que lhe vai permitir visualizar o episódio de hoje do 'My Hero' na BritCom, e ao som da 'Pronúncia do Norte' e dos seu próprio teclar no teclado do seu computador, escreve-se muito e nada de jeito na consola de administração do blogger, relativo a este blog.
Hoje, tentarei escrever sem metáforas ou sarcásmos baratos.
Vou evitar as hipérboles e os eufemismos.
Há uns meses, por alturas do Ano Novo, prometi que ia ser mais optimista durante este ano.
Referi que ia perder o meu pessimismo e tornar-me um novo Pato.
Devo dizer que acreditei sinceramente no que estava a dizer.
Esperava reconciliar-me com o mundo em geral, que tantas patadas me tem dado, e com a Santíssima Trindade, que foi bastante porreira ao longo dos anos.
Tipo, um Pato tem a idade que tem. Puto para uns, Homem para outros, um tipo normal para o pessoal em geral. Um Pato que faz tudo o que é suposto fazer na sua condição. Um Pato que não se tenta impor na comunidade. Um Pato que é aquilo que é.
E assim comecei o ano, encarando a vida com optimismo e saudável convicção no tudo e no nada.
É que é aquela onda...
Queixar-me de quê?
Tenho um trabalho, nem sempre fixe, nem sempre bem pago mas, no meio de tantos desempregados, tenho um trabalho;
Tenho uma casa, não muito grande, de facto até é pequena, alugada na zona histórica de Lisboa, a cinco minutos de tudo o que é cidade;
Tenho amigos, tenho amigas, não muitos, mas q.b. para aturarem esta grande personagem que é o Pato (e é um trabalho lixado, aturarem o M@rques);
Tenho um carrinho, cinco portas, potente no limite das possibilidades fiscais que são impostas neste país, muito fixe e com um peluche amarelo de um patinho na chapeleira;
Mais... tenho um curso, pelo menos estou a acabá-lo (six months to go...), no ramo que gosto, com muito sangue, suor e lágrimas despejados em cadernos e computadores;
De facto, queixo-me de quê???
Não há nada que eu não tenha, não há nada que me faça falta.
Vejamos, até ainda tenho mais coisas!
Tenho dois potes numa prateleira por cima da televisão.
Um metálico e outro de cerâmica.
No de cerâmica, estão as cinzas do meu avô. No de metal, estão as cinzas da minha mãe.
O de cerâmica tem cerca de 10 anos. Contém a pessoa mais única, na minha opinião, à face da terra. Contém um tipo que veio da Beira casar com uma jovem de Lisboa; contém a pessoa que teve mil e um ofícios e de quem mais de meia cidade de Lisboa se lembra; contém a pessoa que ajudou muita gente e que, um dia, foi esquecida por quem ajudou; contém um avô que foi um pai para um Pato; contém a pessoa que ensinou a um Pato que os seres humanos são para tratar por igual; contém a pessoa que cumprimentava o Sr. Engenheiro e logo de seguida o Sr. Varredor, e que era capaz de ir tomar um copo com os dois ao mesmo tempo; colocava-os na mesma balança e provou-me que se estivessem em pratos diferentes, os mesmos se iriam manter equilibrados independentemente do que um ou outro tinham ou deixavam de ter porque, no final, era mesmo o que cada um era por dentro que importava.
O de metal tem dois meses. Contém mais do que uma mãe. Contém uma amiga, uma confidente, um pai, um irmão; contém uma pessoa que deixou a licenciatura e uma excelente carreira universitária quando lhe faltavam apenas três cadeiras para acabar o curso porque nasceu um ovo que iria precisar dela; contém uma pessoa que tinha um grande orgulho num dado Pato que nunca fez nada assim tão grande para merecer tamanha consideração; contém uma pessoa que nunca abandonou um dado Pato; contém uma pessoa que fez grandes sacrifícios para este Pato chegar onde chegou hoje; contém uma pessoa que ajudou muita gente, nem sempre sendo reconhecida por isso.
Tenho um sofá em frente à televisão, que tem uma prateleira com dois potes por cima.
Tenho um sofá onde não me posso sentar porque está ocupado em permanência por uma... digamos... hum... pois, eu disse que não ia usar eufemismos... mas vá lá... o termo 'cabra' também seria forte demais, pelo que me ficarei por serpente... que é a minha avó.
Tenho então uma serpente, perdão, uma avó, que fez a vida em merda ao meu avô, fez a vida em merda à minha mãe, e agora, como não tem mais ninguém, faz-me a vida em merda a mim!
Tenho uma avó que acha que vou para a borga, quando vou estudar; que acha que a enveneno, que acha que a roubo, que me chama paneleiro quando vou ter com os amigos e inútil quando lhe faço o comer; que tem as suas neuras e que fica o dia inteiro calada a olhar para os potezinhos por cima da televisão e a pensar em que belas palavras me irá dirigir assim que eu chegar a casa, vindo do trabalho ou da faculdade.
E assim o Pato cala-se ao entrar em casa e só volta a 'ligar' no dia seguinte. Excepto aos fins-de-semana, que são passados com a alegre esperança de na próxima segunda-feira, de manhãzinha, estar novamente fora de casa.
Tenho um pai!!! Quem diria???
Para ser franco nunca me apercebi...
Ya, tenho um papá alcoólico que vejo uma vez por mês e que se está literalmente a cagar para o facto de o filho estar ou não a acabar o curso e sentir-se ou não sozinho!
É isso pai, és o Homem do Jogo!
Tenho, tenho... tenho uma grande paciência para aturar esta merda toda!
Agora,
voltando ao sarcasmo e às private jokes idiotas...
O meu aniversário está aí a chegar...
Nunca em tantos anos me senti tão contente!
Já estou a preparar a festa.
Trabalho durante a manhã, almoço com os amigos e devo ter exame à tarde (sempre foi assim ao longo de quatro anos, não deve mudar agora...); chego a casa e vou fazer o jantar de família com a minha mãe a meu lado; apago as velinhas do bolo que a minha mãe irá fazer e que eu, subtilmente irei ignorar sempre que abrir o frigorífico (é surpresa... não convém estragar...); e finalmente, para acabar a noite em grande, vou ao cinema ou coisa parecida com uma jovem simpática que entretanto caiu do beiral de uma janela.
Wiiiiiii!!!! Mal posso esperar...
Creio que nunca fiz um post tão grande.
Parece que a BritCom está a começar e ainda nem escolhi a roupa para amanhã...
O ideal era o dia ter 48 horas... mas como uma vez me disseram, se o dia tivesse 48 horas teria de trabalhar umas 30 e tal, pelo que iria continuar com o mesmo problema...
Boas noites e cumprimentos patinos!
02/06/2007
...
Melhor só se fosse 'Duck's in the Cradle'...
My child arrived just the other day
Came to the world in the usual way
But there were planes to catch and bills to pay
He learned to walk while I was away
He was talkin' 'fore I knew it
And as he grew he said,
"I'm gonna be like you, Dad,
You know I'm gonna be like you."
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
Well, my son turned ten just the other day.
He said, "Thanks for the ball, Dad. Come on, let's play.
Could you teach me to throw?"
I said, "Not today. I got a lot to do."
He said, "That's okay." And he walked away and he smiled and he said,
"You know, I'm gonna be like him, yeah.
You know I'm gonna be like him."
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
Well, he came from college just the other day,
So much like a man I just had to say,
"I'm proud of you. Could you sit for a while?"
He shook his head and he said with a smile,
"What I'd really like, Dad, is to borrow the car keys.
See you later. Can I have them please ?"
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
I've long since retired, my son's moved away.
I called him up just the other day.
"I'd like to see you, if you don't mind."
He said, "I'd love to, Dad, if I could find the time.
You see my new job's a hassle and the kids have the flu,
But it's sure nice talkin' to you, Dad.
It's been sure nice talkin' to you."
And as I hung up the phone it occurred to me,
He'd grown up just like me.
My boy was just like me.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
My child arrived just the other day
Came to the world in the usual way
But there were planes to catch and bills to pay
He learned to walk while I was away
He was talkin' 'fore I knew it
And as he grew he said,
"I'm gonna be like you, Dad,
You know I'm gonna be like you."
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
Well, my son turned ten just the other day.
He said, "Thanks for the ball, Dad. Come on, let's play.
Could you teach me to throw?"
I said, "Not today. I got a lot to do."
He said, "That's okay." And he walked away and he smiled and he said,
"You know, I'm gonna be like him, yeah.
You know I'm gonna be like him."
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
Well, he came from college just the other day,
So much like a man I just had to say,
"I'm proud of you. Could you sit for a while?"
He shook his head and he said with a smile,
"What I'd really like, Dad, is to borrow the car keys.
See you later. Can I have them please ?"
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
I've long since retired, my son's moved away.
I called him up just the other day.
"I'd like to see you, if you don't mind."
He said, "I'd love to, Dad, if I could find the time.
You see my new job's a hassle and the kids have the flu,
But it's sure nice talkin' to you, Dad.
It's been sure nice talkin' to you."
And as I hung up the phone it occurred to me,
He'd grown up just like me.
My boy was just like me.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man 'n the moon.
"When you comin' home?"
"Son, I don't know when. We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
1000
14 meses;
228 posts;
1000 visitas;
Média de 71 visitas por mês;
Média de 16 posts por mês;
Agradeço a todos os que fizeram o favor de mandar uns hits nesta merda de blog.
De qualquer forma, gostaria de dar uma péssima notícia.
Este blog e este Pato vão continuar com a sua presença neste grande mundo que é a Rede!
O Pato M@rques vai continuar a sua vidinha escrevendo histórias sarcástico-deprimentes e aponta agora para as 2000 visitas daqui a seis meses... ou não.
Nos momentos felizes e tristes, continuarei a publicar até que a asa me doa!
E quando os Oceanos invadirem as terras e inundarem até as zonas mais altas, recordem que o Pato M@rques e o seu blog, serão os únicos sobreviventes... porque a Merda flutua!
228 posts;
1000 visitas;
Média de 71 visitas por mês;
Média de 16 posts por mês;
Agradeço a todos os que fizeram o favor de mandar uns hits nesta merda de blog.
De qualquer forma, gostaria de dar uma péssima notícia.
Este blog e este Pato vão continuar com a sua presença neste grande mundo que é a Rede!
O Pato M@rques vai continuar a sua vidinha escrevendo histórias sarcástico-deprimentes e aponta agora para as 2000 visitas daqui a seis meses... ou não.
Nos momentos felizes e tristes, continuarei a publicar até que a asa me doa!
E quando os Oceanos invadirem as terras e inundarem até as zonas mais altas, recordem que o Pato M@rques e o seu blog, serão os únicos sobreviventes... porque a Merda flutua!
30/05/2007
29/05/2007
Esquisitices...
A respeito das conversas dos últimos dias acerca da minha esquisitice, gostaria apenas de expor uma história que passarei a contar dentro de algumas linhas. Devo referir que cada um deverá interpretar a mesma como desejar, adiantando já que não tecerei comentários de quaisquer tipos relativamente à dita cuja.
Aproveitei a história, que me foi hoje enviada por email, para mais uma piada sarcástica... como podem verificar, um dos motivos pelos quais sou tão esquisito é precisamente a tentativa (inútil, muitas vezes) de não cometer erros, tomando sempre a atitude mais correcta, e não a mais óbvia.
"
Um pato tinha três namoradas e não sabia com qual delas deveria casar.
Resolveu, então, fazer um teste para ver qual estava mais apta a ser a sua pata. Tirou 15 mil euros do banco, deu 5 mil para cada uma e disse:
- Gastem como quiserem.
A primeira foi ao shopping, comprou roupas, jóias, foi ao cabeleireiro, salão de beleza, etc. Voltou para o pato e disse:
- Gastei todo o teu dinheiro para ficar mais bonita para ti, para te agradar. Tudo isso porque te amo.
A segunda foi ao mesmo shopping, comprou roupas para ele, um leitor de CD, uma televisão LCD, dois pares de ténis para jogar basquetebol, tacos de golfe e filmes porno. Voltou para o pato e disse:
- Gastei todo o teu dinheiro para te fazer mais feliz, para te agradar. Tudo isso porque te amo.
A terceira pegou no dinheiro e aplicou-o em acções. Em três dias duplicou o investimento, devolveu os 5 mil Euros para o pato e disse:
- Apliquei o teu dinheiro e ganhei o meu. Agora posso fazer o que quiser com o meu dinheiro. Tudo isso porque te amo.
Então o pato pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou, (os patos pensam muito...)
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou, (os patos pensam mesmo muito...)
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
E casou com aquela que tinha as mamas maiores!
Sim, porque um pato pensa muito, mas no final faz sempre asneira...
"
Aproveitei a história, que me foi hoje enviada por email, para mais uma piada sarcástica... como podem verificar, um dos motivos pelos quais sou tão esquisito é precisamente a tentativa (inútil, muitas vezes) de não cometer erros, tomando sempre a atitude mais correcta, e não a mais óbvia.
"
Um pato tinha três namoradas e não sabia com qual delas deveria casar.
Resolveu, então, fazer um teste para ver qual estava mais apta a ser a sua pata. Tirou 15 mil euros do banco, deu 5 mil para cada uma e disse:
- Gastem como quiserem.
A primeira foi ao shopping, comprou roupas, jóias, foi ao cabeleireiro, salão de beleza, etc. Voltou para o pato e disse:
- Gastei todo o teu dinheiro para ficar mais bonita para ti, para te agradar. Tudo isso porque te amo.
A segunda foi ao mesmo shopping, comprou roupas para ele, um leitor de CD, uma televisão LCD, dois pares de ténis para jogar basquetebol, tacos de golfe e filmes porno. Voltou para o pato e disse:
- Gastei todo o teu dinheiro para te fazer mais feliz, para te agradar. Tudo isso porque te amo.
A terceira pegou no dinheiro e aplicou-o em acções. Em três dias duplicou o investimento, devolveu os 5 mil Euros para o pato e disse:
- Apliquei o teu dinheiro e ganhei o meu. Agora posso fazer o que quiser com o meu dinheiro. Tudo isso porque te amo.
Então o pato pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou, (os patos pensam muito...)
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou, (os patos pensam mesmo muito...)
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
pensou,
E casou com aquela que tinha as mamas maiores!
Sim, porque um pato pensa muito, mas no final faz sempre asneira...
"
27/05/2007
983
983...
Este foi o número de visitas que consegui angariar num ano e um mês.
Não é mau, sobretudo quando sou um pato que javarda nesta bela poça de lama que é o meu blog, e onde quatro em cada 983 leitores deixam um comentário...
Bom, queria apenas pedir que continuem a visitar o meu blog que nem uns doidos, para eu escrever o post das 999 visitas o mais depressa possível.
Apesar disto ser uma conversa que mais merdosa é tecnicamente impossível, apelo ao vosso bom-senso para que indiquem aos vossos amigos para visitarem o meu blog.
É uma cena diferente, muito encoberta por um manto de humor negro e macabro, mas muito muito porreira!
Lembrem-se apenas:
UM DIA DOMINAREI O MUNDO, O PLANETA!!! E TODOS AQUELES QUE NÃO VISITARAM O MEU BLOG SERÃO PERSEGUIDOS, CAÇADOS E AS SUAS CARCAÇAS EXPOSTAS EM PRAÇA PÚBLICA PELOS MEUS PATORIANOS!!!
O DIA DO JULGAMENTO ESTÁ A CAMINHO E JÁ NADA O PODE PARAR!!!
AH, AH, AH!!!! (leiam este risinho com um tom sinistro)
EU SEI QUEM VOCÊS SÃO E ONDE VIVEM!!!
VISITEM O MEU BLOG OU VIRÃO A SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS!!!
AH, AH, AH!!!! (este devem ler imaginando a gargalhada a ecoar e a afastar-se no meio da névoa)
E pronto, agora que já dei azo ao meu delírio, vou meter as gotas e fazer a barba para amanhã... bem podem rezar para que me corte todo com a lâmina, embora não adiante de nada, porque os gajos raramente atendem os nossos pedidos...
Este foi o número de visitas que consegui angariar num ano e um mês.
Não é mau, sobretudo quando sou um pato que javarda nesta bela poça de lama que é o meu blog, e onde quatro em cada 983 leitores deixam um comentário...
Bom, queria apenas pedir que continuem a visitar o meu blog que nem uns doidos, para eu escrever o post das 999 visitas o mais depressa possível.
Apesar disto ser uma conversa que mais merdosa é tecnicamente impossível, apelo ao vosso bom-senso para que indiquem aos vossos amigos para visitarem o meu blog.
É uma cena diferente, muito encoberta por um manto de humor negro e macabro, mas muito muito porreira!
Lembrem-se apenas:
UM DIA DOMINAREI O MUNDO, O PLANETA!!! E TODOS AQUELES QUE NÃO VISITARAM O MEU BLOG SERÃO PERSEGUIDOS, CAÇADOS E AS SUAS CARCAÇAS EXPOSTAS EM PRAÇA PÚBLICA PELOS MEUS PATORIANOS!!!
O DIA DO JULGAMENTO ESTÁ A CAMINHO E JÁ NADA O PODE PARAR!!!
AH, AH, AH!!!! (leiam este risinho com um tom sinistro)
EU SEI QUEM VOCÊS SÃO E ONDE VIVEM!!!
VISITEM O MEU BLOG OU VIRÃO A SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS!!!
AH, AH, AH!!!! (este devem ler imaginando a gargalhada a ecoar e a afastar-se no meio da névoa)
E pronto, agora que já dei azo ao meu delírio, vou meter as gotas e fazer a barba para amanhã... bem podem rezar para que me corte todo com a lâmina, embora não adiante de nada, porque os gajos raramente atendem os nossos pedidos...
26/05/2007
25/05/2007
Quem?
A maior parte talvez só conheça a música do genérico de uma série de TV muito famosa... Mas são 9 min de The Who simplesmente brutais!
Subscrever:
Mensagens (Atom)







