14/11/2008
mais asneira
Nos meus bons tempos de semi-finalista, enquanto procurava o primeiro emprego estável (emprego estável... ahahahhahaah, coisa com piada), acabei por ser entrevistado para comercial de uma empresa.
Tendo passado os vários testes que me foram propostos, um último foi feito com um frente-a-frente com a directora do local...
Basicamente, pediu-me para lhe tentar vender o meu telemóvel.
Acontece que na altura tinha um telemóvel de cariz bem mais desportivo, um agora velhinho e fóssil Nokia 5140i... e a pobre senhora era tudo menos atlética.
"Se você for mesmo bom, consegue até vender areia no deserto..."
"Pois, é um facto" - pensava eu - "chato é tentar vender Coca-Cola Light a um besugo... mas vamos tentar"
Mostrando muita estupidez ou muita irreverência, a primeira coisa que me ocorreu dizer (lá está, o tal problema de falar primeiro e pensar depois) foi: "Sabe, tem ar de quem faz muito desporto... não estaria interessada em comprar o topo de gama dos sport-phones?"
Em milésimos de segundo consegui atingir a pedrada no charco que tinha mandado. Felizmente nem sequer tirei o casaco, porque as manchas de suor já iam ao umbigo...
Mas que grande animal... "tem ar de quem faz muito desporto..."; considerando que a senhora era bem maior que eu, só me ocorria que ela iria despachar-me dali à chapada (bem, não seria a primeira...). Curiosamente, deixou-me continuar no meu imbecil e triste monólogo de venda.
Falei durante meia-hora... felizmente a minha tara das tecnologias tinha-me levado a ler o manual do telemóvel no dia anterior, numa visita à casa-de-banho. Sabia todas as especificações do telemóvel, o que fazia, o que não fazia, os pontos fracos... e até consegui associar aquela merda a uma "arma de arremesso para senhoras indefesas, ao serem assaltadas".
Aos 31 minutos ela diz-me: "Ouça... pode parar. Está visto que é um bom vendedor e conhece o produto. Por mim, começa já amanhã. Mas por favor, eu compro-lhe o telemóvel se você se calar!"
Achei positivo. Senti-me como o vendedor de Bíblias gago que batia à porta da malta e perguntava: "que-que-que-que-quer comprar ou que-que-que-que-quer que eu leia?"
As porteiras têm uma capacidade inata para que fiquemos com vontade de lhes enfiar a esfregona pelo rabo acima e o balde pelos cornos abaixo.
É uma simbiose justa e relevante.
Alguém me explica por que motivo lavam sempre as escadas a meio do dia? Procuram sempre a hora mais movimentada nas escadas para meter a vassoura de molho.
Um animal vai muito bem a passar, passeando os cabos de rede de categoria 6 (que são muito bons para as chibatadas... melhores que os 5E) e manda uma cuzada valente no chão porque está tudo ainda húmido.
Voam computadores que seguiam no transporte, teclados e nós próprios.
Creio que só pensamos "putaaaaaa", nos momentos que antecedem a aterragem.
Giro é que quando não vamos com os cornos ao chão, ficamos a pensar que somos uns cretinos porque andamos a pisar o trabalho dos outros.
"Também não gosto que me pisem os cabos de rede!!!"
Começo a pensar no Natal que, este ano, deverá apontar para o politicamente correcto. Ou não. Mas logo se vê.
Neste momento, a minha grande dúvida são as etiquetas onde se coloca o nome. Pais Natal com o nome, ou etiquetas brancas, daquelas que uso para colar nos sacos da carne que vão para o congelador?
O pior seria a força do hábito e a probabilidade extremamente elevada de escrever "rins de porco para grelhar" num qualquer livro, perfume ou bolas chinesas.
Tendo passado os vários testes que me foram propostos, um último foi feito com um frente-a-frente com a directora do local...
Basicamente, pediu-me para lhe tentar vender o meu telemóvel.
Acontece que na altura tinha um telemóvel de cariz bem mais desportivo, um agora velhinho e fóssil Nokia 5140i... e a pobre senhora era tudo menos atlética.
"Se você for mesmo bom, consegue até vender areia no deserto..."
"Pois, é um facto" - pensava eu - "chato é tentar vender Coca-Cola Light a um besugo... mas vamos tentar"
Mostrando muita estupidez ou muita irreverência, a primeira coisa que me ocorreu dizer (lá está, o tal problema de falar primeiro e pensar depois) foi: "Sabe, tem ar de quem faz muito desporto... não estaria interessada em comprar o topo de gama dos sport-phones?"
Em milésimos de segundo consegui atingir a pedrada no charco que tinha mandado. Felizmente nem sequer tirei o casaco, porque as manchas de suor já iam ao umbigo...
Mas que grande animal... "tem ar de quem faz muito desporto..."; considerando que a senhora era bem maior que eu, só me ocorria que ela iria despachar-me dali à chapada (bem, não seria a primeira...). Curiosamente, deixou-me continuar no meu imbecil e triste monólogo de venda.
Falei durante meia-hora... felizmente a minha tara das tecnologias tinha-me levado a ler o manual do telemóvel no dia anterior, numa visita à casa-de-banho. Sabia todas as especificações do telemóvel, o que fazia, o que não fazia, os pontos fracos... e até consegui associar aquela merda a uma "arma de arremesso para senhoras indefesas, ao serem assaltadas".
Aos 31 minutos ela diz-me: "Ouça... pode parar. Está visto que é um bom vendedor e conhece o produto. Por mim, começa já amanhã. Mas por favor, eu compro-lhe o telemóvel se você se calar!"
Achei positivo. Senti-me como o vendedor de Bíblias gago que batia à porta da malta e perguntava: "que-que-que-que-quer comprar ou que-que-que-que-quer que eu leia?"
As porteiras têm uma capacidade inata para que fiquemos com vontade de lhes enfiar a esfregona pelo rabo acima e o balde pelos cornos abaixo.
É uma simbiose justa e relevante.
Alguém me explica por que motivo lavam sempre as escadas a meio do dia? Procuram sempre a hora mais movimentada nas escadas para meter a vassoura de molho.
Um animal vai muito bem a passar, passeando os cabos de rede de categoria 6 (que são muito bons para as chibatadas... melhores que os 5E) e manda uma cuzada valente no chão porque está tudo ainda húmido.
Voam computadores que seguiam no transporte, teclados e nós próprios.
Creio que só pensamos "putaaaaaa", nos momentos que antecedem a aterragem.
Giro é que quando não vamos com os cornos ao chão, ficamos a pensar que somos uns cretinos porque andamos a pisar o trabalho dos outros.
"Também não gosto que me pisem os cabos de rede!!!"
Começo a pensar no Natal que, este ano, deverá apontar para o politicamente correcto. Ou não. Mas logo se vê.
Neste momento, a minha grande dúvida são as etiquetas onde se coloca o nome. Pais Natal com o nome, ou etiquetas brancas, daquelas que uso para colar nos sacos da carne que vão para o congelador?
O pior seria a força do hábito e a probabilidade extremamente elevada de escrever "rins de porco para grelhar" num qualquer livro, perfume ou bolas chinesas.
13/11/2008
caminito del Rey
Deparei-me com estas imagens algures...
Trata-se do "Caminho do Rei", um percurso perto de Málaga, Espanha; por ser extremamente perigoso, a passagem está vedada a turistas.
Procura-se malta com vontade de morrer para umas férias neste sítio.
Trata-se do "Caminho do Rei", um percurso perto de Málaga, Espanha; por ser extremamente perigoso, a passagem está vedada a turistas.
Procura-se malta com vontade de morrer para umas férias neste sítio.
12/11/2008
do IT
Como cada um o faz...
Esta questão é interessante mas, mais interessante ainda é esta demonstração que encontrei refundida num canto obscuro da web.
Basicamente é uma listagem das várias formas que os matemáticos têm de o fazer. O quê, deixo ao vosso critério mais porco... Não me parece nada de jeitoso, e soa a detritos orgânicos espalhados por tudo quanto é têxtil na cavidade resinosa do quarto.
Tomei a liberdade de manter toda a estrutura na língua inglesa porque torna toda a sonoridade vocal bem mais divertida em todo o corpo cavernoso da teoria.
Eu pessoalmente, prefiro entre duas fatias de pão saloio, ligeiramente torradas e barradas com alho e manteiga. Um toque ligeiro de óregãos e mostarda-do-reino e fica pronto a aviar. tau.
Combinatorists do it as many ways as they can.
Combinatorists do it discretely.
(Logicians do it) or [not (logicians do it)].
Logicians do it by symbolic manipulation.
Algebraists do it in groups.
Algebraists do it in a ring.
Algebraists do it in a field.
Analysts do it continuously.
Real analysts do it almost everywhere.
Pure mathematicians do it rigorously.
Topologists do it openly.
Topologists do it on rubber sheets.
Dynamicists do it chaotically.
Operations researchers do it with models.
Mathematicians do it forever if they can do one and can do one more.
Cantor did it diagonally.
Fermat tried to do it in the margin, but couldn't fit it in.
Galois did it the night before.
Möbius always does it on the same side.
Markov does it in chains.
Newton did it standing on the shoulders of giants.
Turing did it but couldn't decide if he'd finished.
Descartes did it planely and with a point.
The ancient Greek mathematicians did it irrationally.
Archimedes did it naked whilst running in the streets of Syracuse shouting EUREKA!!
Fibonacci did it in sequence.
Pythagoras did it with two legs at right angles, and a hypoteneus stretching out between them.
Cauchy kept getting closer and closer, but never got all the way there.
Newton liked to lie tangent to the curves, Riemann preferred the area under them.
Einstein said it's important not to stop.
Heisenberg was certain of the position he did it in, but unsure of the speed.
Schrödinger did it in a box until someone observed him. Then he collapsed.
Esta questão é interessante mas, mais interessante ainda é esta demonstração que encontrei refundida num canto obscuro da web.
Basicamente é uma listagem das várias formas que os matemáticos têm de o fazer. O quê, deixo ao vosso critério mais porco... Não me parece nada de jeitoso, e soa a detritos orgânicos espalhados por tudo quanto é têxtil na cavidade resinosa do quarto.
Tomei a liberdade de manter toda a estrutura na língua inglesa porque torna toda a sonoridade vocal bem mais divertida em todo o corpo cavernoso da teoria.
Eu pessoalmente, prefiro entre duas fatias de pão saloio, ligeiramente torradas e barradas com alho e manteiga. Um toque ligeiro de óregãos e mostarda-do-reino e fica pronto a aviar. tau.
Combinatorists do it as many ways as they can.
Combinatorists do it discretely.
(Logicians do it) or [not (logicians do it)].
Logicians do it by symbolic manipulation.
Algebraists do it in groups.
Algebraists do it in a ring.
Algebraists do it in a field.
Analysts do it continuously.
Real analysts do it almost everywhere.
Pure mathematicians do it rigorously.
Topologists do it openly.
Topologists do it on rubber sheets.
Dynamicists do it chaotically.
Operations researchers do it with models.
Mathematicians do it forever if they can do one and can do one more.
Cantor did it diagonally.
Fermat tried to do it in the margin, but couldn't fit it in.
Galois did it the night before.
Möbius always does it on the same side.
Markov does it in chains.
Newton did it standing on the shoulders of giants.
Turing did it but couldn't decide if he'd finished.
Descartes did it planely and with a point.
The ancient Greek mathematicians did it irrationally.
Archimedes did it naked whilst running in the streets of Syracuse shouting EUREKA!!
Fibonacci did it in sequence.
Pythagoras did it with two legs at right angles, and a hypoteneus stretching out between them.
Cauchy kept getting closer and closer, but never got all the way there.
Newton liked to lie tangent to the curves, Riemann preferred the area under them.
Einstein said it's important not to stop.
Heisenberg was certain of the position he did it in, but unsure of the speed.
Schrödinger did it in a box until someone observed him. Then he collapsed.
11/11/2008
10/11/2008
o vírus
Diário de Bordo.
11 de Novembro do ano da Graça de 2008.
Navegando há meses em alto mar, sem água ou fruta fresca, os homens estão a um bico da revolta.
No lindo dia de hoje, tentei cheirar as mais belas flores e plantinhas que abundam ainda nos jardins. O sol, esse, espreitava feliz e contente detrás das nuvenzinhas de enxofre que se formava, aguardando o dia do Juízo Final, em que os Cavaleiros nos irão encontrar estendidos e secos algures, com os vermes a roerem-nos o pouco que sobrar dos ossos.
Não sei porquê, mas hoje acordei a apetecer-me ser um porco machista.
As mulheres são como os Bancos. Julgam-nos spreads, acham que podem fazer oscilar a nossa capacidade de lhes dar mais ou menos valor acrescentado. Ora exageram na taxa de juro, ora estão prontas a desvalorizar a malta ao máximo.
Mas o que importa é que mais cedo ou mais tarde, o Banco acaba sempre por nos lixar.
Até os pequenos Bancos se agarram a nós e passam-nos uma constipação que nos faz vomitar os pulmões pelo umbigo.
Não sinto os cornos nem o fundo da laringe. Os olhos estão a inchar e a ver cada vez menos em profundidade.
Estava a ver no outro dia as notícias e parece que os socialistas se destacam agora com 38.6 por cento das intenções de voto.
Eu sinceramente ainda não percebi muito bem esta gente.
Compreendo que a nossa gama de escolha não é muito grande. Temos pedrados e lunáticos de um lado, e cabrões e filhos da puta do outro. Independentemente do que façamos, é sempre mais um conas que se vai encher para o poleiro. Mas, pelo amor do tipo lá de cima... é preciso meter sempre lá os mesmos??? Vocês não aprendem???
Este ano passou num instante.
Estou com a sensação que ainda ontem era Natal. Devido à proximidade da época, é bem possível que, de um momento para o outro, o tempo possa ter começado a contar ao contrário. Pelo menos é fisicamente possível, embora improvável.
Assim sendo, o Natal teria sido há dois meses.
Hummm... até faz sentido. Epah, que grande merda! Já estamos em Fevereiro! FODA-SE!
Aquela cena da comparação da curvatura natural do Universo a uma pizza fatiada (deu no Discovery...) e a correspondente manipulação da estrutura temporal continua a dar que pensar.
Ocorreu-me que normalmente, as coisas ou são carne ou são peixe.
A não ser que encontremos um besugo disfarçado de vaca. Ou então uma vaca disfarçada de besugo.
A transexualidade tem destas cenas.
Um dia passa um porco na rua com uma tanga rendada a saltar como um elefante.
Isto se os elefantes saltassem.
Ou se usassem tanga.
A bem dizer, o facto é que nos encontramos todos a caminhar para a loucura completa.
MUWAHHHAAAAHAHAHAHAHA!
11 de Novembro do ano da Graça de 2008.
Navegando há meses em alto mar, sem água ou fruta fresca, os homens estão a um bico da revolta.
No lindo dia de hoje, tentei cheirar as mais belas flores e plantinhas que abundam ainda nos jardins. O sol, esse, espreitava feliz e contente detrás das nuvenzinhas de enxofre que se formava, aguardando o dia do Juízo Final, em que os Cavaleiros nos irão encontrar estendidos e secos algures, com os vermes a roerem-nos o pouco que sobrar dos ossos.
Não sei porquê, mas hoje acordei a apetecer-me ser um porco machista.
As mulheres são como os Bancos. Julgam-nos spreads, acham que podem fazer oscilar a nossa capacidade de lhes dar mais ou menos valor acrescentado. Ora exageram na taxa de juro, ora estão prontas a desvalorizar a malta ao máximo.
Mas o que importa é que mais cedo ou mais tarde, o Banco acaba sempre por nos lixar.
Até os pequenos Bancos se agarram a nós e passam-nos uma constipação que nos faz vomitar os pulmões pelo umbigo.
Não sinto os cornos nem o fundo da laringe. Os olhos estão a inchar e a ver cada vez menos em profundidade.
Estava a ver no outro dia as notícias e parece que os socialistas se destacam agora com 38.6 por cento das intenções de voto.
Eu sinceramente ainda não percebi muito bem esta gente.
Compreendo que a nossa gama de escolha não é muito grande. Temos pedrados e lunáticos de um lado, e cabrões e filhos da puta do outro. Independentemente do que façamos, é sempre mais um conas que se vai encher para o poleiro. Mas, pelo amor do tipo lá de cima... é preciso meter sempre lá os mesmos??? Vocês não aprendem???
Este ano passou num instante.
Estou com a sensação que ainda ontem era Natal. Devido à proximidade da época, é bem possível que, de um momento para o outro, o tempo possa ter começado a contar ao contrário. Pelo menos é fisicamente possível, embora improvável.
Assim sendo, o Natal teria sido há dois meses.
Hummm... até faz sentido. Epah, que grande merda! Já estamos em Fevereiro! FODA-SE!
Aquela cena da comparação da curvatura natural do Universo a uma pizza fatiada (deu no Discovery...) e a correspondente manipulação da estrutura temporal continua a dar que pensar.
Ocorreu-me que normalmente, as coisas ou são carne ou são peixe.
A não ser que encontremos um besugo disfarçado de vaca. Ou então uma vaca disfarçada de besugo.
A transexualidade tem destas cenas.
Um dia passa um porco na rua com uma tanga rendada a saltar como um elefante.
Isto se os elefantes saltassem.
Ou se usassem tanga.
A bem dizer, o facto é que nos encontramos todos a caminhar para a loucura completa.
MUWAHHHAAAAHAHAHAHAHA!
09/11/2008
i'm a belieeeever
O pessoal tende a não acreditar em mim.Não devo ter um ar muito sério, seja pela barba mal-feita ou pelo ar alucinado. A pergunta óbvia é sempre "a sério???".
"Não... apeteceu-me fazer uma piada..."
No outro dia alguém me respondeu com um brilhante "juras pela saúdinha da tua Mãe?".
Epa, não sei ao certo por que raio metem sempre a minha Mãe ao barulho, mas sim, quis ser agradável e tentei ser o mais honesto possível sem me chatear... "não, tu não ias querer que eu jurasse pela saúde dela; se o fizesse estaria a mentir...".
No outro dia um leitor atento perguntou-me como era eu capaz de fazer tantas piadas a respeito da morte da minha Mãe.
Resposta fácil... já abordei isto várias vezes. Quando um gajo topa que está sozinho, qual gorila órfão enfiado no meio da selva, das duas uma: ou se senta debaixo de uma árvore a chorar, ou então procura sobreviver e gerir as coisas à sua maneira. Possivelmente ninguém compreenderá, possivelmente a única pessoa que compreenderia está num pote, possivelmente nem eu mesmo compreendo.
Sempre que vou ao barbeiro prometo a mim mesmo que nunca lá mais vou voltar. A cabeleireira que trabalha para ele não consegue estar dez segundos calada.
"blá-blá-blá-blá... e hoje tenho um alto aqui na cabeça..."
"Será um corno?" - pensei
"dá cá o dedo, dá cá o dedo para sentires"
E agarrou-me no dedo e espetou-mo na cabeça dela para eu sentir o tal altinho...
Senti-me violado.
De facto, ainda me sinto meio sujo.
Já é meio surreal, o facto da janela da casa de banho dar para o acesso da casa da vizinha.
O que chateia é um gajo não poder fazer o barulho que quer na sanita porque a vizinha está a falar ao telemóvel do lado de lá da parede.
"Tão vá, beijinhos grandes..."
Vamos lá a ver... o que raio é um 'beijinho grande'? Isto quer dizer que também há beijinhos pequenos?
Só por si isto já é uma incoerência abominável e sinistra... um beijinho é algo pequenino. Mas depois fica grande? Beijinho grande? Melhor só mesmo as beijocas fofas...
Eu já tinha falado algures acerca dos beijos, mas um beijo é um beijo, não há como o distorcer numa vertente marada com agregações de grandes, fofos ou pequenos.
É mesmo inconsistente, como se avaliássemos a dimensão do beijo de acordo com o gostarmos mais ou menos do destinatário... e fazem sempre questão de utilizar o apêndice: "fofos", "grandes", "do tamanho do mundo"...
Uma boa alma fez questão de me indicar onde se vendem os míticos chapéuzinhos de chocolate. Uma outra boa alma, deu-me efectivamente dois chapéuzinhos de chocolate. Uma terceira alma disse que eu estava doido.
No seu todo, creio que foi positivo.
Meu Deus, há imenso tempo que não comia disto...
De qualquer forma, tenho olhado atentamente em meu redor e continuo sem ver o raio dos chapéuzinhos de chocolate.
Escondem-se de mim, possivelmente.
Estava a tentar pensar com os meu botões. O gajo da Fábrica de Chocolate também procurava uma família. Eu tento adaptar-me à que me caiu de repente nos cornos.
Semelhanças? Poucas. Adoro chocolate, talvez seja isso.
Deve ser uma acção concertada da parte dos revolucionários da República do Chocolate.
08/11/2008
07/11/2008
go'to
Hoje, e para ser ligeiramente diferente, vou falar do que gosto, em vez de estar aqui a queixar-me aos bits.
Gosto desta hora da madrugada, gosto de ser o único ser vivo a pé no prédio, gosto de ser o último a abandonar o messenger, quando todos os outros já se desligaram.
Gosto de fazer o jantar e sentar-me descansadinho na sala, com a televisão de um lado e o portátil do outro.
Gosto de estar horas a fio a enlouquecer, enquanto conto o número de vezes que cada uma das luzinhas no router pisca.
Gosto de passar o dia a tentar fazer o que de melhor faço. Gosto de fazer o que gosto e isso reflecte-se no que faço. Gosto mesmo do que faço.
Gosto de pegar no carro e andar por aí... em alternativa, e sempre que o preço do combustível começa a contrariar o meu salário, gosto de andar a pé, deambular sem rumo, aqui e ali.
Gosto do meu leitor de mp3. Gosto dos meus mp3 dentro do leitor de mp3. Gosto de passar 12 horas do dia a ouvir os meus mp3...
Gosto de ver os emails, gosto de saber que estou sempre disponível, gosto de ser mais um imbecil que por aqui anda.
Gosto de errar e aprender.
Gosto do duche quente de manhã. Gosto de sentir a água gelada nas costas sempre que o esquentador falha.
Gosto de acordar de manhã e saber que logo à noite vou gostar de fazer isto tudo novamente.
Sou humano. Gosto de dizer "Foda-se". Foda-se.
Gosto desta hora da madrugada, gosto de ser o único ser vivo a pé no prédio, gosto de ser o último a abandonar o messenger, quando todos os outros já se desligaram.
Gosto de fazer o jantar e sentar-me descansadinho na sala, com a televisão de um lado e o portátil do outro.
Gosto de estar horas a fio a enlouquecer, enquanto conto o número de vezes que cada uma das luzinhas no router pisca.
Gosto de passar o dia a tentar fazer o que de melhor faço. Gosto de fazer o que gosto e isso reflecte-se no que faço. Gosto mesmo do que faço.
Gosto de pegar no carro e andar por aí... em alternativa, e sempre que o preço do combustível começa a contrariar o meu salário, gosto de andar a pé, deambular sem rumo, aqui e ali.
Gosto do meu leitor de mp3. Gosto dos meus mp3 dentro do leitor de mp3. Gosto de passar 12 horas do dia a ouvir os meus mp3...
Gosto de ver os emails, gosto de saber que estou sempre disponível, gosto de ser mais um imbecil que por aqui anda.
Gosto de errar e aprender.
Gosto do duche quente de manhã. Gosto de sentir a água gelada nas costas sempre que o esquentador falha.
Gosto de acordar de manhã e saber que logo à noite vou gostar de fazer isto tudo novamente.
Sou humano. Gosto de dizer "Foda-se". Foda-se.
dizem por aí...
O último, ponderado e único pensamento da noite.
A razão actual é de sete mulheres para cada homem.
Dessas sete, duas são menores, uma é lésbica, outra não está interessada, e as restantes têm mais de sessenta anos.
Mesmo assim, há um cabrão algures que deve ter as minhas sete...
A razão actual é de sete mulheres para cada homem.
Dessas sete, duas são menores, uma é lésbica, outra não está interessada, e as restantes têm mais de sessenta anos.
Mesmo assim, há um cabrão algures que deve ter as minhas sete...
06/11/2008
as horas
Hoje tive o prazer (ou não) de chegar a casa depois das 22.
O trabalho tem destas coisas. Tem sempre piada saber que há malta que fica a trabalhar muito para além da hora de saída, por vezes até para além da hora de entrada, lol... mas o que é giro é um gajo variar e ter o prazer de apagar as luzes no escritório. O poder num botãozinho no quadro eléctrico. Wii!
Já não tinha esta sensação desde que acabei o curso.
E também já não me lembrava do tarado do meu vizinho que fuma charros na escuridão da entrada do prédio e que gagueja aquele sombrio "Bo-bo-bo-bo-bo-bo-a noite"; aquela merda arrepia a sério.
O velhote está sempre com uma pedra brutal e mal se aguenta em pé.
A reacção é sempre a mesma. "Foda-se! (cagaço valente)".
Constatei algo triste há alguns dias.
Ninguém me escreve.
Um gajo antes ainda recebia aquelas cartas manhosas de publicidade personalizada do Professor Karamba ou da Madame Vailavai; até aquelas cartas simpáticas da Clix quando o recibo de pagamento ficava esquecido no fundo da mala...
Agora um tipo tem tudo em débito directo, a factura é electrónica e as leituras de luz e água podem ser enviadas pela internet.
Há duas semanas que a caixa de correio só recebe a Dica da Semana. Perdeu-se todo e qualquer contacto humano.
Acho que se fosse uma caixa de correio ficaria altamente deprimido.
Aliás, estou prestes a começar a escrever a mim mesmo só por dois motivos: para o carteiro ter o trabalho de meter a carta na caixa e para a mesma não se sentir só e abandonada.
Em compensação, tenho a mailbox com 3957 emails não lidos. Que bom, nunca mais me sentirei só...
Tenho um dermatologista.
Não no sentido de posse, porque na verdade não tenho um médico só para mim. Digo-o no sentido de que é o meu único dermatologista, embora seja o dermatologista de muitas outras pessoas.
As pessoas dizem que eu tenho problemas. É um facto, mas quem não os tem? Contudo, creio que o meu dermatologista deve ter um problema beeem grave.
Sempre que lá vou procuro estender-lhe a mão para o cumprimentar. O bronco foge sempre ou, no pior dos casos, deixa-me apertar-lhe a ponta dos dedos e depois lava as patas à minha frente.
É um facto que a malta com profissões muito específicas torna-se paranóica com o seu trabalho, mas aquele gajo abusa. Não ando propriamente a enfiar as mãos nos rabo antes de o cumprimentar...
Por algum motivo que me ultrapassa, os tipos das fraldas continuam a enviar-me um email a dizer que o meu bebé já tem x semanas.
Já nem sequer vou comentar esta parte. Mas é manhoso.
O trabalho tem destas coisas. Tem sempre piada saber que há malta que fica a trabalhar muito para além da hora de saída, por vezes até para além da hora de entrada, lol... mas o que é giro é um gajo variar e ter o prazer de apagar as luzes no escritório. O poder num botãozinho no quadro eléctrico. Wii!
Já não tinha esta sensação desde que acabei o curso.
E também já não me lembrava do tarado do meu vizinho que fuma charros na escuridão da entrada do prédio e que gagueja aquele sombrio "Bo-bo-bo-bo-bo-bo-a noite"; aquela merda arrepia a sério.
O velhote está sempre com uma pedra brutal e mal se aguenta em pé.
A reacção é sempre a mesma. "Foda-se! (cagaço valente)".
Constatei algo triste há alguns dias.
Ninguém me escreve.
Um gajo antes ainda recebia aquelas cartas manhosas de publicidade personalizada do Professor Karamba ou da Madame Vailavai; até aquelas cartas simpáticas da Clix quando o recibo de pagamento ficava esquecido no fundo da mala...
Agora um tipo tem tudo em débito directo, a factura é electrónica e as leituras de luz e água podem ser enviadas pela internet.
Há duas semanas que a caixa de correio só recebe a Dica da Semana. Perdeu-se todo e qualquer contacto humano.
Acho que se fosse uma caixa de correio ficaria altamente deprimido.
Aliás, estou prestes a começar a escrever a mim mesmo só por dois motivos: para o carteiro ter o trabalho de meter a carta na caixa e para a mesma não se sentir só e abandonada.
Em compensação, tenho a mailbox com 3957 emails não lidos. Que bom, nunca mais me sentirei só...
Tenho um dermatologista.
Não no sentido de posse, porque na verdade não tenho um médico só para mim. Digo-o no sentido de que é o meu único dermatologista, embora seja o dermatologista de muitas outras pessoas.
As pessoas dizem que eu tenho problemas. É um facto, mas quem não os tem? Contudo, creio que o meu dermatologista deve ter um problema beeem grave.
Sempre que lá vou procuro estender-lhe a mão para o cumprimentar. O bronco foge sempre ou, no pior dos casos, deixa-me apertar-lhe a ponta dos dedos e depois lava as patas à minha frente.
É um facto que a malta com profissões muito específicas torna-se paranóica com o seu trabalho, mas aquele gajo abusa. Não ando propriamente a enfiar as mãos nos rabo antes de o cumprimentar...
Por algum motivo que me ultrapassa, os tipos das fraldas continuam a enviar-me um email a dizer que o meu bebé já tem x semanas.
Já nem sequer vou comentar esta parte. Mas é manhoso.
04/11/2008
algures para lá do arco-íris
(trim-trim) Chamada da ZON TvCabo...
"Sr. Pato Marques, gostaria de pagar mais 15€ por mês e ter acesso aos canais de cinema? Não paga os primeiros três meses portanto, vai poupar 45 Euros..."
Francamente, nunca percebi a ideia de me tentarem convencer que vou pagar mais por mês e, ao mesmo tempo, poupar... é sinistro. Aliás, a matemática inerente a todo este conceito seria capaz de colocar o mais brilhante dos génios a um cantinho. Adiar o pagamento por três meses, é poupança. O meu ex-professor de Investigação Operacional é que devia gostar da teoria... na dúvida, entra mais negativo, sai Teta mínimo.
"Ouça... o pouco tempo que passo em casa é a ver Fox e AXN; não lhe vou dar mais 15€ para não ver esses canais"
O tipo tinha voz de ser inteligente.
Inteligente ao ponto de apetecer enfiar-lhe uma Zon Box na tromba...
"Ah... então o seu problema é tempo... e quer aderir ao pacote de adultos ou também não tem tempo...?"
O problema desta malta é não entender que não é lógico ver pornografia paga na televisão, quando encontram o mesmo nos torrents e emule...
"Ouça, o XXL está desbloqueado nas madrugadas de quinta, sexta e sábado... acha mesmo que ia gastar o meu parco ordenado a comprar um canal de adultos? Mais depressa ia às putas..."
O Ice Tea. Já todos devem ter bebido Ice Tea. É um daqueles ícones da infância, talvez mais apagado que a Coca-Cola, mas está lá...
A lata indica que é um produto que deve beber-se fresco. Parece-me coerente, porque se não fosse suposto beber aquela merda fresca, também não teria sentido a bebida ter o nome de Ice.
Mesmo assim, há pessoal que teima em beber o Ice Tea ao natural.
Essa cena é aberrante. Se o Ice Tea fosse para beber natural, chamar-se-ia Natural Tea, ou Warm Tea ou merda parecida.
Um chá frio natural é como a Primavera sem Sol. Note-se que é Primavera, e não Prima Vera. Aliás, a Prima Vera com Sol seria altamente problemática pois resultaria na incineração de quem estivesse ao seu redor.
Há uns anos, lembro-me de comer aqueles chapéus de chuva feitos em chocolate. Eram uns pauzinhos brancos com um cone de chocolate lá espetado.
Aquilo era excelente. De repente, deixei de os ver à venda.
O meu sentimento nostálgico da infância leva-me a procurar em determinadas ocasiões pelos ditos chapéus.
Fico triste.
Não por mim, mas pelos chapéus. Acho indecente que, de um momento para o outro, e como dinossauros durante a extinção das espécies, tenham simplesmente desaparecido.
Tipo... QUERO UM CHAPÉU DE CHUVA DE CHOCOLATEEEEEE!!!!
Agora que penso nisso, também havia uns ursinhos de chocolate empalados num pauzinho de plástico.
Basicamente era apenas a parte da frente do urso - uns rectângulos de chocolate com a frente do urso lá gravada - espetada num pau. Os ursos eram feitos daquele chocolate com aroma de morango, baunilha ou laranja. Não me recordo da existência de mais sabores.
Um dia, desapareceram. Chapéu...
A primeira rapariga com quem me cruzei efectivamente foi a minha primeira colega de carteira, na primeira classe (tantos 'primeira'...)
Não me marcou propriamente. Aliás, já nem sequer me lembro da tromba dela. Até o nome já lá vai...
A única coisa que recordo como se tivesse sido ontem foi a primeira (lá está, mais um 'primeira') afirmação que me dirigiu (ah, e a cabeleira loura também) - agora que penso nisso, também deve ter sido a última:
- "E tu? És preto ou és cigano?"
Confesso que é algo que até hoje ainda me causa calafrios. Sobretudo por ser branco, mas pronto.
Por que raio se teria ela lembrado de tal coisa?
Já me perguntaram muita coisa, já me disseram muitas coisas... mas confesso que a do 'preto ou cigano' terá sido única.
Nos dias de hoje ainda faria sentido a questão... com a barba por fazer mais pareço um Lelo ou um Abdhul-Ali-Naoha. Mas com seis anos era algo estúpido.
Última questão: já viram algum cigano de óculos? Eu não...
"Sr. Pato Marques, gostaria de pagar mais 15€ por mês e ter acesso aos canais de cinema? Não paga os primeiros três meses portanto, vai poupar 45 Euros..."
Francamente, nunca percebi a ideia de me tentarem convencer que vou pagar mais por mês e, ao mesmo tempo, poupar... é sinistro. Aliás, a matemática inerente a todo este conceito seria capaz de colocar o mais brilhante dos génios a um cantinho. Adiar o pagamento por três meses, é poupança. O meu ex-professor de Investigação Operacional é que devia gostar da teoria... na dúvida, entra mais negativo, sai Teta mínimo.
"Ouça... o pouco tempo que passo em casa é a ver Fox e AXN; não lhe vou dar mais 15€ para não ver esses canais"
O tipo tinha voz de ser inteligente.
Inteligente ao ponto de apetecer enfiar-lhe uma Zon Box na tromba...
"Ah... então o seu problema é tempo... e quer aderir ao pacote de adultos ou também não tem tempo...?"
O problema desta malta é não entender que não é lógico ver pornografia paga na televisão, quando encontram o mesmo nos torrents e emule...
"Ouça, o XXL está desbloqueado nas madrugadas de quinta, sexta e sábado... acha mesmo que ia gastar o meu parco ordenado a comprar um canal de adultos? Mais depressa ia às putas..."
O Ice Tea. Já todos devem ter bebido Ice Tea. É um daqueles ícones da infância, talvez mais apagado que a Coca-Cola, mas está lá...
A lata indica que é um produto que deve beber-se fresco. Parece-me coerente, porque se não fosse suposto beber aquela merda fresca, também não teria sentido a bebida ter o nome de Ice.
Mesmo assim, há pessoal que teima em beber o Ice Tea ao natural.
Essa cena é aberrante. Se o Ice Tea fosse para beber natural, chamar-se-ia Natural Tea, ou Warm Tea ou merda parecida.
Um chá frio natural é como a Primavera sem Sol. Note-se que é Primavera, e não Prima Vera. Aliás, a Prima Vera com Sol seria altamente problemática pois resultaria na incineração de quem estivesse ao seu redor.
Há uns anos, lembro-me de comer aqueles chapéus de chuva feitos em chocolate. Eram uns pauzinhos brancos com um cone de chocolate lá espetado.
Aquilo era excelente. De repente, deixei de os ver à venda.
O meu sentimento nostálgico da infância leva-me a procurar em determinadas ocasiões pelos ditos chapéus.
Fico triste.
Não por mim, mas pelos chapéus. Acho indecente que, de um momento para o outro, e como dinossauros durante a extinção das espécies, tenham simplesmente desaparecido.
Tipo... QUERO UM CHAPÉU DE CHUVA DE CHOCOLATEEEEEE!!!!
Agora que penso nisso, também havia uns ursinhos de chocolate empalados num pauzinho de plástico.
Basicamente era apenas a parte da frente do urso - uns rectângulos de chocolate com a frente do urso lá gravada - espetada num pau. Os ursos eram feitos daquele chocolate com aroma de morango, baunilha ou laranja. Não me recordo da existência de mais sabores.
Um dia, desapareceram. Chapéu...
A primeira rapariga com quem me cruzei efectivamente foi a minha primeira colega de carteira, na primeira classe (tantos 'primeira'...)
Não me marcou propriamente. Aliás, já nem sequer me lembro da tromba dela. Até o nome já lá vai...
A única coisa que recordo como se tivesse sido ontem foi a primeira (lá está, mais um 'primeira') afirmação que me dirigiu (ah, e a cabeleira loura também) - agora que penso nisso, também deve ter sido a última:
- "E tu? És preto ou és cigano?"
Confesso que é algo que até hoje ainda me causa calafrios. Sobretudo por ser branco, mas pronto.
Por que raio se teria ela lembrado de tal coisa?
Já me perguntaram muita coisa, já me disseram muitas coisas... mas confesso que a do 'preto ou cigano' terá sido única.
Nos dias de hoje ainda faria sentido a questão... com a barba por fazer mais pareço um Lelo ou um Abdhul-Ali-Naoha. Mas com seis anos era algo estúpido.
Última questão: já viram algum cigano de óculos? Eu não...
03/11/2008
20.000 léguas submarinas
Acordamos de manhã e estranhamos.
Andamos às voltas, até que entendemos que, de facto, o que estamos a fazer é mesmo a andar às voltas. Não que queiramos mesmo andar às voltas, mas não temos alternativa. O problema deste tipo de aquários é mesmo serem redondos.
Partimos de um ponto e, quando menos esperamos, estamos de volta a esse ponto.
A questão é perfeitamente irritante e apta a enlouquecer-nos porque procuramos respostas às nossas questões, soluções para os nossos problemas e simetrias no nosso polígono existencial. Mas as respostas não existem, as soluções são tudo menos previsíveis e as simetrias, essas, são simplesmente inexistentes.
Como uma pequena carpa isolada no aquário, andamos a bater com o focinho no fundo, tentando procurar a pedrinha solta que resolveria tudo mas que nem sequer parece querer ser encontrada.
A obsessão com a cena do caril anda também a dar cabo de mim.
Acima de tudo, devo ter o intestino delgado inflamado. O grosso tende a ir pelo mesmo caminho.
No sábado a minha avó paterna teve a brilhante ideia de me fazer uma festa na cara.
Não estou habituado. Há muito tempo que não tenho acesso a esses tipos de demonstração de afecto ou lá o que sejam.
A primeira coisa que me passou pela cabeça foi qualquer coisa como "foda-se, o que faço agora?"
E efectivamente, nos milésimos de segundo que se seguiram, foi exactamente nisso que pensei. "Foda-se, foda-se, foda-se! O que faço????"
Momentos de pânico que me levam ao pânico, tal como seria objectivamente de esperar.
Seria bem mais agradável e previsível que me mandassem levar na peida.
Não gosto de surpresas! Não façam estas merdas!!!
Há cerca de três dias tive mais uma ideia brilhante. Enquanto procedia à remoção profilática da penugem da zona púbica sovacal, tomei a liberdade de observar os meus mamilos.
Reparando que aqueles cabelos espetados eram mesmo um bocado marados, e já que me encontrava no banho, de lâmina de barbear na mão... pensei: "por que não...?"
É o meu espírito de asneira sempre no seu melhor.
Mais um conselho aos jovens da Patolândia... não o façam.
Tem o mesmo efeito de andar a esfregar cubos de gelo no peito, com a desvantagem de passar o fim de semana a esfregar - perdão, a coçar - os novos cabelos que vão crescendo.
Assim anda o mundo. Pelo menos o meu. Sem after-shave.
Andamos às voltas, até que entendemos que, de facto, o que estamos a fazer é mesmo a andar às voltas. Não que queiramos mesmo andar às voltas, mas não temos alternativa. O problema deste tipo de aquários é mesmo serem redondos.
Partimos de um ponto e, quando menos esperamos, estamos de volta a esse ponto.
A questão é perfeitamente irritante e apta a enlouquecer-nos porque procuramos respostas às nossas questões, soluções para os nossos problemas e simetrias no nosso polígono existencial. Mas as respostas não existem, as soluções são tudo menos previsíveis e as simetrias, essas, são simplesmente inexistentes.
Como uma pequena carpa isolada no aquário, andamos a bater com o focinho no fundo, tentando procurar a pedrinha solta que resolveria tudo mas que nem sequer parece querer ser encontrada.
A obsessão com a cena do caril anda também a dar cabo de mim.
Acima de tudo, devo ter o intestino delgado inflamado. O grosso tende a ir pelo mesmo caminho.
No sábado a minha avó paterna teve a brilhante ideia de me fazer uma festa na cara.
Não estou habituado. Há muito tempo que não tenho acesso a esses tipos de demonstração de afecto ou lá o que sejam.
A primeira coisa que me passou pela cabeça foi qualquer coisa como "foda-se, o que faço agora?"
E efectivamente, nos milésimos de segundo que se seguiram, foi exactamente nisso que pensei. "Foda-se, foda-se, foda-se! O que faço????"
Momentos de pânico que me levam ao pânico, tal como seria objectivamente de esperar.
Seria bem mais agradável e previsível que me mandassem levar na peida.
Não gosto de surpresas! Não façam estas merdas!!!
Há cerca de três dias tive mais uma ideia brilhante. Enquanto procedia à remoção profilática da penugem da zona púbica sovacal, tomei a liberdade de observar os meus mamilos.
Reparando que aqueles cabelos espetados eram mesmo um bocado marados, e já que me encontrava no banho, de lâmina de barbear na mão... pensei: "por que não...?"
É o meu espírito de asneira sempre no seu melhor.
Mais um conselho aos jovens da Patolândia... não o façam.
Tem o mesmo efeito de andar a esfregar cubos de gelo no peito, com a desvantagem de passar o fim de semana a esfregar - perdão, a coçar - os novos cabelos que vão crescendo.
Assim anda o mundo. Pelo menos o meu. Sem after-shave.
01/11/2008
shitlle
Para quem ainda não tinha notado, depois do Estádio do Benfica, do Canal Benfica e do Cartão Benfica, temos o Google Benfica... É a prova viva que o mundo (mesmo o virtual) é imperfeito.
Basicamente, é a página do Google com as cores do Benfica.
http://www.slboogle.com
Devo dizer que nem dava grande atenção a isto mas, se tentarem pesquisar 'Porto' ou 'Sporting', neste browser, terão uma surpresa... isto porque o brilhante programador, teve a liberdade de inserir uns scripts na página.
Tomei também a liberdade de analisar a source do código:
if(who=='sporting' || who=='scp' || who=='sporting clube de portugal')
(...)
result='Excremento verde';
(...)
}else if (who=='porto' || who=='fc porto' || who=='fcp' || who=='futebol clube do porto')
(...)
case 1:
result='Excremento azul';
break;
case 2:
result='Clube dos Tripeiros';
break;
Bem, creio que não é preciso ser um grande programador para perceber as linhas de código acima...
Numa coisa, eu e o programador do site concordamos. Se pesquisarem o clássico 'Benfica é merda', chegamos a resultados coerentes com a pesquisa (não censurados) e verdadeiros. Experimentem!
Basicamente, é a página do Google com as cores do Benfica.
http://www.slboogle.com
Devo dizer que nem dava grande atenção a isto mas, se tentarem pesquisar 'Porto' ou 'Sporting', neste browser, terão uma surpresa... isto porque o brilhante programador, teve a liberdade de inserir uns scripts na página.
Tomei também a liberdade de analisar a source do código:
if(who=='sporting' || who=='scp' || who=='sporting clube de portugal')
(...)
result='Excremento verde';
(...)
}else if (who=='porto' || who=='fc porto' || who=='fcp' || who=='futebol clube do porto')
(...)
case 1:
result='Excremento azul';
break;
case 2:
result='Clube dos Tripeiros';
break;
Bem, creio que não é preciso ser um grande programador para perceber as linhas de código acima...
Numa coisa, eu e o programador do site concordamos. Se pesquisarem o clássico 'Benfica é merda', chegamos a resultados coerentes com a pesquisa (não censurados) e verdadeiros. Experimentem!
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