14/12/2008

então é Natal... (parte II)

Ok, a pedido de muitas famílias...














(ficaram lindas, alinhadas junto ao portátil :P)
Quanto à descoberta... não foi assim tão brilhante, e não demorou dois, mas sim três minutos. De resto, só posso agradecer ao Mestre que me deu as aulas de Matemática Discreta.
2º lugar, 3º lugar... tanto faz. O que importa é a malta divertir-se, certo?

13/12/2008

get off

então é Natal...

As festas de Natal das empresas são sempre algo curioso.
O amigo secreto, por exemplo, é sempre uma cena altamente interessante, onde o amigo, curiosamente, acaba por ser tudo menos secreto.
Merda engraçada, logo a seguir ao sorteio. "Olha, quem é que te saiu?"
E no fim, isto é um carrinho de esferas que termina quando toda a gente sabe quem é o amigo secreto de toda a gente, e só nós não sabemos quem é o nosso amigo secreto.
O mais giro é oferecermos coisas que revelam sempre a nossa identidade. "Olha, um livro de informática... Ahhhhhh! Foi o Pato Marques!" (foda-se... era isso ou uma caixinha de chocolates).
Por outro lado, as prendas que recebemos deveriam revelar sempre um pouco da imagem que passamos aos outros. Talvez por isso, este ano, me tenham oferecido um conjunto de mamas magnéticas para colocar no frigorífico.
A bem dizer, são cinco mamas, o que me deixa a pensar se terei recebido duas mulheres e meia, ou uma vaca com uma teta amputada.
Do mal o menos, sempre vou a Marrocos. Wiii.
É mais uma coisa que risco da lista de coisas a fazer antes de morrer (visitar África) e talvez volte casado com uma indígena berbere.
Ou duas.
Ou não.
Se a memória não me falha, foi por esta altura, há uns 20 e tal anos, que fiz a minha Mãe passar a maior vergonha da sua vida.
Num centro comercial, tinha acabado por passar por uma funcionária simpática de uma lojinha, e achei por bem sentar-me no corredor, tirar a tubagem de farinha Amparo para fora e afagar-me como se não houvesse amanhã.
Obviamente que a malta que ia passando achou um piadão a um puto com uns dois anos a aliviar-se no centro comercial. De repente, consigo perceber por que motivo a minha Mãe achava que eu tinha uma pancada valente, por que razão me chamam neurótico e por que me oferecem conjuntos de cinco tetas nos almoços de Natal.
Lol.

saudades

Efectivamente, só quando perdemos quem menos esperávamos perder, é que percebemos a falta que nos faz e os erros que cometemos.
Ok, estou sempre a gozar com a minha mulher-a-dias, com o facto de ser uma jovem e de me ter apanhado de toalhinha enrolada a sair do banho... há dois dias que não aparecia por cá, e então liguei-lhe.
Então parece que está de cama, doente :(
"Ah, mas se o Pato Marques precisar, traga-me a roupa e eu passo a ferro aqui"
"Nãaaaaao, que ideia! Descanse que nós falamos para a semana... eu cá me arranjo..."
Agora estou a pensar... foda-se, como raio vou arranjar-me? A próxima semana terá de ser baseada em camisolas e t-shirts... camisas andam todas por passar.
Mas tenho pena. Tipo, coitada :(
Nem me atrevo a tentar passar a roupa... as calças ficam sempre com três ou quatro vincos, e as camisas, essas, ficam como se tivesse enfiado as pernas nas mangas.
Tenho saudades da senhora. Snif.
Não me interpretem mal, não sou assim tão egoísta que só me preocupe com a roupa.
Entretanto, lia numa notícia que descobriram um buraco negro no centro da Via Láctea com o diâmetro do Sol.
Tipo, já toda a gente sabe que a nossa galáxia é feita de leite - vista da outra ponta do universo, mais parece uma vaca gigante. Mas agora, com um buraco no meio, está esclarecido: vivemos num enorme donut! E eu faço parte do recheio! :D
Uma marca de cenas para crianças fez um penico com o formato de um pato.
Tipo, é coerente.
Como se já não bastassem os crescidos, vamos ensinar também as crianças a cagar nos patos.
(Já tinha falado nisto, ou não? A idade não perdoa...)

are we ducks?

12/12/2008

mais qualquer coisa sem interesse

A minha caixa de correio é algo semelhante a um guisado com vários dias. Qualquer dia ganha patas e desaparece.
Fico com a sensação que toda a gente, em todo mundo, acha um piadão a mandar-me mails de merda. O curioso é que, frequentemente, tenho mais emails na pasta de Spam, que na Inbox... o que é positivo.
Acho o máximo, aqueles empregadores que em tempos recusaram os meus serviços e me mandaram emails de resposta a dizer que eu era jovem, e que ainda não tinha experiência... agora atulharem-me a caixa de correio com publicidade directa.
Estava a ver um email que me enviaram hoje, na onda de newsletter, e perguntava-me por que raio estaria eu a receber aquela merda... "ahhhh, mas espera lá... eu concorri a uma oferta de emprego nestes gajos!"
Durante o meu dia de trabalho, gosto de estar concentrado com a música que gravo no meu mp3.
Não há nada melhor que fazer uma intervenção de alto risco num servidor, completamente isolado do mundo, entregue apenas ao sempre presente leitor de mp3.
Até aqui tudo bem. O que é chato, é que gosto de ouvir cada música do principio ao fim, sem interrrupções. Se, por acaso, me interrompem, tenho de voltar a meter a merda da música a tocar desde o início.
Hoje, no cúmulo de uma série de interrupções durante uma operação, vi-me obrigado a ouvir o "it must have been love" cinco vezes... e o chato é que a interrupção ocorria sempre no final da música, quando faltavam 4 ou 5 segundos para acabar.
Arggghhhhhhh!
Ok, malta que anda sempre online, como eu: já devem ter reparado que um banner irritante que anda a povoar alguns websites, é uma cena do Jogo da Morte, ou merda similar.
Basicamente, permite-nos prever quanto tempo mais vamos viver.
Eu francamente, acho de extrema utilidade.
Bem, eu tinha em ideia que iria morrer aos 33 anos, crucificado... mas, de facto, se for mais cedo, epa, avisem...! Acho que era coerente, porque há uma série de merdas que posso evitar fazer, se souber que morro amanhã. Lavar e secar a porra da roupa seria uma delas.
Aproveitava para pedir um crédito chorudo ao Banco, doar tudo a uma instituição qualquer, e depois morrer. Ao menos, uma vez na vida, seria eu a foder o Sistema. Ora tomem!
Um último pensamento para a noite: eu não sei de quem foi a ideia de me lixar o sábado, mas foi excelente...
Um gajo já não dorme durante a semana, e ainda perde a manhã de sábado e o Programa da Lucy, os Power Rangers, os Simpsons... epah, merda!
Um viva às omeletes sem ovos.

09/12/2008

aaaaall I want for Christmaaaaaaas

Hoje inicia-se oficialmente o meu Natal.
Desde puto que monto a árvore sempre no dia 8, porque era também o antigo Dia da Mãe.
Isto pode até nem fazer grande sentido mas, apesar de ser deprimente andar a montar uma árvore que sou obrigado a ver todas as noites e ainda levar com as recordações que esta merda origina, acabo a montar isto, não para mim, mas para a Mãe. É positivo, no seu todo.
O Natal traz-me sempre o meu espírito mais profundo do Natal ser quando o Homem quiser.
Se isto já é assim nos dias que correm, não quero sequer imaginar em vários períodos ao longo do ano.
Bom, não me interpretem mal. Adoro o Natal.
Só odeio o meu, de há alguns anos para cá. Mas isso são detalhes.
Depois há toda a problemática do Natal politicamente correcto. Eu não queria ser desmancha-prazeres, mas de facto, preferia fazer a festa com outra pessoa. Mas lá está, ando a ver se ganho o meu lugar no Céu ou coisa que o valhe.
As televisões também já substituiram o logotipo ranhoso por um logotipo que dá a imagem de que já é Natal. É tãaaaaao agradável e fofo ver as bolinhas de Natal a boiar no canto superior esquerdo do ecrã...
É isso e o Natal do Hospitais. Há muito tempo que não vejo isso, mas recordo-me quando era puto e me sentava no chão da cozinha a ver, abismado, os desgraçados que estão no hospital, muitos deles desmembrados ou em cadeiras de rodas, enquanto um cabrão qualquer no palco gritava para eles meterem as mãos no ar e saltarem. Parece-me a mim que é muita filha da putice.
E bom, como é Natal, de repente toda a malta na rua vem com acções de caridade. Yah, é que os sem-abrigo só têm frio no Natal, os pobres também só passam fome por esta altura, e os putos abandonados só precisam de uma família por estes dias. O que vale é que daqui a umas semanas voltamos para as sombras e os gajos que se fodam.
Já o meu vizinho psicótico que se esconde atrás do meu carro para me dar as boas noites e fazer-me borrar o almoço nas cuecas, é bem mais coerente. Passa o ano a pedir-me dinheiro para o café que vai beber com os amigos imaginários, num café também ele imaginário (na volta nem ele existe e o louco sou eu)... mas chega a 1 de Dezembro e pára. Está certamente a guardar-se para Janeiro.
O que me lixa também nesta merda é que de uma forma ou de outra, não passarei o Natal sozinho em casa... seria demasiado estúpido, embora não negue que me apetecia; mas isso implica que não poderei dedicar a tarde da Véspera (yah, porque de manhã trabalha-se... mundos imperfeitos e mal-pagos) a preparar o bacalhau, as couves, os meus pratos habituais para esse dia, e a fazer as fatias douradas e essas cenas todas.
Epa, gosto mesmo de cozinhar. Gosto ainda mais que de chocolate, e agora que deveria ter todo o tempo do mundo para fazer essas coisas descansado (contrariamente aos outros anos), trufas: tiram-me de casa.
Prometo que levo um cozinhado qualquer... isso ou passo-me.
A noite já vai longa, a merda do derrame ocular ainda não desapareceu e amanhã é dia de trabalho.
Apenas dois últimos pensamentos.

Versão A: lembram-se da "Minha Agenda"? Aquilo era uma música mesmo nojenta e depois passava a Mafaldinha a cantar... "Pai Natal, este ano, eu queroooo que sejaaaa... | a Minha Agenda, a Minha Agenda" e depois faziam um compasso de espera, porque sem isso perder-se-ia a magia de tudo e largavam o acorde final: "...de 99". Disse 99 como poderia dizer outro ano qualquer, mas o facto é que cantavam sempre o ano seguinte. Perguntava-me se não teria piada a fazer uma musiquinha para meter aqui: "Pai Natal, seu cabrão, eu quero que vás... levar no rabo, levar no rabo (espera... espera... espera...) em 2009!"

Versão B: Não tem nada a ver com o Natal... mas os anões, quando vão à farmácia... tipo, os médicos receitam-lhes a dose de adulto ou de criança?

Bons sonhos. Feliz Natal.

08/12/2008

...

FODA-SE!
FODA-SE!
FODA-SE!!!

ARGHHHHHHH!

:@

Sonata Artica

pipocas

Somos pipocas.
Daquelas que vêm para fazer no microondas, à laia de presente surpresa. Ok, é um facto que sabemos sempre se são doces ou salgadas, só que também nem toda a gente gosta de pipocas salgadas ou de doces.
Na realidade, atiramos com o pacote para a grelha e ficamos a ver-nos assar e a fazer 'pop', enquanto questionamos que sabor sairá.
Uma vez por outra, achamos que é uma grande ideia atirarmos com um pacote de manteiga pela cabeça abaixo, mas só momentos mais tarde percebemos que a ideia não foi assim tão inteligente. Como aliás, a maior parte das ideias geniais, que derivam sempre em merda.
O problema é que gostamos mesmo de um dos sabores. Ninguém gosta de pipocas doces e salgadas ao mesmo tempo. E se as pipocas já são tão boas doces, que merda de ideia foi a de meter a manteiga derretida por cima?
Foda-se.

07/12/2008

música de elevador

Os humanos são seres curiosos.
Reparei hoje, algures no Vasco da Gama.
Quando estão à espera do elevador, não parecem compreender que se querem descer, carregam no botão com a seta para baixo, e se querem subir, carregam no botão para subir.
Aparentemente, a malta pensa qualquer coisa do género: "ah, eu quero que o elevador suba, então vou carregar nesta merda para subir". Foda-se, mas como raio sabem eles que o elevador está no piso de baixo? Pode estar no piso imediatamente acima! Então, apercebem-se dessa merda e dizem: "ah, o melhor é carregar também para baixo, para que ele desca".
E depois, um caralho como eu é que se fode, porque ou está dentro do elevador, que abre as portas duas vezes em cada piso, ou então está fora do elevador, que se vai atulhando de broncos que carregam duas vezes no santo botão.
Um gajo vai no elevador, com ele a descer. Alguém carrega no botão 'para o elevador subir... porque anda lá por baixo', e quando a porta se abre desnecessariamente, mesmo com a luz do lado de fora a indicar que vamos a caminho do quarto círculo do Inferno, metem os cornos dentro da porta e perguntam: "vai subir?"
"Nãaaaaaao, meu grande cabrão!!!! O filho da puta do elevador vai a descer!!! Não vês a foda da luz do lado de fora a indicar que vai a descer????? COÑO!!!!""
Parte II.
Do lado de fora do elevador, aguardando pacientemente que o elevador passe no sentido ascendente, tratei de carregar no botãozinho para subir.
Apenas a luz de subida está ligada e espero. Penso na vida, e espero. Aliás, deve ser o que faço melhor na vida, mas pronto.
Passa um troll e pergunta: "está à espera para subir?"
"Não, estou apenas a coçar os tomates em frente da porta do elevador, enquanto falo com o meu amigo imaginário."
Então, apesar da luzinha estar acessa, o gajo vai e volta a carregar. E carrega novamente. E carrega mais uma vez. E farta-se e fica a carregar até o elevador parar.
Yah, é que para quem não sabe, os elevadores funcionam com um sensor de pressão. Ou seja, o elevador só pára se ficarmos a carregar compulsivamente no caralho do botão de paragem.
Também no fabuloso Vasco, há uma cena brutal na entrada do parque.
Normalmente, os parques de estacionamento possuem uma luz que indica quando a lotação está completa. Já este, tem um cartaz à entrada que indica "lotação livre".
Epa, eu nem me chateava muito, não fosse o meu dinheiro a pagar estas merdas.
O que virá a seguir? Letreiros a indicar "não há perigo: chão seco" ou "elevador a funcionar"?
Mais abaixo, na entrada, uma jovem com o símbolo da ViaVerde estampada na camisola, mesmo no meio do mamilo esquerdo, perguntava: "bilhete normal ou Via Verde?". Foda-se! Para quê essa merda? Sou um inválido, é? Não tenho bracinhos para sacar o bilhete!?? "Não filha, e um bico, pode ser???"
À saída, e como estamos numa movimentada época onde todos tresandam alegria e felicidade, os seguranças do estacionamento faziam o favor de colocar o bilhete na máquina.
O que é algo coerente e muito mais rápido...! Em vez de colocar o bilhete directamente na máquina, dou-o ao segurança e coloca-o ele... Alguém aqui estudou Teoria de Grafos? A mesma situação? Dois nodos? Um nodo? Um é menor que dois?? A cena do caminho mais curto???
Valha-nos no meio de tudo isto, a musiquinha de fundo do elevador.
Relaxante, simples, enervantemente repetitiva:
"zumpará-pará-pará pum pum pá pá zumpará-pará-pará pum pum pá pá zumpará-pará-pará pum pum pá pá"

doutor, preciso de ajuda

"Sou uma vaca gorda que tem as mamas junto ao umbigo, tenho uma gordurinha na barriga e doem-me as costas, possivelmente do tempo que passo dobrada.
Já agora, tenho um QI inferior a 0, ou não estaria a mostrar as tetas ao mundo na TVI.
O que acha que se pode fazer?"

Apenas uma sugestão do Doutor Pato: manda abater.

05/12/2008

ruby

leopoldinaaaaaaaa

Tenho andado a ler umas coisas curiosas de um livro que comprei.
Imaginem que, na mitologia egípcia, o pato é associado a Ísis,a deusa dos mortos - agora sim, faz sentido.
Em diversas outras culturas, está associado à imortalidade - os patos que se prezam, andam sempre com uma espada atrás... e decepamos os outros patos que se cruzam no nosso caminho. É que no final, só pode haver um.
Já na China, simboliza a fidelidade e a harmonia matrimonial (coisa fofa)... e para os Celtas, era a representação da honestidade.
Conclusão que posso retirar disto:
Os patos podem ser fiéis e honestos, mas no final, fodem-se sempre sem cabeça e no forno.
A Patolândia é um país doentio.
Andamos às bicadas aos cornos uns dos outros, fodemos as penas e, o nosso único e previsível destino, é terminarmos os nossos dias numa travessa de barro, com arroz enfiado no cú e um chouriço no pescoço. Já as patas (as barbatanas, para não haver confusões), boiam no molhinho da sopa, na tigela da nossa existência.
Uma das afirmações que mais ouço, é a do "só quando as galinhas tiverem dentes". Bem, não é mais profundo que a do "só quando o Inferno gelar"... o que não faz grande sentido, porque está um frio do caraças cá em casa.
Já repararam que nunca se diz "só quando os patos tiverem dentes"?
É sempre com as galinhas, e nunca com os patos.
Tenho um parente afastado que tem uma quinta qualquer no cú de Judas.
Da última vez que lá fui, com a minha imensa pancada, dediquei-me a observar os patos. Tipo... os gajos tinham uma espécie de agulhinhas no interior dos bicos.
Isto quer dizer que afinal, os patos têm dentes!!! Cena brutal!
Lembram-se do gajo que dava na televisão todas as noites à procura do Pai Natal? Foda-se! Aquela merda era irritante!
Era sempre na hora do telejornal - não me lembro se antes ou depois, porque durante não seria certamente - e o cabrãozinho terminava sempre com o "eeeeeee, afinaaaal... onde está o Pai Natal??"
"Tá enfiado no teu cú, paneleiro de merda!"
E mais nojento que isto é a puta da Leopoldina.
Tive a infelicidade de fazer parte dos primeiros anúncios daquela andorinha merdosa. Parece o Poupas... só que esse era pedófilo. A cena do "Sol nasceu, traz um amigo teu, aprender como se faz..." hummmmmmmm.
A Leopoldina era mesmo era uma bardanasqueira.
Durante três dias a fio, andámos a cantar nos corredores de um armazém de uma superfície comercial, vestidos de pijamas.
Não era mau de todo, mas ao almoço, os gajos mandavam-nos ao fast-food e lá íamos nós pelo Centro fora, com o caralho dos pijamas e chinelinhos de quarto.
E no final, nem apareci. Meteram-me a passear um cabrão de um urso branco que era três vezes maior que eu. No anúncio, via-se um urso, mas não o que estava por baixo.
Desde essa altura que não suporto a Leopoldina.
Pior que ela, só mesmo a puta da música.
Ando a tentar controlar-me. Ainda não vi os anúncios habituais na rua.
Quando vir algum é bem possível que o desfaça à paulada.
A avestruz merdosa não podia arranjar uma doença terminal qualquer?

04/12/2008

quase, quase, mesmo...

quase lá

Sempre que visto umas daquelas calças mais desportivas, para andar por casa, lixo-me.
Já contei várias vezes que foi a D.Amélia, na primeira-classe que me ensinou a atar os atacadores e a dar nózinhos... infelizmente, nunca me ensinou a desatá-los.
Então, agora, sou um géniozinho a dar nós nos cordões das calças e depois quero ir à casa de banho e morro pelo caminho porque não consigo tirar o dito cujo.
"Sai, cabrão! Sai!!!" Mas não sai, porque o nó está demasiado apertado.
É nestes momento que gostava de mandar retirar duas costelas, para conseguir chegar com a boca aos cordões das calças e conseguir roer o nó (sem segundas interpretações, por favor).
"Faz a barba, assim não mostras a cara..."
Tipo, vamos lá a ver uma cena. Eu conheci a minha Mãe durante 23 anos e nunca lhe fiz a vontade em relação a tirar a barba.
Nesses termos, por que raio haveria eu de fazer a vontade a uma avó que conheço há pouco mais de um mês?
Afinal, a minha teoria inicial do sofá parecia estar errada.
A malta continua a dar o bafo aqui no terceiro piso (ou quase a dar o bafo...).
Posso ser eu, que dou azar ao pessoal, ou então é mesmo qualquer merda obscura no prédio. Como tenho algum pânico de morrer sozinho, deixo aqui o aviso... caso não escreva no blog durante mais de 48 horas, passem pela Patolândia e sigam o cheiro a enxofre. Contento-me com três ou quatro jovens de peitos fartos a chorar em cima do caixao.
Curiosamente, reparei que algures numa das ruas do meu bairro, alguém graffitou "sorri para a vida!" com um imenso smile à frente.
Devo referir que sempre que vejo aquela merda, só me dá mesmo vontade de pegar fogo à parede.
Sorri para a vida??? E o sorrisinho, é daqueles amarelos, não? Quem terá sido o porco que andou a fazer aquela merda? O graffiti não me chateia, o que chateia a sério é o que o bacano escreve!!!
Eventualmente, algo com piada: agarrar no artista, comprimir-lhe os cornos contra a parede, e raspar o sorrisinho ao smile com o escalpe do biltre.
Quando terminasse, não resistiria a questioná-lo se ainda queria continuar a sorrir para a vida.
O Natal está a chegar e, de repente, ocorre-me apenas pegar no Pai Natal e esventrá-lo violentamente, até que se afogue no próprio muco.

Querido Pai Natal, aguardo por ti à janela. Com uma carabina.

01/12/2008

mais água

waterloo II

E o Senhor disse:
"Lázaro, levanta-te e anda"
E o Lázaro levantou-se e a água voltou.
Infelizmente voltou, mas apenas ao final do dia; o docinho do feriado foi lavar roupa e loiça que se acumulava...
Sou um pato, adoro água, sinto-me sujo, quando não vou ao lago.
Então, e como precisava mesmo de banho, achei por bem contactar a minha família para poder proceder à desinfecção. A imagem de me deslocar para fora de Lisboa com uma mochila de roupa, para ir à casa de banho do meu pai, será daqueles pensamentos que ficarão recalcados quando for velhote.
De qualquer forma, sinto-me um bocado 'traidor'.
Numa vida semi-normal, estaria a chatear os meus amigos para usar a casa de banho deles... mas como fico com a ideia de que estou mesmo a incomodar, prefiro dar a volta à cidade para tomar banho num local onde acho que não tenho o direito de sentir que estou a incomodar porque, afinal, não fui eu que me abandonei.
Toda esta questão é demasiado complexa e com o derrame ocular com que estou, não me parece grande ideia divagar muito à frente do ecrã do computador.
Ontem, estava a dar o Big, com o Tom Hanks.
Basicamente, um puto deseja ser adulto e o desejo concretiza-se. Depois, enquanto adulto, percebe que já não vai poder voltar a ser criança e que, consequentemente, terá de assumir as responsabilidades inerentes à sua condição.
Foda-se.
O Natal está a chegar e eu queria voltar uns bons anos atrás, quando saltava no colo da minha Mãe e puxava os cabelos dos braços do meu Avô. Até as caneladas que atirava com toda a força ao meu pai, parecem agora revelar algum interesse sádico no meio de tudo isto.
O facto é que não sei o que fazer, porque aquilo que tenho de fazer, não é efectivamente o que queria fazer. Mas que se foda, um gajo cresce, deve fazer parte do pacote.
Obrigado Pai Natal...