30/12/2008
Patíadas. Lidos à malta, cantados ao povo.
Entornei a minha diarreia mental em cima dos Lusíadas que tenho por aqui. Deu merda, claro está.
Canto I.
As armas e os barões assinalados (Curioso, como passamos metade da vida a pensar), que da ocidental praia Lusitana e quando temos de facto de pensar, só pensamos em asneira,
Por mares nunca de antes navegados, passaram ainda além da Taprobana - o importante é deixar as capacidades electromagnéticas fluir em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana - e entre gente remota edificaram sem nos importarmos se vamos ou não apanhar uma descarga que nos mate, Novo Reino, que tanto sublimaram;
Canto II.
Consegui finalmente um pouco de tempo para colocar os cortinados da sala.
E se buscando vás mercadoria que produze o aurífero Levante, canela, cravo, ardente especiaria, ou droga salutífera e prestante; não, pah... eram mesmo cortinados.
Ainda não percebi bem o esquema. Quem disse que furar paredes a apertar os parafusos do varão era cena para homens? É que acabei o dia a passar os cortinados a ferro e a fazer bainhas nos mesmos. Ou se queres luzente pedraria... Ok, já percebi. E quem disse que passar a ferro era coisa de mulheres? O rubi fino, o rígido diamante; pois, foi bem apanhado, é um facto.
O que importa realçar é que estava capaz de espancar o gajo do Ikea que disse que fazer as dobras dos cortinados era uma coisa engraçada e divertida... Daqui levarás tudo tão sobejo com que faças o fim a teu desejo.
Canto III.
Quem viu um olhar seguro, um gesto brando, uma suave e angélica excelência, que em si está sempre as almas transformando, que tivesse contra ela resistência? Perguntavam-me no outro dia, o que me aconteceu de melhor e de pior em 2008.
Desculpado por certo está Fernando, para quem tem de amor experiência; Lol, a sério... é melhor não irmos por aí.
Mas antes, tendo livre a fantasia, por muito mais culpado o julgaria.
Canto IV.
Muitas foram as afirmações do ano. 2008 não terá a habitual votação. Ó glória de mandar! Ó vã cobiça desta vaidade, a quem chamamos Fama! Utilizando o Estatuto dos Açores, perdão, o Estatuto da Patolândia, no meu blog, eu quero, eu posso, eu mando. Ó fraudulento gosto, que se atiça C'uma aura popular, que honra se chama!
Desde aquela deliciosa do Pato Afonso ("de uma forma não gay, penso em ti"), passando pelo "os funerais andam pela hora da morte", "és uma fila, mas não das de supermercado" e outras tantas, acho que o "és um neurótico que um dia chega aqui com uma caçadeira e nos limpa a todos" ganha o primeiro lugar. Que castigo tamanho e que justiça fazes no peito vão que muito te ama!
É sempre bom saber que nos têm em tão grande conta.
Que mortes, que perigos, que tormentas, que crueldades neles experimentas!
Canto V.
Alguém aqui vê o FX? Dá uma cena à noite chamada "Sin Cities", e é um guião de sexo pelas várias cidades do mundo. Trabalha por mostrar Vasco da Gama que essas navegações que o mundo canta não merecem tamanha glória e fama como a sua, que o céu e a terra espanta. Ontem passou um gajo cuja fantasia era levar um clister de cerveja, vestido de porco. Mas aquele Herói, que estima e ama com dons, mercês, favores e honra...
Alguém quer leitão recheado para o Ano Novo?
A lira Mantuana, faz que soe Eneias, e a Romana glória voe.
O mundo enlouqueceu, e o doido sou eu. lol.
Canto VI.
Certo, e já falei muito disto aqui.
A minha avó morreu. O meu último elo de ligação - por terrível que fosse - a uma família, desapareceu. Mas com buscar com o seu forçoso braço as honras, que ele chame próprias suas; não posso dizer que tenha ficado chocado, não foi como quando fiquei sem a minha Mãe. A minha avó já pouco falava, e os seus sentimentos por mim já sabemos como eram. Vigiando, e vestindo o forjado aço, sofrendo tempestades e ondas cruas; Foi horrível, chegar a casa e deparar com um cadáver. Contudo, não fiquei com a sensação de que tinha algo para lhe dizer. À minha Mãe Gansa, sim... vencendo os torpes frios no regaço do Sul e regiões de abrigo nuas; foda-se, tanto que ficou por dizer...
Mas é tão bom, saber que de repente a família paterna apareceu e sou tão desejado... :S engolindo o corrupto mantimento, temperado com um árduo sofrimento; yah, já sei, já sei, o sarcasmo é o oitavo pecado mortal e vou apodrecer no Inferno.
Canto VII.
Pelos portais da cerca a sutileza se enxerga da Dedálea facultade, sou informático e tenho um blog.
Ainda não percebi se a malta estranha por isso ou pelo que escrevo em figuras mostrando, por nobreza, da Índia a mais remota antiguidade.
Sim, talvez seja um louco, mas o facto é que apesar de parecer o contrário, a minha vida não é um blog assim tão aberto ao mundo como parece.
Não achavam que facilitava assim tanto, não era?
Afinal, sou só o parvo que escreve umas bacoradas aqui, não é? Sempre animado, sempre divertido.
Afiguradas vão com tal viveza as histórias daquela antiga idade, de facto, nem eu sei ao certo o que faço aqui...
"Quiiiiiiiiiiiis saaaaaabeeeeeeeeer quem sou... o que faaaaaaaaçoooo aquiiii; queeeeeeeeeem me abaaaaaaaaandonou, de queeeeeeeem me esqueeeeeci"
Qualquer coisa do género que quem delas tiver notícia inteira, pela sombra conhece a verdadeira.
Canto VIII.
Este interpreta mais que sutilmente os textos; parece que o acerto da contagem do tempo, vai obrigar a que atrasemos os relógios em 2 segundos durante o Ano Novo. Este faz e desfaz leis.
Fiquei confuso... a contagem decrescente vai começar no 12? Este causa os perjúrios entre a gente, e mil vezes tiranos torna os Reis. Eventualmente começará no 10 e quando chegar ao 0, ainda ouvimos "+1, +2, biba o Ano Noooovooo (hic)".
Como atraso o meu relógio 2 segundos? Tipo, não tenho nenhum relógio atómico aqui em casa. Até os que só a Deus Omnipotente se dedicam, mil vezes ouvireis...
De repente lembrei-me daquela música, o "Seven Seconds" que corrompe este encantador, e ilude:
'It's not a second | just two seconds away | Just as long as I stay | I'll be waiting"
Mas não sem cor, contudo, de virtude.
Canto IX.
Já todo o belo coro se aparelha e o tempo anda uma merda.
2009 vai começar das Nereidas, e junto caminhava com chuva intensa e vento forte em coreias gentis, usança velha, para a ilha, a que Vénus as guiava.
Dizem que é uma depressão atmosférica.
Na minha opinião, o que a atmosfera precisava era do Tronco de Natal entalado entre as nuvens. Ali a formosa Deusa lhe aconselha o que ela fez mil vezes, quando amava. Isso ou uma dose de Xanax.
Elas, que vão do doce amor vencidas, estão a seu conselho oferecidas.
Canto X.
Assi foram cortando o mar sereno, com vento sempre manso e nunca irado; E o que me chateia a sério em tudo isto? Terminar o ano como o iniciei.
Até que houveram vista do terreno há uma série de universos encadeados e o bater de asas de uma borboleta na Tailândia origina um tufão em Nova Iorque e entraram pela foz do Tejo ameno. Tipo, alguém aí na Tailândia pode estoirar essa borboleta? A malta aqui deste lado já está farta de levar com ventos fortes!
Ano Novo. Qual será o efeito de me tentar empalar na Árvore de Natal? E à sua pátria e Rei temido e amado o prémio e glória dão por que mandou, e com títulos novos se ilustrou. Só tenho até ao Dia de Reis, depois desmonto-a...
Canto I.
As armas e os barões assinalados (Curioso, como passamos metade da vida a pensar), que da ocidental praia Lusitana e quando temos de facto de pensar, só pensamos em asneira,
Por mares nunca de antes navegados, passaram ainda além da Taprobana - o importante é deixar as capacidades electromagnéticas fluir em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana - e entre gente remota edificaram sem nos importarmos se vamos ou não apanhar uma descarga que nos mate, Novo Reino, que tanto sublimaram;
Canto II.
Consegui finalmente um pouco de tempo para colocar os cortinados da sala.
E se buscando vás mercadoria que produze o aurífero Levante, canela, cravo, ardente especiaria, ou droga salutífera e prestante; não, pah... eram mesmo cortinados.
Ainda não percebi bem o esquema. Quem disse que furar paredes a apertar os parafusos do varão era cena para homens? É que acabei o dia a passar os cortinados a ferro e a fazer bainhas nos mesmos. Ou se queres luzente pedraria... Ok, já percebi. E quem disse que passar a ferro era coisa de mulheres? O rubi fino, o rígido diamante; pois, foi bem apanhado, é um facto.
O que importa realçar é que estava capaz de espancar o gajo do Ikea que disse que fazer as dobras dos cortinados era uma coisa engraçada e divertida... Daqui levarás tudo tão sobejo com que faças o fim a teu desejo.
Canto III.
Quem viu um olhar seguro, um gesto brando, uma suave e angélica excelência, que em si está sempre as almas transformando, que tivesse contra ela resistência? Perguntavam-me no outro dia, o que me aconteceu de melhor e de pior em 2008.
Desculpado por certo está Fernando, para quem tem de amor experiência; Lol, a sério... é melhor não irmos por aí.
Mas antes, tendo livre a fantasia, por muito mais culpado o julgaria.
Canto IV.
Muitas foram as afirmações do ano. 2008 não terá a habitual votação. Ó glória de mandar! Ó vã cobiça desta vaidade, a quem chamamos Fama! Utilizando o Estatuto dos Açores, perdão, o Estatuto da Patolândia, no meu blog, eu quero, eu posso, eu mando. Ó fraudulento gosto, que se atiça C'uma aura popular, que honra se chama!
Desde aquela deliciosa do Pato Afonso ("de uma forma não gay, penso em ti"), passando pelo "os funerais andam pela hora da morte", "és uma fila, mas não das de supermercado" e outras tantas, acho que o "és um neurótico que um dia chega aqui com uma caçadeira e nos limpa a todos" ganha o primeiro lugar. Que castigo tamanho e que justiça fazes no peito vão que muito te ama!
É sempre bom saber que nos têm em tão grande conta.
Que mortes, que perigos, que tormentas, que crueldades neles experimentas!
Canto V.
Alguém aqui vê o FX? Dá uma cena à noite chamada "Sin Cities", e é um guião de sexo pelas várias cidades do mundo. Trabalha por mostrar Vasco da Gama que essas navegações que o mundo canta não merecem tamanha glória e fama como a sua, que o céu e a terra espanta. Ontem passou um gajo cuja fantasia era levar um clister de cerveja, vestido de porco. Mas aquele Herói, que estima e ama com dons, mercês, favores e honra...
Alguém quer leitão recheado para o Ano Novo?
A lira Mantuana, faz que soe Eneias, e a Romana glória voe.
O mundo enlouqueceu, e o doido sou eu. lol.
Canto VI.
Certo, e já falei muito disto aqui.
A minha avó morreu. O meu último elo de ligação - por terrível que fosse - a uma família, desapareceu. Mas com buscar com o seu forçoso braço as honras, que ele chame próprias suas; não posso dizer que tenha ficado chocado, não foi como quando fiquei sem a minha Mãe. A minha avó já pouco falava, e os seus sentimentos por mim já sabemos como eram. Vigiando, e vestindo o forjado aço, sofrendo tempestades e ondas cruas; Foi horrível, chegar a casa e deparar com um cadáver. Contudo, não fiquei com a sensação de que tinha algo para lhe dizer. À minha Mãe Gansa, sim... vencendo os torpes frios no regaço do Sul e regiões de abrigo nuas; foda-se, tanto que ficou por dizer...
Mas é tão bom, saber que de repente a família paterna apareceu e sou tão desejado... :S engolindo o corrupto mantimento, temperado com um árduo sofrimento; yah, já sei, já sei, o sarcasmo é o oitavo pecado mortal e vou apodrecer no Inferno.
Canto VII.
Pelos portais da cerca a sutileza se enxerga da Dedálea facultade, sou informático e tenho um blog.
Ainda não percebi se a malta estranha por isso ou pelo que escrevo em figuras mostrando, por nobreza, da Índia a mais remota antiguidade.
Sim, talvez seja um louco, mas o facto é que apesar de parecer o contrário, a minha vida não é um blog assim tão aberto ao mundo como parece.
Não achavam que facilitava assim tanto, não era?
Afinal, sou só o parvo que escreve umas bacoradas aqui, não é? Sempre animado, sempre divertido.
Afiguradas vão com tal viveza as histórias daquela antiga idade, de facto, nem eu sei ao certo o que faço aqui...
"Quiiiiiiiiiiiis saaaaaabeeeeeeeeer quem sou... o que faaaaaaaaçoooo aquiiii; queeeeeeeeeem me abaaaaaaaaandonou, de queeeeeeeem me esqueeeeeci"
Qualquer coisa do género que quem delas tiver notícia inteira, pela sombra conhece a verdadeira.
Canto VIII.
Este interpreta mais que sutilmente os textos; parece que o acerto da contagem do tempo, vai obrigar a que atrasemos os relógios em 2 segundos durante o Ano Novo. Este faz e desfaz leis.
Fiquei confuso... a contagem decrescente vai começar no 12? Este causa os perjúrios entre a gente, e mil vezes tiranos torna os Reis. Eventualmente começará no 10 e quando chegar ao 0, ainda ouvimos "+1, +2, biba o Ano Noooovooo (hic)".
Como atraso o meu relógio 2 segundos? Tipo, não tenho nenhum relógio atómico aqui em casa. Até os que só a Deus Omnipotente se dedicam, mil vezes ouvireis...
De repente lembrei-me daquela música, o "Seven Seconds" que corrompe este encantador, e ilude:
'It's not a second | just two seconds away | Just as long as I stay | I'll be waiting"
Mas não sem cor, contudo, de virtude.
Canto IX.
Já todo o belo coro se aparelha e o tempo anda uma merda.
2009 vai começar das Nereidas, e junto caminhava com chuva intensa e vento forte em coreias gentis, usança velha, para a ilha, a que Vénus as guiava.
Dizem que é uma depressão atmosférica.
Na minha opinião, o que a atmosfera precisava era do Tronco de Natal entalado entre as nuvens. Ali a formosa Deusa lhe aconselha o que ela fez mil vezes, quando amava. Isso ou uma dose de Xanax.
Elas, que vão do doce amor vencidas, estão a seu conselho oferecidas.
Canto X.
Assi foram cortando o mar sereno, com vento sempre manso e nunca irado; E o que me chateia a sério em tudo isto? Terminar o ano como o iniciei.
Até que houveram vista do terreno há uma série de universos encadeados e o bater de asas de uma borboleta na Tailândia origina um tufão em Nova Iorque e entraram pela foz do Tejo ameno. Tipo, alguém aí na Tailândia pode estoirar essa borboleta? A malta aqui deste lado já está farta de levar com ventos fortes!
Ano Novo. Qual será o efeito de me tentar empalar na Árvore de Natal? E à sua pátria e Rei temido e amado o prémio e glória dão por que mandou, e com títulos novos se ilustrou. Só tenho até ao Dia de Reis, depois desmonto-a...
29/12/2008
a começar o ano
a acabar o ano
turno do ano novo
Amigo blog, estou aqui a pensar...
Olha que bom, já viste? Estou de férias... Ena! Iupi!
Não trabalho mais este ano! Vou começar o novo ano a coçar a micose porque estou de férias.
Acho que vou aproveitar os saldos. Vou sair de casa e comportar-me como uma gaja. Enfio-me nas lojas e vejo a roupinha.
Estou capaz de comprar uma tanguinha preta rendada. Depois visto-a e barro-me com manteiga de alho e coentros em frente ao espelho.
Nunca mais chega o novo ano, para voltar ao trabalho :(
Olha que bom, já viste? Estou de férias... Ena! Iupi!
Não trabalho mais este ano! Vou começar o novo ano a coçar a micose porque estou de férias.
Acho que vou aproveitar os saldos. Vou sair de casa e comportar-me como uma gaja. Enfio-me nas lojas e vejo a roupinha.
Estou capaz de comprar uma tanguinha preta rendada. Depois visto-a e barro-me com manteiga de alho e coentros em frente ao espelho.
Nunca mais chega o novo ano, para voltar ao trabalho :(
28/12/2008
arrumando ideias
Vamos supor que o número 1 não seria o primeiro número a constar na listagem de números. Melhor! Fossem o 17 ou o 18 os primeiros números, e só depois aparecesse o 1.
Aliás, agora que penso bem nessa merda, não era fabuloso, trocar o 31 com o 20? Teria imensa piada, porque ao passarmos isto para o calendário, o Ano Novo viria antes do Natal ou seja, estaríamos sempre a celebrar o Natal do ano seguinte!
E considerando que os nossos anos se regem após o nascimento de Jesus, já repararam também que o Novo Ano só se celebra 7 dias depois? Estamos desfazados no tempo! Deve ser por causa do Meridiano de Jerusalém... para o de Greenwich contam menos 7 dias.
Na minha perspectiva, passariam a ser ser mais 7 dias. Ou então trocava-se o 25 com o 31 e resolvia-se o problema. Até era mais económico, porque as festas eram celebradas todas no mesmo dia.
Falando em festas, tenho falado com algumas pessoas. Todas me desejam "continuação de Boas Festas".
Vamos a ver uma cena... mas quem lhes garante que as minhas festas começaram bem, ou foram agradáveis, para agora virem desejar a continuação simpática das mesmas? Está tudo a passar-se? Que merda!
Por que não desejam simplesmente Boas Festas? Ou então Boas Entradas? Aliás, por que raio se desejam boas entradas, se ainda nem sequer saímos do ano? É como quando estamos a comer e o empregado nos pergunta se queremos a conta... "MAS PORQUÊEEEEEE! E A SOBREMESA???? E O CAFÉ???? FODA-SE!"
Falando em sobremesa, creio que estou a ficar louco.
Sou fanático por torta de laranja. Gosto mais de torta de laranja que da minha própria vida (também não é difícil, lol).
Junto ao meu trabalho, há um restaurante que tem uma torta de laranja simplesmente orgásmica. E agora, sempre que consigo convencer a malta, vou lá almoçar... mas vai para mais de um mês que não há torta de laranja :(
Tipo, o que tem um gajo de fazer para conseguir uma torta de laranja??? Epah, não sou esquisito, também pode ser uma ceguinha, não tem de ser necessariamente uma torta, basta que tenha laranja...
A minha actual divisão psicológica entre o meu conceito de família e a família que entretanto reaparece, levam-me a considerar imensas questões acerca da problemática da minha vivência com o meu paizinho biológico... Já há quem afirme que eu sou a nova Esmeralda...
Muito a sério... nos últimos anos, reequacionei a minha visão de família. Acabei sozinho e, consequentemente, a minha visão de família já não inclui pais, tios ou primos... tenho quase 25 anos, vou acabar por casar, ter filhos e criar a minha família. É um bocado tarde para me impingirem novos conceitos de família; pseudo-família, talvez... mas não mais que isso.
A minha divisão sentimental encontra-se agora em Amigos, Família, e Psedo-Família, cabendo à última uma pequena percentagem... portanto, não me fodam os cornos e não me digam que de repente as famílias começaram a cair do Céu, juntamente com os saldos de Dezembro, porque isso, isso em concreto, é uma valente treta.
Aliás, agora que penso bem nessa merda, não era fabuloso, trocar o 31 com o 20? Teria imensa piada, porque ao passarmos isto para o calendário, o Ano Novo viria antes do Natal ou seja, estaríamos sempre a celebrar o Natal do ano seguinte!
E considerando que os nossos anos se regem após o nascimento de Jesus, já repararam também que o Novo Ano só se celebra 7 dias depois? Estamos desfazados no tempo! Deve ser por causa do Meridiano de Jerusalém... para o de Greenwich contam menos 7 dias.
Na minha perspectiva, passariam a ser ser mais 7 dias. Ou então trocava-se o 25 com o 31 e resolvia-se o problema. Até era mais económico, porque as festas eram celebradas todas no mesmo dia.
Falando em festas, tenho falado com algumas pessoas. Todas me desejam "continuação de Boas Festas".
Vamos a ver uma cena... mas quem lhes garante que as minhas festas começaram bem, ou foram agradáveis, para agora virem desejar a continuação simpática das mesmas? Está tudo a passar-se? Que merda!
Por que não desejam simplesmente Boas Festas? Ou então Boas Entradas? Aliás, por que raio se desejam boas entradas, se ainda nem sequer saímos do ano? É como quando estamos a comer e o empregado nos pergunta se queremos a conta... "MAS PORQUÊEEEEEE! E A SOBREMESA???? E O CAFÉ???? FODA-SE!"
Falando em sobremesa, creio que estou a ficar louco.
Sou fanático por torta de laranja. Gosto mais de torta de laranja que da minha própria vida (também não é difícil, lol).
Junto ao meu trabalho, há um restaurante que tem uma torta de laranja simplesmente orgásmica. E agora, sempre que consigo convencer a malta, vou lá almoçar... mas vai para mais de um mês que não há torta de laranja :(
Tipo, o que tem um gajo de fazer para conseguir uma torta de laranja??? Epah, não sou esquisito, também pode ser uma ceguinha, não tem de ser necessariamente uma torta, basta que tenha laranja...
A minha actual divisão psicológica entre o meu conceito de família e a família que entretanto reaparece, levam-me a considerar imensas questões acerca da problemática da minha vivência com o meu paizinho biológico... Já há quem afirme que eu sou a nova Esmeralda...
Muito a sério... nos últimos anos, reequacionei a minha visão de família. Acabei sozinho e, consequentemente, a minha visão de família já não inclui pais, tios ou primos... tenho quase 25 anos, vou acabar por casar, ter filhos e criar a minha família. É um bocado tarde para me impingirem novos conceitos de família; pseudo-família, talvez... mas não mais que isso.
A minha divisão sentimental encontra-se agora em Amigos, Família, e Psedo-Família, cabendo à última uma pequena percentagem... portanto, não me fodam os cornos e não me digam que de repente as famílias começaram a cair do Céu, juntamente com os saldos de Dezembro, porque isso, isso em concreto, é uma valente treta.
26/12/2008
25/12/2008
mensagens
Adoro as mensagens que um gajo recebe. São fofas e meiguinhas...
"Que neste Natal, possas ter uma caixinha de amor que está embrulhada em tiras de paixão e forrada com tudo o que mais desejas, para que no próximo ano tenhas tudo o que de mais profundo sonhaste, e que morras afogado num mar de alegria, junto de todos os que amas... blá blá blá..."
Eu já nem sequer vou comentar os meus desejos de Natal. Após vários anos, acho que já só servem para me chatear e ter vontade de entalar o focinho nas dobradiças ferrugentas da porta mais próxima.
Agora que penso bem nisto, até encontro um fundo de piada.
As primeiras palavras que recebi na manhã do Dia de Natal, foram de um telefonema do trabalho.
Ho-ho-ho. O melhor presente que podia dar ao Menino Jesus era uma curta sessão de apoio técnico remoto...
Fiquei a imaginar que o Sr. Scroodge também trabalhava no Natal... mas esse fazia-o por valor-hora bem superior ao meu.
Ok, ok... o reconhecimento é excelente... mas da próxima vez que for ao Talho, vou tentar pagar os bifes com reconhecimento. Lol.
O que é triste é que pareço estar a transformar-me num animal que vive dentro de um conjunto de servidores.
Um dia destes caso com uma motherboard e tenho uma ninhada de leitores de cartões :(
"Que neste Natal, possas ter uma caixinha de amor que está embrulhada em tiras de paixão e forrada com tudo o que mais desejas, para que no próximo ano tenhas tudo o que de mais profundo sonhaste, e que morras afogado num mar de alegria, junto de todos os que amas... blá blá blá..."
Eu já nem sequer vou comentar os meus desejos de Natal. Após vários anos, acho que já só servem para me chatear e ter vontade de entalar o focinho nas dobradiças ferrugentas da porta mais próxima.
Agora que penso bem nisto, até encontro um fundo de piada.
As primeiras palavras que recebi na manhã do Dia de Natal, foram de um telefonema do trabalho.
Ho-ho-ho. O melhor presente que podia dar ao Menino Jesus era uma curta sessão de apoio técnico remoto...
Fiquei a imaginar que o Sr. Scroodge também trabalhava no Natal... mas esse fazia-o por valor-hora bem superior ao meu.
Ok, ok... o reconhecimento é excelente... mas da próxima vez que for ao Talho, vou tentar pagar os bifes com reconhecimento. Lol.
O que é triste é que pareço estar a transformar-me num animal que vive dentro de um conjunto de servidores.
Um dia destes caso com uma motherboard e tenho uma ninhada de leitores de cartões :(
actualização de informação
Então, os meus caros leitores pensavam que isto passava sem a Mensagem de Natal do Pato...
Nãaaa, eu não era ave para isso.
Acabadinho de chegar a casa, ainda mesmo antes de fazer o último vazamento urinário do dia (ou primeiro da manhã, dependendo dos pontos de vista espacio-temporais), devo dizer que, de facto, até teve piada.
Deve ter sido dos natais mais giros dos últimos anos o que, digamos, também não era muito difícil de concretizar.
De qualquer forma, tem sempre alguma piada passar o Natal com malta que nos conhece há muitos, muitos anos, e que não são necessariamente família, embora o sejam efectivamente (demasiado complexo para as 3 da manhã...).
Fico apenas ligeiramente fodido com o facto de ter oferecido um cd, comprado na nova Fnac do Vasco, que, curiosamente, vinha vazio... tipo, caixa embalada e sem cd... vai ser difícil de explicar no Apoio ao Cliente, mas conto regressar de lá com o problema resolvido.
Este ano já passou e o pesadelo das Festas está prestes a terminar. Amanhã, o almoço será com a família (a necessária, não a efectiva), terminando mais tarde com a Festa dos Patos.
Uma vez mais, o Papai Noel mandou-me levar na peida, mas também é justo, porque se ele passasse por aqui rebentava-lhe os cornos à paulada.
Hoje foi dia de trabalho (ou não) e a quantidade de álcool ingerida ao longo do mesmo, misturada com o avançado da hora e com o facto de me ter levantado cedo para burro, fazem-me ter uma visão afunilada das coisas. Acho que vou cair no colchão fofo da sala ao lado.
Uma palavra de carinho para com o pessoal que me enviou sms's de Natal, de números desconhecidos, e sem assinar: TIPO, EU NÃO SOU ADIVINHO, OK?
Definição de 'Noite Feliz': dentro de 24 horas, estarei deitado na caminha, sem conseguir pregar olho, como é já normal, pensando qualquer coisa como "amanhã é o meu último dia de trabalho do ano; que grande merda, vou ser novamente obrigado a tirar férias..."
Feliz Natal
Nãaaa, eu não era ave para isso.
Acabadinho de chegar a casa, ainda mesmo antes de fazer o último vazamento urinário do dia (ou primeiro da manhã, dependendo dos pontos de vista espacio-temporais), devo dizer que, de facto, até teve piada.
Deve ter sido dos natais mais giros dos últimos anos o que, digamos, também não era muito difícil de concretizar.
De qualquer forma, tem sempre alguma piada passar o Natal com malta que nos conhece há muitos, muitos anos, e que não são necessariamente família, embora o sejam efectivamente (demasiado complexo para as 3 da manhã...).
Fico apenas ligeiramente fodido com o facto de ter oferecido um cd, comprado na nova Fnac do Vasco, que, curiosamente, vinha vazio... tipo, caixa embalada e sem cd... vai ser difícil de explicar no Apoio ao Cliente, mas conto regressar de lá com o problema resolvido.
Este ano já passou e o pesadelo das Festas está prestes a terminar. Amanhã, o almoço será com a família (a necessária, não a efectiva), terminando mais tarde com a Festa dos Patos.
Uma vez mais, o Papai Noel mandou-me levar na peida, mas também é justo, porque se ele passasse por aqui rebentava-lhe os cornos à paulada.
Hoje foi dia de trabalho (ou não) e a quantidade de álcool ingerida ao longo do mesmo, misturada com o avançado da hora e com o facto de me ter levantado cedo para burro, fazem-me ter uma visão afunilada das coisas. Acho que vou cair no colchão fofo da sala ao lado.
Uma palavra de carinho para com o pessoal que me enviou sms's de Natal, de números desconhecidos, e sem assinar: TIPO, EU NÃO SOU ADIVINHO, OK?
Definição de 'Noite Feliz': dentro de 24 horas, estarei deitado na caminha, sem conseguir pregar olho, como é já normal, pensando qualquer coisa como "amanhã é o meu último dia de trabalho do ano; que grande merda, vou ser novamente obrigado a tirar férias..."
Feliz Natal
24/12/2008
so this is Christmas
A felicidade natalícia invade o meu espírito como se de um saco de pregos de aço enfiados na traqueia se tratasse.
Estamos a horas de estar de novo a trabalhar, o que já anima as coisas.
A super-preenchida agenda de Natal, levar-me-á a vários pontos da região, o que me leva a recordar que ainda me faltam embrulhar uma carrada de presentes.
Só me apetece enfiar uma corda no pescoço e deixar-me estar, mas são pontos de vista.
De qualquer forma, teria alguma graça, passar o Natal numa bandeja de alumínio, no Instituto de Medicina Legal (ou Tropical, visto ser uma ave rara). Consigo encontrar algum humor sádico e negro no facto de estar aberto ao meio, de patas semi-atadas, como se de um perú pronto a rechear se tratasse. A ideia de me meterem a mão pelo rabo acima é que me assusta.
O dia já vai longo e já me perguntaram várias vezes por que não passo o Natal com a minha Mãe.
Tipo... caralho!
Gosto cada vez mais desta festa. Queria mesmo limpar o Rudolfo, esta noite. Com sorte anda tenho uma overdose de colesterol e passo o resto da vida fodido dos cornos.
De resto, não se esqueçam... à meia-noite, tudo a cantar o "Parabéns a Você".
Estamos a horas de estar de novo a trabalhar, o que já anima as coisas.
A super-preenchida agenda de Natal, levar-me-á a vários pontos da região, o que me leva a recordar que ainda me faltam embrulhar uma carrada de presentes.
Só me apetece enfiar uma corda no pescoço e deixar-me estar, mas são pontos de vista.
De qualquer forma, teria alguma graça, passar o Natal numa bandeja de alumínio, no Instituto de Medicina Legal (ou Tropical, visto ser uma ave rara). Consigo encontrar algum humor sádico e negro no facto de estar aberto ao meio, de patas semi-atadas, como se de um perú pronto a rechear se tratasse. A ideia de me meterem a mão pelo rabo acima é que me assusta.
O dia já vai longo e já me perguntaram várias vezes por que não passo o Natal com a minha Mãe.
Tipo... caralho!
Gosto cada vez mais desta festa. Queria mesmo limpar o Rudolfo, esta noite. Com sorte anda tenho uma overdose de colesterol e passo o resto da vida fodido dos cornos.
De resto, não se esqueçam... à meia-noite, tudo a cantar o "Parabéns a Você".
22/12/2008
batendo ainda mais no ceguinho
O Natal, efectivamente, até é uma época com piada.
Consigo encontrar um pouco de paz nas luzinhas que brilham nas ruas, na quantidade imensa de Pais Natal que inundam e avacalham as ruas e até mesmo nas bolinhas brilhantes e coloridas que enfeitam as montras, fazendo-nos esquecer que estamos a comemorar um aniversário e não uma descida de saldos.
Contudo, estabeleço uma relação de amor-ódio com a época.
As cadeiras à mesa foram-se reduzindo a um ritmo estúpido... a minha Mãe gostava sempre de colocar simbolicamente, mais um prato na mesa. Seria para uma pobre alma que batesse à porta no Natal... Assim de repente, acho que enquanto professora, deve ter lido demasiadas vezes o Cavaleiro da Dinamarca.
Ninguém bate à porta a pedir tréguas de Natal, o telefone não toca e o Pai Natal, na melhor das hipóteses, fica preso nas traves da chaminés e morre desfeito em pedaços quando se ligar o exaustor.
Este ano, acho que simbolicamente, tiro as cadeiras todas da mesa de jantar. Já ter montado a Árvore foi um grande feito.
Eventualmente, se um dia tiver filhos, isto é capaz de ter piada. Vão andar a correr, à volta da Árvore, em delírio - como eu, quando era pequeno - enquanto o pai e a mãe tratam de construir a Ceia. Acho que o mais giro nisto tudo é imaginar as crianças a vibrar com a cena toda das prendas, enquanto os adultos lhes tentam explicar que apesar de se estar a comemorar um aniversário, não se cantam os Parabéns, mas sim músicas tótós com neve, renas e duendes.
Certo, porque afinal o Natal não parece ser sinónimo de alegria gratuita e paz para os Povos... é apenas sinónimo de alegria para as crianças, que se traduz na nossa alegria e vê-las felizes.
De resto, as pobres crianças que não têm ninguém, continuarão a morrer em todos os aspectos, abandonadas num qualquer ponto do Globo.
E não, não sou pessimista, nem vejo as coisas de forma negra e distinta de todos os restantes patos e mortais. Vejo apenas um pouco daquilo a que estupidamente chamamos vida, e que se desfaz em pequenos pedaços de merda cristalizada
A vida, como nós a conhecemos, não passa de uma pequena pedrinha semi-preciosa, que oscila perigosamente na ponta de um palito. Sempre que cai ao chão, estilhaça-se em mais uns quantos pedaços que são posteriormente colados. Não há vidas extra, nem número limite de quedas. Há apenas os cristais, que se tornam cada vez mais pequeninos.
No último Natal da vida de cada um de nós, podemos ter a felicidade de estarmos rodeados de filhos e netos e de todos os que gostam de nós. Ou então, estaremos algures a apodrecer. Mas, o facto, é que de uma forma ou de outra, os cristais terminam mesmo muito, muito pequenos.
O realismo, faz de nós pessoas com as barbatanas bem mais assentes na terra.
Infelizmente, o realismo torna-nos também mais pesados.
Se cometemos o erro de cair à água, é o fim do artista.
Em última análise, o Rudolfo parece ser um cabrito bem gordo. Alimentava na boa três ou quatro famílias durante bastante tempo. E os cornos davam excelentes calçadeiras.
Consigo encontrar um pouco de paz nas luzinhas que brilham nas ruas, na quantidade imensa de Pais Natal que inundam e avacalham as ruas e até mesmo nas bolinhas brilhantes e coloridas que enfeitam as montras, fazendo-nos esquecer que estamos a comemorar um aniversário e não uma descida de saldos.
Contudo, estabeleço uma relação de amor-ódio com a época.
As cadeiras à mesa foram-se reduzindo a um ritmo estúpido... a minha Mãe gostava sempre de colocar simbolicamente, mais um prato na mesa. Seria para uma pobre alma que batesse à porta no Natal... Assim de repente, acho que enquanto professora, deve ter lido demasiadas vezes o Cavaleiro da Dinamarca.
Ninguém bate à porta a pedir tréguas de Natal, o telefone não toca e o Pai Natal, na melhor das hipóteses, fica preso nas traves da chaminés e morre desfeito em pedaços quando se ligar o exaustor.
Este ano, acho que simbolicamente, tiro as cadeiras todas da mesa de jantar. Já ter montado a Árvore foi um grande feito.
Eventualmente, se um dia tiver filhos, isto é capaz de ter piada. Vão andar a correr, à volta da Árvore, em delírio - como eu, quando era pequeno - enquanto o pai e a mãe tratam de construir a Ceia. Acho que o mais giro nisto tudo é imaginar as crianças a vibrar com a cena toda das prendas, enquanto os adultos lhes tentam explicar que apesar de se estar a comemorar um aniversário, não se cantam os Parabéns, mas sim músicas tótós com neve, renas e duendes.
Certo, porque afinal o Natal não parece ser sinónimo de alegria gratuita e paz para os Povos... é apenas sinónimo de alegria para as crianças, que se traduz na nossa alegria e vê-las felizes.
De resto, as pobres crianças que não têm ninguém, continuarão a morrer em todos os aspectos, abandonadas num qualquer ponto do Globo.
E não, não sou pessimista, nem vejo as coisas de forma negra e distinta de todos os restantes patos e mortais. Vejo apenas um pouco daquilo a que estupidamente chamamos vida, e que se desfaz em pequenos pedaços de merda cristalizada
A vida, como nós a conhecemos, não passa de uma pequena pedrinha semi-preciosa, que oscila perigosamente na ponta de um palito. Sempre que cai ao chão, estilhaça-se em mais uns quantos pedaços que são posteriormente colados. Não há vidas extra, nem número limite de quedas. Há apenas os cristais, que se tornam cada vez mais pequeninos.
No último Natal da vida de cada um de nós, podemos ter a felicidade de estarmos rodeados de filhos e netos e de todos os que gostam de nós. Ou então, estaremos algures a apodrecer. Mas, o facto, é que de uma forma ou de outra, os cristais terminam mesmo muito, muito pequenos.
O realismo, faz de nós pessoas com as barbatanas bem mais assentes na terra.
Infelizmente, o realismo torna-nos também mais pesados.
Se cometemos o erro de cair à água, é o fim do artista.
Em última análise, o Rudolfo parece ser um cabrito bem gordo. Alimentava na boa três ou quatro famílias durante bastante tempo. E os cornos davam excelentes calçadeiras.
20/12/2008
something about
Quando andava na primária, por esta altura devia andar a curtir o teatrinho de Natal.
Como a escola tinha vários anos educativos, os putos da infantil tinham sempre direito a uma pequena actuação na festa dos crescidos...
Meu Deus. Os gajos iam sempre cantar a mesma merda!
"Pinheirinhooooo, ohh pinheiriiiinhoooooo... meu amigoooo pinheirinhoooo"
Epa, que mal lhes terá feito o raio do Pinheiro...
Eu não gosto muito de pinheiros, mas acho que nenhuma árvore merecia aquilo. Se eu fosse uma árvore, ficaria deveras irritado com o facto de andarem a desafinar com o meu nome.
Na primeira classe, no meu primeiro teatrinho, fiz de árvore.
Foi uma emoção. Pela primeira vez na vida, fiquei parado no mesmo sítio durante duas horas.
Só devo ter mexido um pouco quando se meteram à minha volta a cantar o 'Pinheirinho'...
A festa das compras é também sempre algo agradável.
Um gajo tem um ordenado extra, duas vezes ao ano. Numa delas, paga seguros, na outra, compra prendas. LOL.
Hoje, na Odisseia das compras, acabei numa loja com cenas específicas.
A moça do balcão, sempre simpática, pergunta-me:
"Deseja uma caixinha de oferta?"
'Olha que bom' - pensei - 'vão fazer o embrulho, fixe!'
"Claro, pode ser"
"São 3.5 Euros"
"Deixe estar... faço eu em casa..."
Na realidade, a primeira coisa que me passou pelos cornos foi qualquer coisa como "putaaaaaa!"
Senti-me um bocado como quando vou a passar naquelas ruas manhosas, e me perguntam se quero festa... e só depois dizem o preço. Não sei, mas acho que é publicidade enganosa.
De repente, senti-me um bocado mal... a minha avó paterna ficou um bocado triste com o facto de eu não passar lá a Véspera. Ok, vou no Dia de Natal, mas ela, apesar de afirmar o contrário, ficou meio estranha... qualquer coisa nos olhos...
Lamento, não dá para fazer nada. Ainda é cedo para estas merdas de família que volta e dá meia volta que volta e volta a voltar...
Neste momento, tudo o que me passa por esta mente doente é demasiado complexo e longo para o que a margem deste simples blog pode conter.
Como a escola tinha vários anos educativos, os putos da infantil tinham sempre direito a uma pequena actuação na festa dos crescidos...
Meu Deus. Os gajos iam sempre cantar a mesma merda!
"Pinheirinhooooo, ohh pinheiriiiinhoooooo... meu amigoooo pinheirinhoooo"
Epa, que mal lhes terá feito o raio do Pinheiro...
Eu não gosto muito de pinheiros, mas acho que nenhuma árvore merecia aquilo. Se eu fosse uma árvore, ficaria deveras irritado com o facto de andarem a desafinar com o meu nome.
Na primeira classe, no meu primeiro teatrinho, fiz de árvore.
Foi uma emoção. Pela primeira vez na vida, fiquei parado no mesmo sítio durante duas horas.
Só devo ter mexido um pouco quando se meteram à minha volta a cantar o 'Pinheirinho'...
A festa das compras é também sempre algo agradável.
Um gajo tem um ordenado extra, duas vezes ao ano. Numa delas, paga seguros, na outra, compra prendas. LOL.
Hoje, na Odisseia das compras, acabei numa loja com cenas específicas.
A moça do balcão, sempre simpática, pergunta-me:
"Deseja uma caixinha de oferta?"
'Olha que bom' - pensei - 'vão fazer o embrulho, fixe!'
"Claro, pode ser"
"São 3.5 Euros"
"Deixe estar... faço eu em casa..."
Na realidade, a primeira coisa que me passou pelos cornos foi qualquer coisa como "putaaaaaa!"
Senti-me um bocado como quando vou a passar naquelas ruas manhosas, e me perguntam se quero festa... e só depois dizem o preço. Não sei, mas acho que é publicidade enganosa.
De repente, senti-me um bocado mal... a minha avó paterna ficou um bocado triste com o facto de eu não passar lá a Véspera. Ok, vou no Dia de Natal, mas ela, apesar de afirmar o contrário, ficou meio estranha... qualquer coisa nos olhos...
Lamento, não dá para fazer nada. Ainda é cedo para estas merdas de família que volta e dá meia volta que volta e volta a voltar...
Neste momento, tudo o que me passa por esta mente doente é demasiado complexo e longo para o que a margem deste simples blog pode conter.
18/12/2008
informação...
Passaram-me esta informação.
O Bart Simpson fez ontem 28 anos.
Na série, curiosamente, parece ter 12 anos. Bom, mas na realidade há muita malta de 28 que mais parece ter 12, pelo que o atraso no desenvolvimento do Bart nem é assim tão anormal.
"Quando eu era pequenino, quando eu era pequenino", ok, talvez não tão pequenino assim, achava mesmo piada a telefonar para casa através de números desconhecidos, fazer uma voz mais grossa e pedir para falar com a minha Mãe... depois era só dizer que era um agente da Judiciária e que o Pato Marques se encontrava na morgue, vítima de um terrível acidente, pronto a ser identificado.
Tinha alguma piada, ouvir a minha pobre Mãe em pânico (com a ideia de ter o ovo esmagado debaixo de um camião)... infelizmente não durava muito tempo, porque desmanchava-me a rir com a ideia de me desfazer em pedaços debaixo de um eléctrico, ser brutalmente assassinado com uma picareta ou ter caído à linha do metropolitano.
Não sei, mas acho que sempre tive um pouquinho de nada de Dexter, capaz de rebentar com a minha própria pessoa. A ideia de me ver numa poça de sangue, agrada-me; recomendo vivamente o livro "A realidade agora a cores" do Rui Zink.
A senhora que me passa a roupa a ferro, soma e segue.
Agora deixa-me um bilhetinho na mesa da cozinha, como se estivesse a falar directamente comigo... achei alguma piada ao monólogo dela, debulhado no adorável guardanapo branco.
"Oi, tudo bem? Comigo tudo bem. É preciso comprar Sonasol. Compra você ou compro eu?"
Não percebo muito bem a ideia deste tipo de discurso, sobretudo quando é transmitido poeticamente numa folha de papel... estive tentado a deixar-lhe um bilhete (talvez fosse essa a ideia) dizendo apenas: "Comigo tudo bem. Obrigado, no sábado passo no Lidl e trago Sonasol."
Posso ser sou eu que sou doentio e neurótico, mas estas mensagens são altamente.
Hoje, uma vez mais, fui enterrar-me na livraria à hora de almoço.
E quem estava lá, quem, quem?
Um bacano, sentado num dos sofás com um ar de prazer inexplicável...
Até aí tudo bem. Mas o tipo olhava para o céu (da livraria), sorria como se estivesse numa sessão de masturbação assistida, e agarrava-se à almofada como se fosse a pessoa mais valiosa da sua vida.
Achei aquela merda arrepiante. Um gajo ser doido, ainda vá, agora agarrado a uma almofada que já passou por umas centenas de rins... hum... manhoso!
Agarrar por me agarrar, prefiro o meu Snoopy, que recebi quando tinha um ano, e que ainda se encontra no meu quarto, com uma t-shirt vestida dizendo "abraça-me".
O Bart Simpson fez ontem 28 anos.
Na série, curiosamente, parece ter 12 anos. Bom, mas na realidade há muita malta de 28 que mais parece ter 12, pelo que o atraso no desenvolvimento do Bart nem é assim tão anormal.
"Quando eu era pequenino, quando eu era pequenino", ok, talvez não tão pequenino assim, achava mesmo piada a telefonar para casa através de números desconhecidos, fazer uma voz mais grossa e pedir para falar com a minha Mãe... depois era só dizer que era um agente da Judiciária e que o Pato Marques se encontrava na morgue, vítima de um terrível acidente, pronto a ser identificado.
Tinha alguma piada, ouvir a minha pobre Mãe em pânico (com a ideia de ter o ovo esmagado debaixo de um camião)... infelizmente não durava muito tempo, porque desmanchava-me a rir com a ideia de me desfazer em pedaços debaixo de um eléctrico, ser brutalmente assassinado com uma picareta ou ter caído à linha do metropolitano.
Não sei, mas acho que sempre tive um pouquinho de nada de Dexter, capaz de rebentar com a minha própria pessoa. A ideia de me ver numa poça de sangue, agrada-me; recomendo vivamente o livro "A realidade agora a cores" do Rui Zink.
A senhora que me passa a roupa a ferro, soma e segue.
Agora deixa-me um bilhetinho na mesa da cozinha, como se estivesse a falar directamente comigo... achei alguma piada ao monólogo dela, debulhado no adorável guardanapo branco.
"Oi, tudo bem? Comigo tudo bem. É preciso comprar Sonasol. Compra você ou compro eu?"
Não percebo muito bem a ideia deste tipo de discurso, sobretudo quando é transmitido poeticamente numa folha de papel... estive tentado a deixar-lhe um bilhete (talvez fosse essa a ideia) dizendo apenas: "Comigo tudo bem. Obrigado, no sábado passo no Lidl e trago Sonasol."
Posso ser sou eu que sou doentio e neurótico, mas estas mensagens são altamente.
Hoje, uma vez mais, fui enterrar-me na livraria à hora de almoço.
E quem estava lá, quem, quem?
Um bacano, sentado num dos sofás com um ar de prazer inexplicável...
Até aí tudo bem. Mas o tipo olhava para o céu (da livraria), sorria como se estivesse numa sessão de masturbação assistida, e agarrava-se à almofada como se fosse a pessoa mais valiosa da sua vida.
Achei aquela merda arrepiante. Um gajo ser doido, ainda vá, agora agarrado a uma almofada que já passou por umas centenas de rins... hum... manhoso!
Agarrar por me agarrar, prefiro o meu Snoopy, que recebi quando tinha um ano, e que ainda se encontra no meu quarto, com uma t-shirt vestida dizendo "abraça-me".
17/12/2008
mudança
Sem dúvida que o mundo é feito de mudança.
Há uns anos rodávamos a merdinha no telefone e agora carregamos num contacto do Outlook e fazemos uma chamada. É positivo.
Mesmo assim, a estupidez humana parece não ter qualquer problema em manter-se constante.
Gosto imenso da malta que me dá toques para o telemóvel com números anónimos. E depois ainda ficam à espera de chamada de retorno...
Mas melhor são aquelas sms's vindas de um número anónimo: "td fixe? liga-me"
Pah, Foda-se! Grande Animal! Não tens o número identificado, como porra é que te vou ligar se não faço corno de ideia de quem sejas???
Às vezes pergunto-me da utilidade de uma passadeira na estrada. A malta já se atira para a frente do trânsito como se não houvesse amanhã portanto, para que raio meter uma passadeira?
Não sei bem qual é a ideia da malta, mas devem querer que eu sinalize a minha paragem na passadeira com centenas de metros de antecedência.
Um gajo pára sempre na passadeira. Mas, mesmo assim, a malta chega a meio, hesita, volta atrás e mesmo com um gajo parado a cinco metros da passadeira, levantam o chapéu de chuva e gritam "seu doido!".
Nessas ocasiões, os momentos que se seguem são iluminados por uma cabeça fora do carro que grita "seu cabrão! Putaaaaaa! Não estou parado?????"
Tenho de avisar a velhota quando vou a cruzar a esquina? "Vizinhaaaaaa, olhe, vou parar aí!"
O importante é que sejam felizes, paradinhos na passadeira, a reclamar dos males do mundo.
Já as maratonas, decorrem sempre no meio da estrada.
A minha posição oficial: eu não ando com o carro em cima dos passeios, pois não? Então por que caralho de ideia é que tenho de fazer desvios por toda a cidade ao fim de semana porque uns gajos se lembraram de ir correr para o meio da estrada????
Um gajo paga a prestação do carro, paga combustível, paga Imposto Automóvel, paga Imposto de Circulação, paga parques e combustível e, no final, não posso andar por onde quero porque a malta anda a correr.
Pah, se querem assim tanto andar na estrada, vão à Repartição de Finanças mais próxima, paguem o Imposto de Circulação e enfiem o comprovativo na cavidade rectal. Depois disso, aí sim, vão correr na estrada.
Perto do meu local de trabalho, há um café. Ok, até aí nada de especial.
O café serve umas tostas simplesmente brutaaaaaais, e a malta costuma ir buscar para comer no trabalho. As empregadas até são fofas e os preços baixos.
Reclamar de quê, então?
O animal que está a servir ao balcão, tem sempre um sorriso de felicidade no rosto como se estivesse em permanente atitude de afagamento assistido. O gajo ri, conta piadas, transborda alegria por todos os poros.
Tipo, às vezes consegue ser mesmo irritante.
Como se de repente o céu fosse azul, as andorinhas passeassem pelos ares, os namorados vagueassem pelos jardins e pequenos gnomos saltitassem com caldeirões de moedas de ouro pela rua.
Não quero ser mauzinho, mas fico com vontade de lhe enfiar uma azevia (que por sinal, são excelentes) pelas narinas abaixo, até lhe sair o muco pelos poros do rabo.
Feliz Natal.
Há uns anos rodávamos a merdinha no telefone e agora carregamos num contacto do Outlook e fazemos uma chamada. É positivo.
Mesmo assim, a estupidez humana parece não ter qualquer problema em manter-se constante.
Gosto imenso da malta que me dá toques para o telemóvel com números anónimos. E depois ainda ficam à espera de chamada de retorno...
Mas melhor são aquelas sms's vindas de um número anónimo: "td fixe? liga-me"
Pah, Foda-se! Grande Animal! Não tens o número identificado, como porra é que te vou ligar se não faço corno de ideia de quem sejas???
Às vezes pergunto-me da utilidade de uma passadeira na estrada. A malta já se atira para a frente do trânsito como se não houvesse amanhã portanto, para que raio meter uma passadeira?
Não sei bem qual é a ideia da malta, mas devem querer que eu sinalize a minha paragem na passadeira com centenas de metros de antecedência.
Um gajo pára sempre na passadeira. Mas, mesmo assim, a malta chega a meio, hesita, volta atrás e mesmo com um gajo parado a cinco metros da passadeira, levantam o chapéu de chuva e gritam "seu doido!".
Nessas ocasiões, os momentos que se seguem são iluminados por uma cabeça fora do carro que grita "seu cabrão! Putaaaaaa! Não estou parado?????"
Tenho de avisar a velhota quando vou a cruzar a esquina? "Vizinhaaaaaa, olhe, vou parar aí!"
O importante é que sejam felizes, paradinhos na passadeira, a reclamar dos males do mundo.
Já as maratonas, decorrem sempre no meio da estrada.
A minha posição oficial: eu não ando com o carro em cima dos passeios, pois não? Então por que caralho de ideia é que tenho de fazer desvios por toda a cidade ao fim de semana porque uns gajos se lembraram de ir correr para o meio da estrada????
Um gajo paga a prestação do carro, paga combustível, paga Imposto Automóvel, paga Imposto de Circulação, paga parques e combustível e, no final, não posso andar por onde quero porque a malta anda a correr.
Pah, se querem assim tanto andar na estrada, vão à Repartição de Finanças mais próxima, paguem o Imposto de Circulação e enfiem o comprovativo na cavidade rectal. Depois disso, aí sim, vão correr na estrada.
Perto do meu local de trabalho, há um café. Ok, até aí nada de especial.
O café serve umas tostas simplesmente brutaaaaaais, e a malta costuma ir buscar para comer no trabalho. As empregadas até são fofas e os preços baixos.
Reclamar de quê, então?
O animal que está a servir ao balcão, tem sempre um sorriso de felicidade no rosto como se estivesse em permanente atitude de afagamento assistido. O gajo ri, conta piadas, transborda alegria por todos os poros.
Tipo, às vezes consegue ser mesmo irritante.
Como se de repente o céu fosse azul, as andorinhas passeassem pelos ares, os namorados vagueassem pelos jardins e pequenos gnomos saltitassem com caldeirões de moedas de ouro pela rua.
Não quero ser mauzinho, mas fico com vontade de lhe enfiar uma azevia (que por sinal, são excelentes) pelas narinas abaixo, até lhe sair o muco pelos poros do rabo.
Feliz Natal.
15/12/2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)
