Esta noite está um frio de fazer engelhar os...
Bom, reformulando, esta noite está um frio de fazer arrefecer as profundezas mais obscuras do meu ser.
Eventualmente por esse mesmo motivo já devo ter o meu pequenino cérebro (ultimamente tenho usado muito esta piada, não sei se repararam) completamente queimadinho do frio o que me leva a estas noctívagas diarreias mentais.
Estava aqui a mudar de posição no colchão, preparando-me para mais uma noitezinha em branco, quando algo fez clic aqui dentro da cavidade craniana.
Calculo que a malta já tenha jogado xadrez. E damas também.
Pois bem.
Se o xadrez fosse jogado com damas e as damas com peças de xadrez, parece-me a mim que não faria sentido chamar xadrez ao xadrez e damas às damas porque teríamos um jogo de xadrez que seria na realidade um jogo de damas e um jogo de damas contextualizado em xadrez.
ih ihhihihihihi hihihihih hihihihihh hihihiihiihihhhhih
(riso psicótico... dei o pifo)
Já agora, caso não tenham reparado, as tampas de esgoto são sempre redondas.
Tal tem uma razão muito simples.
Deixo-vos com esta para pensarem durante uns tempos.
Pato Afonso, tu já sabes esta; não te ponhas com merdas!
31/01/2008
o circo do Sol...
O Sol, quando nasce, nunca é de facto para todos.
É que reparem. Se quando nasce, o Sol fosse efectivamente para todos, nunca ficaríamos com metade do planeta envolto em trevas enquanto a outra metade goza as suas horas de luz.
Na realidade, o Sol talvez seja um pouco como a fama... todos terão direito a pelo menos quinze minutos. Mas é só isso.
Dois terços da população mundial talvez ainda não se tenha dado conta, mas está condenada.
Não me quero armar em portador das más notícias mas, um pouco naquela onda de ânimo controlado, queria apenas referir que o mais provável que venha a acontecer a toda essa malta é acontecer-lhes coisas tão básicas como morrerem de fome, de sede, de doenças há muito controladas e, na pior das hipóteses terminaremos os nossos dias a comer-nos uns aos outros na ânsia de conseguirmos mais uns litrinhos de "pétroila".
Até os próprios Governos andam a preparar-nos para isso. Senão vejamos: até já temos plano de gripe... é só fazer as contas. Menos hospitais, menos apoios e ainda nos querem injectar com um vírus semi-adormecido. Está tudo fodido.
Parece que já estou a ver a criação de armazéns de gado humano, onde nos tentarão engordar para terminarmos fatiados na mesa de um qualquer gajo pertencente aos tais 33.3% que vêm o Sol a toda a hora.
Pessoalmente não me agradaria muito terminar os meus dias pendurado numa espécie de talho com um espeto curvo enfiado no rabo enquanto me sangravam. Claro que sempre seria mais agradável que ir na minha migração e levar um balázio nos cornos ao passar numa área de caça.
Falando em caça. Estou a lembrar-me de uma coisa importante: ementas de restaurantes.
No local onde costumo almoçar, perto do trabalho, há um restaurante que afirma que tem 'alheiras de caça' todos os dias.
O que será uma alheira de caça?
Após muito pensar com este meu cérebro pequenino, só pude concluir que a alheira de caça deve ser uma alheira perfeitamente normal que não habita em cativeiro.
Toda a gente sabe que as alheiras e demais enchidos, são pequenos animais que moram em pequenas bexigas de porco. A maior parte desses animais - que por acaso são mamíferos; mamíferos enchidos - são criados em pequenas jaulas chamadas fumeiros onde vivem até serem suficientemente grandes para serem comidos.
Por outro lado, as alheias e outros enchidos de caça, são selvagens. Crescem e reproduzem-se ao ar livre esperando a abertura da época de caça. São caçados à catanada, com uma pancada forte e seca nas pontas: daí que esta espécie tenha sempre as pontas atadas com uma corda que é para as entranhas não saltarem cá para fora.
Ainda a respeito das ementas, acho que a PIDE, perdão, a ASAE, deveria reforçar as suas equipas de inspectores com professores de línguas.
Acho que é um crime escreverem bacon como beicon na porra de uma ementa. Hoje passei horas no restaurante a tentar decifrar aquela merda porque pensava que seria um prato exótico, tipo 'beiças de porco' ou coisa parecida.
Como poderá ser perceptível (ou não) neste ponto do post já nada parece ter relação com o facto do Sol quando nasce ser ou não para todos.
Errado.
O grande problema aqui é que as alheiras de caça estão em extinção.
Vamos acabar os nossos dias perdidos numa qualquer ilha gelada agarrados a uma alheira que nem sequer será de caça, enquanto os vermes nos sugam a carteira.
Um último pensamento.
Hoje de manhã fui fazer um pagamento às Finanças... daqueles altamente evoluídos onde temos de estar fisicamente presentes para pagar a porra do imposto.
Constatei que o serviço público funciona muito melhor quando pagamos.
Fazer uma pergunta, é de borla, demora horas;
Pagar qualquer coisa ao Estado... é coisa de minutos.
Cumprimentos patinos!
É que reparem. Se quando nasce, o Sol fosse efectivamente para todos, nunca ficaríamos com metade do planeta envolto em trevas enquanto a outra metade goza as suas horas de luz.
Na realidade, o Sol talvez seja um pouco como a fama... todos terão direito a pelo menos quinze minutos. Mas é só isso.
Dois terços da população mundial talvez ainda não se tenha dado conta, mas está condenada.
Não me quero armar em portador das más notícias mas, um pouco naquela onda de ânimo controlado, queria apenas referir que o mais provável que venha a acontecer a toda essa malta é acontecer-lhes coisas tão básicas como morrerem de fome, de sede, de doenças há muito controladas e, na pior das hipóteses terminaremos os nossos dias a comer-nos uns aos outros na ânsia de conseguirmos mais uns litrinhos de "pétroila".
Até os próprios Governos andam a preparar-nos para isso. Senão vejamos: até já temos plano de gripe... é só fazer as contas. Menos hospitais, menos apoios e ainda nos querem injectar com um vírus semi-adormecido. Está tudo fodido.
Parece que já estou a ver a criação de armazéns de gado humano, onde nos tentarão engordar para terminarmos fatiados na mesa de um qualquer gajo pertencente aos tais 33.3% que vêm o Sol a toda a hora.
Pessoalmente não me agradaria muito terminar os meus dias pendurado numa espécie de talho com um espeto curvo enfiado no rabo enquanto me sangravam. Claro que sempre seria mais agradável que ir na minha migração e levar um balázio nos cornos ao passar numa área de caça.
Falando em caça. Estou a lembrar-me de uma coisa importante: ementas de restaurantes.
No local onde costumo almoçar, perto do trabalho, há um restaurante que afirma que tem 'alheiras de caça' todos os dias.
O que será uma alheira de caça?
Após muito pensar com este meu cérebro pequenino, só pude concluir que a alheira de caça deve ser uma alheira perfeitamente normal que não habita em cativeiro.
Toda a gente sabe que as alheiras e demais enchidos, são pequenos animais que moram em pequenas bexigas de porco. A maior parte desses animais - que por acaso são mamíferos; mamíferos enchidos - são criados em pequenas jaulas chamadas fumeiros onde vivem até serem suficientemente grandes para serem comidos.
Por outro lado, as alheias e outros enchidos de caça, são selvagens. Crescem e reproduzem-se ao ar livre esperando a abertura da época de caça. São caçados à catanada, com uma pancada forte e seca nas pontas: daí que esta espécie tenha sempre as pontas atadas com uma corda que é para as entranhas não saltarem cá para fora.
Ainda a respeito das ementas, acho que a PIDE, perdão, a ASAE, deveria reforçar as suas equipas de inspectores com professores de línguas.
Acho que é um crime escreverem bacon como beicon na porra de uma ementa. Hoje passei horas no restaurante a tentar decifrar aquela merda porque pensava que seria um prato exótico, tipo 'beiças de porco' ou coisa parecida.
Como poderá ser perceptível (ou não) neste ponto do post já nada parece ter relação com o facto do Sol quando nasce ser ou não para todos.
Errado.
O grande problema aqui é que as alheiras de caça estão em extinção.
Vamos acabar os nossos dias perdidos numa qualquer ilha gelada agarrados a uma alheira que nem sequer será de caça, enquanto os vermes nos sugam a carteira.
Um último pensamento.
Hoje de manhã fui fazer um pagamento às Finanças... daqueles altamente evoluídos onde temos de estar fisicamente presentes para pagar a porra do imposto.
Constatei que o serviço público funciona muito melhor quando pagamos.
Fazer uma pergunta, é de borla, demora horas;
Pagar qualquer coisa ao Estado... é coisa de minutos.
Cumprimentos patinos!
30/01/2008
...
Estou assustado.
Já toda a gente sabe que sou um bocado para o anti-social; já todos sabem que sou apanhado, passo a vida a dizer javardices e que muito dificilmente olho para o que me rodeia.
Contudo, a partir do momento em que as colegas do trabalho me chamam para ver uma revista com gajos em cueca... bom, aí não há anti-socialidade que resista.
De uma vez por todas: não sou paneleiro!!!
Não tenho nada contra esse pessoal, tenho amigos com o rabo virado para norte mas, da minha parte, não integra a minha lista de actividades o dar ou levar com ele.
Posso ser um bocado estranho mas no que respeita a isto creio que não há que colocar dúvidas.
Começo a perguntar-me se a malta achará mesmo que estou do outro lado da barricada.
Acho que não há motivos para isso... quer dizer, tenho aquele tique meio marado de dizer 'fofo' mas daí a ter o rabinho a apontar para a trincheira é bastante exagerado.
Já toda a gente sabe que sou um bocado para o anti-social; já todos sabem que sou apanhado, passo a vida a dizer javardices e que muito dificilmente olho para o que me rodeia.
Contudo, a partir do momento em que as colegas do trabalho me chamam para ver uma revista com gajos em cueca... bom, aí não há anti-socialidade que resista.
De uma vez por todas: não sou paneleiro!!!
Não tenho nada contra esse pessoal, tenho amigos com o rabo virado para norte mas, da minha parte, não integra a minha lista de actividades o dar ou levar com ele.
Posso ser um bocado estranho mas no que respeita a isto creio que não há que colocar dúvidas.
Começo a perguntar-me se a malta achará mesmo que estou do outro lado da barricada.
Acho que não há motivos para isso... quer dizer, tenho aquele tique meio marado de dizer 'fofo' mas daí a ter o rabinho a apontar para a trincheira é bastante exagerado.
29/01/2008
missões
Dizem que todos nós temos uma missão para cumprir enquanto seres vivos e terrenos.
Profundo? Talvez.
Supondo que existe mesmo uma outra dimensão, universo paralelo, Céu, o que seja, para onde todos convergiremos um dia - uns mais cedo que outros - faz de facto algum sentido que as nossas moléculas sejam moldadas de certa forma para que, ao menos uma vez, tenhamos a oportunidade de estar neste mundo e possamos voltar com os espíritos mais preenchidos (preenchidos com uma Vida) para o Outro Lado.
Será assim tão linear? Não sei.
A grande dúvida assenta sempre na hipótese não-provada que num determinado universo não nos consigamos lembrar do que deixámos no outro.
Não é matemático, não é exacto, é uma grande merda que nos faz pensar.
Se efectivamente cada um de nós tem uma missão, pergunto-me bastantes vezes acerca do sentido de tudo.
Que missão poderá ter um puto qualquer que morre com dois, três anos, por vezes nem tanto?
É uma missão ou uma penitência?
Sendo uma missão, estará a preencher o espírito de quem? Dele próprio ou de quem tem de assistir à sua morte?
Sendo uma penitência... fará sentido a punição por algo que nem sequer nos lembramos?
Creio que isto é demasiado complexo para o meu cérebro pequenino de pato e informático.
Todos os dias, ao acordar, faço um pequeno exercício mental.
Qual o sentido da minha existência?
Garanto que se cada um dos meus caros leitores fizer esta pergunta a si próprio ao acordar, passará um dia bastante mais deprimente e infeliz. Recomendo vivamente. Quanto mais não seja, faz-nos sentir vivos.
Saio de casa suficientemente cedo para aturar as depressões da 'coisa'.
Chego a casa todos os dias relativamente cedo (sempre que não fico preso aos problemas profissionais) para tratar minimamente da casa e das refeições.
Confesso, não tenho paciência para aturar as taras da 'coisa'.
Depois de um dia de trabalho, de problemas psicológicos acumulados e trabalhos domésticos, quero mais é sentar-me e, na falta de melhor actividade, autoanalisar-me e terminar a noite (ou começar a manhã...) a escrever.
Não é que não deseje falar... simplesmente a 'coisa' passa dias a fio sentada em frente à televisão sem a ligar; está ao lado da aparelhagem e não ouve música; junto aos livros e não lê nada. Não... é mais fácil ficar a olhar para os potezinhos de cinza e chorar.
Assim, para quem não tem de trabalhar e foder-se todo para poder chegar ao fim do mês, é relativamente simples imaginar a vida como ela era há um ano atrás e chorar.
Como tal, as conversas da 'coisa' baseiam-se sempre em morte, na sua condição de vítima universal e no seu sofrimento partilhado apenas por Deus e ignorado por milhões de carneiros que sofrem diariamente.
"O que queres jantar?"; "Quero morrer".
"Queres alguma coisa do supermercado?"; "Escolhe tu que vou morrer".
"Por que não atendeste o telemóvel?"; "Não posso, vou morrer".
Desta forma, é bastante mais agradável ficar calado na minha loucura habitual.
É injusto, coitadinha?
So what? E há alguma coisa justa nesta vida?
Viu morrer uma filha? Ya, e eu vi morrer a minha Mãe.
Deu-lhe conta de 50 anos de vida, nunca a deixou ser feliz.
Mas em contrapartida, cá ficou. Depois de 10 anos a ouvir os médicos a dizer que a avózinha ia morrer porque andava muito doente, fico sem Mãe em 6 meses.
É justo?
Que se foda a justiça.
"Ah e tal... é muito complicado perder-se um filho".
É relativo. Depende se o filho foi simplesmente um escravo do progenitor durante toda a sua vida ou não.
O conceito de justiça é sempre muito delicado.
Vejamos... entre mãe e filha, claramente que a filha era muito mais necessária neste mundo. A mãe está podre e depois de enterrar o marido e a filha, só poderá caminhar para o enterro do neto.
Pergunto-me sempre: e entre Mãe e o filho?
Epa, não quero mesmo ser mórbido, mas no que respeita a missões, parece-me que o mundo conseguiria sobreviver sem mais um informático que nem sequer é dos melhores.
A Mãe, em contrapartida, tinha a mais nobre das profissões: ensinava.
E foram muitos os que se tornaram gente importante graças a ela. Aliás, graças ao tempo que geria da melhor forma possível entre as taras da mãe, os problemas existênciais do filho e o trabalho.
Por vezes penso que não foi uma questão de saber quem merecia mais ficar ou ir. Creio que foi como que uma folga que lhe concederam após anos de tortura psicológica.
Infelizmente, teve de largar tudo para poder tirar essas férias; infelizmente, são férias com um bilhete só de ida.
Após tão interessante e animada dissertação, volto à carga com as missões.
A 'coisa'. Qual será a missão dela?
Fico realmente siderado com isso.
O que é chato é que muitas das vezes nunca chegamos sequer a saber qual foi a nossa missão.
Sabemos simplesmente que a cumprimos, porque chegou a vez do nosso nome na "lista dos viajantes".
Plantar árvores, escrever livros, ter filhos... são tudo pequenas considerações na vasta lista de missões disponíveis.
Pergunto-me também se antes de sermos colocados na vida terrena nos fornecem um catálogo de missões para escolhermos.
Tenho mesmo grande curiosidade em saber qual é a minha.
Espero francamente um dia poder descobrir.
Profundo? Talvez.
Supondo que existe mesmo uma outra dimensão, universo paralelo, Céu, o que seja, para onde todos convergiremos um dia - uns mais cedo que outros - faz de facto algum sentido que as nossas moléculas sejam moldadas de certa forma para que, ao menos uma vez, tenhamos a oportunidade de estar neste mundo e possamos voltar com os espíritos mais preenchidos (preenchidos com uma Vida) para o Outro Lado.
Será assim tão linear? Não sei.
A grande dúvida assenta sempre na hipótese não-provada que num determinado universo não nos consigamos lembrar do que deixámos no outro.
Não é matemático, não é exacto, é uma grande merda que nos faz pensar.
Se efectivamente cada um de nós tem uma missão, pergunto-me bastantes vezes acerca do sentido de tudo.
Que missão poderá ter um puto qualquer que morre com dois, três anos, por vezes nem tanto?
É uma missão ou uma penitência?
Sendo uma missão, estará a preencher o espírito de quem? Dele próprio ou de quem tem de assistir à sua morte?
Sendo uma penitência... fará sentido a punição por algo que nem sequer nos lembramos?
Creio que isto é demasiado complexo para o meu cérebro pequenino de pato e informático.
Todos os dias, ao acordar, faço um pequeno exercício mental.
Qual o sentido da minha existência?
Garanto que se cada um dos meus caros leitores fizer esta pergunta a si próprio ao acordar, passará um dia bastante mais deprimente e infeliz. Recomendo vivamente. Quanto mais não seja, faz-nos sentir vivos.
Saio de casa suficientemente cedo para aturar as depressões da 'coisa'.
Chego a casa todos os dias relativamente cedo (sempre que não fico preso aos problemas profissionais) para tratar minimamente da casa e das refeições.
Confesso, não tenho paciência para aturar as taras da 'coisa'.
Depois de um dia de trabalho, de problemas psicológicos acumulados e trabalhos domésticos, quero mais é sentar-me e, na falta de melhor actividade, autoanalisar-me e terminar a noite (ou começar a manhã...) a escrever.
Não é que não deseje falar... simplesmente a 'coisa' passa dias a fio sentada em frente à televisão sem a ligar; está ao lado da aparelhagem e não ouve música; junto aos livros e não lê nada. Não... é mais fácil ficar a olhar para os potezinhos de cinza e chorar.
Assim, para quem não tem de trabalhar e foder-se todo para poder chegar ao fim do mês, é relativamente simples imaginar a vida como ela era há um ano atrás e chorar.
Como tal, as conversas da 'coisa' baseiam-se sempre em morte, na sua condição de vítima universal e no seu sofrimento partilhado apenas por Deus e ignorado por milhões de carneiros que sofrem diariamente.
"O que queres jantar?"; "Quero morrer".
"Queres alguma coisa do supermercado?"; "Escolhe tu que vou morrer".
"Por que não atendeste o telemóvel?"; "Não posso, vou morrer".
Desta forma, é bastante mais agradável ficar calado na minha loucura habitual.
É injusto, coitadinha?
So what? E há alguma coisa justa nesta vida?
Viu morrer uma filha? Ya, e eu vi morrer a minha Mãe.
Deu-lhe conta de 50 anos de vida, nunca a deixou ser feliz.
Mas em contrapartida, cá ficou. Depois de 10 anos a ouvir os médicos a dizer que a avózinha ia morrer porque andava muito doente, fico sem Mãe em 6 meses.
É justo?
Que se foda a justiça.
"Ah e tal... é muito complicado perder-se um filho".
É relativo. Depende se o filho foi simplesmente um escravo do progenitor durante toda a sua vida ou não.
O conceito de justiça é sempre muito delicado.
Vejamos... entre mãe e filha, claramente que a filha era muito mais necessária neste mundo. A mãe está podre e depois de enterrar o marido e a filha, só poderá caminhar para o enterro do neto.
Pergunto-me sempre: e entre Mãe e o filho?
Epa, não quero mesmo ser mórbido, mas no que respeita a missões, parece-me que o mundo conseguiria sobreviver sem mais um informático que nem sequer é dos melhores.
A Mãe, em contrapartida, tinha a mais nobre das profissões: ensinava.
E foram muitos os que se tornaram gente importante graças a ela. Aliás, graças ao tempo que geria da melhor forma possível entre as taras da mãe, os problemas existênciais do filho e o trabalho.
Por vezes penso que não foi uma questão de saber quem merecia mais ficar ou ir. Creio que foi como que uma folga que lhe concederam após anos de tortura psicológica.
Infelizmente, teve de largar tudo para poder tirar essas férias; infelizmente, são férias com um bilhete só de ida.
Após tão interessante e animada dissertação, volto à carga com as missões.
A 'coisa'. Qual será a missão dela?
Fico realmente siderado com isso.
O que é chato é que muitas das vezes nunca chegamos sequer a saber qual foi a nossa missão.
Sabemos simplesmente que a cumprimos, porque chegou a vez do nosso nome na "lista dos viajantes".
Plantar árvores, escrever livros, ter filhos... são tudo pequenas considerações na vasta lista de missões disponíveis.
Pergunto-me também se antes de sermos colocados na vida terrena nos fornecem um catálogo de missões para escolhermos.
Tenho mesmo grande curiosidade em saber qual é a minha.
Espero francamente um dia poder descobrir.
28/01/2008
o habitual
Como já é habitual, vou pegar num único post e transformá-lo numa mistela de ideias e borrenganços de tal forma gigantesco que ninguém o quererá ler.
Um pouco na onda de sadobloguismo, quando os autores escrevem e escrevem e escrevem mas toda a web se está literalmente a cagar para o que é dito. Mas os tipos divertem-se, e isso é que é importante.
Uma vez um médico disse-me que eu precisava de fazer um desporto de grupo, de forma a poder conviver e socializar mais: acabei no judo a dar e a levar nos cornos.
Agora isto é bastante mais calmo... escreve-se e pronto.
Parte 1: a rapariga dos meus sonhos
Vamos supor que um tipo qualquer, no rotineiro caminho para casa ou para o trabalho, encontra no metropolitano uma desconhecida.
Nunca a viu mais gorda mas de imediato o seu coração bate mais forte (bonito... se continuar assim ainda sou contratado para a revista Maria...) e é amor à primeira vista.
É fofo.
Agora vamos supor que a dita jovem entra na carruagem e ele nunca mais a vê. Como tal, começa a passar-se.
Felizmente, os informáticos são completamente passados dos cornos... ao que parece, a situação aconteceu mesmo.
Como o infeliz moço estava a passar-se completamente, decidiu fazer um esboço da rapariga dos seus sonhos, incluindo uma descrição e a hora e o local em que a viu pela primeira e última vez e... exactamente, dedicou-lhe um website.
A informação está toda neste link mas, ao que parece, ele já a reencontrou (malta com sorte...). Pelo menos foi o que li hoje num jornal online manhoso.
Enfim, bom para ele.
Parte 2: cenas deprimentes
Então é assim... ainda em relação ao post anterior, peço imensa desculpa ao Pato Pastel, mas não dá!
A sério.
Se começo a gastar todas as piadas ordinárias no blog, tentando não ser deprimente, o pessoal depois ao almoço começa a queixar-se que estou muito calado e sentem falta da merda que digo.
Depois tenho de me esforçar em dobro, tentando arranjar trocadilhos fáceis com a empregada brasileira do restaurante e o prato do dia... alheira.
É melhor continuar deprimente por estas bandas, para poder manter-me espirituoso ao almoço...
Parte 3: idiotas
"Tudo aquilo que um idiota diz que é urgente, é algo que um imbecil não fez em tempo útil, e querem que você, o otário, se desenrasque para fazer em tempo recorde..."
Hoje passaram-me esta afirmação.
Curiosamente, na Informática faz todo o sentido.
Acredito que faça sentido em muitas outras profissões, mas na minha assenta especialmente que nem uma luva.
Há sempre um roto qualquer que se lembra que um outro rabo não fez quando devia.
Assim, a tarefa simples que um bicha qualquer achava que seria exequível em 3 horas, passa para 3 semanas, com um grau de complexidade fora do comum.
Entretanto, já parte da ideia deixou o papel e passa para Produção, para a vida real.
Como o problema não foi resolvido, o problema passa a fazer parte do planeamento da equipa de desemerdanços ou seja, a Informática.
Esses heróis anónimos, sentados na base da cadeia alimentar e levando com toda a merda das camadas hierárquicas superiores, para além de terem de levar com o cheiro, ganham mais um projecto (o tal que era simples e se fazia em três horas) de risco altamente elevado (entretanto parte já estava a funcionar, lembram-se?), de prioridade máxima e tempo de execução reduzido.
Um bocado assim: "lembram-se daquele amendoim que demos a um elefante sem vocês saberem e que agora está transformado num grande bloco de merda enterrado no meio do território das hienas? Pronto, era para o irem buscar... mas não tenham problemas, não há stress... é para ontem."
Soubesse eu o que sei hoje e em vez de ir para a informática tinha era ido prostituir-me.
Garantidamente teria mais dinheiro e menos problemas. E nunca mais teria prisão de ventre.
De uma forma ou de outra, o informático é sempre enrabado, portanto...
Parte 4: aviões
Segue abaixo o workflow temporal da informação durante o dia de hoje:
13 :00 - caiu um avião em Portugal
13:30 - reportagens antigas de quedas de aviões; fala-se do caso Camarate
14 :00 - afinal o avião era um F-16 e caiu na base aérea
14:40 - entrevista a uma vaca que passou a dar manteiga com o susto
15:00 - o piloto está em estado grave e os peritos estão no local; há vítimas inocentes
15:20 - entrevistam-se as vítimas inocentes
16:00 - o piloto está vivo mas em perigo; afinal o F-16 caiu no mato
16:50 - descobre-se que devido a falhas de comunicação, o INEM demorou 1 hora a socorrer o piloto
17:00 - entrevista às testemunhas: "tivemos tanto medo... pensámos que era o Bin Laden"
17:10 - especial última hora em directo do Iraque
18:00 - o piloto está fora de perigo. Aliás, já está em casa.
18:35 - fala-se das horas de voo e da experiência dos pilotos; recomenda-se o Microsoft Flight Crash Simulator
19:00 - os motivos da queda estão a ser averiguados
19:15 - o Governo decide fazer um referendo para avaliar a necessidade de um estudo aos motivos da queda
20:00 - o avião caiu devido a problemas técnicos (não... havia de ser por causa da chuva...)
20:40 - outros F-16 que caíram devido a problemas técnicos
21:00 - o avião não tinha problemas; a nossa esquadra de F-16 é a melhor do mundo
22:00 - a Força Aérea não faz comentários mas os bombeiros afirmam que a culpa é do INEM
23:00 - mas caiu um avião?
Um pouco na onda de sadobloguismo, quando os autores escrevem e escrevem e escrevem mas toda a web se está literalmente a cagar para o que é dito. Mas os tipos divertem-se, e isso é que é importante.
Uma vez um médico disse-me que eu precisava de fazer um desporto de grupo, de forma a poder conviver e socializar mais: acabei no judo a dar e a levar nos cornos.
Agora isto é bastante mais calmo... escreve-se e pronto.
Parte 1: a rapariga dos meus sonhos
Vamos supor que um tipo qualquer, no rotineiro caminho para casa ou para o trabalho, encontra no metropolitano uma desconhecida.
Nunca a viu mais gorda mas de imediato o seu coração bate mais forte (bonito... se continuar assim ainda sou contratado para a revista Maria...) e é amor à primeira vista.
É fofo.
Agora vamos supor que a dita jovem entra na carruagem e ele nunca mais a vê. Como tal, começa a passar-se.
Felizmente, os informáticos são completamente passados dos cornos... ao que parece, a situação aconteceu mesmo.
Como o infeliz moço estava a passar-se completamente, decidiu fazer um esboço da rapariga dos seus sonhos, incluindo uma descrição e a hora e o local em que a viu pela primeira e última vez e... exactamente, dedicou-lhe um website.
A informação está toda neste link mas, ao que parece, ele já a reencontrou (malta com sorte...). Pelo menos foi o que li hoje num jornal online manhoso.
Enfim, bom para ele.
Parte 2: cenas deprimentes
Então é assim... ainda em relação ao post anterior, peço imensa desculpa ao Pato Pastel, mas não dá!
A sério.
Se começo a gastar todas as piadas ordinárias no blog, tentando não ser deprimente, o pessoal depois ao almoço começa a queixar-se que estou muito calado e sentem falta da merda que digo.
Depois tenho de me esforçar em dobro, tentando arranjar trocadilhos fáceis com a empregada brasileira do restaurante e o prato do dia... alheira.
É melhor continuar deprimente por estas bandas, para poder manter-me espirituoso ao almoço...
Parte 3: idiotas
"Tudo aquilo que um idiota diz que é urgente, é algo que um imbecil não fez em tempo útil, e querem que você, o otário, se desenrasque para fazer em tempo recorde..."
Hoje passaram-me esta afirmação.
Curiosamente, na Informática faz todo o sentido.
Acredito que faça sentido em muitas outras profissões, mas na minha assenta especialmente que nem uma luva.
Há sempre um roto qualquer que se lembra que um outro rabo não fez quando devia.
Assim, a tarefa simples que um bicha qualquer achava que seria exequível em 3 horas, passa para 3 semanas, com um grau de complexidade fora do comum.
Entretanto, já parte da ideia deixou o papel e passa para Produção, para a vida real.
Como o problema não foi resolvido, o problema passa a fazer parte do planeamento da equipa de desemerdanços ou seja, a Informática.
Esses heróis anónimos, sentados na base da cadeia alimentar e levando com toda a merda das camadas hierárquicas superiores, para além de terem de levar com o cheiro, ganham mais um projecto (o tal que era simples e se fazia em três horas) de risco altamente elevado (entretanto parte já estava a funcionar, lembram-se?), de prioridade máxima e tempo de execução reduzido.
Um bocado assim: "lembram-se daquele amendoim que demos a um elefante sem vocês saberem e que agora está transformado num grande bloco de merda enterrado no meio do território das hienas? Pronto, era para o irem buscar... mas não tenham problemas, não há stress... é para ontem."
Soubesse eu o que sei hoje e em vez de ir para a informática tinha era ido prostituir-me.
Garantidamente teria mais dinheiro e menos problemas. E nunca mais teria prisão de ventre.
De uma forma ou de outra, o informático é sempre enrabado, portanto...
Parte 4: aviões
Segue abaixo o workflow temporal da informação durante o dia de hoje:
13 :00 - caiu um avião em Portugal
13:30 - reportagens antigas de quedas de aviões; fala-se do caso Camarate
14 :00 - afinal o avião era um F-16 e caiu na base aérea
14:40 - entrevista a uma vaca que passou a dar manteiga com o susto
15:00 - o piloto está em estado grave e os peritos estão no local; há vítimas inocentes
15:20 - entrevistam-se as vítimas inocentes
16:00 - o piloto está vivo mas em perigo; afinal o F-16 caiu no mato
16:50 - descobre-se que devido a falhas de comunicação, o INEM demorou 1 hora a socorrer o piloto
17:00 - entrevista às testemunhas: "tivemos tanto medo... pensámos que era o Bin Laden"
17:10 - especial última hora em directo do Iraque
18:00 - o piloto está fora de perigo. Aliás, já está em casa.
18:35 - fala-se das horas de voo e da experiência dos pilotos; recomenda-se o Microsoft Flight Crash Simulator
19:00 - os motivos da queda estão a ser averiguados
19:15 - o Governo decide fazer um referendo para avaliar a necessidade de um estudo aos motivos da queda
20:00 - o avião caiu devido a problemas técnicos (não... havia de ser por causa da chuva...)
20:40 - outros F-16 que caíram devido a problemas técnicos
21:00 - o avião não tinha problemas; a nossa esquadra de F-16 é a melhor do mundo
22:00 - a Força Aérea não faz comentários mas os bombeiros afirmam que a culpa é do INEM
23:00 - mas caiu um avião?
27/01/2008
caros amigos
Caros amigos Patos e restantes aves raras,
Tenho andado a tentar digerir algo que um amigo Pato me disse hoje à tarde.
Ora, vamos começar por arranjar um nome ao Pato.
De facto, ainda não tinha pensado muito bem nisso, visto que normalmente a conversa gira sempre à volta do Pato Marques e do Pato Afonso. Agora, tenho de falar acerca da afirmação de um outro.
Bom, após reflexão profunda, e também devido ao posicionamento geográfico deste amigo Pato, decidi referir-me a ele como Pato Pastel.
Não que ele seja exactamente um tipo apastelado (ah, e por falar nisso, não tem nenhuma relação com o post de há dias, acerca de pastéis...) mas... bom, ele irá certamente perceber a piada.
Ainda pensei em Pato Chefe, mas isso iria tirar-me o já reduzido protagonismo... bom, piada tinha ser o Pato sub-Chefe, mas acho que Pato Pastel lhe assenta que nem uma luva. O que é estranho, porque se os patos não têm mãos, de nada servirá terem luvas... mas normalmente colocamo-las na cabeça. Ficamos como que se tivéssemos uma vaca de barriga para o ar entre as orelhas - que também não temos, por sinal. De facto, a morfologia orgânica patina é deveras estranha. Por vezes penso que só somos iguais ao reles humanos da cintura para baixo. Mais uma badalhoquice, aí está. Mas referia-me mesmo era às barbatanas...
Penso que me estou a afundar a uma velocidade alucinante, pelo que nem sequer vou tocar no trocadilho dos ovos. Seria demasiado fácil e bastante nojento para esta hora da noite.
Voltando ao topo do post, o amigo Pato Pastel afirma então que este pato tem uma conversa demasiado deprimente.
Compreendo.
Na realidade, para os patos que convivem comigo quase diariamente, quase que pareço um pato bipolar.
Como é que um pato que consegue ter uma conversa de merda ao longo de todo o dia, consegue chegar ao seu canto na web e ter uma conversa altamente deprimente? Bom, creio que a palavra "merda" é mesmo a chave...
Afinal, não interessa se a conversa é interessante ou não, ou se é deprimente ou animada. No fundo, quer na vida física, quer na virtual, a conversa deste Pato é sempre uma grande merda (louvores aos que me aturam).
Mas não quero que o amigo Pato Pastel fique com a ideia de que a minha conversa é assim tão deprimente.
Como não quero ser a última leitura de nenhum condenado, quero voltar alguns anos no tempo e ter uma escrita não-deprimente. Afinal, todo o layout do blog já é uma merda, pelo que não vou afundar isto ainda mais.
Assim, hoje não falarei da 'coisa', dos meus problemas, da Nação (nem sei porque escrevi com maiúscula...), do Dia de S.Valentim que está mesmo aí a rebentar nem de outros tantos assuntos que me levariam inevitavelmente para uma deprimente escrita de merda.
Desta forma, só mesmo para o Pato Pastel e para todos os outros que pensam que vou atirar a 'coisa' pelas escadas e suicidar-me de seguida, vamos tentar começar a semana animados (tirando o 'deprimente' mas mantendo a escrita de merda).
Ontem fui às compras, que é como quem diz, mendigar o desconto de combustível da Galp no Continente...
Acho fascinante a quantidade de malta que, tal como eu mendigo o desconto no gasóleo, vão mendigar a chouriça assada na mesa de provas... é brutal! Tipo, às 11 da manhã, já está a malta no Continente a fazer fila para provar os enchidos, os fritos e as bebidas que as meninas (que também parecem umas chouriças prontas a rebentar e a deitar tudo para fora das camisolas... pelo menos da cintura para cima) oferecem.
Falando nisso, com tanta brasileira e ucraniana a oferecer comida no supermercado, ainda não percebi porque não fazem daquilo um bordel... carne não faltava. (Está porreiro assim ou ainda está deprimente, lol?)
Bom, da minha parte não me queixo. Enquanto a malta se atira às frangas, eu vou-me às prateleiras (do supermercado, entenda-se...) e despacho-me antes que encham as caixas.
Que dizer então das moças da caixa.
Sempre com um sorriso amarelo como quem diz "olha mais um palhaço que veio às compras e eu aqui a meter-lhe as merdas no saco a um sábado de manhã..."; é um facto, mas calha a todos.
Chato é que as moçoilas da caixa tendem a olhar para mim e devem pensar que sou mais um jovem franganito sem força para levantar as sacas. Digo isto, porque gostam de me colocar três ou quatro coisas num saco e toca a mudar de saco... conclusão: em vez de ter cinco ou seis sacos cheios que poderia levar de uma só vez para o meu 3º andar sem elevador, ganho 20 sacas mal-cheias que tenho de levar à vez em várias viagens para não foder os ovos ou amassar a fruta. Já lhes tentei explicar... "sabe, pode meter mais coisas no saco..."; mas não... gostam mesmo de separar as coisas em muitos sacos. Depois abro a bagageira do carro e parece que os sacos eram fêmeas e estavam todas grávidas... são ninhadas de sacos e saquinhos a querer fugir pela rua abaixo.
Já no regresso a casa, passei junto a uma igreja que há ali para os lados do Beato (para quem conhece a zona, será de fácil localização).
A sério que não gosto de ter uma mente javarda que leva sempre as coisas para a cueca mas...
Tipo, mesmo em frente à igreja, junto ao passeio, andavam umas escuteiras (ou escoteiras, nunca sei ao certo) com um cartaz a pedir dinheiro e a pedirem à malta para encostar os carros e doar.
Ok, a sério que não quero dizer isto, mas a ocasião fez-me rir.
A primeira coisa em que pensei quando ia no início da recta que passa frente à igreja e vi aquele espectáculo foi: "'dasse... putaria a esta hora do dia?". É que parecia mesmo Monsanto ao final da tarde, com as jovens a debruçarem-se nas janelas do pendura dos carros...
Portanto, é como digo... não quero ter uma mente suja, mas as situações originam piadas porcas...
Quando percebi o que estavam a fazer ainda pensei em parar e perguntar o preço; mas depois achei que seria demasiado traumatizante. Afinal, já é castigo suficiente andarem o dia todo vestidas de parvas...
Que, por sinal, é umas das piadas mais estúpidas que conheço: "os escoteiros são meninos vestidos de parvos; os chefes dos escoteiros são parvos vestidos de meninos"; e as jovens à porta da igreja já tinham idade para se enquadrarem na segunda categoria.
Ao Pato Afonso, apenas posso garantir que não tenciono cometer nenhum crime.
E por muito que deteste esta merda toda, não me tenciono matar.
Afinal, acho que é capaz de ter muito mais piada andar pelo mundo dos vivos a chatear tudo e todos (naquela onda... é mais irritante, eh eh) do que estar pendurado numa corda tal pato acabado de caçar.
Nãa, não é para mim.
De facto, não posso deixar de achar piada em escrever mais um testamento (Novo, que o Antigo já era...) e obrigar literalmente o Pato Pastel a ler...
É que ele sabe que o vou chatear como uma melga até que leia isto. Ou melhor, vou chateá-lo como um pato, que é o que faço melhor.
Tenho andado a tentar digerir algo que um amigo Pato me disse hoje à tarde.
Ora, vamos começar por arranjar um nome ao Pato.
De facto, ainda não tinha pensado muito bem nisso, visto que normalmente a conversa gira sempre à volta do Pato Marques e do Pato Afonso. Agora, tenho de falar acerca da afirmação de um outro.
Bom, após reflexão profunda, e também devido ao posicionamento geográfico deste amigo Pato, decidi referir-me a ele como Pato Pastel.
Não que ele seja exactamente um tipo apastelado (ah, e por falar nisso, não tem nenhuma relação com o post de há dias, acerca de pastéis...) mas... bom, ele irá certamente perceber a piada.
Ainda pensei em Pato Chefe, mas isso iria tirar-me o já reduzido protagonismo... bom, piada tinha ser o Pato sub-Chefe, mas acho que Pato Pastel lhe assenta que nem uma luva. O que é estranho, porque se os patos não têm mãos, de nada servirá terem luvas... mas normalmente colocamo-las na cabeça. Ficamos como que se tivéssemos uma vaca de barriga para o ar entre as orelhas - que também não temos, por sinal. De facto, a morfologia orgânica patina é deveras estranha. Por vezes penso que só somos iguais ao reles humanos da cintura para baixo. Mais uma badalhoquice, aí está. Mas referia-me mesmo era às barbatanas...
Penso que me estou a afundar a uma velocidade alucinante, pelo que nem sequer vou tocar no trocadilho dos ovos. Seria demasiado fácil e bastante nojento para esta hora da noite.
Voltando ao topo do post, o amigo Pato Pastel afirma então que este pato tem uma conversa demasiado deprimente.
Compreendo.
Na realidade, para os patos que convivem comigo quase diariamente, quase que pareço um pato bipolar.
Como é que um pato que consegue ter uma conversa de merda ao longo de todo o dia, consegue chegar ao seu canto na web e ter uma conversa altamente deprimente? Bom, creio que a palavra "merda" é mesmo a chave...
Afinal, não interessa se a conversa é interessante ou não, ou se é deprimente ou animada. No fundo, quer na vida física, quer na virtual, a conversa deste Pato é sempre uma grande merda (louvores aos que me aturam).
Mas não quero que o amigo Pato Pastel fique com a ideia de que a minha conversa é assim tão deprimente.
Como não quero ser a última leitura de nenhum condenado, quero voltar alguns anos no tempo e ter uma escrita não-deprimente. Afinal, todo o layout do blog já é uma merda, pelo que não vou afundar isto ainda mais.
Assim, hoje não falarei da 'coisa', dos meus problemas, da Nação (nem sei porque escrevi com maiúscula...), do Dia de S.Valentim que está mesmo aí a rebentar nem de outros tantos assuntos que me levariam inevitavelmente para uma deprimente escrita de merda.
Desta forma, só mesmo para o Pato Pastel e para todos os outros que pensam que vou atirar a 'coisa' pelas escadas e suicidar-me de seguida, vamos tentar começar a semana animados (tirando o 'deprimente' mas mantendo a escrita de merda).
Ontem fui às compras, que é como quem diz, mendigar o desconto de combustível da Galp no Continente...
Acho fascinante a quantidade de malta que, tal como eu mendigo o desconto no gasóleo, vão mendigar a chouriça assada na mesa de provas... é brutal! Tipo, às 11 da manhã, já está a malta no Continente a fazer fila para provar os enchidos, os fritos e as bebidas que as meninas (que também parecem umas chouriças prontas a rebentar e a deitar tudo para fora das camisolas... pelo menos da cintura para cima) oferecem.
Falando nisso, com tanta brasileira e ucraniana a oferecer comida no supermercado, ainda não percebi porque não fazem daquilo um bordel... carne não faltava. (Está porreiro assim ou ainda está deprimente, lol?)
Bom, da minha parte não me queixo. Enquanto a malta se atira às frangas, eu vou-me às prateleiras (do supermercado, entenda-se...) e despacho-me antes que encham as caixas.
Que dizer então das moças da caixa.
Sempre com um sorriso amarelo como quem diz "olha mais um palhaço que veio às compras e eu aqui a meter-lhe as merdas no saco a um sábado de manhã..."; é um facto, mas calha a todos.
Chato é que as moçoilas da caixa tendem a olhar para mim e devem pensar que sou mais um jovem franganito sem força para levantar as sacas. Digo isto, porque gostam de me colocar três ou quatro coisas num saco e toca a mudar de saco... conclusão: em vez de ter cinco ou seis sacos cheios que poderia levar de uma só vez para o meu 3º andar sem elevador, ganho 20 sacas mal-cheias que tenho de levar à vez em várias viagens para não foder os ovos ou amassar a fruta. Já lhes tentei explicar... "sabe, pode meter mais coisas no saco..."; mas não... gostam mesmo de separar as coisas em muitos sacos. Depois abro a bagageira do carro e parece que os sacos eram fêmeas e estavam todas grávidas... são ninhadas de sacos e saquinhos a querer fugir pela rua abaixo.
Já no regresso a casa, passei junto a uma igreja que há ali para os lados do Beato (para quem conhece a zona, será de fácil localização).
A sério que não gosto de ter uma mente javarda que leva sempre as coisas para a cueca mas...
Tipo, mesmo em frente à igreja, junto ao passeio, andavam umas escuteiras (ou escoteiras, nunca sei ao certo) com um cartaz a pedir dinheiro e a pedirem à malta para encostar os carros e doar.
Ok, a sério que não quero dizer isto, mas a ocasião fez-me rir.
A primeira coisa em que pensei quando ia no início da recta que passa frente à igreja e vi aquele espectáculo foi: "'dasse... putaria a esta hora do dia?". É que parecia mesmo Monsanto ao final da tarde, com as jovens a debruçarem-se nas janelas do pendura dos carros...
Portanto, é como digo... não quero ter uma mente suja, mas as situações originam piadas porcas...
Quando percebi o que estavam a fazer ainda pensei em parar e perguntar o preço; mas depois achei que seria demasiado traumatizante. Afinal, já é castigo suficiente andarem o dia todo vestidas de parvas...
Que, por sinal, é umas das piadas mais estúpidas que conheço: "os escoteiros são meninos vestidos de parvos; os chefes dos escoteiros são parvos vestidos de meninos"; e as jovens à porta da igreja já tinham idade para se enquadrarem na segunda categoria.
Ao Pato Afonso, apenas posso garantir que não tenciono cometer nenhum crime.
E por muito que deteste esta merda toda, não me tenciono matar.
Afinal, acho que é capaz de ter muito mais piada andar pelo mundo dos vivos a chatear tudo e todos (naquela onda... é mais irritante, eh eh) do que estar pendurado numa corda tal pato acabado de caçar.
Nãa, não é para mim.
De facto, não posso deixar de achar piada em escrever mais um testamento (Novo, que o Antigo já era...) e obrigar literalmente o Pato Pastel a ler...
É que ele sabe que o vou chatear como uma melga até que leia isto. Ou melhor, vou chateá-lo como um pato, que é o que faço melhor.
26/01/2008
coisas que se dizem
É que o nosso serviço de emergência médica é tão bom, tão bom, que a malta continua a recorrer a ele mesmo quando tem a certeza de que os familiares estão mortos.
25/01/2008
another friday...
Devo ser o único gajo do mundo que abomina a sexta-feira.
Para além de haver sempre merda nos sistemas, é o dia que antecede 48 horas de loucura a aturar uma louca.
Claro que o conceito subjacente a 'louca' poderia ter uma conjugação temática mais associada a borga e orgias... mas não... é mesmo a 'Coisa' a funcionar como um Relay (piada informática da semana): ora está bem, ora não está bem. Algo agradável é o facto de, independentemente de estar mal ou bem, o gajo que fica com os cornos completamente arrasados (tecnicamente, com eles em merda) é o Pato do costume.
De qualquer forma, as notícias do País sempre alegram a malta.
Obviamente que isto não são as Escolhas do Marcelo (vade retro...) mas sempre se assemelham a umas pseudo-escolhas do Pato Marques.
É um blog intenso, sem dúvida. Um blog intenso, um blog de merda!
Esta semana gostei especialmente do tema da saúde.
Afinal, quem não delirou com a conversa emocionante entre a linha erótica do INEM e os bombeiros de santa-terrinha-a-velha?
- "Olhe, 'tou xim? Fala do INEM... temos um gajo morto nas escadas e é preciso ir alguém buscá-lo"
- "Oh, minha xenhora... fuooogo! Então eu 'tou ao telemóvel..."
- "Xim? Ixo é que é para rir... não tem piada, mas é para rir! Nunca me tinha acontexido!"
- "É que extou aqui xozinho... a coxá-los..."
- "Ah, mas vá andando pró local que a gente já manda um carro práí"
- "Oh minha xenhora... extou aqui xozinho..."
Sinceramente, não sei o que apreciei mais... se a conversa com o tiquezinho de Shreck, trocando os 's' por 'x', se a conversa deprimente do bombeiro que se sentia sozinho e abandonado no quartel, ou se por toda a desgraça de país inerente a toda a conversa onde um gajo que esteja a morrer não tem ajuda médica...
Claro que na mente brilhante do nosso ministro da Saúde, "há muito a fazer"... a começar por enfiar-lhe um aparelho de raios-x pelo recto acima.
De qualquer forma, há que tirar o chapéu aos dois cromos do telefonema. Por momentos ainda pensei estar a ver uma cena do Gato Fedorento.
Já numa perspectiva mais religiosa adorei a notícia de que um padre qualquer quer abrir um espaço de diversão nocturna na Igreja.
Ao que parece, os proprietários de espaços idênticos (não em igrejas, claro), sentem-se discriminados e chocados com a concorrência desleal.
Sim, porque na minha humilde opinião, contra virgens e shots de Sumo Pontífice ninguém tem hipótese...
O Pato volta.
Para além de haver sempre merda nos sistemas, é o dia que antecede 48 horas de loucura a aturar uma louca.
Claro que o conceito subjacente a 'louca' poderia ter uma conjugação temática mais associada a borga e orgias... mas não... é mesmo a 'Coisa' a funcionar como um Relay (piada informática da semana): ora está bem, ora não está bem. Algo agradável é o facto de, independentemente de estar mal ou bem, o gajo que fica com os cornos completamente arrasados (tecnicamente, com eles em merda) é o Pato do costume.
De qualquer forma, as notícias do País sempre alegram a malta.
Obviamente que isto não são as Escolhas do Marcelo (vade retro...) mas sempre se assemelham a umas pseudo-escolhas do Pato Marques.
É um blog intenso, sem dúvida. Um blog intenso, um blog de merda!
Esta semana gostei especialmente do tema da saúde.
Afinal, quem não delirou com a conversa emocionante entre a linha erótica do INEM e os bombeiros de santa-terrinha-a-velha?
- "Olhe, 'tou xim? Fala do INEM... temos um gajo morto nas escadas e é preciso ir alguém buscá-lo"
- "Oh, minha xenhora... fuooogo! Então eu 'tou ao telemóvel..."
- "Xim? Ixo é que é para rir... não tem piada, mas é para rir! Nunca me tinha acontexido!"
- "É que extou aqui xozinho... a coxá-los..."
- "Ah, mas vá andando pró local que a gente já manda um carro práí"
- "Oh minha xenhora... extou aqui xozinho..."
Sinceramente, não sei o que apreciei mais... se a conversa com o tiquezinho de Shreck, trocando os 's' por 'x', se a conversa deprimente do bombeiro que se sentia sozinho e abandonado no quartel, ou se por toda a desgraça de país inerente a toda a conversa onde um gajo que esteja a morrer não tem ajuda médica...
Claro que na mente brilhante do nosso ministro da Saúde, "há muito a fazer"... a começar por enfiar-lhe um aparelho de raios-x pelo recto acima.
De qualquer forma, há que tirar o chapéu aos dois cromos do telefonema. Por momentos ainda pensei estar a ver uma cena do Gato Fedorento.
Já numa perspectiva mais religiosa adorei a notícia de que um padre qualquer quer abrir um espaço de diversão nocturna na Igreja.
Ao que parece, os proprietários de espaços idênticos (não em igrejas, claro), sentem-se discriminados e chocados com a concorrência desleal.
Sim, porque na minha humilde opinião, contra virgens e shots de Sumo Pontífice ninguém tem hipótese...
O Pato volta.
24/01/2008
piada da noite
Um puto escocês vai estudar para Inglaterra.
Passados três meses regressa a casa, de férias, e a mãe pergunta-lhe:
- Então e os dois rapazes com quem partilhas o quarto, são bons moços?
- Ai, mãe... Nas primeiras semanas eles eram muito simpáticos, mas passado pouco tempo deu para ver como é que eles realmente são... À noite, um deles chora desalmadamente, e o outro bate com a cabeça na parede até adormecer!
- Ai, credo... E tu?
- Eu faço de conta que não é nada comigo e fico no meu cantinho, a tocar a minha gaita de foles...
Passados três meses regressa a casa, de férias, e a mãe pergunta-lhe:
- Então e os dois rapazes com quem partilhas o quarto, são bons moços?
- Ai, mãe... Nas primeiras semanas eles eram muito simpáticos, mas passado pouco tempo deu para ver como é que eles realmente são... À noite, um deles chora desalmadamente, e o outro bate com a cabeça na parede até adormecer!
- Ai, credo... E tu?
- Eu faço de conta que não é nada comigo e fico no meu cantinho, a tocar a minha gaita de foles...
23/01/2008
Anotação da noite (ou da manhã, bem vistas as coisas...):
Desta vez, mas só desta vez, achei que não deveria puxar o lado negro e muitas vezes idiota com que encaro as coisas.
Mas mesmo só desta vez e porque, depois de analisar bem a letra, consegui encontrar algum significado em todo o conjunto (incrível, lol), não vou tecer comentários de índole depreciativa.
Até porque a música e a letra também não o merecem...
Desta vez, mas só desta vez, achei que não deveria puxar o lado negro e muitas vezes idiota com que encaro as coisas.
Mas mesmo só desta vez e porque, depois de analisar bem a letra, consegui encontrar algum significado em todo o conjunto (incrível, lol), não vou tecer comentários de índole depreciativa.
Até porque a música e a letra também não o merecem...
Ah! Mas um dia!
Sou um pato jovem, é um facto. O facto de ser informático não abona muito a meu favor. Sou daqueles tipos chatos, que contam piadas muito específicas de informática e com uma mente tão suja de anos e anos de internet que conseguem transformar a mais inocente das situações na joke mais nojenta e badalhoca... Entendo que dentro de alguns anos (poucos, eventualmente) estarei farto de tudo isto. A informática deixará de ser a emoção que é hoje e, passarei os dias lixado porque estou a fazer algo que já me faz arrancar os cabelos. Contudo, esse dia parece ainda vir longe. Ainda me dá um gozo tremendo andar a ver websites noite dentro, com cenas perfeitamente geeks (já sei... 'get a life, get a woman...'). Ainda acho um piadão a ler artigos que me ensinam a fabricar biodiesel na banheira ou a carregar um iPod com um limão e uma garrafa de Gatorade. Apesar de saber que nem sempre o meu trabalho é reconhecido, apesar de ouvir piadas dias a fio relativamente ao facto de ser o tipo que está enterrado atrás de três computadores sem falar, apesar de gozarem com o facto de ser o esquimó enfiado no gelo da sala de servidores, apesar de muito boa gente achar que ser informático é sinónimo de coçar os jardins suspensos durante 8 horas por dia, apesar de muitas vezes se esquecerem que é o informático que entra em stress para garantir que a falha do sistema será recuperada o mais rapidamente possivel, apesar de toda a gente achar que é um exagero estar dias a resolver um problema (que para eles é algo óbvio, mas que implica que o informático mova montanhas... ou até mesmo a Lua), apesar de ser o gajo de quem se lembram apenas quando há merda, o facto é que não foi ontem, ainda não foi hoje, e decerto que não será amanhã que ficarei farto disto. Porque me continua a dar um gozo brutal encarar o mais merdoso e complexo dos problemas como sendo mais um desafio e porque ainda me faz muito feliz ouvir aquele 'obrigado' depois de ter salvo mais um utilizador de se ter afogado na própria caca... E porque até a mais simples das questões como criar um atalho no ambiente de trabalho pode fazer o dia terminar com uma quebra total dos servidores mesmo à hora da saída, todos os pedidos de apoio são encarados da mesma forma: mais um desafio para o dia de trabalho. É a palavra chave, é o que dá pica e aquece a máquina craniana: o desafio. Faz toda a diferença - e talvez por isso ainda não esteja farto - atender o telefone, ficar completamente lixado por me estarem a chatear com uma cena básica, mas resolver e ver o sorriso e/ou ouvir o 'obrigado', o 'thanks', o 'gracias' ou o 'fixe'. E ainda fico passado quando não consigo resolver imediatamente as coisas. Quando tudo parece negro, basta recordar a premissa fundamental: nada é impossível; existe o temporalmente improvável, o tecnicamente não exequível num determinado espaço temporal mas não o impossível. E é isto que continua a puxar pelo bichinho diariamente. Até se suportam as calinadas dos utilizadores que, muitas das vezes, nem sequer sabem ao certo qual é o seu problema... só sabem que existe, lol. É muito provável que, tal como outros informáticos, chegue o dia em que me canse, deixe de ter paciência e só me apeteça pegar num servidor e atirá-lo à cabeça de alguém. Mas lá está... parece-me ser temporalmente improvável... Um dia! Mas não amanhã. Por isso, entendo que alguns se fartem. Entendo que muitas das vezes somos desprezados e deitados no lixo como a geleia fora do prazo (outra geek joke...) e que, como tal, só nos dê vontade de largar tudo e abrir uma mercearia ou coisa parecida. Mas isso implicaria desistir, o que se encontra fora de questão. Por isso entendo. Não compreendo, mas entendo...
21/01/2008
génios
Consulta no oculista ao final da tarde: sabe... para além da miopia, é perfeitamente normal ter a vista cansada... trabalha com computadores, é?
Caramba! Eu sou informático, porra! Alguém me pode dar uma novidade? Claro que tenho a vista cansada!!! Se estivesses 8 horas por dia à frente (ou atrás, depende do ponto de vista) de três monitores também a tinhas!!!
Lembra-me quando ao fim de 200 km o carro ficou sem a marcha atrás.
Sim, ainda hoje os fofos gozam comigo... tem sempre uma certa piada ficar atravessado num parque de estacionamento porque a meio da manobra se descobriu que a marcha atrás não pegava...
E então liguei para o call-center da marca a pedir um reboque.
Obviamente que o génio que atendeu perguntou logo se eu estava a meter bem a mudança. E até se dignou a explicar como a mesma se metia. "Está a ver a patilha? Pronto... tem de puxá-la para cima..."
Eu enfiava-lhe era a marcha atrás no terceiro olho...
E enquanto eu lhe explicava que sabia perfeitamente qual era o problema, o génio teimava em mandar um carro de assistência, quando o que eu precisava era de um reboque.
"Ouça... a patilha de encaixe da marcha atrás está partida! São seis da tarde em Janeiro, está escuro como a Damaia e nenhum carro de assistência me vai conseguir substituir isto aqui!"
"Ah e tal... mas o senhor não sabe se é a patilha da marcha atrás..."
"Porra, claro que sei! Fui o doido de informática que passou umas férias a tirar um curso de mecânica numa marca!!! É a porra da patilha! É a porra da patilha!!"
Mas ele lá teimou em mandar o veículo de assistência... e eu lá esperei uma hora para ter de assumir a minha postura mais controlada possível quando o moço da carrinha me diz:
"Sabe... isto é a patilha da marcha atrás... vou ter de chamar o colega do reboque..."
(Foda-se...)
De facto, génios não faltam por aí.
Faltam os da lâmpada, é um facto... embora se encontrem coisas similares a arrastar as bolas pelos corredores de S.Bento.
Alguém topou hoje o jornal da hora de almoço?
O Governo reuniu-se hoje para decidir acerca da postura a tomar relativamente ao alerta de atentado dado pelos espanhóis na semana passada...
Meus caros! E por que não um referendo? Vamos a mais um referendo! Vamos decidir em conjunto se é ou não necessário o Gabinete de Crise reunir para decidir se é ou não necessário tomar alguma atitude...
Não vejo motivos para alarme.
Somos um país que está na cauda da Europa; deitamos trabalhos da faculdade na via pública porque 'cheiram mal' e infectam meia capital; afirmamos que o que está a sul da capital (tipo... metade do país...) é deserto; deixamos as mães a dar à luz na autoestrada (acho fixe... é o verdadeiro conceito de Via Verde); executamos estudos acerca dos estudos que foram estudados relativamente a determinado estudo...; é um bocado naquela onda... um terrorista que viesse fazer explodir qualquer coisa em Portugal só estaria a dar prejuízo à sua organização! Nos somos bem capazes de dar conta do recado e com muito mais estilo.
Como será a vida nocturna do nosso Prime?
Parece que o estou a ver na secretária enquanto a governanta se insinua...
"Sr. Ministro, está tão tenso... sabe o que lhe fazia bem? Uma boa foda..."
"Ora aí está uma boa ideia! Passe-me aí essa pilha de papéis que já vou foder mais uns quantos!"
E não sei ao certo o que se passará na mente genial de tanto génio que anda por aí.
Parece-me a mim que a fronteira encolhe de dia para dia.
Afinal, os putos já vão nascer a Espanha e Espanha já vem cultivar em Portugal.
So what?
Há uns anos Portugal era conhecido no exterior por dois ícones: Amália e Eusébio.
Não faltará muito para que o conceito de Portugal se baseie unicamente numa única palavra: Lisboa.
Investimos em Lisboa, construímos em Lisboa, trazemos tudo para Lisboa... epa, vamos importar as vinhas do Douro para o Tejo! O Algarve metíamos na marginal de Cascais... as Beiras eram bem-encaixadas ali para Sintra... e o Alentejo... bom o Alentejo metíamos no deserto, já que agora vão fazer lá o aeroporto...
Caramba! Eu sou informático, porra! Alguém me pode dar uma novidade? Claro que tenho a vista cansada!!! Se estivesses 8 horas por dia à frente (ou atrás, depende do ponto de vista) de três monitores também a tinhas!!!
Lembra-me quando ao fim de 200 km o carro ficou sem a marcha atrás.
Sim, ainda hoje os fofos gozam comigo... tem sempre uma certa piada ficar atravessado num parque de estacionamento porque a meio da manobra se descobriu que a marcha atrás não pegava...
E então liguei para o call-center da marca a pedir um reboque.
Obviamente que o génio que atendeu perguntou logo se eu estava a meter bem a mudança. E até se dignou a explicar como a mesma se metia. "Está a ver a patilha? Pronto... tem de puxá-la para cima..."
Eu enfiava-lhe era a marcha atrás no terceiro olho...
E enquanto eu lhe explicava que sabia perfeitamente qual era o problema, o génio teimava em mandar um carro de assistência, quando o que eu precisava era de um reboque.
"Ouça... a patilha de encaixe da marcha atrás está partida! São seis da tarde em Janeiro, está escuro como a Damaia e nenhum carro de assistência me vai conseguir substituir isto aqui!"
"Ah e tal... mas o senhor não sabe se é a patilha da marcha atrás..."
"Porra, claro que sei! Fui o doido de informática que passou umas férias a tirar um curso de mecânica numa marca!!! É a porra da patilha! É a porra da patilha!!"
Mas ele lá teimou em mandar o veículo de assistência... e eu lá esperei uma hora para ter de assumir a minha postura mais controlada possível quando o moço da carrinha me diz:
"Sabe... isto é a patilha da marcha atrás... vou ter de chamar o colega do reboque..."
(Foda-se...)
De facto, génios não faltam por aí.
Faltam os da lâmpada, é um facto... embora se encontrem coisas similares a arrastar as bolas pelos corredores de S.Bento.
Alguém topou hoje o jornal da hora de almoço?
O Governo reuniu-se hoje para decidir acerca da postura a tomar relativamente ao alerta de atentado dado pelos espanhóis na semana passada...
Meus caros! E por que não um referendo? Vamos a mais um referendo! Vamos decidir em conjunto se é ou não necessário o Gabinete de Crise reunir para decidir se é ou não necessário tomar alguma atitude...
Não vejo motivos para alarme.
Somos um país que está na cauda da Europa; deitamos trabalhos da faculdade na via pública porque 'cheiram mal' e infectam meia capital; afirmamos que o que está a sul da capital (tipo... metade do país...) é deserto; deixamos as mães a dar à luz na autoestrada (acho fixe... é o verdadeiro conceito de Via Verde); executamos estudos acerca dos estudos que foram estudados relativamente a determinado estudo...; é um bocado naquela onda... um terrorista que viesse fazer explodir qualquer coisa em Portugal só estaria a dar prejuízo à sua organização! Nos somos bem capazes de dar conta do recado e com muito mais estilo.
Como será a vida nocturna do nosso Prime?
Parece que o estou a ver na secretária enquanto a governanta se insinua...
"Sr. Ministro, está tão tenso... sabe o que lhe fazia bem? Uma boa foda..."
"Ora aí está uma boa ideia! Passe-me aí essa pilha de papéis que já vou foder mais uns quantos!"
E não sei ao certo o que se passará na mente genial de tanto génio que anda por aí.
Parece-me a mim que a fronteira encolhe de dia para dia.
Afinal, os putos já vão nascer a Espanha e Espanha já vem cultivar em Portugal.
So what?
Há uns anos Portugal era conhecido no exterior por dois ícones: Amália e Eusébio.
Não faltará muito para que o conceito de Portugal se baseie unicamente numa única palavra: Lisboa.
Investimos em Lisboa, construímos em Lisboa, trazemos tudo para Lisboa... epa, vamos importar as vinhas do Douro para o Tejo! O Algarve metíamos na marginal de Cascais... as Beiras eram bem-encaixadas ali para Sintra... e o Alentejo... bom o Alentejo metíamos no deserto, já que agora vão fazer lá o aeroporto...
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