31/10/2008

salt salt

Lado A



Lado B

Halo-in

Bem, é noite das bruxas.
Vou então dar um pulinho aqui ao lado, bater à porta do meu vizinho de 80 anos com a capa preta vestida e o facão da carne... "olá vizinho, vim buscá-looooo".
Nunca percebi a ideia da importação da festa do Dia das Bruxas.
Bruxas já cá há com fartura, para quê fazer uma festa e a malta mascarar-se?
É incoerente: então fazíamos também o Dia das Putas, o Dia das Bardanascas, o Dia dos Cabrões... e em todos eles fazíamos um jantar e uma festa manhosa.
Bem, uma coisa é certa... considerando que a Fox vai fazer uma emissão especial dedicada ao Dia das Bruxas, creio que no Dia das Putas isto era capaz de ter piada.
Falando em putaria, o Guy Ritchie recusou 25000000 de Euros da Madonna.
Epa, se não queria podia ter oferecido ao amigo Pato.
Contas rápidas.
Há uns apartamentos com jovens que cobram 500€ a noite.
25000000 a dividir por 500 dá 50000 noites... tínhamos rambóia muito para além da morte. Era só encontrar quem quisesse fazer uma mamada a um cadáver (aqui entrava a piada do firme e duro).
Estou tecnicamente de férias (pelo menos durante as próximas 24 horas); sinto-me tecnicamente um inútil. É um facto que isto vai dar jeito para limpar a casa, mas é altamente irritante um gajo ter férias.
Não podia ficar a trabalhar? Que merda...
Gosto da forma de pensar da malta.
Andamos todos de bicicleta, vamos para o trabalho de transporte público porque assim poluímos menos e andar a pé é que é curtido. Mas depois quando cai a primeira chuva, todo o espírito ambientalista vai dar uma voltinha ao bilhar grande.
É ver os grandes fanáticos das bicicletas e corridas de Verão para o trabalho a tirar os pópós das garagens e a atolarem as ruas.
Yah, parece que só se polui quando faz sol... a chuva lava tudo, até a alma, pelo que na primeira grande molha mandamos o Greenpeace levar na peidola.
Ao menos tenham uma atitude coerente, como eu, que gero C02 durante todo o ano, arrastando o meu rabo em quatro rodas a Diesel.
Para quem não sabe, as vacas (as de quatro patas) são um dos maiores produtores de CO2. Sempre que uma vaca se peida, é mais um buraco que se abre na camada de Ozono. No fundo, trata-se de uma protecção da Terra.
Quando a malta se peida dentro da cama, o que se faz? Afastam-se os lençóis, para dissipar... a Terra faz o mesmo com os peidos das vacas e afasta a camada de Ozono (explicação lógica do dia).
Algo que me ocorreu entretanto... será desta que o Barack, O Abana? (já sei, demasiado imbecil...)
Mesmo para terminar a noite, com uma notícia daquelas que só a mim e a mais duas ou três pessoas irá interessar... já se encontra disponível a Release do Linux Ubuntu 8.10 :D :D :D
Wiiiiii!

ftp://ftp.rnl.ist.utl.pt/ubuntu-releases/intrepid/ubuntu-8.10-desktop-i386.iso

(Já agora, não me passei com o título do post de hoje... é mesmo uma piada por causa de um jogo de computador... Halo; mas os meus leitores são inteligentes e decerto que teriam lá chegado)

30/10/2008

pensamento negro da noite

"Uma foda mal dada, pode foder a vida a um gajo"

(a sério... temos mesmo de reequacionar o que andamos a beber ao almoço...)

29/10/2008

foolish games

don't dream

stress

Há dias em que dá efectivamente vontade de mandar alguém para o caralho.
Logicamente que a vontade assenta necessariamente nisso mesmo, uma vontade. Isto porque não dá jeito andarmos por aí a agredir a malta - infelizmente, a sociedade pune negativamente esse tipo de actos :(
Aliás, é para isso mesmo que servem os blogs.
Como não podemos espancar ninguém brutalmente na rua, vimos para aqui martelar carinhosamente o teclado até o Enter estar a roçar no Escape...
De repente ocorreram-me dois excelentes motivos para aquela dor ocasional nos rins...
Encontrei uma ervilha debaixo do cobertor... era capaz de ser isso; ou então ando a ser enrabado pelo Gato das Botas durante a noite e não tenho dado conta. Ainda não cheguei à fase do sangramento rectal, pelo que estou mais virado para a primeira hipótese.
Até porque o Snoopy não gosta particularmente de gatos.
Está a apetecer-me ser um bocado ranhoso.
Agora que o Natal está a chegar não consigo deixar de pensar que o Pai Natal não visita as crianças da Etiópia porque os meninos feios que não comem a papa não têm direito a presente.
Tive hoje o prazer de levar com uma daquelas admiráveis respostas que dou diariamente aos outros.
Estando eu na posição de cliente, um cromo técnico enviou-me um email de resposta a um pedido que lhe tinha feito:
"Estamos a analisar o sucedido... em breve ficará resolvido"
Às vezes pergunto-me se acharão que sou estúpido (possivelmente, sim). Meu Deus, eu TAMBÉM sou um técnico!!!!
Tradução da resposta politicamente correcta que o troll meteu no email:
"Não faço um boi de ideia do que se está a passar, mas temos alguma fé em que o Pai, o Filho e o Espírito Santo resolvam esta merda pelo melhor..."
É positivo. Faço o mesmo todos os dias.
Há algo de mágico em afirmar que está tudo bem, e enquanto estamos a escrever o email termos toda a sala a nosso redor a ser lambida por chamas.
Ando há duas semanas a perguntar-me por que raio tenho uma bola verde à volta do dia 31 de Outubro no meu calendário. A questão é interessante porque todos os dias olho para o calendário em cima do monitor do trabalho e penso... "Ora esta... por que motivo está o dia marcado...?"
Mas depois volto a distrair-me com o trabalho e esqueço-me.
Acho espantoso quando um gajo tira férias e não se lembra. Não fosse ter aberto o mapa de férias da equipa e na sexta lá iria eu trabalhar.
Bem, considerando que da última vez que tirei férias, acabei de Licença de Nojo... vamos a ver como isto corre.
Estava de manhã parado num semáforo a pensar que efectivamente, há pessoas que parecem inteligentes até ao momento em que abrem a boca (é por isso que a velocidade da luz é superior à do som).
Já repararam que quando um semáforo passa a verde, o primeiro condutor avança imediatamente; o segundo, irá aguardar uns segundos até arrancar; depois o terceiro irá demorar o dobro do tempo e por aí fora...
Isto deve-se ao fenómeno da transposição do tempo pois, como os nossos tempos de reacção a um determinado acontecimento são diferentes de pessoa para pessoa, e definindo como acontecimento o arranque do veículo da frente, será lógico assumir que se for o décimo de uma fila, ainda irei esperar alguns segundos até poder arrancar, mesmo que o sinal já esteja verde há algum tempo.
É exactamente o mesmo que acontece na auto-estrada... basta um gajo abrandar que a exponenciação do tempo de resposta dos automobilistas que circulam atrás dele irá aumentar, até chegarmos ao ponto de um gajo ter de parar e, de repente, a fila desaparece sem rasto.
Eu já não queria que toda a gente entendesse um mínimo de física mas, era mesmo necessário aquela doida estar às 8.40 da manhã a buzinar atrás de mim no fundo da rua, só porque a merda do semáforo tinha passado a verde (100 metros e dez carros à frente)??? Estas cenas antes da dose recomendada de cafeína fazem um gajo ter vontade de sair do carro e rebentar a cabeça de alguém com uma chave de rodas.

28/10/2008

stayin' alive

Aí está. Para deprimir os velhotes, outra mais velha que eu.
(no meio de tudo isto, acho o "stayin' alive" altamente irónico, rotfl)

cráu!

Não deve haver nada mais agradável que andar a correr atrás da puta de uma osga às 7 da manhã...
É bom começar assim o dia.
Há quem esgalhe o pessegueiro, outros vão largar o repolho na sanita, e eu caço osgas.
As osgas são seres estranhos. Ficam ali, a olhar para nós, de forma estupidamente atenta.
Um gajo acorda e, no percurso habitual para ligar a merda do esquentador, depara-se com uma osga (ou osgo, sabe-se lá) a meio da sala... a ideia inicial é acender a luz, mas logo se percebe que não é grande ideia, porque a puta vai para um local escuro, debaixo do sofá.
Fico com a sensação que a osga tem sentimentos. Na realidade, é um ser-vivo, e eu estou a matá-la. Devia ser a filha de alguém, ou então a mãe. Vá lá saber-se quantas almas de osga deixei eu de luto, por não ter permitido que a bichinha assentasse praça na minha sala...
O que é chato é capturar esta bicharada sozinho.
Um gajo arrasta o sofá para a frente e o cabrão do animal foge novamente lá para baixo. Depois move-se o sofá para o outro lado. E o cabrão foge novamente.
A custo, matei o pobre animal.
Não o consegui apanhar à mão, pelo que me vi forçado a causar-lhe um traumatismo craniano com uma vassoura. É espantoso, porque consegui dar-lhe uma paulada valente sem lhe rebentar as entranhas (o que iria estragar o flutuante) e causar-me uma série de aborrecimentos com a certidão de óbito e a autópsia.
Há coisa de dois anos também tive a visita de uma osga durante um mês, na parte de fora da janela da casa de banho. Quando se acendia a luz, lá estava ela, alimentando-se sofregamente dos pequenos seres que se aproximavam da abertura da ventax. Engordou que nem uma vaca... quando foi embora já estava do tamanho de um sapo. Eventualmente por esse mesmo motivo, não se aguentou mais de um mês na vertical, colada ao vidro.
Lado positivo: deve ter sido o único ano em que não fui mordido por melgas, na casa de banho. É violento, porque elas têm a capacidade de abocanhar as zonas mais sensíveis do nosso ser (ou as mais doces, sabe-se lá) quando estamos a tomar banho tal como viemos ao mundo.
No meu delírio habitual, veio-me à cabeça uma cena importante.
Creio que nunca chamei avô ao meu Avô.
Talvez por ele ter sido mais meu Pai que o meu próprio pai, não me lembro de alguma vez lhe ter chamado avô.
Lembro-me sim, de o tratar sempre pela alcunha que lhe arranjei desde pequeno. Estupidamente, por ele ser um homem forte, sempre o tratei por Gordo.
Talvez por ele ter sido mais um amigo que um simples avô, e sempre o tratei como se fosse isso mesmo. Ironicamente, nunca me recusei a tratá-lo pelo nickname, nem mesmo quando estava já imensamente magro, fruto da doença que o levaria em breve.
De facto, fui uma besta. Não me teria custado nada chamar-lhe avô, nem que fosse quando o fui ver ao hospital... mas não, era demais para a minha ilustre pessoa, que nem a um doente à beira da morte diz o que sente.
Agora parece tarde para isso.
É altamente provável que esteja já mais passado e queimado que um simples louco, mas não me parece normal que ainda consiga ver a cara do meu avô a levar-me à escola, primeiro no Carocha, depois no Ford Escort e até mesmo naquela Fiat ranhosa que lhe davam no trabalho, e não consiga lembrar-me da cara da minha Mãe sem olhar para uma foto.
Devia ter estado mais tempo com ela, quando esteve no hospital... mas estava muito ocupado a tentar manter o emprego de merda que acumulava com o último ano de faculdade.
As escolhas que fazemos fodem-nos em grande.
Para quem gosta de banda desenhada, recomendo vivamente Luís Louro. Em particular, as aventuras do Corvo.
Emprestaram-me uns livros e tenho lido, tendo ficado positivamente impressionado. Agora, sempre que penso que só faço merda e que estou enfiado nela, lembro-me do Corvo. Meu Deus, haja alguém que consegue bater a minha marca de pontos de merda consecutivos (mm sendo uma personagem de banda desenhada).

27/10/2008

jogos de guerra II

Aos 15 minutos da primeira parte, o jogo foi interrompido por causa das meninas que não queriam jogar à chuva...
Empate técnico. Zero golos para eles, zero golaçoooos para nós.

26/10/2008

palavras ocas

a passar-me...

MUDOU A HORA!!!
AHAHAHAHA! HOJE, AINDA É ONTEM!!! MAS JÁ ESCREVI ISTO AMANHÃ!!!
LOLOLOL

25/10/2008

sonnet

lost

Efectivamente, depois de perdermos o que temos, é que damos o devido valor.
A minha mulher a dias anda tão distante...
Tipo, é um facto que não gosto mesmo nada que me meta as mãos nas cuecas, mas aqueles bilhetinhos de sexta ao final da tarde até eram fofos.
Agora já não são bilhetes, mas sim simples notas que deixa na mesa da cozinha :(
"Oi, hoje foram X Euros; Bjs"
Eu acho que foi por ter começado a esconder os boxers que ela ficou assim. As pessoas não entendem que todos precisam do seu espaço; o meu fica na gavetinha da roupa interior.
As conversas, mesmo as de família, são sempre brutais...
Um gajo fica sentado a olhar para tudo e para todos; não se sabe ao certo o que dizer... e então alguém se lembra que tem um problema qualquer de informática.
"Ahhhhh, pronto, mas isso muda tudo"
A informática é um quebra-gelo do melhor... até o rebento do Pato Afonso gosta daquelas longas dissertações de Microsoft Sharepoint Portal Server...
Eu francamente, preferia falar de outra coisa qualquer, mas como de uma forma geral, a malta pensa que sou um tarado que só pensa em computadores, arranjam sempre forma de me puxar pela língua da pior forma possível:
"Então e tu, em que sistemas operativos trabalhas?"
Pronto, comecem os festejos que o Pato Marques vai abrir o bico para não se calar mais :(
Epa, falem comigo de culinária, do tempo, dos ciclos migratórios das andorinhas e outros que tais. Parem é com a cena da informática.
Entendam que só ando nisto até poder abrir o meu restaurantezinho à beira-mar, com o bar na parte de baixo e um terraço decorado como uma tenda árabe com a cozinha no centro!
Está a dar o "Frequência", num canal qualquer.
Está a apetecer-me ser um bocadinho deprimente.
Aqui sozinho, a esta hora, não posso deixar de pensar que a minha Mãe, de alguma forma, poderia entrar no messenger e falar um bocado comigo.
Acho que ficou muito por dizer entre ambos. Calculo que sempre posso fazer um monólogo com uma foto, ou mesmo com as cinzas... mas talvez fosse demasiado macabro.
Ou então tentar dizer qualquer coisa que a ajudasse e de repente olhasse para aqui e afinal ela ainda cá estava ao pé de mim.
Acho que o número já foi cancelado, senão sempre podia tentar dar-lhe uma apitadela.
Hollywood tem este efeito na malta. Acreditamos que há merdas que são possíveis, mas acabamos é sozinhos na nossa febre de sábado à noite.
Wiiii.

teoria fundamental do cálculo

Já se sabe que tenho um cérebro relativamente pequeno e estúpido para expor este tipo de teorias... ainda para mais quando são teorias que me são expostas e as quais procuro enfatizar de forma altamente interesseira de forma a arranjar audiência para este canto da web.
Vamos então a ver se nos entendemos.
Os seres-humanos, de uma forma geral, têm qualidades e defeitos. Certo?
Errado.
Nós, não temos defeitos. Pelo menos para nós.
Reparem num pormenor importante: ninguém quer ter defeitos.
A partir do momento que identificamos um defeito, temos a vontade de o corrigir... e se o corrigimos deixa de ser um defeito. Ou se torna insignificante, tornando-se em mais uma das nossas propriedades ou, por outro lado, destaca-se de forma tão arrepiante que se torna em mais uma qualidade.
Bom, mas se corrigimos todos os nossos defeitos, acabamos por tornar-nos quase (pelo menos quase, perfeitos); e, se não os corrigimos, é também porque não os conseguimos considerar como defeitos, mas sim como uma forma de estar na vida, que se traduz por seu turno numa qualidade tal como a observamos e sentimos.
Porque, na realidade, não pretendemos agradar a ninguém, pois a ideia base é que gostem de nós tal como somos. E, como estamos em constante evolução, também encontramos os nossos defeitos a toda a hora e procuramos evoluí-los ao estágio de qualidade... com ou sem a aprovação técnica e social dos outros.
É uma forma de mandar o mundo levar no rabo.
De facto, não tenho jeito para explicar toda esta questão. Acontece é que, de repende, tudo isto faz imenso sentido.

24/10/2008

Baby, I love your way

voltando ao mesmo

Yah... recomeçam as comparações ranhosas; isto porque os inspectores da polícia já não podem dar uma valente carga de porrada nos criminosos e criminosas que, coitadinhos, são vítimas inocentes da sociedade má que os rodeia. A malta dos direitos humanos devia dar um pulinho ao mundo real para ver como são as coisas...
Haja agentes e inspectores que ainda tenham tomates para ir à tromba desses filhos e filhas da puta que andam cá só para foder o país. A malta está cá para os apoiar.
Se os tribunais não funcionam, valham-nos os polícias que se dignam a limpar este Fundo do Poço.

Abraços fofos!

fall for you

o efeito Magalhães

Quando era pequeno, a minha santa família não tinha rendimentos para me dar um computador. Então, o meu primeiro computador foi ganho ao entrar no secundário.
Passei então a infância a curtir com Legos e livros.
Quer isto dizer que até aos meus 16 anos, altura em que comecei a ter aulas de informática na escolinha, não via um boi de computadores.
Durante o secundário, e apesar de ir brincando com os computadores, o que me dava mesmo, mesmo gozo era a matemática e a física... sendo que o computador era mesmo só para jogar.
Considere-se ainda que o meu primeiro ano de faculdade foi passado a estudar Engenharia Mecânica, sendo que só ao final de uns meses dei conta que teria mais futuro (ou não) na informática.
Assim, e em poucos anos, com esforço e trabalho, tornei-me mais um dos cromos que vivem rodeados de cabos e tecnologia de ponta, contribuindo para um mundo melhor - pelo menos gosto de me convencer disso.
Outros tempos, em que não haviam Magalhães; não havia banda larga, e tinha de desligar o telefone cá de casa sempre que queria ligar a internet, o que fazia a minha Mãe passar-se.
Desta forma, e considerando de forma muito egocêntrica o meu caso, não percebo como pode o país evoluir positivamente por gastarmos milhões em computadores para os putos irem ver pornografia mais cedo. Eu comecei tarde e cheguei lá (não me referia ao porn...). Contribuo positivamente para o desenvolvimento económico do nosso país... e o Estado a mim nunca me deu um computador. Para quê começar agora?
Depois, hoje à tarde, passei na mercearia cá do sítio para comprar umas coisitas para o jantar e encontrei uma vizinha minha que estava a comprar uma fatia de fiambre, fiado.
Reparem que não estou a tentar exagerar... ela comprou mesmo uma e só uma fatia de fiambre, afirmando que depois passava lá para pagar.
Agora ponho-me a pensar.
Em nome do desenvolvimento económico, gastamos milhões em computadores supostamente 'produto nacional' (o que é uma valente tanga, já agora... a Intel é tudo menos portuguesa) e deixamos a malta a morrer à fome.
É, com toda a certeza, o verdadeiro espírito de um governo socialista... a malta morre de fome, mas morre culta.
Possivelmente a ideia será a de que dentro de uns anos já não haja malta a morrer de fome e frio... mas entretanto sacrificam-se os desgraçados que ficam por cá.
É positivo.

22/10/2008

leitores

Hoje, alguém mais marado que eu descreveu o meu blog como sublime.
Confesso que fiquei tocado.
Estas coisas deixam-me comovido.
Não há muita gente a ler isto (felizmente) e uma pequena percentagem dos que o fazem ainda são capazes de um ocasional comentário amoroso.
O meu blog é como uma grande omeleta feito com as cascas dos ovos. Uma grande omeleta que, estranhamente, até sai estupidamente saborosa.
Se os ovos fossem em pó, se eu andasse a raspar pedaços da minha nobre e abominável vida para aqui, não teríamos uma omeleta mas sim um granulado mucoso rico em mau colesterol.
E não há que ter pena dos cabrões dos meus vizinhos.
Há bocado bateu-me um cromo à porta... "Sou o Engº Cócó da Seguradora do Condomínio..."
Epa, pelo amor de Deus, o gajo não era mais velho que eu e já vem na onda de exibir o título. Deves pensar que és mais por causa do cano...
Veio fotografar-me a pia. Não a minha, mas a da cozinha... vou ganhar obras à borla, parece-me. O vizinho de baixo parece o Abraracourcix (acho que era assim); olha para o tecto e tem medo que o céu lhe caia em cima da cabeça. Eventualmente podia era cair-lhe um informático mais a sanita em cima dos cornos... isso e uma chuva de merda...
O ano novo está a chegar e, com ele, as resoluções.
No próximo ano, e conforme combinado, vou montar-me num skate sem rodas e cavalgar o túnel de Entrecampos como se de uma onda se tratasse, vestido de iguana.

Abraços fofos! (tenho de desenvolver a cena da iguana, um destes dias)