31/12/2007

2007

Um ano de merda...
Era simpático que 2008 fosse melhor. Fofo, diria mesmo.

última anotação

Estava aqui a lembrar-me.
O Popeye.
O gajo comia espinafres porque eram saudáveis. Por outro lado, estava sempre de cachimbo na boca, a fumar.

Adoro cenas coerentes.

a caminho do ano novo

A 'coisa' já ronca.
Qual dragão fedorento, hiberna ruidosamente no sofá.
Pergunto-me onde está a Bela Adormecida e a minha montada.
Começo a sentir-me o Shreck; só falta mesmo o Burro.

O Pato bloga...
Venha a meia-noite rapidamente para abrir a garrafa.

Sempre o último...

Aí está...
Com o novo ano a chegar, começa-se a ouvir todo o tipo de merdas na televisão.
É o último telejornal do ano, o último episódio do Friends do ano, o último episódio da novela do ano, o último filme porno do ano... sem contar com as merdas que nos passam pela cabeça ao longo de todo o dia!
Hoje fiz a minha última intervenção num servidor deste ano, fiz o último reset a uma password este ano, dei o meu último suporte técnico do ano, enviei o último email deste ano, peguei pela última vez no carro este ano, fiz o último jantar do ano, lavei a loiça pela última vez este ano... foda-se... é um bocado irritante...
Será este o último post do ano?
Quem sabe...
Nesta altura do ano fomenta-se a estratégia do último. O importante é que seja o último, como se fosse diferente do próximo ano. É um bocado naquela onda... ok, ena, iupii, configurei uma das impressoras da empresa pela última vez este ano... o mais certo é aquela merda dar outra vez buraco e tenho de repetir o procedimento daqui a quinze dias... ya, a primeira vez do próximo ano, lol.
E não, não vou usar a piada fácil do último esgalhanço do ano; seria demasiado fácil. No fundo, seria uma piada própria de malta com programas na televisão... não é coisa de Patos.

Casamento de Sonho

É verdade... outra vez a velha piada.
Hoje à noite, não percam na TVI, um "Casamento de Sonho" em directo do Campo Pequeno.
Eu explico.
É um programa que se baseia numa série de Vacas, a competir entre si pelo mesmo Boi.
Faz sentido terem escolhido o Campo Pequeno como palco deste espectáculo...

28/12/2007

Festividades de Ano Novo

Parte 1 - a reclamação

Considerando que este ano que agora termina foi o que vulgarmente se designa por bela foda, o mínimo que se pode esperar do próximo é que não seja um balde de merda completo pelos meus cornos de pato abaixo.
Nunca percebi a alegria de comemorar um novo ano.
Na realidade, comemora-se uma ponta de corno, visto que nunca sabemos ao certo o que nos vai acontecer no ano seguinte. Pelo contrário, no último dia de cada ano, um gajo sempre se pode sentar sozinho no sofá, com uma garrafa não mão e, enquanto espera pela batida das 24:00, dá um último suspiro no ano que passa e pensa: "foda-se".
O que é estúpido é comemorar a passagem de uma data. Tipo... podíamos comemorar a passagem dos meses. Todo o final de mês, a malta juntava-se para emborcar e ver o fogo no Terreiro do Paço. "Ehhhh, viva o mês novo!".
Ou então comemorar a passagem das semanas. Temos 52, o que dava 52 rambóias para facturar.
Porque comemorar a passagem do ano, é assim como que um pormenor administrativo e burocrático. "Ehhhh! Vai acabar o ano!" Emborcas meia garrafa de espumante. "Ehhhh! Vai começar o ano!" Pimba, emborca-se o resto.
Parece fofo. E depois a malta volta toda a casa completamente tocada e no dia seguinte já nem sequer se lembra da passagem do ano.

Parte 2: a constatação da realidade

De qualquer forma, a entrada do ano será uma bela merda tal como o Natal.
No fundo divide-se o ninho em duas partes diferentes. Eu, o portátil e a mesa; a 'coisa' e o sofá. A diferença brutal é que no ano novo não vou ter de acordá-la à meia-noite para trocar presentes.
Assim como assim, calada e a dormir sempre está melhor que a foder-me os cornos a toda a hora.
Por vezes até fico bastante contente com as alcunhas que me arranjam no trabalho... sempre é mais fofo do que em casa, onde me gastam o nome com lamúrias e queixumes.
O ideal é um gajo andar sempre a rir, contando piadas e dizendo merda. Entre o percurso trabalho-casa há sempre tempo suficiente para mandar o mundo para o caralho, pontapeando gatos e caixotes de lixo. Em casa, lembra-me os tempos de pinguim... ajeitar a gravata e ficar calado.
Sim, porque afinal, há sempre algo que não está bem. O comer sem sal, o comer com sal, a casa-de-banho arrumada, a casa-de-banho desarrumada ou até mesmo o dia que está de chuva quando deveria estar de sol. No fundo, o culpado é sempre o mesmo: o macaco. Ou melhor, o pato.
Tem sorte. Ainda tem quem lhe faça o comer e arrume minimamente a casa. Eu por exemplo, não tenho.

Parte 3: previsões

Como sempre, prognósticos só após o resultado.
Este ano foi tão negro que a Lei de Murphy aqui já nem sequer tem efeito.
Tenho sérias dúvidas que o próximo ano seja pior. Pode até ser igual, mas dificilmente pior. Mas nunca fiando.
Pode ser desta que seja ceifado por um tractor ou uma merda assim.
A única coisa que prevejo que seja minimamente fofa é o facto de vir aí mais um aninho de pato. Algures a meio do ano, estarei um ano mais velho. Até aos 50 não me queixo... depois logo se verá se preciso de medicação.
Mais previsões... sim, muito possivelmente deverei ter de meter o meu carro na oficina mais duas ou três vezes (não comprem as primeiras séries... a sério) e deverei continuar a reclamar durante mais 12 meses, pelo que os meus leitores poderão sempre continuar a acompanhar online a minha conversa de merda.

Finalmente, as afirmações que me marcaram este ano:

"És um cebola mole" (esta foi altamente)
"És um fofinho" (não perguntem nada...)
"És estranho!" (sim, sou...)
"És uma rena" (ok, mas esquecendo o facto das renas terem cornos)
"És um cabrão" (o gajo da distribuição do pão aqui da zona quando retirei a cadeira que lhe tinham posto na rua a marcar lugar e estacionei nesse mesmo lugar)

Cumprimentos patinos!
De certeza que ainda aqui voltarei antes do final do ano.

26/12/2007

Finalmente!!!

É dia 26.
Já não é Natal. Fixe!
Até para o ano!

25/12/2007

quase, quase

Por falar em Natal, até me parece estranho que não tenhamos especialistas natalícios para comentar o Natal na televisão...
Acho que soava bem, uma vez por outra, termos um elfo ou um gnomo no telejornal defendendo compulsivamente a sua opinião acerca do Pai Natal ter passado primeiro pela Rússia ou pelo Reino Unido. E já que somos tão generosos, por que não uma rena, de nariz vermelho e grandes chifres, comentando a sua posição acerca dos abusos contra o Sindicato das Renas?
De facto, com tanto técnico e especialista, espanta-me mesmo que não haja um a estabelecer a ponte entre o comum mortal e o verdadeiro Natal, inatingível e inacessível. Gostava de ver um especialista em Natal. A sério. Seria fofo.
Como um amigo meu, por exemplo, que comprou um ninho novo há pouco tempo.
Precisamente por ser um ninho novo, o meu amigo vai detectando aos poucos pequenos defeitos que de melhor ou pior forma, o construtor vai tentando remediar.
Em duas das ocasiões em que estive em casa dele, tive o prazer de contactar com mais um especialista, daqueles que têm uma profissão tão inacessível ao mais comum dos engenheiros, que tive de me controlar para não morrer a rir.
O rapaz era um especialista em silicone, enviado pelo construtor.
Colocou silicone nos rodapés, silicone no pavimento flutuante, silicone nos lavabos, silicone no exaustor... às tantas o meu amigo questionou-o acerca de uma racha na parede. A primeira coisa que me veio aos cornos foi que o gajo iria tapar a racha com silicone... rotfl.
Mas é bom saber que há profissões como a do especialista em silicone. Essa e a do especialista em tirar bicas. Ou fazer bicos. lol
Dentro de muito, muito pouco tempo, o Natal vai acabar. Só me chateia o facto de saber que daqui a uma semana são as festividades do Ano Novo. Que, já agora, espero que seja melhor que este, que foi uma boa merda. Aliás, ainda está a ser.

Mais contente que saber que amanhã é dia de trabalho e que dentro de menos de três horas terminará este dia, só mesmo a felicidade de saber que dentro de minutos terminará o 'Natal do Ruca' na 2:... também já está a dar comigo em doido...
Aliás... já viram os desenhos animados do Ruca? É uma idiotice do início ao fim! E o puto, praí com 5 anos, todo careca... o Ruca tem leucemia ou os pais gostam que o filho seja espancado na escola?

Assustador...

marca 9999 no teu telemóvel

Marca 9 9 9 9 no teu telemóvel e envia o teu nome e o nome daquela pessoa especial para saberes se são compatíveis.

Já pensaram o quão imbecil esta merda é?
Tipo... vão dizer-me que a Joaquina nunca será compatível com o Leonardo. Ou que o Filomeno nunca terá a mínima hipótese com a Helena.
Chega a ser tão idiota que eu, na minha habitual diarreia mental, proponho mais um tema.
Verifiquem também se os pombinhos têm profissões compatíveis.
Podem sempre verificar que os médicos nunca terão hipóteses com motoristas, que as polícias devem esquecer qualquer relação com cozinheiros, ou até mesmo que os informáticos dão bons solteiros.
É um bocado estúpido acreditar que os nomes, astrologia, numerologia, matemática e afins possam ter alguma influência nas relações afectivas.
Afinal, o principal não se baseia em nada do referido atrás.
Não eram os grandes Xutos que diziam "se gosto de ti | se gostas de mim | se isso não chega | tens o mundo ao contrário"??? Pois é. Parece-me que pelo andar da carrugem, andará muito boa gente por este mundo fora que tem efectivamente o mundo ao contrário.
O que interessa se o nome dele começa com K e o dela com A? Importa assim tanto que ele ganhe X e ela Y? Ou que ela tenha uma profissão Z e ele seja completamente dedicado aos B?
Na realidade, ao iniciar uma relação, estamos a pensar em relacionar-nos com outra profissão, outra família, outra conta bancária ou, pura e simplesmente, com outra pessoa?
Mas concordo.
Continuem a ligar para o 9999, o 6666 ou até mesmo o 3333. Enviem os mais idiotas e espatafúrdios dados acerca dos pombinhos. Gastem fortunas em sms's e deixem mais uns quantos idiotas milionários.
Enquanto isso, esqueçam o que é realmente importante. Parece que é isso que realmente interessa.

Cumprimentos Patinos.

Feliz Natal

Apesar de tudo, não poderia deixar de passar por aqui para desejar aos meus poucos e fiéis leitores (se é que os tenho) um Feliz Natal.
O dia está quase quase a terminar, pelo que já só terei de passar novamente por isto dentro de 1 ano.
Há que encarar tudo com optimismo...

ano novo

Ah, claro.
E agora começamos com o 'já só faltam'.
Aqueles anúncios nojentos da Super Bock indicando o número de dias que faltam para o ano acabar.
Como se eu estivesse interessado em apanhar uma valente bebedeira com cerveja... ya, devem estar com sorte.
Não sei o que é pior, se o 'já só faltam' ou o 'há coisas fantásticas, não há?'.
Sim, porque pior que apanhar uma piela com cerveja, só mesmo três coisinhas sem sal a querem exibir a escassa inteligência no formato de cú e tetas... por que não se junta a fome à vontade de comer? Mais que as jovens parecem três farinheiras prestes a rebentar, façam um anúncio em conjunto.
As três meninas completamente bêbedas (a levar nalgum sítio em particular, ou em vários de uma forma geral) dizendo: 'Faltam 7 dias para o ano novo... há coisas fantásticas, não há?'.
O meu maior medo é que me entre um gajo pelo quarto e me puxe pela asa enquanto vai berrando: 'Pato Marques, estás pronto para arrasar?'

Até já.

24/12/2007

countdown

Faltam exactamente 24 horas e 20 minutos para o Natal de 2007 terminar.
Agora sim, tenho um bom motivo para celebrar.

mais Natal... :@

Como se não bastasse o Natal e tudo o que de mau acarreta, ainda tenho de levar com os filmes fofos na televisão.
Tipo... qual é a ideia da malta em passar só cenas com princesas e princípes encantados?
Pura imaginação!
Histórias fofas e finais felizes... tenham dó...
Mais valia enfiarem-me num contentor e atirarem-no para algum sítio fundo e inacessível. Sem televisão.

Essas merdas não existem!!! Atinem!!!
Foda-se.

e ainda mais Natal

Pois bem. As fases 1 e 2 (compras e jantar) foram concluídas com um mínimo de sucesso.
Relativamente à fase 1 consegui receber duas prendas e não ter nada para oferecer, o que é sempre fofo. Não que me tivesse esquecido, visto tratarem-se de grandes amigos. Simplesmente não pensei que quisessem trocar prendas... pelo que fiz figura de urso durante dois dias seguidos com duas pessoas diferentes.
Fica registado. Para o ano que vem, serei um tipo mais prático e comprarei presentes para todos os amigos. Considerem-no uma resolução de Ano Novo. Falando em resoluções, estava a pensar numa cena do 'Diário de Bridget Jones'... imaginava-me vestido de coelha a escrever num diário, ou melhor, num blog. rotfl.
Enfim.
Quanto à fase 2, sinto-me particularmente orgulhoso de mim mesmo.
Mesmo trabalhando de manhã e feito compras de última hora consegui fazer um bacalhau gratinado com bróculos fantástico. E lavar a loiça e arrumar a cozinha, o que é um grande feito.
Mas o bacalhau estava excelente. Se tivesse patas à mesa, hoje facturava. Ou não.
Claro que o bacalhau não é propriamente um afrodisíaco, mas gratinadinho e com o meu tempero... fantástico!
Por outro lado, e voltando à realidade, não tenho patas à mesa. Aliás, a bem dizer, não tenho ninguém à mesa.
A 'Coisa' continua para ali no sofá, libertando assim a mesa para os doces e o portátil.
Resta-me então inspirar bem fundo e passar à Fase 3 do Natal: sentar-me, abrir uma garrafinha do que quer que seja e tentar aguentar a merda de programas de Natal que vão passando na televisão.
Se sobreviver às primeiras horas, talvez ainda venha publicar mais qualquer coisa por aqui.

O bacalhau estava brutal. A sério.

Cumprimentos patinos.

23/12/2007

excelente...

é Natal, é Natal...

Foda-se.
Gosto sempre de arranjar algo com impacto para quando falo acerca do Natal.
Portanto, foda-se.
Espero que amanhã à noite dê algo de jeito na televisão. De qualquer forma, tenho já à mão a série especial do Lord of The Rings (10 horas, iupiii) para passar a Noite de Natal.
Ainda não decidi se é este ano que apanho uma valente piela. Mas penso que seria chato.
Por um lado, como tenciono blogar um bocado durante a noite, acabaria a dizer ainda mais merda que a que costumo dizer - não seria justo para os meus leitores (como se eu tivesse leitores, lol); por outro lado (na outra mão) como as pessoas que fazem o jantar, arrumam tudo e ainda têm de fazer o almoço do dia seguinte estão todas concentradas na minha pessoa, convém estar minimamente sóbrio.
Embora uma garrafa que me ofereceram há pouco tempo numa festa de Natal me ande a tentar bastante.
Confesso que se fosse um leitor deste blog ficaria a pensar no tarado que este Pato Marques deveria ser.
Muito possivelmente deixar-lhe-ia um comment qualquer com algo ofensivo.
Para dizer a verdade, não odeio propriamente o Natal de uma forma geral. Só o meu em particular. O que é porreiro. Assim, posso continuar a desejar com toda a sinceridade um Feliz Natal aos outros e sentar-me na mesa com o portátil a celebrar o meu Natal. Não me chateio assim tanto porque, na verdade, há malta que nem sequer a mesa e o portátil têm. Muitos vão curtir o Natal junto ao caixote de lixo.
Parece-me que o facto de sabermos que há sempre alguém pior que nós tem, no ser-humano, algo de quase terapêutico. Naquela onda... 'estou na merda', 'a sério? eu também', 'fixe, de repente fiquei porreiro'.
De manhã estava a ler nas notícias que umas associações de diabéticos andaram na Baixa a oferecer bolos-rei confeccionados com produtos que os diabéticos podem comer. A ideia a passar era a de que os diabéticos também mereciam ter Natal... e comer.
Fiquei a pensar no que diriam os putos que tomavam banho na Fonte Luminosa e que por ali dormiam... ah, mas esses que se fodam... não são diabéticos! lol.
O Conto de Natal, do Dickens, também calha aqui na maior.
Na história, o velho Scrooge era atormentado por três fantasmas. Curiosamente, eu, sou atormentado por apenas um, que se encontra deitado no sofá, gemendo, dormindo e fodendo-me os cornos.
De qualquer forma, não me queixo mesmo. Sou dos poucos priveligiados que conseguiu poupar no Natal. Comprei uma unica prenda. Ironicamente, para a prenda que tenho no sofá. lololol.
Felizmente, ando sempre muito bem humorado. Ou não.
Com sorte o Pai Natal aparece por cá amanhã para levar nos cornos.

22/12/2007

Só para que conste... afinal não limpei o rabo à conta do telefone. Encontrei-a.
Estava presente (e limpa) no fundo da mala, fazendo-me pagar 12MB numa ligação que só atinge os 8MB.
É como digo... fdp's...

Prometo não falar mais no Natal

Sim, eu prometo.
Ok, já que insistem... não prometo e vou continuar a bater no ceguinho.
Ou melhor, no Pai Natal.

Entretanto hoje passei no Olivais Shopping, essa grande maravilha lisboeta, paraíso da malta de fato de treino que passeia os Puntos amarelos com jantes de 17''...
Enfim, no átrio central lá estava o Pai Natal (ou um dos seus sósias, nunca sei) a querer dar comigo em doido.
Desde pequeno que tenho esta tara e ninguém me convence do contrário... o Pai Natal é um velhinho rebarbado, que passa o ano inteiro com anõezinhos pequeninos que 'trabalham' para ele e sempre que o vemos anda com criancinhas ao colo. O gajo deve ser pedófilo... Mais! Lembram-se do Bibi, da Casa Pia? Andava sempre com um casaco vermelho... há aqui demasiadas coincidências.
Mas hoje, de facto, tive pena de já não ser criança.
Andava por lá à solta uma ajudante do Pai Natal que pegava nas criancinhas.
Já não tinha idade para ser uma 'Filha Natal'... mas também não era uma 'Mãe Natal'.
Era... digamos... uma 'Sobrinha Natal' e muito bem fornecida.
O fatinho caía bem... mesmo na onda de Alheira de Mirandela. Nunca se sabe ao certo quando vai rebentar e deitar o recheio todo cá para fora. Fiquei com uma certa vontade de ir para o colinho dela. Há putos com sorte.
Se o Natal fosse mesmo assim, soando um bocado a orgia natalícia com Sobrinhas Natal até poderia ser que fosse mais suportável. Assim não.
Ironicamente, nos últimos dias, há algo que não me sai da cabeça. Sendo o Natal uma época de Paz, Amor e Felicidade, não me parece muito lógico que tenha de passar o meu no Inferno. Cada um tem o que merece, é um facto. Resta apenas fechar os olhos, aguentar sozinho metade do dia 24 e o dia 25 e (alegria) no dia 26 estarei novamente a trabalhar! Outside Hell...
Há que ser optimista.
Ainda ando a pensar em escrever ao Pai Natal. Ou ao Menino Jesus, quem sabe.
É um facto que já é tarde para enviar cartas mas, como bom informático, sempre posso optar pelo email.
Não ia pedir nada de especial. Pelo contrário. Como sou um bom patinho, queria apenas agradecer a prenda do ano passado. Sim, porque o Pai Natal é um amor e, como tal, decidiu dar-me uma foda de ano. E nem sequer foi uma foda de ano no sentido literal; andamos mesmo a apontar para a metáfora.
É como lhe queiramos chamar. Foda de ano, caralho de ano, merda de ano... enfim...
Portanto, não queria perder a oportunidade.
Pai Natal, para mim, foste como um Pai. Exactamente como o caralho do meu pai. De facto, começo a acreditar que o meu pai e o Pai Natal devem realmente ser a mesma pessoa.
Portanto, Pai Natal, este ano, se decidires voltar a descer pela chaminé da cozinha para me dares um saquinho de prendas igual ao do ano passado, estarei à tua espera. Espero-te com um pratinho de biscoitos feitos pela minha prendada pessoa, um copinho de leite e a minha faca preferida para arranjar a carne. És um fofo, beijinhos fofos. Metes as patas cá em casa e fodes-te.

Agora que penso nisso... carne de rena será alguma coisa de jeito?
Há carne de cavalo, de avestruz, de crocodilo... por que não de rena? Deve ser algo interessante.
De qualquer forma a dúvida paira sobre a minha pessoa.
Serei capaz de resistir a este Natal sem me atirar a mim ou ao animal da minha santa avó da janela do meu terceiro andar? É uma pena o Pai Natal não aparecer por cá. Sempre podia relembrar os meus tempos do judo e espancar o gajo... só pelo gozo.
O que me chateia é que se me atiro a mim do terceiro andar, para o ano não estarei por aqui a reclamar da puta de vida que tenho (que já se torna um hábito e, consequentemente, rotineira); se atiro a minha santa e infernal avó, para o ano estarei a ser enrabado por três gajos em Vale de Judeus; e se espanco o Pai Natal, ainda sou é espancado por milhares de putos... embora os africanos e os asiáticos fiquem adoravelmente contentes... e é sempre bom fazer alguém feliz.
Também me pergunto acerca da conta do telefone que já não sei onde a meti... mas estava capaz de jurar que expirava no dia 24 (imagine-se...). O mais provável é ter limpo o rabo a ela e agora tenho de esperar pelo 2º aviso... mas também, é o que merecem! Fdp's...

Cumprimentos patinos.

21/12/2007

mais Natal

Este ano estou de todo.
Vamos supor, mas apenas por breves instantes, que de facto o Natal até é algo fofo.
Imaginemos Unicórnios brancos e pequenas renas que pastam nas margens de um lago. Alegres duendes que correm aos pulos atrás das elfas que por sua vez tentam violar os gnomos. Criancinhas a rir num mundo sem desgastes consumistas.
Imaginaram?
Fixe!
Foda-se, então se é possível, por que raio é que é só um dia no ano?
Pelo que um gajo vê na televisão, até parece que o puto na Somália vai passar um dia excelente... sim, porque é Natal e, tal como dizia o cavaleiro da Dinamarca, 'hoje é noite de tréguas, hoje é noite de Natal'.
Este Natal, o puto na Etiópia não vai morrer. Vai comer 3 gramas de arroz bichado em vez dos habituais 2... ah, e de presente ainda leva um gafanhoto altamente nutritivo.
O Pai Natal deve ser Europeu ou Americano... só visita as casas dos brancos.
Ya, até parece... Um bacano vai a dobrar a esquina e encontra dois carecas que lhe querem fazer a folha; enquanto tem a bota de um enfiada no focinho e a ponta e mola do outro a atravessar-lhe as entranhas lembra-se de que 'é noite de tréguas, é noite de natal'. E fica logo tudo bem, os macacos até o levam ao hospital...
Mas o que é curioso é que as cenas não se processam assim.
O Natal é mais uma daquelas merdas que a malta estuda em engenharia. Um transístor será sempre um transístor, até ao dia em que deixa de ser transístor para ser outra cagada qualquer.
E assim, o preto na Somália continuará a ser o preto na Somália que mais cedo ou mais tarde irá embarcar numa barcaça no Senegal e afundar-se ao largo de Espanha; o bacano a dobrar a esquina será sempre o bacano a dobrar a esquina e a malta que tem sempre Natais de merda continuará a ser sempre a malta que tem Natais de merda. O Senegal é o Senegal, a esquina é a esquina, e a merda será sempre a mesma merda.
Isto porque o Natal vai e vem... mas a merda é eterna.
Depois há sempre uma coisa que me faz confusão.
O Natal celebra-se a 25, correcto? Mas a malta faz a festa sempre a 24. Um gajo nunca pergunta 'então pá, onde é que passas o Natal?'; pergunta-se é onde se irá passar a Consoada.
Muito raramente se consegue reunir o pessoal todo a 25... a malta junta-se a 24 e despede-se no dia 25, porque 26 é dia de trabalho.
E assim, o dia 25 de Dezembro não é mais que um dia para curtir a ressaca da noite anterior.
Assim de repente esta merda está a fazer-me imenso sentido.

Um último pensamento.
É este ano que no dia 25 a malta vem toda para a janela cantar o Parabéns a Você ao menino Jesus?

20/12/2007

em grande

Os juízes do tribunal constitucional, declararam inconstitucional três artigos da lei laboral relativa à carreira de juiz.

Sou só eu ou mais alguém nota aqui qualquer coisa estranha?


(já que falamos nisso, gostaria de me congratular com o 300º post deste ano neste blog nojento e miserável)

outra vez o Natal

Já toda a gente sabe que não morro de amores pelo Natal.
Aliás, não morro de amores por qualquer tipo de festa.
Simplesmente o Natal é ligeiramente mais irritante que tudo o resto.
Mas mais irritante que o Natal é a hipocrisia consumista associada a toda a época.
Sim, porque desde os três bacanos montados nos camelos - ou lá o que quer que fosse - se terem lembrado de oferecer o incenso, a mirra e outra merda qualquer (era ouro, não era?) ao puto acabado de nascer que a malta tem vindo a delirar com isto.
E como se não bastasse a hipocrisia consumista, ainda temos de aturar a lavagem ao cérebro dos putos como se nada fosse.
É verdade que sou um pato estranho. Sim, já se sabe que se fosse um pato-rena só poderia ser o Rudolfo. Nariz vermelho (o problema de pele não ajuda) e anti-social.
Enquanto a malta normal vê o telejornal enquanto faz o jantar, este pato vê os desenhos animados mais estúpidos possíveis na 2:. Antes ainda passavam o Dartacão, mas como também não interessa ter putos minimamente inteligentes...
Há um tipo irritante no programa dos putos que consegue estar meia hora numa conversa de merda. De facto, consegue ter uma conversa ainda mais merdosa que a minha! E garanto que a minha é sempre de merda.
O gajo faz papel de fantasma, de professor, de computador (sim, isso é lindo), de monge e de parvo, na sua própria pessoa.
No programa de hoje estava o génio a fazer a lista do que ia comprar aos amigos...
"Ora para o fantasma... um DVD do Gato Fedorento"; "para o raio que o parta, uma t-shirt do nosso programa"; "para o monge... ah, claro, um CD com as músicas do nosso show...".
Posso ser eu que sou paranóico, mas deu-me a leve sensação que o gajo só sugeriu presentes com o logo do canal público de televisão.
E assim se faz a cabeça dos putos. E assim os paizinhos ficam com os cornos em água porque as criancinhas querem ter a merda que aquele cabrãozinho andou a apregoar. E assim é o serviço público de televisão.
Só não percebo é que se estes canais de TV até têm destas estratégias de marketing, por que raio é que eu continuo a pagar a contribuição audiovisual na conta da Luz???

Engraçado, diria mesmo fofo, no meio de tudo isto, é que se os paizinhos apanham o filho no quarto a dar uma, a culpa é dos programas com conteúdo pornográfico na televisão; se os filhinhos decidem pegar numa caçadeira e começar a dizimar os amigos, a culpa é dos jogos de computador; mas se ficarem em frente da televisão a ver um palhaço a berrar "compra, compra, compra!" aí já não há problema...

16/12/2007

mais uma pedrada no charco

Só naquela... apeteceu-me mandar mais uma pedrada no charco da vida e dos/as desaparecidos/as...


15/12/2007

Internet People

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Ou não.

Alertas

Certo, irritante começa a ser uma palavra demasiado suave para definir toda esta merda.
Já soa a eufemismo. Um pouco como o fofo.
De há uns tempos a esta parte, a malta começou a delirar com os alertas.
Está quente? Espeta-lhe com um alerta laranja que isso passa; está frio? alerta amarelo; não está de todo? alerta verde; foram ao rabo ao Sócrates? uhhhh... alerta vermelho...
Ya, compreendo que esteja um frio de rachar.
De facto, basta-me afastar um pouco do aquecedor para perceber que o frio faz-me fazer tremer até partes do corpo que eu nem sequer sabia que tinha... Assustador... bom, não tão assustador como ser atirado para uma mesa de fêmeas... mas é assustador q.b.
É um bocado naquela onda: está frio, ok. Já toda a gente percebeu que levantar o rabo de cama de manhã cedo para trabalhar é um pesadelo; até o meu concessionário já me mandou uma carta para levar o carro a uma inspecção extraordinária porque detectaram um problema no arranque a frio...; é um pesadelo do caraças adormecer numa cama meio-vazia porque não há mais um par de pés para partilhar calor humano...; mas o que é que esperavam??? Estamos a meio de Dezembro!!! Queriam temperaturas de Verão?
Na minha terra, um gajo lança um alerta quando há algo de anormal em determinado período espacio-temporal...
Mas não!!!! Não há aqui nada de anormal!!! Está um frio de fazer gelar o mais quente dos sovacos mas é o que acontece todos os anos, ano após ano, nesta altura do ano!!!

Mas sempre podemos lançar novo alerta.
Amanhã é domingo. Uhh... Alerta amarelo de véspera de dia de trabalho. Foda-se.

O que vale é que por estas bandas há sempre algo para comentar.
No fundo são modas.
Há uns tempos lançaram a moda das rotundas. Foi fixe. Já em Lisboa começa a ser uma cena marada mas basta que se afastem do centro urbano para perceberem que não fazem 100m sem aparecer uma rotunda. Deve ser rotundite crónica... degenerou em alertice imbecil.
Boa! Até podíamos criar um alerta para quando houvesse um espaço superior a 150m sem rotundas. E um novo sinal de trânsito: "Alerta: zona sem rotundas!".
Mais porreiro ainda é que normalmente as rotundas não se limitam a ser rotundas. São mais do que isso. São expositores para as maiores e mais imbecis merdas que se possam imaginar. Jardins, candeeiros, esculturas, fontes... é uma cena útil! Um gajo quer entrar na rotunda e não sabe ao certo o que se passa nas restantes entradas. É um 'pare, escute e olhe' ligeiramente distorcido: 'pare, escute e foda aí o carro todo'.

Também parece que em breve vamos aderir ao sistema de carta por pontos.
Basicamente, temos um plafond de pontos que podemos ir gastando a fazer merda nas estradas.
Um gajo gasta o quê... 1000 € para comprar a carta... e oferecem-lhe um cartão com pontos para ir trocando por asneirada nas estradas.
E um gajo que não faça merda? Melhor! Será que as atitudes de excelência são premiadas com mais pontos?
No outro dia ia a passar muito bem num cruzamento e um palhaço passou o vermelho e ia-me comendo a frente do carro. Como travei e consegui evitar o acidente... teria direito a mais pontos?
É que era altamente! E depois a malta podia usar os pontos no Continente.
Parece que estou a ver-me parado na 2ª circular à frente de um carro da bófia. "Sr. Agente, será que me podia descontar uns pontos na carta por um vale-refeição no MacDrive ali da frente?".
Até porque o sistema de pontos não é novo.
Aos anos que eu faço essa merda no jogo Need For Speed... a ideia é fazer merda e não ser apanhado. Se apanham um gajo, vão descontando pontos.
Na realidade é um bom sistema.
A ideia não é conduzir bem. O objectivo é não ser apanhado quando se conduz mal.
Falando nisso... a carta terá juros? No final do ano despejam alguns pontitos? E onde é que podemos levantar o catálogo dos ditos cujos? Só naquela... para saber o que se pode ganhar com isso.

Cumprimentos patinos!

12/12/2007

Natal

Mais um Natal a chegar.
Uma vez por ano, até o maior dos rábanos se torna rabino e tudo é paz e amor.
Devo dizer que é uma merda um bocado para o irritante. Passa ali mesmo ao lado da hipocrisia.
Mas a malta gosta e as criancinhas também. Aliás, só mesmo para elas é que deve ter piada.
Ainda não fiz a minha árvore mas só penso que quando a fizer vou andar até Janeiro a aspirar a sala de estar... é o dourado das bolinhas, os fiozinhos do raio que o parta, as pontas da árvore... tudo espalhado a sujar o chão e a dar comigo em doido (ainda mais).
E depois não se aspira só a sala.
É que a merda reside no facto de um gajo pisar aquilo tudo e andar a largar lixo pela casa toda.
Depois é fácil: ou se vive na merda ou se limpa.
Infelizmente, sou mais virado para a segunda opção.
Mas um gajo mete as patas num centro comercial e é só putos, mães, pais, uma azáfama...
Basicamente, habituei-me ao seguinte: não vou à Fnac, à Vobis, à Worten, onde quer que seja nesta época; evito as livrarias e as lojas de roupa; os cafés estão fora de questão, assim como a zona da restauração que, nestes dias, só serve para nos palmarem a carteira.
Ah, e os pais natais?
Tipo... Centenas de Pais Natais... Mães Natal, népia. Para além de soar um bocado apaneleirado, fico a pensar no que os Pais Natais podem fazer para... pronto... "aliviar a questão". Caímos então na onda das renas e fica explicado o facto de terem um rabo gigantesco.
"Oh rena, por que tens uma bunda tão grande?".
O Pai Natal do Centro Comercial do Campo Pequeno anda a começar a chatear-me valentemente. Começo a acreditar que se o gajo volta a meter-se comigo e a perguntar o que quero para o Natal, leva com uma marreta nos cornos que fica a ver coelhinhos da Páscoa até ao Ano Novo.
Até porque eu já não tenho idade para pedir nada ao Pai Natal; o Pai Natal já devia ter idade suficiente para perceber que nunca conseguiria atender ao meu desejo, por muito mais simples e básico que seja.

Mas vamos ter assunto para discutir até ao Ano Novo.
O meu sarcasmo relativamente às festas (aliás... que festas?) ainda vai durar algum tempo... até ao Dia de Reis, eventualmente!

Cumprimentos Patinos

10/12/2007

Universos Paralelos

A esta exacta hora, neste preciso momento, num outro qualquer canto do mundo, encontra-se alguém que se está sob o mesmo céu que eu.
Sob as mesmas estrelas, debaixo do mesmo luar, com pensamentos divergentes e ideias aproximadas.
Um outro eu que grasna graciosamente algures num lago brilhante e possivelmente gelado.
Com penas macias (certo... definitivamente, não exactamente como eu) e asas suaves, aguardando não se sabe ao certo o quê.
Mas as coisas são mesmo assim e, na realidade, nem sequer outro eu se poderá chamar, pois inevitavelmente tenderá a apontar para cisne.
Opinião pessoal, é um facto.
O meu outro eu, tão teimoso quanto eu e, muito provavelmente, bastante mais agradável que eu. O que é bom. Nada como as pequenas grandes diferenças que geram atracção como os pólos de um íman. Ou não. O problema do eu é que o deixamos de controlar e passa ele a controlar-nos a nós. O eu aproxima-se perigosamente dos heterónimos do meu eu, sendo cada eu um eu muito diferente do eu inicial.
Mas é desse eu que gosto.
Convicção é tudo, acho. Se não lutar pelo eu, de que vale a pena ser eu?
O interessante no meio disto tudo, é que com um pouco de sorte, o meu outro eu poderá estar também pensando neste meu eu... tal como este eu pensa nele.

Registo da noite: passei-me.

Eis a questão!

A malta não está habituada a estas coisas... mas garanto que o Pato Marques não passou para o outro lado.
Embora não tenha o hábito de publicar poesia neste blog, decidi abrir uma excepção.
Está realmente brutal.

É um poema do livro
Momentos Catárticos de Fátima Irene Pinto.

Há pessoas que nos libertam...
há outras que nos aprisionam e asfixiam.

Há pessoas capazes de extrair de nós o que há de melhor e mais bonito...
há outras que colocam em evidência toda a nossa imperfeição.

Há pessoas que nos tomam pela mão e nos conduzem...
há outras que nos empurram para o abismo da desorientação.

Há pessoas que semeiam flores de esperança e luz...
há outras que vão colocando espinhos na nossa cruz.

Há pessoas que nos injetam vida, otimismo, confiança...
há outras que aniquilam nosso equilíbrio e temperança.

Há pessoas que nos fazem multiplicar nossos poucos talentos...
há outras que nos fazem enterrar os poucos que supúnhamos ter.

Há pessoas que são balsâmicas em nossas vidas...
há outras que tornam completamente inócua a nossa lida.

Há pessoas que nos estruturam e nos levantam...
há outras que nos fragmentam e nos desmontam.

Assim posto, até onde o destino o permitir,
que possamos ficar longe daqueles que nos são corrosivos,
e que possamos ficar perto daqueles que nos são benfazejos.

Mas às vezes, por uma destas razões incompreensíveis da natureza humana,
descobrimos com espanto que há pessoas que simultaneamente nos elevam e nos abatem... nos levantam e nos derrubam...
nos apedrejam e deitam bálsamo nas nossas feridas.

E, mais perplexos ainda ficamos, quando constatamos que por um capricho
da Criação, ou quem sabe, da nossa mísera condição,
não somos vítimas passivas deste processo, e que vivendo e interagindo,
vamos nós também distribuindo (querendo ou não querendo) alegrias e dores, mágoas e alentos, luz e escuridão... Como se dançássemos em perfeita simetria
Ou como se contracenássemos em perfeita sintonia com os nossos
"balsâmicos algozes".
Tal é a humana condição... eis a questão!

Biografia da autora

Cumprimentos poéticos

09/12/2007

Pode ser que me engane (era excelente) mas estou com a leve sensação de que estamos fodidos...

08/12/2007

Preconceito

Expliquem-me somente uma coisa.
É um facto que não tenho grande cuidado com o meu aspecto e que deixo a barba por fazer durante semanas (homicida style); é também verdade que ando sempre com blusões ou casacos escuros (mas é um princípio básico de aquecimento... uso casacos quando tenho frio, e as roupas escuras retêm mais facilmente o calor... parece-me lógico); e finalmente, precisamente por ser um informático e o computador ser o meu objecto de trabalho, ando sempre com a minha fiel e confidente mochila com o meu fiel e confidente portátil...
Pareço um pato normal, certo?

Então por que raio, sempre que vou ao Pingo Doce com um casaco escuro, mochila às costas e a barba por fazer, o cabrão do segurança decide vigiar-me de perto? Tipo... já ando todos os dias com 4Kg às costas! O gajo acha que eu era capaz de meter mais alguma coisa na mochila?!!!
Pode ser paranóia, mas é altamente irritante. Vou ao corredor do leite e lá está ele a olhar para mim. O mesmo nas massas, no talho (ya... ia meter um bife ao bolso...), na padaria... é de loucos!!!
Ou é doente, ou então quer algo que não lhe vou dar.

06/12/2007

São quase 11 da noite...
Está um cheiro a caldeirada no prédio brutal. Quem será o doido a cozinhar a esta hora?

Patacoadas, parte 434

De facto, não compreendo a malta que acha que falar é bom e há que expor os problemas de uma forma clara e sucinta.
Na realidade, dá sempre merda. Ou então é o emissor que não tem jeito nenhum para isto.
O grande problema é quando se é demasiado teimoso ou, eventualmente, quando as certezas são de tal forma certas que se tornam mais definidas que o que seria normal. E depois sim, pareço um tarado. Mas não, é só a certeza absoluta a falar por mim.
O que gera mais uma cena complexa. Na faculdade sempre me disseram que não havia resultados com valores absolutos. Na realidade, tudo apresentava uma certa dose de incerteza. Tipo... 2+2 = 4 (considerando um erro de 6%)... merdas assim. É isso e o gajo da orbital de electrões... O electrão não está lá; existe é uma determinada possibilidade de ele existir. Mas mesmo não estando lá, a malta faz à mesma o cálculo como se ele lá estivesse e acaba tudo por ir parar ao cano no exame. Mas não faz mal. Enquanto são só os electrões, não há espiga.
Já na realidade mais real (aquela onde há dúvidas e certezas, mas onde cai sempre tudo na incerteza) começo a perceber que afinal as dúvidas, não sou eu que as tenho.
Mas o problema deve ser meu.
Há pouco tempo referiram algures que é uma pena eu não me rir mais vezes (ou pelo menos seria qualquer coisa assim)... (suspiro) mas a malta ainda não percebeu que não há motivos para???
O 'parte 434' é porque parece que é o meu 434º post neste recanto oculto da pseudo-humanidade patada (ou depenada).